A Garota Das Vestes Brancas

3 Capítulo 2 - I Was Cryin


Notas iniciais
Capítulo feito pela perfeita, super star e super sensual Mandy *u* /leva tapa
Espero que gostem =33

Enjoy.

Dizendo aquilo, eu sai, não quis olhar pra trás.

E simplesmente constatei:

Eu amo aquela garota.

E odeio o homem da foto.

Nunca havia percebido que amá-la poderia ser tão perigoso. Nunca foi do meu feitio matar pessoas, nem no pensamento.

E eu queria ele estirado e duro no chão.

Mas se isso significa ter que vê-la sofrer todos os dias, eu paro de tentar sufocá-lo em minha fértil mente.

Também não levei em conta a hipótese dela ter namorado. Somente me apaixonei. Simplesmente me apaixonei.

Mas "simples", é um adjetivo não muito adequado ao amor que sinto. Sofrerei o que tiver que sofrer, se for para ficar com ela.

Se eu já gostava da Lucy delicada, da singela Lucy que enfeitiçou-me numa linda noite de luar chamando atenção de todas as estrelas e deuses que habitam este vasto céu acima de nós, imagina essa Lucy que sussurra no meu ouvido e me joga no chão de modo feroz? Acho que não só a amo, e com esse rosado em meu caminho, será difícil toma-la. Mas eu não disse que não tentaria.

Ainda posso sentir o toque quente da sua boca rastejando pelo meu ouvido, ainda posso sentir fios louros percorrendo uma só estrada pelo meu peitoral, ainda posso sentir seu cheiro delicioso invadindo minhas narinas. E ainda tremo ao sentir todas essas coisas misturadas ao som de sua voz rouca transmitindo uma maravilhosa energia por mim, me prometendo mais uma dança.

Trilhava a calçada preta, rumo à minha casa, coçando os cabelos louros e pensando nela. Pensando nele. Pensando neles juntos.

O que eles são? O que poderiam ser? O que NÓS poderíamos ser?

E a apresentação que ela me prometeu? Por que fez isso?

São tantas perguntas sem respostas em meu quebra-cabeças intelectual, tantas pequenas lembranças...

Ah Lucy, como pode voltar assim sem mais nem menos?

Como pode revirar minha vida em apenas uma noite?

Mas mesmo achando sua volta repentina, como já disse, me sinto feliz. A minha aura negra foi transformada completamente em personalidade, por sua culpa. Por culpa do seu doce olhar e do seu adorável sorriso. Além de suas lágrimas (quase) incontidas.

Como pode prender-me nesta confusão? Como pode fazer eu me apaixonar por ti, me dando este louco prazer de te admirar às luzes apagadas, me responda garota das vestes brancas, como ilumina a noite escura, me responda e tire todas as minhas dúvidas. Venha, para mim.

Cheguei a minha casa, um simples apartamento de três andares. Moro no último.

Subi as escadas, e sem querer, deixei a mochila cair, rolou por alguns degraus até parar num canto da elevação.

No zíper entreaberto, estava um papel marrom, um tom meio reciclado. Eu o conhecia muito bem.

Pude ver meu nome escrito com aquela letra perfeita. Deleitava-me de novo perante a ela. Tão bela...

E pensar que a fragilidade e inocência de uma menina foi retirada quase completamente devido a um empurrão e um sussurro, que juntos, fizeram toda a diferença.

Imagino-me prendendo-a na parede e olhando em seus olhos, penetrando o fundo da sua alma.

Uma pura alma, com certeza.

Será que ela também pensa em mim?

Imagino ela me puxando para si e sussurrando mais uma vez no meu ouvido. Como eu queria ter aquela sensação de arrepio e preenchimento novamente... Ah, Lucy.

Fui pra dentro do apartamento e rapidamente sentei-me no pequeno sofá que continha ali, forrado com estampas em xadrez.

Abri lentamente o pequeno papel, admirando-o novamente.

E finalmente li o que havia escrito ali.

Era parte de uma música, na verdade. Atrás dele, as palavras que estampavam o papel bege eram as mesmas que eu dei duro para enviar para Lucy na aula.

"I was cryin' when I met you

Now I'm tryin to forget you

your Love is sweet, misery

I was cryin' just to get you

Now I'm dyin' 'cause I let you"

Lucy pov. On:

Estava anotando umas frases de músicas no caderno, que tem haver comigo. Amo fazer isso, me tranquiliza de alguma forma. Mas o que está me preocupando é o fato de ter perdido o papel com a minha música favorita!

E nem é pela música em si, é com quem a música se perdeu.

Pode ter algum significado para ele, e isso está me deixando agitada. Já deu para perceber que ele me conhece, fica olhando para mim a aula toda, como se quisesse me espionar...

O que afinal este loiro quer?

Será mesmo impossível ele me esquecer?

Terei eu, prometido minha dança em vão?

E aqui, nesta areia fina da praia é onde eu deveria esquecer meus problemas.

Como você chegou Laxus?

Da pequena e singela janela do seu quarto, descobriu o mundo, o garoto loiro a me observar, pode ter sido ele a descobrir meus mais íntimos segredos naquela dança?

Dou mais uma volta e olho meu reflexo na água cristalina balançando sem cessar, o que você viu em mim?

Dizendo isso, veio um pensamento a minha mente.

Uma frase do filme Mulan.

“A flor que desabrocha na adversidade é a mais rara e bela de todas”

Me responda Laxus, venha para mim.

Meus pensamentos foram interrompidos por um roçar de lábios em meu pescoço, eu já sabia quem era.

— Natsu, você está atrasado... — disse, suspirando, enquanto ele continuava a beijar minha nuca — De novo... — pensei, mas não o falei em voz alta.

— Calma querida, eu peguei trânsito.

— Tudo bem, eu acredito em você.

Primeira mentira do dia, eu nunca disse que desacreditava no que falava, afinal, já vi ele saindo com outras mulheres. Uma "albina" em especial. Não parece que ele tenta esconder isso de mim, nem sei se ele se importa de verdade com o que eu sinto.

Ele pegou a minha mão e entrelaçou nossos dedos, apertando-os. Me permiti ficar feliz com isso, mas iria durar pouco.

A minha alegria sempre dura pouco.

— Vamos passear — ele falou, sorrindo daquele jeito infantil pra mim. O sorriso que me fez apaixonar por ele.

— Vamos...

— O que houve com você, Lucy?

— Nada, eu só... — fui interrompida por um toque de celular nada romântico, era dele.

— Me desculpe amorzinho — ele gesticulou, olhando pra mim, depois de ter lido a mensagem — Tenho que ir. Meu tio foi atropelado.

Segunda mentira do dia.

— Mas você acabou de chegar...

— É meu tio, eu preciso, Lucy...

— Pode ir, eu não me importo. Mande-me lembranças dele, ok?

Ele afirmou com a cabeça e saiu correndo pela areia ocre. Caiu uma vez, eu ri, ele riu de volta.

Ah, Natsu...

Por que tem que ser tão encantador?

Lucy pov. Off:

O que ela quer dizer com isso?

Algum tipo de mensagem oculta?

Essa garota teme em me deixar cada vez mais confuso, e ao mesmo tempo encantado com o fato dela ser simplesmente linda, por dentro e for fora.

E em meio a todos esses meus devaneios.

Ao mesmo tempo em que eu tento saber, eu descubro menos sobre essa garota, mas quero tentar.

Qual é a minha?

Acho que é isso que o seu próprio corpo pede pra mim, que a descubra, ela é um livro aberto em praça pública, mas difícil de ler.

E o dia corre, e eu corro contra ele.

Penso nela, no garoto da foto, tarefas, estudos...

E tudo passa.

A noite vem, e eu vou para a janela, admirar mais uma vez o castanho amendoado de seus olhos junto a sua dança, mais uma vez.

Me deixa ser guiado, como uma pena, no seu vento.

Fechar os olhos e sentir a flâmula do ínicio de uma fogueira, do ínicio de um incêndio, que é o meu amor por ela, apenas me deixar ser levado na desventura da garota das vestes brancas.

E nos segredos que um dia, eu ainda vou saber...

Notas finais
Significado da música:

"Eu estava chorando quando te conheci
Agora estou tentando te esquecer
O seu amor é uma doce miséria
Eu estava chorando pra te ganhar
Agora estou morrendo porque te deixei"

~

Espero que tenham gostado, minna ><'