A Guerra em outro Mundo.
14 Capítulo 15
Notas iniciais
–Então, Oddie, como foi seu encontro com Josh? — perguntou Dougie.
Estávamos no Jardim, o que me fez corar um pouco logo que ele começou a falar.
–Foi... hm... Boa, eu acho.
–Ele vai deixar você sair?
–Você acompanhou tudo ou o que?
–Não é isso. Estava na cara que você ia pedir quando iria sair daqui. E ai?
–Eu vou. Se eu for uma ''boa garota''. — revirei os olhos.
–Quando?
–O que?
–Quando vai sair?
–Se eu for boa hoje... Amanhã.
–Uau. Vai com quem?
–Josh não falou, mas acho que sozinha. Ou com você.
–Improvável. Ele acha que estou mantendo contato com Rick.
–Ele está certo.
–Mas apenas nós dois e Rick sabemos disso, certo?
–Isso — sussurrei — Dougie, será que vou encontrá-lo, amanhã?
–Não sei. Ninguém, além dele e de Italle sabe onde ele está.
–Ele e...QUEM?
–Calma, Oddie...
–Quem é Italle?
–É uma... Amiga de Rick.
–E como eu fui saber dela apenas agora? Por que não me falaram dela antes? Quem é ela em...?
–Se. Acalme.
Dougie pareceu um tanto irritado ao falar isso, então logo me acalmei. Não gostaria de vê-lo irritado, não hoje.
–Precisamos montar uma estratégia — disse ele.
–Para que?
–Apenas precisamos. Josh pode estar formando uma, também.
–Dougie...
–Começando amanhã, logo após seu passeio livre pelo reino.
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O dia havia corrido normalmente, sem mais imprevistos. Josh não havia me incomodado mais, mesmo nos dois momentos em que nos cruzamos. Dougie se manteve distante. Eu não o enxerguei mais. Será que ele havia se afastado pelo que eu disse? Ou ele estava mesmo armando alguma estratégia? Ou ainda, estaria ele arrumando um meio de conseguir sair do castelo?
Meus pensamentos passaram por Rick a noite toda. Faltava tão pouco tempo para nos vermos! Por Turunen, onde será que ele estava? Será que aquela amiga dele... Será que ela era mesmo amiga? Ou será que era mais que uma amiga?
– Rick... — disse baixinho, ao fechar os olhos para dormir — Por favor, por Randash, me encontre amanhã.
Mal sabia o que aconteceria amanhã, na minha saída do Castelo.
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Estava abrindo os olhos, quando alguém me chamou pelo nome, e me acordou completamente.
–Oddie — disse Lottie, quase cantarolando — Hoje é seu grande dia! Acorde, preguiçosa!
– Lottie, cale-se — retruquei, de mal humor — Eu tive uma péssima noite de sono.
–Anime — se! É hora de levantar. Senão vai perder seu grande dia!
Depois de eu tomar um longo banho, fui ajudada por Lottie a me vestir. A loira me fez colocar um vestido florido, com mangas, que batia logo abaixo dos joelhos; Uma pequena botinha de cano baixo, marrom, e um casaco da mesma cor. (Estava um tanto frio hoje, mesmo Josh tentando maneirar com seus poderes). Depois, tive meu cabelo trançado firmemente e enquanto Lottie o trançava, colocava pequenos fios brilhante por entre as tranças.
–Você está simplesmente maravilhosa. — disse Tanya, me cumprimentando.
–Agradecida, Tanya — falei — Onde está Dougie? E Josh? Como vou sair?
–Se acalme, Oddie. Josh está patrulhando o castelo. Já Dougie... Não sabemos onde está. Um dos servos foi escolhido para acompanhá-la.
Dizendo isso, Tanya deu um risinho e saiu da sala. Logo após isso, Lottie chegou acompanhada de um homem um tanto alto. Ele estava usando roupas brancas, e eram simples até demais. Era impressão minha ou ele havia piscado para mim? Em silêncio, Lottie acenou com a cabeça e saiu também. Fiquei assustada encarando o servo, quando finalmente ele decidiu falar.
–Vamos?
Acenei com a cabeça. O servo passou na minha frente, e logo o segui. Passamos por alguns guardas, e estávamos quase no portão, quando Josh nos alcançou.
–Pronta para sua saida, docinho? — disse, sobressaltando Oddie.
–Digamos... Que sim.
–Precisa de mais algum acompanhante?
–Não!
Meu pensamento voou para o beijo que havia ganhado dele, ontem. Ele estava muito próximo. Será que me beijaria novamente? Parece que ia fazer isso mesmo, pois seu rosto estava se aproximando do meu. Hoje, me afastei e voltei a andar na direção do portão, ansiosa.
Josh segurou com força o braço do servo e disse baixinho:
–Cuide dela.
Finalmente após isso, conseguimos sair portão afora. Céus! Isso era o paraíso. Corri um pouco a frente do servo, dando pulinhos de alegria. Finalmente, estava livre! Até tropecei, de tanta felicidade. O servo riu de canto. Parei um pouco de saltitar e voltei a o acompanhar.
O silencio reinava entre nós, até que ele resolveu falar, novamente.
–Jura que ainda não me reconheceu, princesa?
Arregalei os olhos, parei de andar e o encarei.
–Dougie? — disse, lentamente.
Ele fez que sim com a cabeça. Sorri abertamente, avancei e o abracei. Ele retribuiu o abraço, gentilmente, e afagou meus cabelos.
–Está adorável, hoje — disse baixinho — Lottie fez um ótimo trabalho.
–Obrigada. E... Dougie? Para onde vamos? Se conseguiu sair junto de mim, deve ter algum plano especial para hoje.
Dougie piscou.
–Garota esperta. Vamos.
Andando agora um pouco mais próximos (mas mesmo assim, ainda sendo discretos), passamos por várias florestas, lagos, e também, por pequenas cidades nos arredores do Castelo. Eu não me lembrava de como eram os cidadãos residentes no planeta, e logo me assustei ao vê-los novamente. Todos, sem exceção, se curvaram quando eu e Dougie (agora, em sua aparência normal) por eles passamos. Logo estavam na parte mais 'pobre' da cidade — Um lugar afastado de tudo, mas mesmo assim com seu charme e elegância. Paramos na frente de uma casinha simples, mas mesmo assim, bonita. Era de madeira, e seu teto parecia ser não tanto confiável. Dougie se virou para mim e sussurrou:
–Sugiro que agora, você respire fundo antes de entrar.
Não entendi o motivo de sua fala, e ainda por cima, o motivo dele ter olhado para os lados antes de abrir a porta da casa — com magia. Ambos entramos, e logo de cara vi alguém com as costas viradas para nós. A um canto, uma lareira ardia com as chamas do fogo produzido por...
–Rick? — sussurrei.
Ele se virou e me olhou. Parecia super preocupado, pois cruzou metade da distância entre nós antes que eu pudesse piscar. Ficamos abraçados um bom tempo.
–Você está aqui — disse eu, ainda abraçada nele.
–Eu prometi que voltaria, querida.
Quando nos soltamos — Rick ainda estava com o braço passado pela minha cintura -, nos viramos para encarar Dougie, que parecia um tanto constrangido pelo longo momento a observar os apaixonados.
–O que faremos agora? — indaguei.
–Você me quer de volta no castelo? — disse Rick.
–Mais do que tudo.
–Então... — Dougie sorriu — Realizaremos seu desejo.
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Eu havia ficado confusa, mas feliz ao mesmo tempo. Como voltaríamos para o Castelo no dia de hoje?
– Dougie andou a observando, esses tempos — disse Rick — Não sei de você andou notando mudanças em si mesma, mas ele notou.
Olhei para Dougie, que abaixou a cabeça, se sentindo um tanto culpado. Rick logo prosseguiu:
–Você será minha porta de entrada para o Castelo.
–Como?
–Você verá — ele sorriu — Agora... Vamos. Você precisa ver uma pessoa, antes de ir.
–Quem, Rick?
–Surpresa, princesa.
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