A Garota Das Vestes Brancas
8 Capítulo 6 - With Or Without You
Notas iniciais
CHEGAAAAAAAAAAAY *UUU* ~levando tijoladas, sendo crucificada~ qn
Ponham a música (É o nome do capítulo) http://www.youtube.com/watch?v=XmSdTa9kaiQ
A pedido (Não bem um pedido.... ;-;) da Mandy. A música é linda *-*
Se quiserem procurar a tradução também...
Tipo assim, a gente fazendo o cap pelo face e nem percebemos estar passando dos limites e.e' 2500 palavras OOO:
Capítulo meu e da Mandy (MUUUUUUUUITO MAIS da Mandy que meu :CC, mas eu ajudei gent D:)
Enfim, enjoy.
(L-E-I-A-M A-S N-O-T-A-S F-I-N-A-I-S)
Ah! Mais uma dia na amada Fairy Tail! Eu não poderia estar mais feliz... Depois do que acontecera ontem, eu ando como se estivesse... como se estivesse... Sei lá! Eu só sei que essa é a melhor sensação do mundo.
Cheguei na escola cedo hoje, e ela também estava lá. Ajeitei o cabelo e a blusa, sentando ao seu lado, inalando seu delicioso perfume, ela estava lendo um livro: Dom Quixote. O meu livro favorito.
Ela já estava no final e esse trecho eu sabia de cor, por isso desci o livro, pairando-o sobre seu colo e disse:
"Três dias se passaram, Dom Quixote agonizava em silêncio. Sereno morreu. Encarnou sem saber. Tudo que havia de puro na fase heroica da cavalaria, antes que fosse desvirtuada pelos maus romances. E fora bom, apenas bom, profundamente bom, antes durante e depois da loucura."
— Parabéns, já pode se tornar um cavaleiro e sair enfrentando os males existentes no universo, mas é claro aquele que só você vê — ri, ela se levantou, pegou o caderno e ergueu acima de minha cabeça, dizendo:
— E agora, eu lhe nomeio: Sir Laxus, o cavaleiro do trovão. — Mas ao contrário de passar o caderno pelos meus ombros, ela simplesmente bateu na minha cabeça e saiu correndo, rindo.
Corri atrás dela e antes que pudesse desviar, colei suas costas na parede segurando suas mãos, fazendo assim um circulo vicioso na nossa brincadeira, para que ela durasse para sempre.
— Tá com você! — eu disse, e sai correndo, desta vez estávamos no grande gramado da Fairy Tail, brincando de pega-pega como se fossemos crianças.
Deitei no solo verde abaixo de mim, exausto, juntamente com ela. Virei para a garota, que também virou para mim, numa parte de sombra, embaixo da árvore para ser mais claro.
— Hey, Laxus.
— Sim?
— Vamos filar aula?
— Q-quê!?
Ela se levantou rapidamente, me encorajando a ir com ela, seus cabelos balançavam em sintonia com a brisa calma que passava, e ela sorria pra mim, como sorria a alguns anos atrás.
— Por mim tudo bem.
Pegamos nossas coisas e saímos sorrateiramente da faculdade, fomos até a rua e conversamos até que nos deparamos com um parque.
— Vamos!? — ela perguntou.
— Isso não é coisa de criança?
— Não há tempo para ser feliz, Laxus.
Me deixando ruborizado e concordando. O quanto ela ainda tem a me mostrar?
Fomos e brincamos, como duas crianças felizes brincam numa tarde ensolarada.
Saímos, caminhamos e nos deparamos com uma praia, que fez os olhos dela brilharem.
— Tenho uma coisa para te mostrar. — Ela disse, olhando fixamente para o mar.
Tiramos os sapatos e ela me puxou pela mão, correndo até a caixa d'água.
Subimos as escadas e também a própria caixa, lá havia uma tábua enorme cobrindo toda a sua superfície e grades ao redor dela, de lá, eu podia ver toda a face azulada que cobria a areia e também podia ver o sol se pondo, tão perto mais tão longe... Como as estrelas numa noite fria e escura, como muitas coisas.
Ela subiu em uma das grades, se inclinando, porém ainda presa, abrindo os braços e fechando os olhos. Sentindo tudo o que havia para sentir, deixando que todo e qualquer sentimento que não seja paz de espírito exalasse do seu corpo naquele momento.
Eu podia sentir isso tudo, só que aqui, sentado e descalço, camisa entreaberta, olhando pra ela.
Como se ela mesma fosse o meu sol se pondo.
Por fim, a grande estrela deixou o céu e ela veio ao meu lado mais uma vez, se deitando e me fazendo deitar também, ela segurava minhas mãos e como se esse sonho fosse acabar e eu finalmente fosse acordar, ela virou-se para mim e me deu um selinho.
Sim, um demorado, macio, silencioso e delicioso pequeno beijo; que me dava vida, e me fazia sentir um milhão de emoções de uma vez. Pisquei rápido duas vezes, mas não era um sonho, era real, e perfeito.
A boca dela estava lá, colada a minha, e eu pensava se devia fazer alguma coisa, se eu devia interrompe-la... Mesmo sem vontade, mesmo sem querer que aqueles lábios se separassem dos meus. Mas eu o fiz.
— L-Lucy...
E enquanto ela me beijava, eu sentia um turbilhão de emoções, é como se algo estivesse errado, ou incrivelmente certo.
— Lucy, me desculpe... por aquele dia... — tentava falar, afastando-a um pouco de meu rosto.
— Eu te perdoo, Laxus...
Ela voltou a sentar na grama, apontando o dedo para o horizonte róseo que teimava em desaparecer perante a quase aparição da lua.
— Laxus, eu amo o pôr-do-sol... Ele me faz sentir mais viva, mais... feliz... — ela disse, abaixando o indicador e tornando a olhar meu rosto estático — Esse é diferente, não me sinto como das outras vezes em que o observei... — sorriu.
— O que tem de diferente, Lucy? — perguntei, quase por obrigação.
— Você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. Mas com toda a certeza do mundo, aqui, agora, neste minuto, com você; é o lugar mais seguro de todos.
— C-Como assim? — gaguejei, um pouco receoso. O que houve com a minha Lucy?
— Todas as vezes que observei o pôr-do-sol foi sozinha, sem ninguém para partilhar a emoção de ver o sol desaparecendo... Agora que eu tenho alguém, isso é muito mais do que uma tela com uma explosão de cores avermelhadas, é prazeroso, é divertido, é o sinônimo de feliz.
Ela pousou sua cabeça levemente em meu ombro e continuou:
— Laxus, promete pra mim, que se eu fizer algo que você não aprove... ainda vai gostar de mim?
Ela é noiva do cara mais imbecil da face da terra, ela não corresponde o meu amor diretamente; a Lucy fez, e provavelmente vai fazer várias coisas que eu não aprovarei, mas mesmo assim, nunca deixei ou vou deixar de amá-lá
— Não Lucy. Nunca.
Ela suspirou, voltou a olhar pra mim e sorriu.
— Fico feliz... — e saiu correndo para casa, o sinal alto da faculdade foi ouvido, mas antes me deu um beijo na bochecha.
Ah, Lucy...
Olhei mais uma vez para o céu, encantando-me com a beleza que esta noite trazia, o maravilhoso escuro estava coberto de estrelas a brilhar, iluminado, não só pelas estrelas, mas pela lua também. Aquela que sucedeu um dia perfeito, com uma garota perfeita, parece que tudo está ocorrendo bem para mim...
Peguei minhas coisas sem me preocupar com a camisa aberta, deixando a mostra a minha barriga e o peitoral. Coloquei os sapatos e desci, indo para a minha morada, chegando lá coloquei a mochila no chão, e avistei uma figura passar. Quando eu menos esperava, a luz se acendeu.
— LAXUS EU TÔ COM FOME!
— Cana?
— Não, o Patati, só que ele esqueceu de trazer o Patatá. Bestão, claro que sou eu! — Vociferou ela, para logo depois trocar o tom nervoso e enraivado por um manhoso, que eu conhecia bem. — Meu maninho tão lindo, tão gato, faz uma comidinha pra mim? — Disse a morena subindo em minhas costas e distribuindo beijos pela minha bochecha, deixando de alguma forma, seus seios a mostra.
— Cana, primeiro: você tem que se virar sozinha. Segundo: seus... err... — tentei falar, mas a situação era meio embaraçosa. Mas a vergonha deu lugar a raiva quando percebi os trajes que minha irmã usava — Cana, você tomou banho hoje? — Disse, ignorando o fato dela estar grogue e linda, faz tanto tempo que eu não a vejo...
— Nee-chan malvado! — ela fez bico — Eu não tomei, e estou com fome!
De repente ela funga o ar, indo até a minha nuca e me arrepiando.
— Cana... — suspirei — Você andou bebendo de novo?
— Hum — ela murmurou, ignorando a minha pergunta anterior —, nee-chan está com cheiro de mulher, quem é a sortuda?
Eu ia falar, mas a figura de pijama desprovida de pudor em plena penumbra da noite me interrompeu:
— Já dormiu com ela? — como demorei a responder, suponho que ela tenha pensado besteira — Hum... nee-chan pervertido...
— Não, Cana. — disse, sem paciência para dialogar com a minha irmã e muito menos tentar apunhalar seus pensamentos perversos — Você vai tomar banho ou quer que eu ajude? — falei sarcástico, mas já esperava uma resposta positiva.
— Quero sua ajuda, nee-chan... — ela gesticulou, abaixando as alças de sua camisola colorida — Você vem?
— Tsc... você não tem jeito, não é Cana? Vá tomar seu banho se você quiser comida.
Ela riu muito, eu estava vermelho, provavelmente. Mas mesmo assim obedeceu.
10 minutos depois, eu dei de cara com uma Cana realmente linda. Vulgar, porém linda.
— Vai sair Cana? Saiba que seus seios estão sendo sufocados dentro desse treco "mini" que você chama de blusa.
Ela jogou uma almofada em mim, e disse de forma imperativa:
— Agora minha comida, "senhor santo".
Apontei para a pequena mesa. Nela, um prato de vidro cheio de sushis.
Ela olhou para o prato e disse:
— Peixe? Eu odeio peixe!
— Mas você está na minha casa, sobre minha ordens.
— Laxus, idiota! O que tem pra beber?
— Mentira Cana... — disse, ela iria ficar fazendo birra o resto do dia — Tem ramen, e pra beber o seu saquê habitual.
— Oba nee-chan! — ela pulou de alegria — Sabia que você não ia me deixar morrer de fome! — beijou minha testa.
Ela me olhou de cima a baixo e perguntou novamente, com macarrão na boca:
— Aliás... por que você está com a camisa aberta?
— E-EE-Eu estava c-com calor — gaguejei. Droga!
— Hum... calor não é? Apenas diga á razão do seu "calor", que é pra ela andar com preservativos no bolso — riu mais ainda, engasgando com os fios de massa.
— Cana! Não é nada disso!
— Ok, ok. Quando vai trazê-la pra casa? Quero conhecer a dona do coraçãozinho triste do meu maninho.
— Er... bem... não será possível...
— Por?
— Porque não estamos em um relacionamento.
— Que safado nee-chan, não vai dizer que agora você anda pegando as meninas pela rua, usando-as e depois jogando elas fora!
— C-claro que não!
— Não se preocupe, não conto pra ninguém. — Ia dizendo, enquanto tomava toda a bebida.
— Cana, é que ela não gosta de mim, entendeu?
— Mas que maluca! Quem não ia querer você, hein?!
— Acho que, ela...
Eu abaixei a minha cabeça, tentei segurar as lágrimas. Felizmente, dessa vez consegui.
— Somos bons amigos, não quero tentar nada que estrague isso.
— Desculpa, nee-chan... — ela pediu, me abraçando por trás, deixando a garrafa e o prato na mesa.
— Não foi culpa sua, Cana...
Ela sorriu com o canto da boca, apertando meu nariz e começando a falar:
— Ela não te merece, Laxus.
"A pessoa que a possui que não merece", pensei.
— Eu gostaria que ela me merecesse... — sorri para ela.
A morena suspirou, olhando fixamente para o relógio.
— Vai sair pirralha? — provoquei, obrigando-a a sair de casa. — Saia daqui logo, sua bêbada! — ri.
— Vou sair sim, mas só porque eu quero, metido a pegador! — entrou na brincadeira, indo abrir a porta.
Quando se fechou totalmente, estava entrando nos devaneios, mas uma voz feminina me acordou.
— Laxus, última pergunta, os peitos dela são maiores que os meus? — fez uma cara como alguém que questiona algo realmente importante. Mulheres... tsc.
— Se eu disser que sim, você fica brava? — respondi, mais preocupado em afetá-la do que em não magoa-la.
— Não, mas saiba que sendo assim, ela é areia demais pro seu caminhão.
— Pirralha insolente! — ri junto com ela. Uma risada gostosa.
— Tchau maninho! Se eu encontrar a Lucy no caminho, digo que você mandou um beijo!
— Mas... como você... quando você...?
— Só acho que você devia parar de deixar seus diários destrancados — falou, fazendo com que ia fechar a porta, mas logo a abriu novamente — E você escreve muito bem!
Dizendo isso ela saiu, e me deu uma ótima ideia, vou escrever no meu diário.
Fui até o meu quarto e me abaixei, terceira gaveta da cômoda, lado esquerdo. Dei um longo suspiro e abri, lá estava toda a minha vida, resumida até agora, claro que não ia caber tudo nesta simples agenda, mas parte dela, por que eu tenho a mania de escrever as coisas mais importantes, resumos de tudo o que aconteceu... Enfim, coloquei na parte em que tinha terminado e me obriguei a botar o cérebro pra funcionar.
#DIÁRIO ON#
Hoje foi um longo dia, na verdade foi muito bom. A Cana veio pra cá hoje, ela está linda...
A mocinha está aqui porque foi expulsa de sua última faculdade por estar embebedando os professores, por isso ela vai estudar na Fairy Tail agora, e vai ter que morar comigo. Mas eu sei que é só por um tempo, até ela ser expulsa desta aqui também, ou não, nunca se sabe.
Mas eu não quero falar dela agora, quero falar da única pessoa que rodeia a minha mente, que me deixa confuso, alucinado, encantado.
Ela é incrível, quem diria que um dia eu conheceria alguém assim... Ela dança para a lua, se doa para o sol e no crepúsculo, ela sente.
A cada dia que passa, fica mais bonita, e me faz ficar assim, bobo. Fico pensando se um dia, ela vai gostar de mim, mas me parece impossível, porque eu simplesmente acho que não sou digno de seu amor. Que ninguém é.
Com o tempo que passo ao seu lado, eu vejo a sua forma ao todo. Ela é um enigma, ela pode ser mil coisas. Aliás, a cada dia ela tem uma forma diferente de me fazer se apaixonar por ela.
As vezes, eu olho para a sua boca, me perguntando por que ela sorri. Outrora olho pros seus olhos, me perguntando o que aquele castanho amendoado contido neles escondem de mim. Olho para o seu ouvido, me perguntando se aquele buraco abre passagem para a sua alma, e pro seu nariz, me perguntando: por que ele inala toda a sujeira do mundo?
Ela transparece ser um anjo, um demônio quando quer. Ela parece me punir, por adora-la tanto sem a ter.
A Lucy é linda. De todas as formas, em qualquer ângulo, e eu não sei como ou quando, eu comecei a me sentir leve ao seu lado, e a sonhar acordado.
A sua boca tem gosto de vício, por que a todo momento quero beijá-la. se é que vicio é um gosto... Acho que a Lucy é uma droga, que está sempre me proporcionando momentos de prazer ao seu lado.
E toda noite ao fechar os olhos, esse prazer me leva ao passado, me deixa voar como uma pena nos sentimentos mais profundos, até me ver pairar na areia da praia, ver ela fechar os olhos, abrir os braços e fazer-me encontrar o paraíso.
Ficar com taquicardia, prender a respiração e me perder no doce cheiro do seu perfume.
#DIÁRIO OFF#
Eu parei de escrever e a Cana chegou.
Eu fui para a janela, e ela estava lá, apresentando-me mais uma vez ao seu bailado.
A morena se posiciona ao meu lado, os olhos a brilhar e o cabelo solto, ela se apoiou e sussurrou para si mesma:
— Isso... é perfeito...
Deixando uma lágrima solitária escorrer pela sua face e fechando os olhos, para logo eu abraçá-la, e admirar a bela face da perfeição, da janela do meu quarto.
Lucy, obrigado por encantar-me novamente com seu vestido de seda alva. Obrigado por dançar pra mim.
Mais uma vez.
Notas finais
Cana tem fetiche por peitos, não liguem e.e'
NÃO REVISEI O CAPÍTULO.
QUALQUER ERRO PELAMOR DE KAMI-SAMA ME AVISEM -qq
Amo vcs s2s2'
REVIEWS, QUEM TEM, QUEM DÁ?
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