Notas iniciais
Yoo, pessoas! Sabe vergonha na cara? Então, eu não tenho :v Mentira, queria pedir desculpas pelo atraso de quase dois meses em postar o capítulo... Muita sacanagem da minha parte enrolar tanto pra escrever, eu merecia uma punição por ser tão vadia assim :v ... Ok, ignorem meu momento Virgo. Quero agradecer à Mii Chan e NatsuFT (¬¬), donos das duas últimas recomendações que "A Gueixa" recebeu. Adorei as lindas palavras de ambos, e Mii, prometo que não tomarei mais nenhuma decisão drástica, como exclusão e etc kkk' ^^ Esse capítulo vai pra vocês, queridos! Enfim, depois de meses de enrolação... Boa leitura!

O Sol bateu em seus olhos, incomodando-a imediatamente. Resmungou, revirando-se no futon, afinal, estava confortável demais para levantar. Aconchegou-se melhor entre os braços fortes do bushi, que já havia despertado há algum tempo e observava a jovem Gueixa.

Não podia negar, estava enfeitiçado.

Os cabelos longos e azuis espalhados pelo travesseiro eram leves ao toque, como finos e suaves fios de seda. O rosto mantinha-se sereno enquanto dormia, um pequeno sorriso enfeitava os lábios cheios e rosados. Por alto, Juvia Lockster era uma das mulheres mais belas que Gray já havia visto.

Levou a mão ao queixo dela, acariciando a pele macia sutilmente. Os dedos do moreno delinearam a curvatura graciosa levemente, temendo tirá-la do mundo dos sonhos e obriga-lo a afastar-se.

Riu baixo. Ela o deixava louco.

–Gray-sama... Há algo errado?

O bushi só percebeu que ela havia despertado quando a voz rouca pelo sono alcançou seus ouvidos. Encarou os orbes azuis da Gueixa e sorriu, inclinando-se para mais perto dela. Beijou-a levemente, pegando-a completamente desprevenida, fazendo-a arregalar os olhos e corar um pouco. Mesmo assim ela o retribuiu, pousando uma das mãos no rosto másculo do homem. Separaram-se após alguns segundos, o oxigênio fazendo-se necessário. Gray tocou o rosto de Juvia novamente, que lhe lançou um terno sorriso.

–Não há nada... Apenas estava pensando na noite passada. Você foi incrível.

Um tom mais forte de rosa coloriu a pele das bochechas da azulada. Ela se sentou, cobrindo os seios no processo. Afastou-se um pouco, colocando os cabelos para trás da orelha. Podia sentir os olhos do homem sobre si, analisando cada parte nua de sua pele.

O bushi bufou, levantando o rosto da Gueixa com o polegar e o indicador. Sem se importar, beijou-a novamente, sendo prontamente retribuído. Puxou-a para cima de si, sentando-se melhor no futon. Juvia encaixou as pernas nas laterais do corpo do homem, enroscando as mãos em seus cabelos escuros. Gray afastou-se alguns centímetros e sorriu, acariciando o rosto dela.

–Como consegue ser tão bela?

O grande sorriso que ela abriu depois de ouvir tais palavras o fez ganhar o dia. Ele a imitou, balançando a cabeça. O que havia de errado consigo?

–Juvia... Deveria voltar para a Oki-ya. A cerimônia ainda não está completa, Gray-sama...

O bushi suspirou, assentindo. Acariciou o rosto da mulher mais uma vez, os dedos longos e frios delineando os traços delicados. Juvia fechou os olhos, respirando fundo.

Pela Gueixa, ficariam ali o dia todo, se tocando calidamente, trocando beijos... Infelizmente, tinha a noção de que não deviam, não podiam... O coração acelerado a cada olhar do bushi sobre si a deixara atenta, conhecia aquele sinal...

Juvia levantou, deixando o lençol branco escorregar por seu corpo. Viu o homem se apoiar nas mãos e dar um sorriso malicioso, enquanto avaliava os estragos feitos na pele lívida da azulada.

–Ah, antes que esqueça... Tenho algo para você.

Ela se virou, curiosa. O homem se levantou, parecendo pouco se importar com sua nudez. Caminhou até o outro lado do quarto, onde uma grande caixa branca estava cuidadosamente escondida sob um pano vermelho. Gray a puxou, tirando a tampa, exibindo o conteúdo.

–Espero que goste... –disse, subitamente parecendo nervoso.

Juvia se aproximou, os olhos azuis brilhando. Tocou a seda alaranjada com as pontas dos dedos primeiro, sentindo sua leveza. Depois, traçou as linhas esverdeadas desenhadas no tecido, dando um sorriso afetuoso. Segurou as bordas cuidadosamente, puxando o belo kimono para fora da caixa.

–É lindo... Obrigada, Gray-sama.

Gray sorriu, satisfeito. Soltou a caixa, que atingiu o chão com um baque. Pegou o tecido das mãos da mulher delicadamente, virando-a de costas para si. Juvia estendeu os braços para trás, sentindo o tecido escorregar por seu corpo. O homem o posicionou em seus ombros com precisão, transpassando as extremidades na parte da frente.

A Gueixa se olhou no espelho do quarto. O tom alaranjado do kimono evidenciava seus cabelos e olhos azuis. Em suma, nunca havia tido algo tão belo quanto aquilo...

–Gostaria que o usasse junto com o pente que lhe dei da última vez... – o moreno sussurrou em seu ouvido, fazendo-a assentir automaticamente.

Depois de se trocar, Juvia se despediu de Gray. Tentou voltar a parecer formal, mas estava óbvio que o bushi não permitiria. Deu-lhe um beijo cheio de fulgor e a ajudou a entrar na carruagem.

Enquanto se afastava, a Gueixa olhou pela janela uma última vez, contemplando a figura masculina que diminuía com a distância.

Havia tido a melhor noite de sua vida e, finalmente, era uma Gueixa completa.

***

Na Oki-ya, Lucy ainda dormia. Não que fosse como algumas das colegas, que permaneciam entregues ao mundo dos sonhos até o meio dia depois de uma longa noite banhada à sakê. Mas parecia que nem os gritos de Ultear conseguiriam tirá-la do futon naquela manhã.

Parecia que a Maiko conseguiria permanecer adormecida até a hora que quisesse... Isso até outra Gueixa, de longos cabelos castanhos e olhos claros, entrar totalmente afobada no quarto, abrindo as cortinas com ferocidade. Aquela era Cana Alberona, antiga aluna de Mirajane.

–Não posso acreditar que ainda está dormindo! Vamos, levante!

Lucy resmungou qualquer coisa, enfiando o rosto no travesseiro. Não queria levantar, estava muito confortável ali...

–Ah, Lucy! Não adivinha que está aqui para vê-la! Polyushka-san disse que não poderia atendê-los, por isso está cuidando de tudo ela mesma...

A loira levantou o rosto, ainda atordoada pelo sono. Mas do que diabos Cana estava falando?

–Kami-sama... O Imperador está aqui! Ultear-san disse que ele nos convidou para uma festa no palácio, um pouco antes do Festival...

Lucy sentou, coçando os olhos... Uma festa no palácio, uh?

Levantou-se, caminhando até a penteadeira, onde um jarro de porcelana fora colocado com um pouco de água. Despejou parte do conteúdo numa bacia, onde lavou o rosto.

–E de que se trata a festa? É o aniversário de alguém? – perguntou, caminhando até o biombo, onde começou a se trocar.

–Bem... – a morena se atropelou, hesitando. – Não exatamente, Lucy...

–Ora, então o que é? O Imperador sabe que estamos correndo com os preparativos do Festival, tirar algumas Gueixas daqui nessa época lhe custará muito.

Cana suspirou. Não queria ser a que daria a notícia. Sabia que Levy seria a mais indicada para tal, mas a baixinha ainda não havia voltado.

–Sua majestade está disposto a pagar o que for necessário... Afinal, é o noivado de seu filho.

Lucy se atrapalhou com as amarras do yukata. Arregalou os olhos, sentindo a garganta se fechar. Natsu iria se casar?

A mulher morena se aproximou, mordendo os lábios. Sabia que, por mais que a amiga negasse, era completamente apaixonada pelo filho do Imperador.

–Você está bem, Lucy?

Ouviu alguns ruídos vindos do biombo, logo vendo a amiga sair e caminhar silenciosamente de volta à penteadeira. Permaneceu ali por alguns minutos, escovando os longos cabelos loiros...

E então ela se virou, com um doce sorriso.

–Ora, então vamos parabenizar o feliz casal.

E deixando uma Alberona totalmente estupefata para trás, a Maiko correu, descendo as escadas. Ao se aproximar da sala de visitas de Polyushka, diminuiu a velocidade, parando perto da porta. Deu leves batidas, ouvindo um “entre” baixo.

Abaixou a cabeça, abrindo a porta. Curvou-se levemente, adentrando o recinto.

–Ah, Lucy! Que bom que pôde vir. Estava terminando de resolver os detalhes com Dragneel-dono, creio que Cana já tenha lhe informado...

–Sim, Okaa-san... – e então levantou o rosto, sorrindo. – É sempre um prazer vê-lo, Dragneel-dono.

Pela primeira vez, teve a dimensão de quem estava na sala. Além do Imperador, sua esposa e Natsu acomodavam-se em futons ao redor de uma mesa. E, ao lado do rosado, uma jovem garota de cabelos brancos estava sentada, a fitando com curiosidade.

–Menina, já pedi que não me chame assim. Venha, sente-se conosco.

Lucy não pôde conter o sorriso. Havia desenvolvido certo apresso paternal pelo ruivo, de modo que se sentiu totalmente à vontade o se sentar entre ele e Polyushka.

–Lucy, querida... Essa é Lisanna Strauss, noiva de Natsu – Igneel murmurou, indicando a mulher com a mão.

A Maiko voltou seus olhos à albina, que lhe deu um leve sorriso. Abaixou a cabeça em uma leve mensura respeitosa, afinal, ela era a noiva do futuro Imperador.

–É uma honra e um prazer conhece-la, Lisanna-sama. Minhas congratulações por seu casamento com... Sua majestade- Lucy murmurou com polimento exagerado, sem olhar para o rosado.

–Agradeço, Lucy-san- a albina abriu mais o sorriso, segurando uma das mãos de Natsu entre as suas.

A loira se esforçou para não desviar o rosto com urgência, retribuindo o sorriso da jovem. Segurou o bule com a destra trêmula, pronta para despejar um pouco do chá de aroma doce no copo disposto à sua frente.

Foi então que uma movimentação no corredor chamou a atenção do grupo. Polyushka estava pronta para se levantar e ralhar com todos quando Ultear abriu a porta da sala, afobada. Os olhos rubros estavam arregalados, cobertos de lágrimas, enquanto se aproximava da mais velha.

–Okaa-san... É Levy!

Ao ouvir o nome da amiga saindo com tanta urgência da boca de Ultear, Lucy colocou-se de pé. Esquecendo-se momentaneamente de quem se encontrava na sala, saiu a passadas rápidas, correndo atrás do fluxo de mulheres que ia para a entrada da Oki-ya.

Quando chegou lá, conteve um grito de angústia. Levy, a pequena Levy... Estava nos braços de um dos bushis da Guarda, quase completamente desfalecida e seminua...

Pôde ouvir a voz horrorizada de Polyushka gritar, enquanto a velha senhora se aproximava:

–Quem fez isso? Quem?

Notas finais
E, como de praxe: gostaram? Mereço reviews? :v