A Herdeira (Dramione)

48 Capitulo 47 – Se Entendendo.


Notas iniciais
Oi voltei, esse capitulo vai para Thata Snape que recomendou a minha história, obrigada linda. Bom gente,o ápice central da minha historia já foi, mas não posso simplesmente terminar ela assim, quero acabar ela com chave de ouro, e tenho mais coisas para vocês, como o jeito que todos descobrem que ela é filha do Lord, a primeira vez de Mione e Draco, entre outras cositas, então continuem comigo pois prometo não vão se arrepender. bjus vamos nessa não deixem de comentar!!

Depois de passarem na enfermaria e verem Pansy e de cuidar de seu tornozelo, os meninos se dirigiram ao Ministério, chegando lá foram recebidos por um funcionário que os encaminhou aos depoimentos. Foi horrível descrever tudo que aconteceu, e no fim das contas Draco ouviu que seu pai seria condenado a prisão perpetua em Askaban por seus crimes. Se Draco quisesse ele podia pagar pela liberdade de seu pai, o que sua mãe iria fazer, mas ele não o fez. Acreditava que lá era o lugar dele, ele nunca foi um pai amoroso, sempre cobrou de Draco que fosse seletivo em suas amizades, só ensinou o filho a ser egoísta e ganancioso como ele, ficar preso faria bem a ele. Depois ele cuidou da liberação do corpo de sua mãe para o enterro, ela seria liberada na segunda de manhã pela demora dos processos e por ser final de ano. Ele só poderia vê-la no velório. E por ultimo foram falar com a mãe de Nott. Eles foram ate seu escritório lá dentro Nott bateu na porta e abriu.

– Mãe! Podemos entrar?

– Sim querido, venham.

Ela abraçou o filho e depois abraçou Blas e Draco.

– Sinto muito pela sua perda.

Draco assentiu com a cabeça, não alongando o assunto.

– Mãe o Draco precisa que o ajudem com os papéis da liberação do dinheiro dele.

– Sim, eu cuidava deles pra sua mãe, sabe vai ser bem simples, você ainda não fez vinte e um, não pode assumir todo o capital das empresas de seu pai, ate porque elas estão sobre verificação do Ministério, este parte maior do dinheiro, que é seu, estará bloqueado até o final das investigações, sabe como é, depois de tudo. Mas você e sua mãe tem uma poupança bem gorda, que esta no seu nome Draco, e sua mãe deixou tudo acertado para que você pudesse usa-la quando for preciso. Então você apenas terá de ir ao banco dos bruxos e refazer as chaves, como você sabe os cofres da família Malfoy tem chaves especiais, e sobre o dinheiro trouxa, bom você pode usar este cartão aqui. – Ela abriu a gaveta e retirou um cartão e o entregou a Draco. – Sua mãe que solicitou a um mês, e por sorte ele chegou nesta quinta. Eu ainda nem tinha ligado para sua mãe para avisa-la.

– E como funciona?

– Bom é um cartão trouxa normal, você passa débito ou crédito, sempre que você usar o cartão o dinheiro que esta em Gringots diminui, é uma conta mágica automática. Você vai precisar assinar alguns papéis pra mim, sabe dizendo que a partir de hoje esta assumindo todos os assuntos em relação aos processos financeiros de sua família.

– Certo, e você pode me dizer se eu já posso usar ele hoje?

– Sim, mas nossa imagino que deve querer acertar alguns assuntos e seus pais, bom você pode sim usar, mas retirar galeões só depois de ir ao Gringots.

– Ele tem uma senha?

– Na verdade tem, mas você terá de trocar agora, pois é uma senha padrão. Deixa eu pedir que me tragam a máquina e os seus papéis para acertamos tudo.

Ela se levantou e saiu por instante deixando os meninos.

– Caraca Draco ta cheio da grana!! – Nott brincou.

– Pois é, e tenho um processo também. Ninguém merece, eu não quero as empresas, isso não faz mas parte dos meus planos.

– Bom então vende as empresas, ainda sim vai ter um bom dinheiro, poderá investir no que quiser.

– É uma boa Blas, assim que o processo terminar, eu as coloco a venda.

A mãe de Nott voltou, com os papéis e com a máquina, que Draco notou ser um computador de mão, o mundo mágico as vezes era bem primitivo referente ao século XXI dos trouxas. Com alguns minutos eles resolveram tudo, Draco quase teve um troço quando viu o valor atual da sua poupança no banco, como podia ter tanto zeros, como podiam ter tanto dinheiro assim. Eles se despiram e foram para o hospital no caminho Draco comprou um buquê de lírios brancos e laranjas para Hermione.

Quando chegaram no hospital viram os pais de Hermione conversando com um senhor de terno. Eles se aproximaram devagar.

– Mas senhor Travis, isso é muito, não podemos dividir.

– Sinto muito mas quando fizeram os papéis de entrada colocaram que o pagamento seria a vista na saída da paciente, ela não teve alta ainda, mas terá em breve. Eu apenas quis saber se já queriam acertar a parte já utilizada.

– Sim. – Draco disse nas costas do senhor. – Sr. e Sra. Granger, eu vou pagar pelas despesas dela. Podem ficar tranquilos. É o mínimo que posso fazer.

Eles olharam para Draco de maneira diferente, a Sra. Granger com carinho e agradecimento, o Sr. Granger com agradecimento e desconfiança.

– Obrigada querido, nós aceitamos.

– Querida!!!

– O que foi, nós não temos esse dinheiro, e sinto que Draco esta fazendo de coração.

– Sim senhora, me importo muito com a filha de vocês.

– Mas seus pais...

– Senhor, eu sei que eles fizeram e entendo que estejam com raiva, eu também estou. Mas quero que saibam que eu não sabia de nada e quando soube fiz o possível para salva-la.

– Nós sabemos Draco, Harry nos contou, e eu sinto muito pela sua mãe.

– Por favor senhor me deixe fazer isso.

Ele olhou para sua esposa e disse.

– Esta certo, nós... nós agradecemos muito mesmo.

– Senhor Travis não é? – o homem assentiu para Draco. – Onde posso fazer o pagamento?

– Me acompanhe por favor.

– Sim já vou, senhora Hermione já acordou?

– Sim Harry, Gina e Arthur estão com ela, pode subir quatro visitas, você pode subir depois se quiser eu e meu marido vamos tomar um café, os meninos nos acompanham? – ela olhou para Blas e Nott, ela queria saber mais sobre Draco.

– Sim, claro. – Nott disse, eles acompanharam os pais dela.

Draco foi com Travis e acertou tudo com ele, depois subiu para o quarto. Ele bateu na porta, abriu e foi entrando. Seus olhos encontraram os de Hermione e ela sorriu. Ele correu os olhos pelo quarto e viu Gina e Harry de um lado cama e Arthur estava do outro, ele e Hermione estavam de mãos dadas. Draco não gostou disso.

– Oi Draco!! – Hermione disse feliz.

– Oi Mione, você parece melhor! – ele estava feliz por vê-la bem, estendeu as flores para ela. – Trouxe pra você!

Ela pegou com as duas mãos se soltando de Arthur.

– São lindas!! Obrigada. Arthur você pode colocar naquele vaso pra mim por favor?

– Sim Mione. – ele pegou o buquê e saiu do lado dela.

Draco tomou seu lugar, mas não tocou suas mãos.

– Bom dia Harry, Gina, Arthur, me desculpem estou distraído.

– Tudo bem Draco! – disse Gina.

– Como você esta? – Hermione perguntou segurando a mão dele.

– Estou bem, vai ficar tudo bem. – ele disse rindo, estava feliz por ela não se acanhar em toca-lo na frente de todos.

– Eles estavam me pondo a par dos assuntos, eu... eu sinto muito por sua mãe. – ela disse olhando fixamente para os olhos de Draco.

Harry pigarreou.

– Bom eu quero um café, você quer um café Gina?

– Sim eu quero, você quer um café Arthur?

Arthur respondeu revirando os olhos.

– Não eu não quero, mas já que temos de dar licença eu vou vocês. – ele olhou para Hermione rindo. – Qualquer coisa eu vou estar por aqui ok.

Ele deu uma piscada pra ela, ela assentiu e riu dos amigos. Os três saíram. A porta se fechou e Hermione olhou pra Draco que estava sorrindo.

– Isso foi estranho.

– Sim, Harry e Gina conseguem ser realmente bobos as vezes.

– Como você esta? – ele disse tocando seu rosto.

– Com dor, mas sou teimosa e turrona sabe, vou me recuperar.

– Você ouviu! – Draco se surpreendeu.

– Sim.

– Mas você estava inconsciente quando eu disse isso.

– Eu sabia que era você, eu te escutei, sabia que precisava voltar.

Draco se sentou devagar na beiradinha da cama bem perto dela.

– Me perdoe.... foi minha culpa... se eu tivesse te escutado...

– Pare com isso Draco, você não tem culpa de nada, nada, ouviu. Se não fosse por você eu estaria morta. – ela tocou seu rosto.

– Eu não mereço você, depois de tudo isso você ainda se importa comigo.

– É lógico que eu me importo com você. Eu... eu amo você.

– Eu... eu.... não vou deixar que te machuquem de novo, você deve se afastar de mim, deve continuar com Arthur.

– Quer que eu fique com Arthur e continue fingindo que não amo você?

– Ele te faz bem, ele cuida de você, eu sei que com o tempo você vai me esquecer.

Ele disse abaixando os olhos. Hermione não acreditava no que estava ouvindo.

– Draco Black Malfoy, você estava morrendo de ciúmes a dois minutos quando nos viu de mãos dadas!

– Sim, eu estava com ciúmes!

– Então, não me diga que vai me deixar escapar tão fácil. Vai desistir assim.

– Eu não vou desistir.

– Que bom, pois eu quero o Draco Malfoy por quem eu me apaixonei de volta. O Draco teimoso, petulante, presunçoso, secretamente romântico, que é capaz de amar e perdoar.

– Esqueceu de dizer lindo e gostoso. – ele disse rindo.

– Sim, isso também. – ela disse rindo colocou a mão em seu rosto. – Senti muito a sua falta.

Ele segurou sua mão em seu rosto e respirou fundo sentindo o toque de sua pele macia.

– Tive tanto medo de te perder!! Quando te vi sangrando, quando te peguei no colo e você não acordava.

– Eu estou aqui não vou a lugar nenhum.

– Promete, vai ficar comigo?

– Sim, eu amo você.

Ele olhou firme pra ela e disse pela primeira vez com ela inteiramente consciente.

– Eu amo você.

Os olhos de Hermione brilhavam. Eles foram se aproximando devagar, ele beijou seu rosto e foi ate seu queijo, bem devagar, e subiu para sua boca, o beijo começou calmo, foi ficando mais urgente, então a máquina ao lado apitou. Draco se separou rápido dela.

– Você esta bem? Eu te machuquei? – preocupado.

– Não, eu estou muito bem, é que meu coração esta acelerado.

– Isso é bom?!

– Sim, muito bom, achei que você nunca iria me dizer isso, achei que só ficaria nos meus sonhos.

– Eu vou realizar todos os seus sonhos.

– OK, pode começar me beijando de novo. – ela estava sorrindo de orelha a orelha.

– Seu desejo é uma ordem senhorita.

Ele tomou seus lábios novamente, ela estava feroz, Draco correspondeu, sua língua pediu passagem e ela aceitou, eles continuaram a se beijar por minutos, com a máquina ao lado pirando. Então alguém bateu na porta e entrou, eles se separaram.

– Ahh Blas pegamos eles no flagra!!

– É Nott, pelo visto a morena ai já esta pronta pra outra!

Draco ia xingar os amigos mas...

– Blasio, Nott é bom ver vocês!

– É bom ver você também morena. – disse Nott se sentando nos pés da cama. – Sabe ainda bem que se recuperou, sabe o Draco aqui estava morrendo!!

– Desce daí Nott. – Draco o empurrou da cama. – Vai desconectar algum fio.

– Calma Draco, eu não sou tão estúpido assim!

– Não é!!

– Meninos se acalmem ou vou chamar a enfermeira!!

– Isso ai Hermione coloque esses dois moleques no devido lugar. Eai como você esta se sentindo de verdade?

– Estou bem Blasio. Com um pouco de dor, e tenho mais uma cicatriz, agora estou na frente do Harry. – ela brincou. Mas viu que Draco não gostou da brincadeira, afinal as duas foram feitas pela sua família.

– Pelo menos não é na testa!! – Nott disse pra descontrair.

– É bom só viemos ver como você esta, Nott ouvi sua nova fã te chamar vamos nessa.

– Nova fã? Ele já encantou uma enfermeira? – Hermione perguntou.

– Não Blas esta falando da sua mãe!!

– O que??

– Calma Mione, eu não peguei sua mãe, nós só ficamos amigos, sabe ela queria saber mais sobre o novo genro aqui. – Nott apoio o braço em Draco.

– O que você disse a ela?

– Nada que não seja verdade Draco. – Ele respondeu rindo maleficamente.

– Bom eu acho melhor tirar Nott daqui, senão o próximo a estar em estado grave vai ser ele. Vamos Nott!

Os dois saíram rapidinho do quarto e fecharam a porta na cara de Draco.

– Ei voltem aqui...

– Draco deixa eles, o que eles poderiam dizer a minha mãe?

– Você não conhece o Nott, ele é impossível. Não preciso que sua mãe também não goste de mim!

– Por que quem mais não gosta de você?

– O seu pai, acredito que não foi com a minha cara.

– O meu pai não vai com a cara de ninguém, que fique a fim de mim.

– Ele gosta do Arthur.

– Exceto do Arthur, mas não importa de quem ele gosta. E sim de quem eu gosto.

– O que vai fazer a respeito dele?

– Do Arthur? Eu não sei preciso conversar com ele, agradecer e explicar, eu... eu tinha dado uma chance a ele antes de tudo isso acontecer, nos estávamos juntos de verdade.

Ela desviou o olhar, Draco estava sério.

– Há quanto tempo?

– Desde de sexta a noite, nós nos beijamos, eu tinha dito a ele que ia tentar de verdade.

– Então você esta com ele oficialmente.

– Não, quer dizer sim, talvez.

– Ótimo, vou ter que te dividir com ele. Isso não vai rola.

– Nossa que namorado possessivo eu arranjei.

– No momento atual sou seu amante.

– Draco nós não vamos brigar. Vai eu estava triste confusa, não podia mas estar com você, corríamos perigo, eu tinha acabado de descobrir quem eram meus pais. Arthur ficou do meu lado o tempo todo, eu não tinha esperanças de reatarmos, quis tentar recomeçar e agradecer a ele por tudo.

– Sabe porque eu não estava ao seu lado. Você terminou comigo.

– Para nossa segurança!!

Ela estava zangada, como ele não entendia, poxa, ela fez tudo para protege-lo. Draco estava pirando, não suportava a ideia de dividi-la com alguém, mas ele não podia culpa-la, ela fez tudo pensando nele, se bem que ela podia ter esperado um pouco mais.

Mione estava com o semblante sério e Draco de braços cruzados nos pés da cama, ele bufou passou a mão nos cabelos e se aproximou dela.

– Sabia que você é a única mulher que consegue me tirar do sério, você podia ter menos fãs.

– Digo o mesmo a você. – ela pensou de novo no que ele disse e sorriu. – Sou mesmo a única?

Ele sorriu. E pegou sua mão e tocou seu rosto.

– Sim a única!

Nisso Arthur entrou com os pais de Mione.

– Oi querida voltamos como se sente?

Ele se aproximaram do outro lado da cama. Draco se soltou dela, mas Hermione segurou sua mão com a dela na cama.

– Estou melhor, eu e Draco estávamos conversando.

– Sim, ele é um cavalheiro minha filha, muito gentil. Ele te contou que pagou o hospital, seu atendimento.

– Não ele não me disse isso. – ela sorriu pra ele.

– E muito humilde também.

– Sim muito... – ela riu, Draco sorriu pra ela e deu de ombros.

– Mione meus pais estão ai embaixo querem te ver.

– Claro Arthur.

– Bom, então eu e Draco vamos descer, vamos rapaz!

– Sim, logo eu volto ok. – ele beijou a testa dela e saiu com o Sr. Granger.

Eles saíram e desceram, Draco cumprimentou os pais de Arthur que esperavam já perto do elevador. Depois que eles foram o Sr. Granger ficou encarando Draco.

– Podemos conversar?

– Sim senhor.

Eles foram até um reservado aos que esperam que ali ao lado, uma mini sala de espera.

– Qual suas intenções com minha filha?

– As melhores senhor. – Draco disse nervoso, nunca pensou que estaria nesta situação.

– Sabe eu sei muito bem que por sete anos você e minha filha não se suportavam. Quero que me explique como é possível suas intenções serem boas.

– A verdade senhor, é que sempre fui um moleque mimado sem noção. Meus pais me mostraram valores errados, ganancia, soberania, sempre me achei melhor que os outros.

– Principalmente se esses outros fossem nascidos trouxas!

– Sim senhor. Mas eu mudei, sua filha me ensinou, me mostrou que pra ser homem de verdade temos de saber amar e perdoar. Eu me arrependo muito de tudo de mal que já fiz ou não impedi que ela sofresse, fui covarde e egoísta, mas tudo mudou, depois que.. – Draco respirou fundo.

– Depois que?

– Depois que me apaixonei.

– Se apaixonou? E quer dizer que uma paixão, uma aventura de alguns meses o fez mudar.

– Não senhor, eu não me apaixonei em uma aventura, eu me apaixonei pelo jeito dela.

– O jeito dela?

– Sim, ela é tão teimosa, nunca desiste, sempre coloca quem ama na frente de si mesma, mas nunca recorre ao mal, luta e consegue tudo o que quer seguindo o que seu coração manda, ela não tem medo de ser ela de verdade, e sempre esta disposta a ajudar, a mostrar a verdade e ensinar coisas boas. Ela é uma pessoa incrível, ela insistiu em me mostrar o babaca que eu era e as futilezas que eu achava importante, ela não desistiu de mim, ela foi a única que esteve disposta a me ajudar a ser melhor, e eu queria ser melhor por ela, pois quero estar a altura de uma mulher tão maravilhosa quanto ela.

Draco estava sério, não sabia de onde tudo aquilo havia saído mas saiu, sentiu um alivio tão grande em ver, em entender o porque de amar ela, e nesse momento nada mais importava, ele seria o homem a altura dela, ele não desistiria dos princípios que aprendeu com ela e não deixaria ninguém afasta-la dele.

O Sr. Granger estava atento ao rapaz queria acreditar que ele não iria machucar sua filha.

– É bom que você entenda o valor que ela tem, pois ela vale mil vezes mais pra mim e minha esposa. Não vou mentir, preferia que ela escolhesse Arthur, mas não posso mandar no coração de minha filha, não a desaponte, se você fizer isso... eu... eu vou estar de olho em você.

Draco assentiu com a cabeça, não confrontou, sabia que a balança pendia contra ele, por mais que ele dissesse que amava Hermione, seu pai não aceitaria tão fácil.

Nisso Harry chamou por Draco.

– Draco! Você acertou com o hospital?

– Sim, por que?

– Bom, eu ia pagar tudo, quando preenchi os papeis não tinha dinheiro mas hoje vim preparado, tome.

– Não Harry, eu paguei pois é o mínimo que eu podia fazer, entendo suas intenções mas não posso aceitar.

Harry olhou para Draco, estava feliz por finalmente ele começar a entender os valores reais da vida.

– Sabe Malfoy, acho que você cresceu bastante nos últimos meses. Acredito que o credito seja de uma certa morena. Trégua? – Harry estendeu a mão.

– Trégua. – Draco aceitou.

Depois de uns vinte minutos os pais de Arthur desceram, sem ele. Eles se juntaram a todos na cafeteria, a mãe de Arthur olhou severamente para Draco e disse.

– Deixe eles conversarem ok, e mais uma coisa não guarde rancor de seu pai, ele é um homem com a mente fora do eixo padrão, assim como você era, ele também foi manipulado pelos pais, ele apenas não teve a sorte de encontrar alguém que lhe ensinasse os valores reais da vida.

Draco ficou olhando para mulher sem entender como ela podia saber essas coisas.

No quarto dois morenos conversavam.

– Sua mãe é louca por você! – ela sorria.

– Sim, é difícil não ser louca por mim! – ele brincou.

– Você é muito besta mesmo.

Arthur se aproximou e segurou a mão dela, acariciou e disse com olhar preso nas mãos deles.

– Nós não vamos continuar juntos não é?

Hermione entristeceu não sabia como responder ela não podia, não queria mentir pra ele, mas também não aceitava a dor que lhe causaria.

– Não... eu e...

– Voltaram! – ele disse desapontado.

– Sim... – ela estava envergonhada, mas não podia resistir ao que sentia pelo loiro.

– Você nem ao menos cogitou continuar a me dar uma chance!

Ela viu que não foi uma pergunta, como poderia se explicar.

– Sinto muito, mas eu o amo..

– E eu amo você! Nunca senti nada assim!

– Arthur não posso mentir pra você, pra ele, pra mim. Se ficássemos juntos nós só sofreríamos mais, e eu não posso te fazer sofrer mais!!

– Eu entendo você, eu aceitei tudo isso, eu sou muito burro, eu sempre achei que teria uma chance, mínima, mas eu acreditava com todo meu coração nela. – ele estava com os olhos marejados e vermelhos, tentava se acalmar, ainda segurava a mão dela com força.

– Me perdoe Arthur, eu não devia ter alimentado essa esperança em você, mesmo a gente sempre sendo sincero um com o outro, eu aceitei tentar, me perdoe!

Ela segurou a mão dele com a duas e estava com lágrimas nos olhos.

– Não tem o que eu perdoar você, eu insisti, eu me envolvi, posso te pedir uma coisa?

– O que quiser Arthur!

– Não me ignore, seja minha amiga, e por favor diga a ele que não beije você na minha frente.

– Nunca vou te ignorar, você é tão importante pra mim quanto o Harry, e pode deixar eu vou conversar com ele. – ela sorriu pra ele. – Espero que encontre uma pessoa tão maravilhosa quanto você, meu amigo. Eu amo você!

– Eu também.

Ela o puxou e o abraçou, foi meio sem jeito pois ela ainda estava presa as máquinas seus movimentos estavam meio limitados. Eles se separaram.

– Mione não quero que fique brava mas eu contei ao professor Abeforth em que hospital você estava. Ele me procurou na enfermaria, estava chorando, nervoso, preocupado com você. Ele queria estar aqui mas não sabia se você iria querer vê-lo. Posso pedir mais um favor?

– Sim, pode enviar uma mensagem a ele pedindo que venha esta tarde!

– Você é demais! – ele beijou seu rosto e ia saindo quando a enfermeira entrou.

– Com licença esta na hora da medicação!

– Sim pode entrar! – Arthur abriu a porta pra ela.

– Arthur!!

– Sim Mione!

– Conte tudo aos meus pais, peça que Harry e Gina estejam com você, conte a eles quem são os meus pais biológicos.

– Eu farei isso. Quem você quer que suba?

– Só uma pessoa, ela vai dormir com a medicação e pelo que estou vendo no histórico de batimentos, essa mocinha esta precisando descansar.

– Draco! – ela disse vermelha a Arthur.

– Faze o que neh!. – ele se retirou.

Descendo foi falar com Harry e Gina disse que Mione queria que eles contasse aos pais dela a verdade de seu nascimento. Eles estavam em um canto na cantina com os meninos e os pais de Arthur. Ele disse o que a enfermeira falou e disse a Draco que ela queria que ele subisse. Harry pediu para falar com os pais de Hermione em particular.

Os cinco se sentaram em uma mesa mais reservada, Arthur começou a contar como Hermione descobrira e Harry e Gina ajudavam com o que sabiam explicar melhor. Depois de um longo tempo, eles terminaram a Sra. Granger chorava, e o Sr. Granger estava atônito. Arthur lhes disse que pedira a Abeforth que viesse ao hospital e disse que ele estava ansioso para ver Hermione, os pais dela assentiram, ele saiu para enviar a mensagem, enquanto Gina explicava um pouco mais sobre Ariana.

A tarde foi chegando e por volta da cinco horas, só estavam Arthur e os pais de Hermione na sala de espera, todos haviam ido cuidar de seus compromissos, Harry e Gina ainda não tinham ido ao Ministério depor, e Nott e Blas acompanharam os pais de Arthur ate a escola. Draco estava com Hermione que descansava, ele passou a tarde inteira a vendo dormir. Quando foi por volta das seis horas Hermione acordou, uma enfermeira veio lhe ver, retirou os aparelhos cardíacos pois já estavam tudo normal. Ela ficou apenas com o soro. A enfermeira ajudou ela tomar banho e se trocar. Ela estava com uma calça de moletom e uma blusa de manga comprida, fina. Depois se sentou na cama e começou a ler uma história em voz alta para Draco que estava sentado na poltrona ao seu lado. Rindo pois eles haviam discutido quem deveria ler a história e Hermione teimou até que ele cedeu.

A porta do quarto abriu e os pais de Hermione entraram acompanhados de Abeforth.

– Querida, o senhor Abeforth veio vê-la!

Abeforth entrou no quarto e estranhou ver Draco ali.

– Olá Hermione, como você esta? – perguntou sorrindo.

– Eu estou bem melhor. – ela sorriu pra ele e olhou para Draco, que estava com uma feição de confusão no rosto. – Draco, Abeforth é meu tio! – disse sem graça.

– Tio!! Co...como? – ele perguntou impressionado.

– Sou filha de Ariana Dumbledore.

Draco estava assustado, confuso, estático. Olhava para Hermione e Abeforth, tentando entender como isso era possível.