A Garota Das Vestes Brancas

4 Capítulo 3 - Disillusion


Notas iniciais
HEYOU MINNA-SAN! 0////
Espero que gostem dos capítulos "rápidos" u.u
Todo dia faço um com a Mandy pra n deixar vcs esperando ><'
Enfim, cap feito pela escritora preferida de vocês *le vaias* a incrível GABI-CHAN o/

Enjoy.

(Desculpas adiantadas aki ;S, se muitas palavras estiverem reptidas, podem comentar que eu consertarei ^^)

Agora, com aquela frase em minha cabeça, ando tranquilamente pela rua deserta, avistando uma garota brigando com seu (aparentemente) pai.

Ela parecia brava, mas triste ao mesmo tempo. Fiquei curioso e decidi chegar mais perto do casarão preto e luxuoso. Era a casa do prefeito.

A ficha demorou a cair, mas quando percebi que era Lucy a menina que saía correndo em demasiado desapontamento, corri atrás dela, puxando seu braço quando ia atravessar a rua sem olhar para os lados.

Ela deu um tapa em minhas mãos e comprimiu os olhos, mas me abraçou logo depois, como se tivesse me confundido com outra pessoa.

A Lucy... me abraçou...

Ela apertava forte o meu casaco de couro preto, enquanto eu pensava se deveria retribuir o abraço ou alisar seus cabelos macios e dourados.

— Eu odeio ele! — ela gritou, aprofundando o enlace.

— Q-Quem? — eu perguntei. Resolvendo agora, abraçá-la de volta.

A garota ficou calada, manchando a minha camiseta azul por dentro da minha jaqueta de lágrimas cristalinas e sem vida.

— T-Tudo bem se nã...

— Aquele cretino! Eu odeio meu padrasto!

— Posso saber o motivo?

Ela chorou ainda mais, pude ouvir soluços presos ecoando de sua boca pequena, resolvi não pressioná-la.

— Tudo bem se não quiser me contar... — falei novamente, repetindo as palavras anteriores que a loira interrompeu.

Mas parecia que ela queria desabafar, porque puxou-me pelo braço e me levou para a faculdade à força; mesmo que eu precisa-se ir para lá, de qualquer forma.

Quando chegamos, ela me levou à sala de música, que estava completamente vazia devido ao horário antecipado ao qual estávamos.

— O meu padrasto... ele... está me obrigando a fazer uma coisa...

Quando eu ia falar algo, ela continuou:

— Uma coisa que eu não quero — pude perceber que mais lágrimas ousavam cair em seu rosto. Rapidamente as enxuguei com meu polegar.

— O que ele quer?

— Laxus, eu preciso que você prometa, do fundo de seu coração, que não contará nada para ninguém — a expressão séria e preocupada estampava o rosto vermelho, pude ver que arqueou as sobrancelhas, como quem esperava uma resposta.

— Eu prometo — respondi, pegando suas mãos. Estava trêmulo com tal ação, mas não queria que ela percebesse — Do fundo do meu coração.

Ela suspirou.

— Sabe o homem da foto?

— Sim, sei — tentei parecer calmo e não demonstrar desgosto ao ouvir o nome daquele infeliz.

— Ele quer... que eu case com esse menino.

Eu congelei, senti meu rosto esfriar aos poucos, senti minha alma atrofiar, senti tudo... de ruim.

— C-Como a-assim, L-Lucy? — ficar calmo era impossível diante dessa declaração, estava inquieto. Mas se ela estava chorando, é porque certamente não quer se unir a ele em uma atitude tão drástica como o casamento.

— Sabe, eu o amo...

Ou não...

Eu não queria, não mesmo, mas... Eu cai pra trás quando ela disse isso. Sabe... Quando em nosso coração nasce o tão conhecido amor platônico, junto com ele, nasce uma pequena esperança de que a outro pessoa também te ame.

Mas a Lucy não me ama.

Como eu pude ter sido tão bobo?

Me apaixonar por uma moça que nem ao mesmo conheço, deixar que a estúpida lua me enfeitiçasse. E ao menos acreditar, que ela possa ter o mesmo sentimento que eu, mas que tolo eu sou!

— Laxus, você está bem?

Fiquei em silêncio, tentando me controlar.

— O que aconteceu?

Pensei em dizer pra ela, mas era irresponsabilidade demais. Ela já estava cheia de problemas, não queria ser mais um.

—Você realmente gosta dele?

— Eu... o amo...

Aquilo era demais para mim, iria levantar e sair daquela sala, mas não me permiti fazer isso. Segurei sua mão gélida novamente, senti as ondas elétricas subindo sobre nós quando isso aconteceu.

— Não vejo problema, então — tentei ser natural.

— Mas ele me trai com outra.
Ao ouvir essas palavras saírem de sua boca, senti o ódio subindo a minha cabeça, cerrei meus punhos e soquei a cadeira na qual estava sentado com uma força totalmente anormal, urrando:

— QUEM ELE PENSA QUE É?

Ela fitava-me perplexa, enquanto eu abaixava a cabeça e continuava a protestar perante a ação do maldito "cara".

— Laxus, espere! — ela exclamava, ainda com voz calma, tentando me acalmar.

— O quão imbecil esse cara é? — prossegui, olhando para o chão, evitando olhar em seus olhos — Ele tem a mulher mais perfeita do mundo! Ou pelo menos a mais perfeita que já conheci. Essa mulher deveria ser venerada e aplaudida de pé a cada passo que dá. Ela merece respeito! — pausei, esperando a minha respiração voltar ao normal — E essa mulher é você, Lucy...

Me virei num ímpeto para saudar mais uma vez os seus belos olhos, enxergando a tristeza que contrastava com o brilho intenso que suas pupilas abrangiam.

Ela ousou tentar falar, mas entrecortei-a com a pergunta a seguir:

— Se você sabe que esse cafajeste te trai, por que ainda está com ele? Você merece muito mais.

— Somos livres para fazermos nossas escolhas, muito embora nos tornemos escravos de suas consequências. Você ainda vai aprender que o amor exige paciência, todo mundo briga, e as vezes não merecemos o que temos, mas não mandamos no coração.

— Mas Lucy...

— CHEGA LAXUS! — repreendeu a bailarina, batendo no mesmo lugar onde violentei meu punho — Não podemos mudar a ordem das coisas, eu também não queria que fosse logo ele, é por isso que todo dia peço as estrelas ou seja lá o que for que olhem por mim, essa minúscula peça do universo que eu sou, que me mostrem um caminho. Eu tenho fé.

Além de tudo, ela sabia dar bronca de mãe. Uma bronca pesada, mas ao mesmo tempo doce, que no final, sempre dá uma lição. Eu vou tentar te conquistar Lucy... Eu vou ter fé.

— Seu padrasto sabe... que ele...?

— Não — negou, abaixando a cabeça novamente — E mesmo que ele soubesse, não faria nada. Ele só se importa com o dinheiro dos Dragneel.

— Mas vocês são ricos! — irritei-me com aquele homem. Agora eu tinha dois inimigos.

— A avareza dele me sufoca... Quanto maiores seus ganhos, mais feliz ele fica e menos se importa comigo — levantou a cabeça e cerrou os cílios — Se a minha mãe estivesse aqui, isso não estaria acontecendo.

— Você acha mesmo que ficará bem se casar com ele?

— Não — passou o antebraço sobre os olhos e a testa, continuando — Tantas vezes ele beijou-me somente por beijar... A cada vez que ele fazia isso eu ficava mais magoada. Um beijo sem sentimento e somente isso. Um turbilhão de emoções vazias. — ela afirmou, em um misto de frustração e decepção — Se eu realmente for casar com ele, até esse dia espero ter recebido alguma demonstração verdadeira de amor. Seria o melhor presente que algum homem poderia me dar.

Ah!, Lucy... se você deixasse, te mostraria mil e uma formas de amar, e a razão de cada uma delas. Eu poderia enfrentar seja quem fosse para te ter e não deixar nenhuma lágrima cair de você, ao menos que seja de alegria.

Então eu te abraço, para passar o mínimo sequer de todo essa amor sem tamanho que eu tenho dentro de mim.

Lucy, você vai retribuir esse abraço?

Se eu pudesse, buscaria a lua pra você, e mostraria o tamanho do meio desprezo por aquele que não sabe admirar o brilho da pérola que és.

Será que você não vê, que até no pronunciar do seu nome eu pareço um pai orgulhoso?

Eu sei que você ainda está cega de amor, mas ao mesmo tempo, eu tenho raiva desse rosado. Eu também tenho medo dele, medo de você preferir a ele, e não a mim.

Ai de mim, que não mostre a você Lucy, ai de mim se eu não mostrar a você o quanto eu ainda vou fazer e posso fazer por ti, se você quiser.

Mas agora, tudo isso ainda não pode ser mostrado, por isso eu apenas te abraço, para sentir do pouco e do bom que você me dá.

Bastam apenas três palavras, ou um simples gesto. E farei de ti a mulher mais feliz do mundo.


— Lucy — chameia-a.


— O quê?

— Se você for mesmo se casar com ele, promete que será feliz?

— Eu vou tentar...

Vê-la feliz é meu único consolo. Amanhã ela pode estar de aliança, mas se estiver feliz, farei de tudo para adorar tanto sua felicidade tanto quanto ela própria.

O sinal da nossa faculdade bateu, a maioria dos alunos entrou e nossas mãos foram separadas. Agora que sei que o meu "inimigo" tem a arma mais forte, lutarei para toma-la.

Lutarei pelo amor de Lucy.

Notas finais
O NATSU É O VILÃO!!!!!!!!!!!!!!!!! MUAHAHAHAHAHAH!
Não me matem pela retardadice ;-; Eu sou uma pessoa legal, juro.