A Herdeira (Dramione)
47 Capitulo 46 – Volta pra mim
Notas iniciais
Arthur dirigia a 140 km por hora, desviava dos carros na pista, o caminho ate o hospital demorou uns doze minutos com ele dirigindo. Eles chegaram no hospital, Draco ainda segurava Hermione nos braços. Eles foram direto para a emergência.
– Por favor, precisamos de um médico, nossa amiga, esta machucada perdeu muito sangue! – Arthur disse a primeira enfermeira que viu.
– Deixe-me me ve-la! – Arthur saiu para que ela chegasse a Draco.
Ela pegou o pulso de Hermione, retirou a cortina com sangue e fez uma cara feia.
– Coloquem ela aqui nessa maca! – Já disse andando encaminhando os meninos – Como ela se cortou?
– Assalto! – Harry disse – Assaltaram ela na rua, nós encontramos ela pois estávamos indo pro mesmo lugar.
– Certo, vou leva-la para atendimento, vão ate o Balcão preencher os formulários, chamem os pais dela!
Ela saiu empurrando a maca. Eles voltaram, Harry e Arthur cuidaram dos papeis, o único problema é que não tinham o contato dos pais de Hermione, Arthur teve de ligar para sua mãe o que demourou uma hora para ela atender por causa do fusu-hórario. Depois conseguiram avisar os pais dela, e já estavam ficando quase loucos sem noticias dos médicos. Harry e Arthur se sentaram ao lado de Draco, logico que Harry se sentou no meio dos dois. Mas não houve brigas nem discussões. Arthur só conseguia pensar que queria ver Hermione bem, independente se suas chances fossem mínimas com ela agora. Tudo iria depender de Draco.
Draco estava perdido, sua mãe morta, seu pai preso e a mulher que ele ama em risco de morte, suas lágrimas já haviam cessado, ele repassava os últimos acontecimentos em sua mente, tentando entender se foi ou não sua culpa a mãe ter morrido. E Hermione, ela havia dito que estavam em perigo e ele não ligou, foi displicente e agora podia perde-la também, ele sentia raiva dos pais, mas sentia mais raiva de si mesmo, se ela morresse ele não suportaria.
Depois de mais uma e meia os pais de Hermione chegaram, Harry e Arthur contaram tudo aos pais dela, a Sra. Granger não parava de chorar, e Draco não deixou de notar o olhar severo que o Sr. Granger lhe lançou.
Ao todo demorou três horas e meia até que o médico viesse falar com eles.
– Quem são os responsáveis pela paciente Hermione Jean Granger?
– Nós!! – os cinco se levantaram e se aproximaram do médico.
– Certo!! – o médico sorriu levemente ao ver os três garotos. – Meu nome é Dr. Clauss, a paciente recebeu sangue, fizemos curativos em seu corte, não foi fundo mas ela perdeu muito sangue, sua pulsação quase parou tivemos de reanima-la, depois a transfusão de sangue. O quadro dela é instável ainda, acabou de receber o sangue e agora esta respirando com ajuda de aparelhos. Os pais podem ir vê-la. Me acompanhem por favor.
Eles se retiraram. Os três se entre olharam.
– Tenho de levar as noticias. – disse Harry. — E preciso saber se encontraram Rony.
– Certo pegue o carro vá...
– Não sei dirigir Draco, eu vou aparatar daqui mesmo.
– Eu não sei dirigir também. Arthur você se importaria...
– Eu levo você pra sua casa...
– Não, eu vou ficar! Só saio daqui depois de que ela acordar!
– Não vou sair daqui também! Só ia te levar e voltar!
– Arthur você tem que ir, seus pais vão estar em Hogwarts amanhã cedo e sua irmã deve estar preocupada. – Harry disse. Arthur ficou sério. — E Draco sua mãe, devem ter levado o corpo para o Ministério...
– Não sei se quero.... eu....
– Draco ela é sua mãe. Ela errou com você, mas ela morreu pra te salvar.
– Quanto tempo leva pra....
– Liberar o corpo? – Harry completou. Draco fez que sim com a cabeça. – Um dia, um dia e meio.
– Certo, eu irei ate lá, mas amanhã vou passar essa noite aqui.
– Como quiser, eu vou voltar assim que puder ok, vamos Arthur, nós vamos levar o carro pra você Draco.
– Obrigado.
Os dois saíram. Draco se sentou esperando que os pais dela voltassem. Quando já era por volta das duas da manhã, ele ainda estava sentado na poltrona havia cochilado um pouco, viu que os pais dela estavam nas poltronas na frente os dois dormiam sentados. Ele se levantou foi até o banheiro, lavou o rosto e as mãos. Chorou mais um pouco se olhando no espelho pensando em seus pais. Saiu de lá ainda com os olhos marejados e foi procurar o quarto dela. Os pais dela não tinham falado com ele, provavelmente não diriam onde era o quarto e com toda a certeza queriam que ele ficasse bem longe da filha deles. Draco andou e olhou os quadros de informação que não ajudaram em nada. Encontrou uma enfermeira.
– Por favor a senhora pode me dizer onde esta Hermione Granger?
– O horário de visita já terminou!
– Por favor, sou namorado dela.
– Ok, mas não diga que foi eu que lhe disse. C-24 segundo andar acabei de ir trocar os medicamentos.
– Obrigado. – ele se encaminhou para o elevador.
Ele foi andando e encontrou a porta, ela estava lá. Pálida com um aparelho respiratório e com soro no braço, aparelhos medindo os abatimentos do seu coração. Ele se aproximou dela e pegou sua mão beijou sua testa.
– Oi... me perdoe por tudo isso, se eu tivesse te ouvido... – ele estava chorando. – Hermione por favor fica comigo, sei que você é teimosa e turrona o suficiente para se recuperar....
Ele abaixou acariciou seus cabelos e rosto e disse bem pertinho do seu ouvido.
– Me perdoe.... volta pra mim... eu te amo!!
Ele beijou seu rosto, se levantou e ficou em pé ao lado da cama. Segurando sua mão fazendo carinho com o polegar. E observava a maquina que marcava os batimentos, ele viu que aos poucos eles aumentavam e continuaram subindo, ficou preocupado não sabia se era bom ou ruim, ele ia apertar o botão que chama a enfermeira então sentiu um aperto leve em sua mão.
Ele olhou pra baixo, a mão dela segurava a sua. Voltou-se para seu rosto os olhos da morena começaram a abrir, ela mexeu de leve a cabeça procurando alguém conhecido. Ele a chamou.
– Hermione!!
Sem pensar duas vezes ele apertou o botão que chamava a enfermeira, eles tinham de ver que ela acordara. Hermione fixou os olhos nele e uma lagrima escorreu por seus olhos, ela não conseguia falar.
– Hermione!! – Draco se inclinou para o rosto dela e beijou sua testa de novo. – Você acordou!! Esta bem!! Vai ficar tudo bem, eu estou aqui, eu te amo!! Não vou te deixar!!
Nisso a enfermeira entrou.
– O que houve?
– Ela acordou olha!! – Draco disse sorrindo e chorando.
– Que maravilha!! Vou chamar os médicos, você deve sair, vem, vai avisar aos pais dela!!
Ela puxou ele e o tirou do quarto. Ela foi chamar o médico de plantão, ele saiu andando pelos corredores tinha de avisar aos pais dela, estava tão feliz por ela ter acordado. Ele os vius ainda dormiam sentados. Ele deu um leve sacudida no ombro do Sr. Granger. Que abriu os olhos assustado.
– O que foi? Hermione...
– Ela acordou senhor, ela acordou!!
– Meu Deus!! Querida, nossa menina acordou!!
A Sra. Granger acordou meio perdida. Draco contou a eles que os médicos já estavam com ela. Depois de uma hora a enfermeira veio falar com eles.
– A menina esta bem, acabou adormecendo por causa dos remédios para dor, mas já esta respirando sem ajuda de aparelho, seus batimentos estão melhorando e ficando estáveis, se os senhora quiser pode ficar no quarto com ela.
– Quando ela vai pra casa? – a Sra. Granger perguntou.
– Bom, eu não sei, mas se ela continuar reagindo bem talvez receba alta amanhã ou depois.
– Querido eu vou ficar com ela.
– Sim, eu vou te acompanhar quero ver ela, depois vou até em casa pegar algumas roupas pra ela.
– Sim, e é Draco não é?
– Sim senhora.
– Vá até a escola, avise os amigos de vocês, Harry e Gina devem estar morrendo de preocupação. E por favor traga noticias do Rony pra nós.
– Sim senhora eu irei, ela vai ficar bem mesmo? – Draco perguntou para enfermeira.
– Sim. Só precisa descansar e se recuperar, o perigo já passou.
Draco não queria mas fez o que mãe dela pediu, ele voltou para a escola, estava escuro já era quase seis da manhã. Chegando lá foi até o salão comunal da Grifinória e bateu na porta e chamou o nome de Harry. Mas quem atendeu a porta foi Arthur.
– Draco, você não ia ficar no hospital, o que houve?
– Ela acordou Arthur, ela acordou!!
Arthur sorriu e subiu correndo as escadas dizendo aos gritos.
– Entre Draco vou chamar o Harry!!
Draco entrou e ficou parado encostado na parede. Harry e Arthur desceram juntos.
– Draco, ela acordou? Ela esta bem?
– Sim Harry. Acordou era umas três horas da manhã. Os médicos disseram que o perigo já passou.
– Podemos ir vê-la amanhã? – Arthur perguntou
– Sim, ela poderá receber visitas e talvez os médicos deem alta amanhã mesmo.
– Que maravilha! Vou avisar a Gina. – ele ia se retirar mas voltou para Draco – Você quer... quer que eu vá com você ao Ministério hoje?
Draco não estava acreditando que Harry estava lhe oferecendo apoio.
– Não tudo bem, eu estou bem, obrigado. – ele respondeu sem jeito. – Encontraram o Weasley? A Sra. Granger pediu noticias.
– Sim eles encontraram Rony e Gina o trouxe pra cá, ele esta na enfermaria em observação, não para de chorar, esta muito preocupado e culpado por tudo.
Draco preferiu não xingar ele neste momento mas se pudesse espancaria o idiota.
– Certo, vou tomar um banho me trocar e voltar para o hospital.
– Não se preocupe pode ir resolver seus assuntos, eu vou para o hospital agora mesmo. – disse Arthur – Vou avisar Anitta, ela acompanha meus pais quando eles chegarem.
Draco assentiu e se retirou, e foi para seu quarto. Quando entrou viu seus amigos dormindo, ele foi direto para o banheiro. Deixou a água quente cair sobre seus ombros, sentiu seu tornozelo ardem na mordida, mas tentou por os pensamentos em ordem.
“Mãe!! Como você pode?! Se tivesse se negado, se tivesse me ajudado, poderíamos estar todos bem agora. Sei que a senhora me salvou porque em algum lugar o seu amor por mim ainda existia, e era mas forte do que essa insana ideia. Você nunca me deixaria ficar com ela neh! Mesmo ela não sendo nascida trouxa, você tinha repulsa dela por ela ter sido criada por trouxas e por amar os pais trouxas, você a odiava por ela ser a pessoa incrível que ela é, mas agora não posso dizer isso a você, não posso te explicar o quanto eu a amo, eu amo a senhora também.... eu... eu te perdou.
Pai!! Você não merece nada de mim, eu o renuncio, foi sua culpa, sua culpa, se não fosse um louco por poder, um poder que nunca seria seu, egoísta, ganancioso, você ia me matar por causa dele, eu te odeio é culpa sua ela estar morta!!
Hermione!! Meu amor... espero que possa me perdoar, por coloca-la em risco, eu vou respeitar sua descisão, se não quiser ficar comigo.””
Ele saiu do banho pensando nos momentos felizes que passou ao lado dela. Quando abriu a porta seus amigos estavam sentados em suas camas conversando.
– Draco, como ela esta? Como você esta?
– Ela esta bem Nott, ela acordou.
– Que noticia boa!! – disse Nott
– Draco temos que ir ao Ministério eu e você, temos que dar nosso depoimento sobre a... a morte da sua mãe. – Blas falou triste.
– Que droga, não estou com cabeça para isso.
– Eu sei, mas temos que ir, como você esta?
– Eu vou ficar bem Blas, sei que minha família esta plantando o que colheu, mas não queria ter perdido minha mãe, ela era tudo pra mim, pelo menos ate ontem eu acreditava que ela sempre me protegeria.
– Draco, ela não deixou que você morresse, ela se colocou...
– Eu sei Blas mas ela ia me entregar a ele, ela ia matar Hermione. Eu a perdou pois sei que ela me amava, mas isso não redime o que ela ia fazer conosco.
– É você tem razão.
– E como Pansy esta?
– Ela contou tudo a diretora, Minerva não apliocou nenhuma detenção, ela não estava em si. Mas ela esta bem, esta em observação na enfermaria.
– É Blas ela esta bem, mas o Weasley esta lamentável.
– O quer dizer Nott?
– Eu fui ontem a noite ver Pansy, você estava com Minerva, o Weasley tinha acordado, ele chorava e gritava, segurava Harry e pedia perdão, perguntava por Hermione, e quando Harry disse que ela estava no hospital em estado grave. Ele pirou, gritava que a culpa era dele, dizia que queria morrer, que preferia morrer no lugar dela.
– É Nott, mas a culpa de Voldemort ter descoberto ela é dele, foi ele que deu as pistas a Pansy, que falou da profecia pra ela.
– Eu sei Blas, não estou com pena dele, só estou dizendo que a situação ta feia.
– Se eu pudesse eu quebrava a cara dele, mesmo ele já estando a beira da loucura, depois dinha o desplante de dizer que a amava. Espero que Mione se afaste dele.
– Ela não vai fazer Draco.
– Eu sei Blas. – ele já estava trocado e sentou na cama. – Ela é incrível, vai perdoa-lo, não sei mas acho... acho que não terei ela de volta.
– Por que não?
– Porque Nott os pais dela, não vão aceitar que ela fique com o cara que é filho das pessoas que tentaram mata-la, ela tem o Arthur, é péssimo dizer isso mas ele é um cara legal, e os pais dela adoram ele, eu pude notar o apresso que o Sr. Granger tem por ele. Então eu...
– Draco, Hermione ama você! Ela te disse isso.
– E sei Blas, e eu amo demais, mas não vou insistir em algo que possa a fazer sofrer, ela vai escolher se estaremos juntos de novo.
– Você é que sabe, bom temos de estar no Ministério as nove, porque você não descansa um pouco depois comemos, damos uma olhada na Pansy e depois vamos, vamos usar a rede flur da Minerva então você pode dormir uma hora e meia.
– Pode ser, eu apenas cochilei na poltrona no hospital. E vai ser bom eu ir até o Ministério quero pagar o hospital e precisarei vericar os documentos que vocês sabem dinheiro, era a minha mãe que cuidava de tudo.
– Sim, nos vamos resolver, eu vou com vocês minha mãe trabalha no Ministério nessa parte buracrática acho que pode lhe ajudar.
– Obrigada Nott.
Os dois amigos continuaram conversando mais baixo e Draco se deitou, sentia que havia levado uma surra, e seu tornozelo doía. Estava tão preocupado com a morena que esqueceu completamente da perna. Seria ótimo passar na enfermaria. Ele continuo a pensar na morena e implorava em seus pensamentos, “Fica comigo”.
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