A Herdeira Da Máfia

25 XXV. The Whole Truth.


Demorou alguns minutos até que todos os convidados fossem embora e Anthony digerisse o ocorrido comigo. Sophie e Ethan estavam sentados no sofá, com uma postura ereta, encarando-o seriamente. Blair estava mais afastada entre o irmão, Frederick, e a esposa dele, Katheryn, que conheci quando Logan se feriu. Harry, irmão de meu pai, teve a chance de conhecer a bastarda – vulgo eu, apesar das circunstâncias. Era assim que eu me sentia agora. Fiquei ainda mais afastada, sentando no chão do outro lado da sala. Ouviria muito bem do lado de cá. Logan estava na outra ponta e podia sentir seu olhar pesado sobre mim. Cada um criando possibilidades para o que estava acontecendo. Cada um pensando no pior. Sentia meu pescoço arder ainda pela força que o homem usou ao tentar me enforcar.

— Não sei por onde começar, para ser sincero. – Sussurra Anthony quebrando o silêncio torturante.

— Comece pelo começo. – Diz Blair friamente o encarando como se ele fosse um monstro.

— Eu fazia parte da Cosa Nostra. Era quase o braço direito de Augustos Baldocchi, o chefe dessa sociedade mafiosa. – Vocifera calmamente respirando fundo. – Sempre fui muito bom no que fazia e alguns dos mafiosos me incentivaram a tomar o lugar dele. E eu tentei. Era um adolescente, não sabia o que fazer e fui influenciado.

— Você é maluco? Trair a Cosa Nostra? É por isso que nunca se interessou em entrar quando eu tentava te convencer de que era um bom negócio para a máfia! – Grita Frederick espantado, e pelo visto o único a entender o que estava acontecendo.

— Eles me querem morto. É a maior lei da máfia. O traidor. Tem. Que. Morrer. – Anthony pronuncia as palavras lentamente e sinto meu coração se apertar com a informação.

— Por isso a urgência em querer que assumíssemos a máfia. – Sussurra Sophie.

— Bem... Eu tenho um plano. Metade da Cosa Nostra ainda está do meu lado, por isso acabo descobrindo o que está acontecendo lá dentro. Augustos não se preocupou muito com esse problema porque estava lidando com Valentin. – Ele tenta ser mais claro, mas só nos deixa mais confusos.

— Valentin? – Blair se manifesta.

— Um adolescente que assim como eu, acreditava que podia assumir o lugar dele. Entretanto, ao contrário de mim, ele queria mais que o poder, queria a filha do homem também. – Balbucia Anthony se explicando.- Mas agora eu sou o problema. Outras máfias, a minoria que não faz parte da Cosa Nostra tem se unido a mim e isso preocupa Augustos. E agora, ele me quer morto.

— E os mercenários que estavam atrás de mim? – Pergunto, atraindo a atenção de todos ali. Me encolho sobre o chão temendo ser linchada por aquele tanto de pessoas. Mas Blair e Ethan pareciam ser os únicos incomodados comigo.

— Descobriram seu paradeiro através de Andrew. Ele fazia parte da Cosa Nostra. Queriam usar isso contra mim. – Murmura me encarando. – Por isso pedi que Logan ficasse de olho em você, mas as coisas ficaram feias e foi preciso te trazer para mais perto.

— Foi preciso mentir para mim também? – Blair questiona secamente e Anthony suspira pesadamente.

— Espera aí. – Sophie se levanta segurando algumas lágrimas. – Se Andrew fazia parte dessa organização poderosa, quer dizer que eles ordenaram a morte de meu pai?

— Não sei dizer... Talvez sim, devido ao fato de estar com Ethan e possivelmente saber meu paradeiro. Ou Andrew estava tão maluco a ponto de fazer tudo. Inclusive matar aqueles que não estavam no meio da história. — Sussurra Anthony lançando um olhar de desculpas para a família dela que também estava ali presente, mas nada dizia.

— Podemos fazer algo para matar Augustos, assumir a Cosa Nostra. – Diz Ethan decidido e Sophie o encara.

— Não...

— Exatamente. – Ela interrompe as palavras de meu pai se virando para o marido. – A metade deles nos quer e se a minoria fora da organização também gosta da ideia, nosso poder está igual se colocado na balança.

— Vocês ficaram malucos? – Grita Anthony finalmente conseguindo conter a conversa em excesso. – A família Baldocchi está há anos no comando da Cosa Nostra, as coisas não são tão fáceis quanto parece. É como se quisessem tirar Obama da presidência e me colocar no lugar. Há uma política. Uma lei. Estão querendo agir feito eu, como dois adolescentes influenciados.

— Se o meu pai morreu por culpa dessa família, eu não vou ficar aqui parada vendo eles querendo matar você também, Anthony. – Gritou Sophie deixando uma lágrima escorrer pelo seu rosto. Doía entender um pouco a morte do pai dela e Logan parecia se sentir igualmente desconfortável, afinal, estavam se referindo ao pai dele. Segundo Taylor, durante nossas várias ligações, fora o próprio quem matou Andrew, mas ainda deve ser ruim tudo aquilo. E ao pensar nisso, algo passa pela minha cabeça.

— Espera. – Interrompo a conversa deles mais uma vez. – Se Andrew estava na Cosa Nostra, a morte dele não muda o fato de que sua máfia continua na organização.

— O que quer dizer com isso garota? – Resmunga Ethan e eu encaro Logan.

— Logan é um dos mafiosos que me querem no comando, Hannah. – Diz Anthony. – Se descobrirem que o mesmo me ajuda, com certeza seria morto assim como eu.

— Você não vai morrer. – Grita Sophie desesperada pela ideia de perder aquele que considerava um pai também. – Não disse que tem um plano, tudo bem, nos diga qual é.

— Na hora certa. – Sussurra ele calmamente e ela decide se sentar no sofá novamente.

— Hora certa? – Blair bufa. – Essa sua filha quase foi morta e agora você coloca um alvo no nosso filho também e vem com essa de hora certa?

— Essa filha dele tem nome, Blair. – Diz Logan e eu o encaro perplexa. Ele estava mesmo me defendo? Senti vontade de sorrir por dentro. Ao contrário do que parecia, ele ainda se preocupava.

— Que seja. Por culpa dela estamos passando por esse perigo hoje. – Murmura, praticamente cuspindo as palavras e respiro fundo tentando manter a calma.

— Culpa dela? – Anthony entra no meio do assunto. – Eu trai a Cosa Nostra. Ela nem existia quando isso aconteceu. E também não existia quando trai você com a mãe dela então abre os olhos Blair, está agindo de forma imatura.

— Imatura, eu? – Pergunta ela sorrindo fraco. – Era só o que me faltava.

— Queria não ter essa conversa com você agora. Pela milésima vez. O assunto aqui é outro. – Diz meu pai voltando ao assunto principal. Pude ver Sophie segurando as mãos de Ethan com força como se implorasse para que ele não se metesse nesse assunto.

— Então quando vamos atacar? – Pergunta Ethan e Sophie encara Anthony com expectativa.

— Por enquanto, não quero que façam nada. É um assunto meu. Iremos resolver tudo. Amanhã cedo, liberarei o escritório para vocês com todos os relatórios sobre nossa máfia desde que se iniciou. Ficar a par dos negócios, é só isso que precisam fazer agora. – Diz ele em resposta fazendo o casal revirar os olhos. – Peço que todos vocês morem aqui por um tempo, as coisas podem ficar bem feias e precisamos ficar juntos, eles usarão nossos pontos fracos. Se tem uma coisa que a Cosa Nostra não tem, é piedade. Augustos passou a me procurar através de mercenários, mas agora que cortou alguns de seus problemas pela raiz, irá resolver esse problema também por si só.

Todos se levantam de seus devidos lugares e os que ainda não moravam aqui, iam em direção aos quartos de hóspedes. As palavras de Anthony ecoavam em minha cabeça sobre nossos pontos fracos. E aquilo era um problema, porque se esse Augustos não tinha piedade e se quisesse me atingir mais uma vez, arrancando de mim aquilo que me restava... Tudo que passou pela minha cabeça foi Carl. Allan. Taylor. Lola. Logan, mesmo que ele possa cuidar do próprio nariz. Qual é o problema desse homem? Já não bastava tirar minha mãe de mim. Corro até Sophie que já ia subir às escadas acompanhada de Ethan.

— Será que eu posso falar com você? – Pergunto baixinho e vejo meu querido irmão revirar os olhos. Ela sorri educada me puxando para um lugar mais resevado.

— Está tudo bem? Não repare na Blair, ela está...

— Brava, eu sei. – Digo a cortando e engolindo em seco. Falar sobre aquele assunto me incomodava. – Espero que não seja pedir muito, mas queria que vigiasse uns amigos por mim. Quando Anthony falou sobre pontos fracos, eu... Não posso deixar que se machuquem por minha causa.

— Entendo. Cuidarei disso amanhã mesmo, deixa um bilhete com o endereço no escritório. De preferência em baixo de um livro de capa dura azul. – Sussurra. – Assim ninguém desconfia.

— Claro. Obrigada, Sophie. Por tudo.

— Pode não parecer agora, mas é muito bem-vinda aqui. – Ela sorri amigavelmente. – Boa noite.

— Boa noite.

Harry passa por mim desejando boa noite também e eu lhe dou um abraço amigável. Ele parecia ser legal e eu nunca tive um tio, então seria uma experiência divertida apesar dos acontecimentos. Enquanto sorria feito uma boba imaginando essa situação, vejo Logan saindo do casarão e brigo comigo mesma por estar prestes a segui-lo, mas o faço. Me doía ter que relembrar dele pedindo que eu fosse embora, mas era uma maneira fajuta de tentar convencer meu coração que acabou, já estava na hora de se despedaçar e eu voltar a juntar os cacos. Mas o mesmo continuava firme e forte, como se acreditasse no famoso final feliz. Logan ia entrar em seu carro quando paro em sua frente.

— Anthony pediu que todos ficassem aqui. – Sussurro temendo que as palavras dele me machucassem mais uma vez.

— Ele disse para as pessoas com quem ele se importa para ficarem aqui. Não sou da família. – Diz secamente abrindo a porta do carro, mas eu a fecho imediatamente.

— Eu me importo. Isso não mudou. Por acaso tem algum valor para você? – Murmuro e antes mesmo de me consultar, minhas mãos agem por impulso pegando a sua com cuidado e segurando firme. – Fica.

— Volto amanhã de manhã, não se preocupe. – Vocifera sem me encarar e eu forço que ele o faça.

— Sei que não sente nada por mim, entendo isso, tá legal? Mas eu sinto algo por você e me preocupo. Muito. Não sabe sobre o amanhã, Logan. Pode ser que não volte e... Não posso perder você também. – Engulo em seco, mas o encaro com confiança. Amadureci o suficiente para parar de medir as palavras. Logan então abre as portas do seu carro e sinto um peso cair sobre minhas costas, mas a preocupação desaparece quando vejo que estava apenas pegando um cobertor e uma arma.

— Vou ficar na casa da piscina. – Sussurra saindo dali sem olhar para trás.

— Logan.

— O que é?

— Obrigada. – Sorri. – Por ficar.

— Hannah, tem algo que eu preciso dizer... – Diz se virando e caminhando até mim. Suas orbes verdes me encaram com intensidade e estávamos tão próximos que eu podia beijá-lo. – Quando foi para o aeroporto, eu...

— Você...? – Lá estavam as minhas expectativas crescendo dentro de mim como um jato e liberando borboletas em meu estômago causando um frio na barriga.

— Eu sai da casa de campo, se quiser se instalar lá. – Balbucia e é notável que aquilo não tinha nada a ver com o que iria me dizer. – Vi que se sente desconfortável com a família de Anthony.

— É, mas em breve irão se acostumar comigo. Não fujo mais dos meus direitos. Ele é meu pai. Minha mãe está morta, sendo assim, a guarda é dele. Meu lugar é aqui. – Murmuro e ele assentiu. – Logan, quero que me ensine a ser como vocês.

— Como nós?

— Fortes. Aposto que saberia agir se alguém tentasse te enforcar. Quero saber também.

— Você quem decide.

— Amanhã. Antes do sol nascer. – Digo passando confiança e ele sorri, e só então noto o quanto estava calmo. Voltando a ser o Logan sem a casca dura em volta de si. – Boa noite.

— Boa noite, Hannah.

SOPHIE

Era como droga.

Era como... Ir por alguns segundos até o paraíso.

Ouvir sua música favorita nos dias de chuva.

Sentir o vento estapear seu rosto enquanto corre em alta velocidade em direção a qualquer lugar que aquela estrada te leve.

Todas as sensações que mais aprecia no mundo. Qualquer uma que te cause frio na barriga ou uma vontade incansável de rir mesmo sem motivos para aquilo. Eu tinha um motivo para estar sorrindo. E esse motivo estava me beijando agora. Cada toque, beijo e sensação igual a primeira vez, só que ainda mais intenso. Eu nunca me cansaria de Ethan Gavin Brian. Aquilo se tornou um fato para mim a partir do momento em que duramos mais tempo do que eu imaginava. Ele me segurava em seu colo, fechando a porta de nosso quarto ali e me prensando contra a parede intensificando ainda mais o beijo. Sorríamos como bobos durante uma pausa ou outra. Ele entende meu recado assim que minhas mãos vão em direção a sua gravata, a jogando longe, junto com o restante do terno. Podia sentir sua excitação próximo de minha intimidade e aquilo me deixava em puro êxtase.

— Eu já disse que você está muito gostosa nesse vestido? – Sussurra em meu ouvido me causando espasmos e aquele velho arrepio na espinha.

Por puro reflexo, puxei sua nuca o beijando mais uma vez, de modo a entender que ele também não estava muito diferente de mim naquele terno. Sinto sua mão se aproveitando da minha posição e apertando minha bunda com força e traçando um caminho torturoso até minhas costas a mostra, arrancando meu vestido com facilidade. Como a peça já vinha com um bojo, não precisei usar sutiã e Ethan teve uma visão privilegiada daquela parte do meu corpo. Gemi alto ao sentir ele pressionar seu membro contra meu sexo já inchado e molhado.

— Um dia você ainda me mata. – Digo maliciosamente entre o gemido arrancando uma risada sua enquanto o mesmo me levava até a cama. Aproveito para tirar seu cinto e sua calça e assim que estou deitada, Ethan termina retirando seus sapatos sociais e ficando por cima de mim.

— Agora você é minha. Somente minha. – Murmura seriamente de modo autoritário e aquilo me fez sentir ainda mais prazer. Beijo seus lábios carinhosamente e trilho um caminho até o lóbulo de sua orelha, depositando uma leve mordida ali.

— Eu sempre fui sua. – Balbucio colocando meus braços em volta de seus ombros. Queria que aquele momento congelasse e durasse para sempre.

— Você é oficialmente minha agora. – Sussurra me arrancando uma risada.

Apesar da última notícia caótica de Anthony, prometemos antes mesmo do casamento se preocupar somente com nós dois aquele dia. Deixar qualquer problema para o amanhã mesmo que o grau do problema seja enorme. Era um momento nosso, não queríamos estragar o que estava acontecendo. Quem sabe no dia seguinte, sentaríamos e pensaríamos em algo decente. Mas agora, nossos pensamentos não podiam ser mais amplos do que nós dois. Mordo o lábio inferior, observando seus olhos cinza agora em tons mais escuros. Ele sorri de modo malicioso enquanto espalha beijos e chupões pelo meu corpo todo, dando uma atenção especial aos meus seios. Sentia todo o meu corpo implorar por mais. Mais daquele rastro de fogo que ele deixava em cada toque ousado que suas mãos faziam. Mais da sua excitação pressionada contra a minha e separadas por duas únicas peças de roupa. Mais Ethan. Mais nós. Afasto seu rosto quando ele estava bem próximo de minha intimidade e o viro, ficando por cima.

Seu rosto mostrava uma expressão confusa, mas rapidamente ele entendeu o que eu pretendia. Começo com leves beijos em cada parte de seu rosto, descendo até sua orelha e dando mais uma mordida no lóbulo. Sinto o corpo de Ethan corresponder a cada toque e suas mãos seguram minha cintura com força, deixando minha intimidade contra a sua já que eu estava sentada sobre ela. Deixo vários chupões por seu pescoço, deixando claro para qualquer um que visse, que ele era meu também. Oficialmente meu. Nunca deixava de encará-lo em cada movimento e ter a visão de seus lábios segurando um gemido enchia meu ego e me deixava ainda mais excitada. Então chego até o lugar que tanto desejava.

Retiro sua cueca com cuidado e seu membro praticamente clamava por contato – o meu também não estava muito diferente. Uso minhas mãos para estimulá-lo observando cada movimento seu. Um sorriso sujo aparece em meu rosto ao ver Ethan grunhir baixinho. Eu o enlouquecia em movimentos lentos e torturosos, Então sacio sua vontade – e confesso, a minha vontade também, colocando seu membro sobre meus lábios e sugando com força enquanto minhas mãos faziam um movimento de vai e vem. Quase que de imediato, sinto suas mãos sobre minha cabeça, me encorajando a continuar com aquele movimento. Lambi todo seu comprimento e o chupei com vontade. Era incrível como aquilo excitava a mim também.

— Porra, Sophie. Eu vou... – Seus olhos estavam semicerrados e voltei a preencher minha boca com todo o seu comprimento. Continuei o excitando, ora rápido, ora lento. Então ele gozou em minha boca, urrando de prazer e eu senti meu orgasmo vir violentamente também ao ter a visão gloriosa de seu corpo se estremecendo com minhas investidas. – Quem vai matar quem agora, senhorita Gavin?

Sorri após engolir seu gozo, voltando a ficar sobre ele e o beijando com intensidade, mas paro imediatamente quando sinto sua mão sobre minha calcinha encharcada. Fecho os olhos com força e mordo o lábio inferior. Então ele fica sobre mim e sem demora, retira minha calcinha sem cuidado nenhum. Antes mesmo que eu dissesse algo, seus lábios já estavam em minha intimidade e prendi a respiração quase que imediatamente. Seus olhos também nunca desviavam dos meus, observando todos os meus movimentos. As costas arqueadas e as mãos agarrando o lençol com força enquanto sua língua fazia loucuras lá embaixo. Ethan me penetra com dois dedos sem aviso prévio, e lambe vagarosamente meu clitóris, finalizando sempre com fortes chupadas. Minhas pernas se abrem ainda mais para ele e minhas mãos automaticamente seguram seus cabelos. E quando estava prestes a ter um orgasmo, ele pressiona meu centro com a língua fazendo minha intimidade latejar. Estava aí uma das várias coisas em que Ethan era bom.

— Deliciosa. – Vocifera em meu ouvido com um sorriso safado no rosto, me dando a visão privilegiada de suas covinhas. Uma nova onda de calor atingiu meu centro quando senti seu membro duro próximo a minha entrada, dando pinceladas em meu clitóris.

Queria ele dentro de mim agora. Comigo de quatro. Viro, ficando de costas para ele e empinando a bunda em sua direção. Sinto seus lábios sobre minhas costas me causando arrepios, fazendo uma trilha torturosa até as minhas bochechas, virando meu rosto em sua direção e beijando meus lábios com firmeza. Senti seus dedos ágeis sobre meu clitóris e eu rebolava sobre eles implorando silenciosamente por mais.

Sua outra mão cuidava de meus seios, o agarrando forte mente e quando eu estava prestes a gritar para que ele me fizesse sua mais uma vez, Ethan me penetra com força. Sua mão não parava de investir em meu clitóris e a outra já estava em minha cintura. Minha linha de raciocínio simplesmente desapareceu com aqueles movimentos ágeis e firmes. Meu corpo gritava a cada vez que suas estocadas aumentavam.

— Oh, Ethan... – Gemi segurando um urro alto de prazer e ele entende o recado. Nossos quadris se mexiam desesperados por mais contato e apoio minhas mãos na cabeceira da cama.

Em poucos minutos sinto o orgasmo vindo com força quando minhas paredes apertam seu membro e ele urra de prazer. Atingimos o prazer praticamente juntos, indo até o paraíso por alguns segundos e voltando para a mais deliciosa realidade. Me viro o encarando de modo presunçoso.

— Sophie Hamswere Gavin. Gosto desse som. – Murmuro e ele sorri me beijando com suavidade.

— Já disse que te amo hoje? – Diz quando já estávamos acomodados e prontos para dormir.

— Sim, você já disse. – Dou uma risadinha beijando sua mão que brincava com a minha.

— Só não quero perder o costume de deixar isso claro para você. – Me calo quando noto a seriedade em sua voz e o encaro. Acaricio suas bochechas com carinho.

Era notável o quanto ele estava sentindo por Blair e em parte eu também estava. Ela amava Anthony incondicionalmente e seus sentimentos não eram muito diferentes dos meus quando vi Ethan com Jolene. Foi como uma apunhalada nas costas. Mas para Blair foi pior porque ele não voltou com uma amante ou namorada, voltou com uma filha que teve com a mulher que ela mal conhecia e que obviamente dormiu com ele. Consigo entender os sentimentos dela ao mesmo tempo em que consigo entender os de Hannah. Acho errado Blair tratá-la daquele modo, mas confesso que talvez faria o mesmo de início.

— Eu também te amo. Muito. – Vocifero arrancando um sorriso dele.

Não demora muito para cairmos no sono.