A Garota do Cullen
20 Capítulo XIX
Notas iniciais
Capítulo XIX
Depois do dia em que ficou decidido que eu iria, realmente, morar com o Edward, tudo ficou deliciosamente calmo. O clima entre nós dois está cada vez melhor. O dono do apartamento me deu um mês para sair dele, por isso eu não fiquei preocupada para fazer tudo nas pressas. Porém, o senhor Dalton ficou me ligando constantemente — com intuito de me apressar cada vez mais- pois sua filha precisava se mudar para cá o mais rápido possível.
Esse fato fez com que minha mudança para o apartamento do Edward fosse antes do tempo estipulado. No começo fiquei sem saber o que fazer com os móveis que tanto trabalhei para comprar, por que eu não iria levar nenhum – já que o Edward deixou claro que não precisava-. Comentei isto com as meninas no colégio, e a Ângela me disse que tinha uma vizinha que trabalhava em uma loja que negociava móveis usados. Resolvi tudo a respeito disto, o que me deixava aliviada, pois era uma coisa a menos para resolver.
O Edward muito atencioso, como sempre, não largou um minuto do meu lado e me ajudou a resolver tudo o que foi preciso. De acordo com ele – e na verdade comigo também- quanto mais rápido fazer a mudança, melhor.
Como eu só iria levar todos os meus pertences pessoais, foi fácil transportar as coisas na mala do carro dele. Estávamos indo agora para o apartamento dele.
- Amor, já coloquei tudo na mala. Vai querer que eu coloque essa bolsa também- apoiou-se na parte traseira do carro e apontou para a minha mão, onde eu estava segurando uma bolsa-
- Não precisa – sorri- Esta aqui eu levo na mão mesmo.
Ele fechou o porta-malas e logo entramos no carro, partindo para o seu apartamento. Lembrei-me da hora em que estávamos ajeitando as minhas coisas, ele me ajudou a colocar até a última peça de roupa dentro da mala. Quando fui à loja onde a vizinha de Ângela trabalhava, continuou do meu lado, me ajudando a resolver. Ficou comigo até na hora em que entreguei a chave ao senhor Dalton.
Tocava uma música um pouco agitada no som do carro, e o caminho até o seu apartamento foi recheado de conversas, num tom leve e descontraído.
Chegava ao edifício onde ele mora e, felizmente, não deu muito trabalho em carregarmos as coisas para o seu apartamento.
Chegamos em frente à porta, e o Edward abriu-a, fazendo uma reverência com a cabeça –num gesto brincalhão-. O sorriso nunca deixava o nosso rosto. Assim que entramos, coloquei uma das malas no chão, que fazia um peso maior que as outras, e virei-me para ele.
- Seja bem-vinda ao lar – deu um sorriso torto pra mim-
- Obrigado, amor.
Ele andou até o sofá e colocou as malas em cima do sofá, dei alguns passos e fiz o mesmo.
Virou-se e me agarrou pela cintura – Sinta-se em casa. Afinal, você está em casa – beijou minha testa- Nossa casa, linda.
Estiquei meus braços e circundei seu pescoço – Eu te amo – dei um selinho-.
Mas ele não estava disposto a querer apenas um selinho, sua mão direita veio para a minha nunca – subindo um pouco e infiltrando-se nos meus cabelos- puxando meu rosto na sua direção. Sua boca se apossou, permitindo que a sua língua fizesse um trajeto gostoso pelos meus lábios.Logo nossas bocas famintas despertaram um lado sensual, fazendo com que nossas línguas dançassem com maestria.
Sua mão desceu pelas minhas costas e parou na minha bunda, onde ele deu um aperto ousado. Meu corpo já estava quente, ansiando cada vez mais pelo seu toque.
- Vamos colocar suas coisas no nosso quarto – falou frisando o ‘nosso’, de uma forma linda-.
Fomos pegar as malas que estavam no sofá, e ele apontou a cabeça para o lado, num gesto me indicando que era para seguir em direção ao quarto.
Quando chegamos lá, depositamos as malas em cima da cama – onde me sentei-. Olhei para ele, que estava com um belo sorriso no rosto, e franzi o cenho, num gesto interrogativo. Seus olhos brilhavam, e como resposta, apenas abriu o guarda-roupa, mostrando que ali eu colocaria as minhas roupas.
Seus gestos me encantavam cada vez mais, pois em cada ação sua, ficava evidente seu extremo carinho, amor e atenção. Por um momento fiquei pensando como seria daqui para frente, mas sinceramente, não irei ficar criando teorias, deixarei que o destino me responda.
XXX
Meu primeiro dia morando no apartamento de Edward. Tudo foi diferente. Exatamente tudo, pra melhor é claro. A sensação de estarmos vivendo –realmente- como um casal é maravilhosa.
Os primeiros dias a rotina foi bem estranha, já que não estávamos acostumados a ter um ao outro logo pela manhã. Entretanto, foi divertido. Acordamos e nos levantamos juntos. Resolvemos tomar banho, um de cada vez, para não perdermos a hora. O Edward agia de uma forma que me fazia se sentir a vontade, sem ficar com receio de mexer em algo ou fazer o que quer que seja.
Sem sombra de dúvidas, eu estava me sentindo a vontade, em casa. Confesso que no começo foi um pouco esquisito, mas foi uma sensação que passou rápido e já está inexistente. Na hora de tomar o café-da-manhã foi um momento tão... Confortante. Preparei nossa comida e sentamos à mesa, juntos, ele se tornou a minha família.
Na hora de ir para o colégio o Edward me levou e disse que me buscaria também. Na volta, nós almoçamos fora e depois fomos para casa.
Agora, estamos na empresa, e enquanto eu estou digitando alguns documentos, ele está em uma reunião. Assim que acabei, resolvi sair da sala para beber uma água.
- Oi, Bella – virei-me e vi o Jacob andando até onde eu estava- Faz tempo que não te vejo.
- Oi, Jacob – sorri, cumprimentando- Eu que nunca mais te vi por aqui.
- Vim pegar umas fichas de arquivos com a secretária deste andar. Parece que enviaram para o local errado.
- Quando isso acontece é péssimo. Dificulta muito para encontrar. Boa sorte.
Sorriu – Obrigado.Já tenho que ir. Passei só pra dar um oi rápido – acenou com a cabeça- Até mais.
- Até mais, Jacob.
Peguei um copo para beber água, e enquanto estava fazendo isso sinto mãos fortes abraçando a minha cintura. Sorri de antecipação.
- Oi, amor – me deu um beijo na cabeça- Vamos sair pra fazer um lanche rápido?
- Oi – virei-me e o abracei pela cintura- Vamos sim – dei um selinho-
O restante da tarde se passou rápido e calmo. Depois que terminamos de fazer o rápido lanche, voltamos para a sala e procuramos resolver alguns assuntos. Felizmente, acabou rápido e pudemos voltar para casa.
XXX
Tomei um banho devagar enquanto o Edward falava no telefone com o pai. Vesti uma das suas camisas e uma calcinha. A dessa vez era uma branca, que ia até o início da minha coxa. Comecei a pentear os meus cabelos, amarrando-os em seguida num coque mal feito.
Peguei minha mochila do colégio, que estava em algum canto do quarto, e coloquei-a em cima da poltrona – onde me sentei em seguida-. Tirei meu caderno de dentro e comecei a fazer algumas lições. Quando terminei, ajeitei minha mochila e a deixei lá mesmo.
O Edward ainda estava falando ao telefone, então resolvi ir até a cozinha para preparar alguma coisa para jantarmos. Passei pela sala e ele estava sentado no sofá.
- Tá pai, entendi. Eu assino os papeis amanhã e os entrego na reunião. Ok, tchau.
Por falar em Carlisle, os Cullen já sabiam que eu estava morando com o Edward.
Desligou o telefone. Caminhei em sua direção e inclinei meu corpo em direção ao seu, lhe dando um selinho.
- Amor, vou preparar o nosso jantar.
Assentiu – Enquanto isso eu vou tomar um banho.
Levantou-se e me agarrou pela cintura – Se bem que ver você assim – mordeu o lóbulo da minha orelha- É um convite pra ficar.
Suas mãos começaram a passear pelo meu corpo e sua boca distribuía beijos molhados pelo meu pescoço.
- Vou preparar logo nossa janta – sorri-
Ele foi tomar banho, e neste momento, fiquei preparando algo para comermos.
- Hum, que delícia, amor – elogiou a comida que fiz, dando mais uma garfada-.
- Obrigado – servi-o de um pouco mais de suco-
Acabamos de comer e resolvi tirar a mesa. Lavei a pequena louça que havia sujado e o Edward insistiu em me ajudar.
Fomos para o quarto, e depois de escovar os dentes nos deitamos na cama. Deitei minha cabeça em seu peito, e fiquei passeando minha mão esquerda pelo seu peitoral desnudo – pois ele se encontrava só de cueca-.
- Deu algum problema na reunião? – perguntei- Você disse que seu pai quase nunca ligava para falar de algo relacionado ao trabalho.
- Nada grave – deu um beijo na minha cabeça- Só uns papeis que era pra eu ter assinado e entregue ontem na reunião, mas não deu pra fazer isso por que eles ainda não haviam chegado. Então marcaremos outra para amanhã.
- Ah tá.
Levantei um pouco o corpo e procurei sua boca, pedindo por um beijo. O Edward deu um sorriso malicioso e mordeu meu lábio inferior. Colocou-me completamente em cima dele e apertou suas mãos no meu quadril. Pus meus braços ao redor do seu pescoço, e pedi passagem com a língua.
Nossas carícias ficaram cada vez mais ousadas, e isso fez com que minha calcinha ficasse molhada rapidamente. Gemi sofregamente quando senti sua mão direita subindo por dentro da minha camisa – que é sua- apertando o meu seio. Seus beijos foram para o meu pescoço, hora mordendo, hora chupando, e isto me deixava cada vez mais excitada. Rebolei meus quadris na sua já crescente ereção, em busca da tão deliciosa fricção.
Virou-nos na cama, ficando por cima de mim, e puxou de supetão a minha perna direita – entrelaçando-a no seu quadril. Acomodou-se melhor entre as minhas pernas e gememos pelo contato. Ele levou os dedos até a minha calcinha e acariciou a minha intimidade, ainda por cima do pano.
- Gostosa, gostosa, gostosa – o Edward fazia questão de repetir em murmúrios-.
Sua boca encontrou a minha novamente e iniciamos um beijo molhado. De repente, começamos a ouvir o toque do seu celular, este, estava em cima da mesinha – que fica ao lado da cama-. Resolvemos fingir que não estávamos escutando, mas quem quer que seja não desistira de ligar.
O Edward saiu de cima de mim, e sentou-se na cama, esticando o braço para pegar o celular.
- Alô – atendeu com um bico de indignação e raiva por alguém ter nos interrompido- Sim, pai. É amanhã na reunião – tentava apressar a conversa.
Eu estou completamente excitada, e ele não está muito diferente. Definitivamente, não vou deixar que nos interrompam num momento desses, principalmente para falar de trabalho – que é uma coisa que pode ser resolvida amanhã-.
Observei-o sentado, falando emburrado no telefone com o pai. Sorri travessa.
- É amanhã eu resolvo.
Remexi-me na cama e sentei no colo dele, com uma perna de cada lado do seu corpo. O Edward deu um sorriso torto e ficou alisando a minha cintura com a sua mão esquerda, já que a outra estava ocupada – segurando o celular-.
Colei ainda mais nossos corpos, encostando-me nele. Minhas mãos foram para os seus ombros e comecei com uma espécie de massagem. Fui descendo-as pelo seu peitoral, acariciando os cantos por onde passava. Esfreguei minha intimidade na sua ereção e mordi a pontinha do lóbulo da sua orelha. Peguei sua mão que estava desocupada e a ergui, colocando-a no meu seio, por cima da camisa.
- Oh, amor – gemi baixinho no seu ouvido e rebolei meus quadris no seu colo-.
Ele olhou pra mim com os olhos brilhando. Vi a hora ele jogar o celular longe, sorri com isso. Sua mão apertava meu seio mais fortemente. Provoquei mais um pouco. Levei minha mão para dentro da sua boxer e comecei a acariciar seu membro.
- Siiiim, pai – envolvi seu membro ainda mais, e fiz um pequeno movimento- É oooooooh.
Distribui beijos no canto da sua boca. Separei um pouco nossos corpos e abri os botões da camisa que eu estava usando. Assim que terminei de tirá-la joguei-a de lado.
- Caralho – gemeu. Encostei nossos peitos- Nãoo, problema nenhum. Eu já – aumentei a velocidade dos movimentos, ocasionando a deliciosa fricção. Eu fazia questão de gemer no seu ouvido- Ér, tchau.
O Edward jogou o celular em cima da poltrona e virou nossos corpos, vindo rapidamente para cima de mim. Nossas bocas se encontraram num beijo sedento, minha língua e a sua estavam travando uma batalha sensual – dançando numa perfeita sincronia-.
De supetão, ele tirou a boxer e voltou pra cima de mim. Sua boca atacou meio seio esquerdo, chupando sedentamente, e logo deu a mesma atenção para o outro. Meu centro latejava cada vez mais, e segundos seguintes eu fiquei sem calcinha.
- Gostosa – lambeu meu pescoço- Linda, perfeita e toda minha.
Ergueu um pouco o corpo e pegou uma camisinha – que estava em cima da cabeceira da cama-. Tirei-a da sua mão e o ajudei a vesti-la, deslizando-a no seu membro.
Sem muita delonga, ele me penetrou em uma única estocada.
- Oh, Edward.
- Isso – saiu e entrou de novo, aumentando a velocidade dos movimentos- De quem você é, Bella?
- Sua – falei gemendo absurdamente alto- Oh! Só sua.
Levei minhas mãos para as suas costas, atraindo-o ainda mais para mim. Beijei-o em toda parte que estava ao meu alcance. Levantei minhas pernas, colocando-as ao redor do seu quadril. Logo sua mão apertou a minha coxa e impulsionou mais rápido.
Arquei as costas assim que o senti começar a chupar o meu pescoço, sabia que aquilo deixaria marcas, mas eu não ligava nem um pouco.
- Eu.. eu vou – apertei-o com minhas pernas, que estavam em volta dele-
- Eu também – gemeu-
Nossos corpos estavam sincronizados nessa dança erótica, onde se encontravam num encaixe perfeito. Não demorou muito e logo o meu orgasmo chegou, com o Edward não foi muito diferente, segundos depois seu corpo caiu exausto em cima do meu. Ele saiu lentamente de dentro de mim, e iria se virar para me puxar para deitar no seu peito.
- Fica aqui mais um pouquinho – alisei seus cabelos-
- Eu sou pesado – sorriu-
- Não tem problema, eu gosto.
Ele sorriu novamente e ficou meio que de lado, evitando que o peso do seu corpo ficasse completamente em cima de mim. Colocou a cabeça no vale entre meus seios – dando um beijinho casto no local- e eu voltei a fazer um carinho nos seus cabelos. Meus dedos passeavam pelos seus fios revoltosos, mas com uma textura tão agradável. Em pouco tempo, fomos dominados pelo sono.
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