A Garota do Cullen
19 Capítulo XVIII
Notas iniciais
Td beem com vcs?? =)
Thaaaaaaaaank's peelos reviews *-* Ameeeeeeeeeeeii!
Leitoras novas, sejam mto beem-vindas *õ/*
Nos vemos lá embaixoo.
So, enjoy*
Capítulo XVIII
PDV Edward
A cada palavra que o homem dizia, o rosto de Bella adquiria uma expressão desolada. Não é pra menos, já que ela mora aqui há um ano. Seu corpo estava tenso, e eu tentava acalmá-la passando a mão por seus braços. Assim que o senhor Dalton saíra pela aquela porta, notei que Bella começava a respirar fundo.
Abracei-a, atraindo-a meus braços. Lágrimas silenciosas começaram a escorrer pelo seu rosto. Andei com ela até o sofá, e sentei, colocando-a no meu colo.
- Eu...eu – mal conseguia falar devido ao choro- Eu moro aqui há tanto tempo. E agora vou ter que sair – soluçou- Tudo bem que ela é filha dele, sei lá – fungou e mais lágrimas desceram pelo seu rosto. Ela passou as costas da mão por elas, numa tentativa inútil de secá-las- Sabe – levantou a mão com exasperação- Se meus pais estivessem vivos, eu não faria questão de morar com eles.
- Shh, amor – abracei mais forte, fazendo com ela deitasse a cabeça em meu peito- Calma, eu tô aqui com você. Não se preocupe.
Mas a Bella parecia não me ouvir, seus soluços ficaram cada vez mais fortes. Eu odiava vê-la assim, tão triste. Eu jamais a deixaria sozinha.
- Mais que droga – encostou a cabeça em meu peito, tentando se acalmar-.
- Você sabe que tem a mim – beijei seus cabelos- Em qualquer circunstância, sempre estarei ao seu lado. Sempre. Você não está sozinha, não mais. Logo as coisas se resolverão.
Passamos uns minutos em silêncio. A Bella me abraçou mais forte, já não chorava mais. Fiquei balançando-a em meu colo e sussurrando palavras de carinho e conforto no seu ouvido. Eu já estava pensando em levá-la para o meu apartamento, isso me parece uma proposta maravilhosa. Mas se a Bella ficou bastante relutante em me deixar pagar a sua faculdade, imagina em levá-la para morar comigo. Vejo que terei trabalho em convencê-la.
- Você tem razão – ela me retirou dos devaneios. Ajeitou-se em meu colo- Eu tenho que ter calma. Já passei por um monte de coisas, não vai ser por isso que eu vou me deixar abalar – mordeu os lábios- O apartamento é dele, ele faz o que bem entender. Só me resta, agora, procurar outro. Não vai ser nenhuma novidade – sorriu fraquinho- Já fiz isso antes.
Percebi que ela tentava se mostrar calma, mas na verdade, estava nervosa. Além de que, notava o enorme esforço que fazia para não voltar a chorar. A Bella é tão nova, e mesmo assim, já tem tanta responsabilidade nas costas.
Eu queria tanto a fazer a proposta a ela, mas acho que talvez não fosse o momento certo. Ou seria. Quem sabe se eu dissesse, ela ficaria mais calma.
- Fiquei com dor de cabeça – levantou-se- Vou ver se ainda tem algum remédio.
Ela andou até a cozinha, e eu a acompanhei. Senti uma necessidade absurda de não ficar longe dela, nem sequer por uns minutos. Vi que ela estava com um comprimido na mão, que pegou não sei onde, e começou a encher um copo de água.
Não gostava de vê-la angustiada, por mais que ela tentasse não transparecer. Resolvi soltar tudo de vez.
- Vem morar comigo, Bella – aproximei-me dela, e a vi me olhar com olhos arregalados- Você vai ser mais que bem-vinda, e eu não vejo problema nisso.
Ela ainda me olhava um tanto perplexa.
- Não quero que faça isso por se sentir pressionado, principalmente por ter presenciado o senhor Dalton dizendo aquilo.
- Não estou fazendo por isso – tirei uma mexa que caía em seu rosto, e pus atrás da sua orelha- Estou chamando a minha mulher para morar comigo. Eu já imaginava um relacionamento mais sério para nós dois, morarmos juntos é um passo a mais.
- Eu também imaginava. Mas não optar por isso devido a uma necessidade. Eu imaginava em morarmos juntos quando tivéssemos decidido elevar mais o relacionamento, e não por que eu não tenho para onde ir.
- Mas a situação exige essa consequência – sorri de leve- Vamos ver isso como se – passei a mão pelo meu cabelo- Só tivéssemos apressando um pouco.
- Vamos deixar pra terminar de falar disso depois? – pediu suplicando- Minha cabeça está a ponto de estourar.
Balancei a cabeça positivamente – Ok, mas não quero que se preocupe com isso.
Ela não disse nada, apenas terminou de beber a água e colocar o copo em cima da pia. Voltamos para a sala e abaixamos o volume da tevê, mal dando para escutar. Voltamos a ficar na mesma posição de minutos atrás e passamos um tempinho calados. Percebi que a Bella estava cochilando no meu colo.
Olhei no relógio, e vi que já havia ficado tarde. Peguei-a no colo e levei para o quarto, em seguida, coloquei na cama. Ela se revirou e abriu os olhos.
- Já tá tarde, amor – depositei um beijo na sua testa- Eu tenho que ir.
Mas na verdade, não queria deixá-la aqui sozinha.
- Fica aqui comigo – pediu-me com os olhos suplicantes- Por favor.
É claro que eu ficaria com ela. Tirei a minha roupa, ficando só de boxer, e me deitei ao seu lado. Em questão de segundos, seu corpo se aninhou ao meu.
Abracei-a apertadamente, tentando lhe passar confiança. Durante a noite ela não acordou uma única vez, mas seus sonhos foram muito conturbados. A Bella se remexia e apertava o corpo, ainda mais, de encontro ao meu.
Eu não queria que ela se preocupasse com isso. O que falta, agora, é convencê-la a ir morar comigo, e mostrar que não estou fazendo isso por me sentir pressionado – jamais-.
FIM PDV EDWARD
Abri os olhos e tateei a cama procurando o Edward. Franzi o cenho por não o encontrar deitado comigo. Antes de pensar qualquer coisa, escuto um barulho de panelas batendo na cozinha. Panelas batendo na cozinha?
Desliguei o despertador que estava tocando, e me levantei. Meu lindo namorado estava tentando cozinhar alguma coisa pra mim.
Ele se virou e deu um pulo quando me viu.
- Não era pra você ter acordado agora –sorriu- Isso era uma surpresa.
Esfreguei os olhos e sorri, enquanto olhava pra ele, bocejando em seguida.
- Desculpe estar invadindo a sua cozinha – passou a mão pelos cabelos revoltosos. Reparei que o Edward já estava vestindo a calça – Mas é que eu queria preparar algo pra você – apontou para algumas coisas que estavam em cima da mesa- Mesmo não sabendo fazer muito isso.
Caminhei lentamente em sua direção, e a primeira coisa que fiz foi abraçá-lo.
- Obrigado – murmurei ainda com a minha cabeça encostada em seu peito.
Suas mãos me circundaram, abraçando-me forte.
- Não precisa me agradecer – beijou minha testa- E eu não sou um cozinheiro tão bom assim.
Terminou de falar num tom de brincadeira, como se minha alusão tivesse sido em relação a isso. Mas na verdade, ele sabia o porquê de eu estar agradecendo.
Sentamos e começamos a comer. A comida se encontrava incrivelmente saborosa, e fiz questão de elogiá-lo nisso. Por um momento, me deixei esquecer as coisas que tinha que resolver. Procurar um apartamento. Isso é o que tenho de fazer. Tudo bem que o Edward me chamou pra morar com ele, mas agora fico com um pouco de vergonha de perguntar algo sobre isso. O que eu iria dizer? Não sei por onde começar, então, se ele não tocar no assunto de novo, também não tocarei. Irei procurar algum outro local – rápido-.
Assim que terminamos o café-da-manhã, tomei um banho e me ajeitei para ir ao colégio, aproveitando a carona que o Edward iria me dar.
XXX
- Então, você já sabe o que vai fazer? – a Maggie perguntou-
Apoiei minha cabeça no encosto da cadeira, e deixei meu corpo relaxar.
- Acho que vou procurar uns apartamentos amanhã – mordi o lábio inferior- Vi no jornal alguns que estão para alugar. Irei dar uma olhada.
Eu queria fazer isso ainda hoje, pois quanto mais cedo, melhor. À tarde não vou poder, já que tenho que trabalhar. Ajeitei-me na cadeira, me endireitando, e analisei o jornal que estava em minhas mãos. Havia alguns apartamentos aqui perto para alugar, mas os preços dos aluguéis eram exorbitantemente caros.
- Você sabe que pode contar conosco para o que precisar – Alice disse amigavelmente-
Agradeci. Novamente, encostei a minha cabeça na cadeira e me pus a pensar. A proposta de Edward me parece ótima, mas acho que seria estranho isso, não sou acostumada a ficar ‘dependendo’ de ninguém. Desde que meus pais morreram, eu me viro – sozinha- pra qualquer coisa que eu vá precisar.
Mesmo pelo fato de não estarmos namorando há tanto tempo assim, eu confio nele plenamente. Certa vez, o Edward me disse que gosta de morar sozinho, que assim que alcançou a maioridade fez isso. E se ele tivesse me chamando pra morar com ele por que está se sentindo pressionado? E se, e se...
Não quero parecer mal-agradecida, longe disso. O fato de ele ter me chamado para morar com consigo significa que a confiança que temos um pelo outro é mútua. Afinal, não é qualquer um que você chama para morar junto com você – no seu próprio apartamento, diga-se de passagem- e só de saber que o Edward confia em mim, e gosta de mim, tanto quanto eu dele, me deixa imensamente feliz.
Fica martelando na minha cabeça o quanto isso pode interferir na sua privacidade. Pois, um homem que está acostumado a morar sozinho, e gosta disso, de uma hora pra outra passar a ter uma pessoa morando junto. Não quero, de modo algum, atrapalhá-lo. Além de que, isso pode intervir na sua rotina.
Oh, droga! Eu queria, simplesmente, tirar essas dúvidas da minha cabeça e aceitar a proposta de ir morar com ele. Seria tudo tão mais fácil.
O sinal tocou, avisando que já estava na hora de ir para a sala. Notei que algumas pessoas se levantavam de suas mesas e saiam do refeitório. As meninas continuavam uma conversa baixa, e ainda deram procedimento a ela, mesmo enquanto se levantavam e saíam dali – se dirigindo à sala-.
Foi bom conversar com elas. Falei sobre o que tinha acontecido, e elas disseram que eu podia contar com as mesmas – fariam o que tivessem ao alcance-. Nada que fosse solucionar o meu problema, mas às vezes, é confortante passar uns minutos juntas e, simplesmente, conversar.
Levantei-me junto com elas e fomos para a nossa sala. O professor, pontualmente, chegou e já foi dando assunto novo. Suspirei não conseguindo me concentrar em nada. Aulas. Logo, teriam muito mais delas, e eu não estou com o mínimo saco de assisti-las.
XXX
A manhã se passou vagarosamente, o que foi um tédio total. Não consegui prestar atenção em, praticamente, nada, já que a minha mente vagava com toda essa história de mudança e apartamento.
Cheguei em casa mais cedo do que o normal, vi no relógio que eu ainda teria um bom tempo antes de ir trabalhar. Tomei um banho e lavei o cabelo. Hoje está um dia frio, mas um friozinho gostoso. Coloquei um shortinho curto preto e uma blusa de moletom branco – com listas pretas-.
Fiz alguma coisa para almoçar, e enquanto a comida estava no fogo, sentei-me no sofá para dar uma olhada nos classificados.
Joguei minha cabeça para trás, encostando-a no sofá, e levantei o jornal – na altura do meu rosto- para ler as propagandas.
Passei meus olhos pela propaganda do primeiro apartamento, tinha mais de três quartos, e era tão grande quanto o valor. Assim seguiu o segundo, terceiro, quarto. Meus olhos quase saltaram da órbita ao ver o preço daquele aluguel, mais que o dobro do que eu pagava aqui. Os preços estavam um absurdo de tão caros. Passei um risco de caneta, eliminando-as.
Suspirei pesadamente, entristecida por isso. A situação está cada vez mais tensa.
Ouvi umas batidas na porta e me levantei para atender. Abri-a e era o Edward.
- Oi, amor – fiquei na ponta dos pés para lhe dar um beijo- Entra.
Ele entrou e fechou a porta, em seguida. Tomou-me em um abraço de urso, beijando meus cabelos.
- Hum – gemi gostosamente- Que abraço mais gostoso.
- Boa tarde – deu um sorriso torto de deixar as pernas bambas-
Circundou a minha cintura e puxou-me para um beijo. Passou a língua pelos meus lábios, entreabri-os em resposta. Minhas mãos foram, automaticamente, para os seus cabelos – puxando os fios revoltosos. Sua língua sugou a minha, fazendo-me ofegar, e fiz o mesmo com a sua. Sua mão direita passeava pela lateral do meu corpo, apertando meu corpo de encontro ao dele, enquanto a outra, fazia um carinho delicado na minha bochecha.
Ataquei ainda mais seus lábios perfeitos, nossas línguas se tocavam sensualmente, fazendo-nos arfar. Separamo-nos quando o ar ficou escasso.
- Boa tarde – sorri- Já almoçou?
- Na verdade não.
- Ótimo, eu também não, é bom que só assim você me faz companhia.
O Edward sentou-se no sofá, e fui para a cozinha, terminar de preparar o almoço. Peguei alguns limões, para fazer um suco de limonada, e acabei de prepará-la rapidamente.
No momento em que estava aprontando a mesa, colocando os pratos, copos e talheres, o silêncio da cozinha foi interrompido.
- O que é isso, Bella? – o Edward perguntou balançando o jornal na mão. Exatamente na parte dos classificados, que estavam com os maiores riscos de canetas-.
- Um jornal – respondi como se fosse a coisa mais óbvia do mundo-
- Eu sei que é um jornal – sorriu fraco- Por que você está procurando um apartamento? Eu te chamei para morar comigo.
- Pensei que tinha sido uma coisa do momento – corei-
O Edward me encarava com uma expressão incrédula. Terminei de ajeitar a mesa, e me virei para ele.
- Você tem certeza, Edward?
Resolvi que não guardaria as minhas dúvidas para mim mesma. Falaria aquilo que estava na minha cabeça martelando o dia todo.
- Certeza? – sua expressão se encontrava interrogativa- Certeza de quê?
- De me chamar para ir morar com você.
Antes que ele voltasse a falar, continuei.
- Isso que estamos falando não é uma coisa temporária, algo do tipo, um fim semana. É algo sério e – respirei fundo- Você uma vez me disse que gostava de morar sozinho. Fiquei receosa de você só ter me chamado por que estava se sentindo ‘pressionado’ – balancei os dedos como se estivesse colocando a palavra entre aspas- Não quero lhe incomodar na sua própria casa. Não quero invadir a sua privacidade.
O Edward, agora, adquiriu uma expressão séria.
- Eu estou lhe chamando por que quero que você venha morar comigo. Estou juntando o útil ao agradável. Pode ter certeza que se eu achasse que haveria algum problema, não teria feito isto. E pelo fato de ter dito que gostava de morar sozinho – passou a mão nos cabelos- Ah, Bella, isso era antes. Antes. Quando te chamo para morar comigo pode ter certeza que estou falando muito sério.
- Eu quero aceitar a sua proposta – sorri- Mas, ainda estou um tanto hesitante.
- Não tem que ficar hesitante – deu um sorriso torto-
- Verdade? – deixei clara a minha empolgação quanto a isso- Não vou te atrapalhar em nada?
- Você nunca atrapalha, amor – pegou-me no colo, fazendo com que minhas pernas ficassem entrelaçadas na sua cintura. Deu um beijo no canto da minha boca-
- Eu aceito – dei um selinho demorado, deixando-me agraciar com a deliciosa textura dos seus lábios- Eu te amo e... – encostei nossas testas- Obrigado.
Notas finais
Reeviews? Recomendações? Sugestões?
Sorry, pela demoraa =§
uashaushaushaushaus #aulasmalditas
AAh, uma leitora minha (Peyton_Sawyer) pediu para eu divulgar sua fic:
http://www.fanfiction.com.br/historia/154513/A_Doenca_Do_Amor
=)
Já voou, amoorees, tô morrendo de sono *-*
Atééé maaaaaaaaiis õ/
bjãO
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