Notas iniciais
Heey gente, eu estou animada com essa nova história, espero que você também estejam. Beijos. Comentem, favoritem e recomendem.

Prólogo

Scott não gostava de ser escravo do rei. Roland era até legal, mas fazia Scott de cachorrinho, sempre mandando seus recados pelo reino de Atlanta.

Ele admirava a sabedoria do Rei Roland, ele governava um país grande e mantinha a população a salvo dos nativos, os povos rebeldes que moravam aqui antes de o país ser colonizado. Por isso ficou muito surpreso com a ordem que recebeu do mesmo nesta manhã. Ele estava em seu gabinete, polindo suas armas quando um soldado bateu em sua porta. Pela fresta da armadura reluzente Scott pôde ver olhos castanhos preocupados, o que não o agradou muito.

– O rei deseja vê-lo. – havia dito o soldado.

Naquele momento o corpo de Scott havia ficado rígido, já esperando pela notícia. Ele seguiu o soldado pelos corredores do imenso palácio. Encontrou Roland sentado em sua poltrona, com alguns papéis em mãos. Tinha aparência doente, o que surpreendeu Scott. Ele era velho, mas sempre espalhava alegria por onde passava, nunca demonstrava cansaço. Scott se sentou diante de Roland.

Ele abaixou os papéis e olhou Scott por um tempo, talvez analisando o que falar.

– Preciso que vá a uma missão para mim Scott. – ele começou soltando um longo suspiro, Scott não interrompeu. – Há muito tempo, eu viajei para um reino deste país, era muito novo ainda. No castelo aonde eu fiquei os nativos haviam sido escravizados. Eu fui servido por uma nativa, ela era linda, Scott. Apaixonamo-nos, e eu a ensinei o que sabia. Então ela teve uma filha. Nossa filha.

O rei parou para recuperar o fôlego, e nesse momento Scott já havia se inclinado para frente, curioso com a história.

– Eu tive que ir embora e deixa-las, e pedi para Jodie, minha esposa, que escondesse a garota. Já que a união entre nossos povos e os nativos é proibida. Partiu-me o coração deixa-las, principalmente aquela bebezinha linda.

– Por que o Senhor está me contando isto agora?

– Porque preciso que faça algo por mim Scott.

Scott já tinha algumas ideias do que Roland poderia querer. Mas nenhuma fazia sentido,

– O que o Senhor quer que eu faça, exatamente? – perguntou Scott.

– Preciso que vá a tribo dos nativos e traga minha filha, Scott. Eu estou morrendo, e ela será minha herdeira.

Ótimo. Ele pensou. Mais uma tarefa para o cachorrinho Scott, e provavelmente será uma impossível.

– Como vou acha-la? – Scott perguntou.

Nesse momento, Roland se levantou e foi ate sua cômoda. Ele tirou uma chave do bolso e abriu uma gaveta, que Scott sabia conter coisas pessoais. Ele tirou de lá uma caixa de veludo preto, e aparentemente, um desenho. Roland caminhou devagar e se sentou de novo. Depois estendeu os itens, com um pouco de hesitação, para Scott.

Scott abriu a caixa delicada, e lá encontrou um colar magnífico. Era uma corrente de prata fina, com um medalhão pendurado. O medalhão era metade o símbolo do reino de Atlanta, que era uma onda com uma espada e uma asa atrás da mesma. A outra metade era uma árvore, uma árvore magnífica. Parecia uma mistura de todas as árvores.

Mas o que impressionou Scott foram os detalhes gravados no medalhão. Parecia uma joia perfeita. Ele guardou com cuidado e pegou o desenho. Ele poderia ter ficado impressionado com o colar, mas seus olhos se arregalaram diante da beleza da jovem no desenho.

Ela tinha os traços fortes e perfeitos. Maxilar travado numa expressão feroz. A pele não era tão clara como a de Scott, mas um tom que a deixava bonita. Os cabelos negros imensos esvoaçando pelo seu rosto. Mas os olhos... Era a coisa mais linda do mundo. Azul cobalto, assim como os de Roland. A garota parecia selvagem, o que causou um arrepio na espinha de Scott. A aparência já era intimidadora demais. Ele rezou para não ser esta a garota, quem sabe não seria Rodie? Ou era Jodie? Scott não lembrava.

– É ela? – ele sussurrou a pergunta com a voz fraca.

– Sim, esta é minha filha, Maya. É ela que você tem que buscar.

Notas finais
O que acharam? Continuo?Os próximos capítulos vão ser no ponto de vista da Maya.