A Garota Das Vestes Brancas
7 Capítulo 5 - Lips [EXTRA]
Notas iniciais
Capítulo da Gabi. Desculpem se faltaram acentos.
Leiam as notas finais.
Lucy pov. On:
Três dias se passaram e a minha solidão só aumenta. Sinto tanta saudade dele...
A cada visita que fazia ao meu futuro marido e olhava o seu estado, eu pensava nele. Pensava nas palavras dele.
Não o culpo completamente, mas a cena dele surrando o Natsu me apavorou... Ele fez isso por mim, porque não concordou com o fato dele me tratar assim.
Segundo ele, eu sou uma mulher perfeita.
Ah!, Laxus... Se soubesse quantos defeitos reinam sobre meu corpo... e tenho medo, de que quando descobri-los, não goste mais de mim.
Sim, eu me importo.
Meu único amigo. Minha única esperança de que um dia possa ser feliz, mesmo sem tê-lo como namorado.
Os seus abraços têm muito mais valor que os beijos forçados que o Natsu me dá. Será mesmo que ele não gosta de mim, que não se importa comigo?
Sempre tento matar a saudade olhando para você na sala de aula, mas sofro em cada tentativa frustrada. Parece que nunca para de me observar...
E sempre que conseguia um curto período de tempo para fitar seus majestosos músculos e sedosos cabelos loiros, sentia-me feliz, mas triste ao mesmo tempo.
A falta dos seus bilhetinhos de papel no meio da aula, do som estranho que você faz quando se espreguiça, do seu sorriso tímido... tudo está me afetando. O vazio que sinto sem essas coisas comuns de seu dia-a-dia.
Laxus, aguardo desesperadamente o seu pedido de desculpas, porque tenho a impressão de que chegará mais cedo ou mais tarde.
Estou ficando louca sem sua voz grossa e aconchegante, me protegendo de todos os males.
Ah, Laxus...
Já cogitei em ir várias vezes ate você, para dizer que está tudo bem.
E pra ver seu sorriso tímido novamente.
O sinal toca, as presilhas pontudas que seguram meu cabelo, caem e cortam o meu colar perolado.
Antes que pudesse descer para pegar, uma mão muito grande se chocou com a minha.
Senti uma certa palpitação, e uma vontade quase suplicante de chorar.
Tomei a joia das mãos dele, com agressividade. Mas via sangue nelas, o mesmo que vi quando, naquele dia, segurava um corpo. Um corpo machucado, e conhecido meu.
Mas era somente ilusão.
Tentou chamar meu nome diversas vezes, mas eu corria. E deixava para trás o meu amigo, que provavelmente queria se desculpar. E eu o perdoaria. Não aguentava mais um segundo sem ele.
Mas a força maior de fidelidade ao meu noivo foram suficientes para recusar. Era como trai-lo, mas não a traição em si.
Estava me deixando levar pela doçura de seu inimigo.
O que sinto por Natsu, é parecido com o que sinto por Laxus, mas parece ser mais profundo, que dirá, ardente.
Pensava e corria, corria e pensava.
E além de tudo chorava, pois essa dúvida cruel chocava-se com tudo que fiz e o que sou. Além de mim, meu pai não aceitaria isso, Laxus não é um homem de nobreza.
Oh não, não nobreza do seu ser... É justamente o que o Natsu precisa ter. O que eu quero dizer, é que Laxus não é um homem rico, além de odiar meu pai e eu não quero decepciona-lo, nunca me perdoaria.
E pensando nisso, corria ainda mais rápido como se minha vida dependesse disso, lágrimas ainda escorriam lentas e suaves sobre meu rosto embaçando toda a minha vista, eu sentia o vento batendo sobre os meus cabelos até que Laxus me puxa.
Em um ímpeto, comecei a me debater sobre ele, sem saber o que finalmente poderia fazer, ouvindo ele me pedir pra não o assustar mais. Poderia eu ouvir palavras mais bonitas?
Quando percebi que ele tinha me salvado, virei para apreciar seu belo rosto, encostando-me no seu ouvido e sussurrando um pequeno "obrigada", que para mim pareceu demorar um dia inteiro, deitada sobre o seu escultural corpo.
Eu levantei, saindo de seu colo e oferecendo-lhe a mão para levantar. Porém fui surpreendida por um puxão, e percebi estar sendo abraçada.
Foi o mesmo abraço de quando contei que ia me casar com Natsu, mas diferente daquele enlace de consolo, o que me deu foi de preocupação.
E sentia isso, podia sentir... A proteção exalava pela respiração dele junto a minha cabeça, com o queixo apoiado na mesma.
— Laxus, me solte — pedi, séria.
Ele parecia não me escutar....
Somente fitava meu rosto, com cara de bobo. Juro que podia ver o brilho em seus olhos, e o sorriso de canto em seus lábios levemente cor-de-rosa.
— Laxus, por favor, me deixe sair — pedia, agora com uma ponta de súplica na voz falha.
Mas ele continuava a me segurar, estava tão perto de mim, mas ao mesmo tempo tão longe...
Tentava agora, libertar-me por mim mesma. Empurrava-o contra a parede com meus braços fracos, em vão. Mesmo nos ares, ele conseguia ser tão forte quanto aparentava ser.
Quando comecei a me debater de verdade, pareceu estar se libertando de um transe intenso.
A medida que me movia, ele se aproximava...
Passando seus lábios ternamente sobre os meus.
Aquele ato havia me deixado bamba, estava sem ação.
Batia o meu palmo contra seu peito forte, mas a cada segundo que passava, a força usada era diminuída e me entreguei quase por completo ao que pode se chamar "selinho".
Segundos, minutos, horas...?
Perdi a noção do tempo e do espaço, só sabia que estava ali com ele. E mesmo tão próxima, permitia-me ficar feliz por ter-me em seus braços novamente.
Me desculpe, Natsu.
Quando parou, soltou-me devagar, e eu lá; parada, esfregando os dedos e os lábios.
Corei imediatamente, ficando na ponta dos pés e balbuciando um "até amanha" em seu ouvido.
Estava pasma, mas feliz. Surpresa, mas feliz.
Andava apressadamente com os dedos pressionados nos lábios, não resisti e olhei para trás.
Lambia seu beiço em aparente deleite. O que deu em você, Laxus?
Corria mais, enxugando a última lágrima que brincava de alpinismo em meu cílio inferior, esbarrando com outro peito definido, e uma dose exagerada de curativos no nariz e testa. Alem do olho roxo.
— Natsu? — questionei surpresa — Eu não avisei para não vir me buscar? — briguei, mãos na cintura, coração acelerado.
— Eu senti saudades, amorzinho... — respondeu a figura rosada, fazendo bico. Mesmo com a cara deformada, não deixava de ser encantador.
Ele segurou a minha mão, em uma atitude carinhosa, e eu estremeci.
— Vamos por aquele lado, é mais rápido — pediu, apontando para o lado oposto ao meu.
— NÃO! — vociferei, para logo depois abaixar o tom de voz — Quer dizer, vamos pelo caminho mais longo mesmo, assim fico mais tempo contigo — sorri amarelo. O que eu queria mesmo era evitar um confronto entre cão e gato...
— Minha Lucy, sempre carinhosa... — ele comentou, para logo depois seguir pela estrada sugerida.
Sua...
Eu não era mais dele, pelo menos não inteiramente.
Depois de um tempo caminhando, fiz um pedido um tanto... inusitado.
— Natsu... — chamei. Ele se virou para mim e perguntou:
— O que foi, minha querida?
— Você pode me... beijar?
Depois disso, o meu noivo atacou-me de uma forma quase animal, sem nem perguntar o por quê daquilo.
— Foi bem diferente do dele... calmo, intenso... — pensei comigo mesma.
— Iai? Gostou? — procurou saber, com um sorriso travesso — Se quiser, posso dar outros iguaizinhos...
— Não, Natsu... só estava com saudades...
— Ok então — ele disse — Sabia que eu te amo?
— Você jura? — desconfiada, tentei fazê-lo falar mais uma vez. Afinal, eram raras as vezes em que dizia.
— Juro. — um sorriso infantil invadiu ambos os rostos, acreditando realmente no que falara.
— Eu te amo também... muito... — foram minhas últimas palavras antes de sumirmos em meio a um nevoeiro de beijos e histórias mal contadas.
Ah, Laxus...
Por que seu beijo é tão diferente do dele?
Você me pedirá desculpas?
O que foi esse rápido encosto nos lábios?
E por que me senti tão bem depois dele?
Você irá contar, Laxus. Qual o seu segredo?
Me responda...
Mas realmente, me senti feliz ao tê-lo. Será uma longa noite...
Uma longa noite pensando em você.
.
Notas finais
Resposta: Pela simples e pura preguiça da Gabi-sama.
Se quiserem me xingar por reviews, recomendações, aceito tudo =33'
Beijinhos amores e desculpem a demora. De verdade.
Mas pra compensar já temos 3 capítulos prontos 0//
UHUUUUUUUUUU *leva tapa* *sendo levada pro hospício*
Espero que tenham gostado ><'
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