Notas iniciais
Voltei minnaaaaaaaaaaaa~~!
Desculpem se faltaram alguns "acentos" (agudo, cincunflexo...), pois como na maioria das vezes faço o cap pelo cel, não contem eles e tal... E na betagem eu nem percebo direito >//
Bom, a Mandy ficou dodói, então o cap não foi completamente dela, tive que ajudar a pobrezinha, a doença afetou seus miolos D:

Dedico-o a Karu-chan, essa DIVA! Obrigada pela recomendação, pulamos de alegria. Você é uma fofa!!! Saiba que está no nosso coração.

Enjoy.

P.S.: Tenha algum calmante do seu lado, pq esse cap é tenso u.u'

O professor baixinho e carrancudo estava dando aula de matemática, e eu, observando a bela Lucy apagar os erros que cometia com sua borracha cor-de-rosa.

Rosa... Argh!

E pensar que ele conseguiu com dinheiro o que eu conseguiria com amor... Isso é tão injusto, quanto desumano.

Não que o ouro seja mais forte que a paixão, mas ela o ama. Um amor pela metade. Somado ao lucro que terá com esse casamento arranjado.

Seus olhos ainda estavam vermelhos, o castanho escuro foi transformado em preto. E todas as vezes que fechava-os e abria-os em um intervalo de dois segundos, eu sentia a mágoa transbordar para mim.

Ainda que pudesse levantar e enlaça-la novamente em meus braços, para tentar espantar todos esses sentimentos ruins. Um abraço verdadeiro pode valer muito mais do que um beijo sem vida.

E eu tenho a absoluta certeza de que ela sorriria, suspiraria e logo depois, um leve "obrigada" seria ouvido.

Ah!, Lucy. Como foi que fez-me perder assim? No labirinto de seu corpo e no enigma de seus lábios?

Como eu adoraria desvendar o segredo de sua boca, mas deleito-me apenas em saber que esta feliz.

E você me convidaria para seu casamento?

Não que eu realmente quisesse ir, mas você me convidaria?

Veria dedos estendidos deslizando sobre pequenos arcos de ouro branco, juntamente com palavras prometidas e um "sim" em uníssono. Mas Lucy, você mente quando diz que esta feliz?

Não sou vidente e também não posso enxergar a alma das pessoas, mas algo está completamente errado.

Oh!, Lucy. Você não confia em mim?

Todos os belos anos de nossa infância não foram suficientes para você ter confiança em mim? Se bem que, não se conta pra qualquer um coisas como: "Ele me trai com outra".

Ainda lembro do diálogo que tive com minha falecida mãe anos atrás...

*FlashBackOn*

— Mamãe, meu coração tá doendo — disse a ela, com as mãos em miniatura apoiadas em meu peito.

— Meu Deus, filho! Você está bem? Se machucou em algum lugar?

— Não mamãe. Eu fiquei assim desde que a minha coleguinha Lucy foi embora.

— Oh, Laxus... — ela me abraçava, como se estivesse me consolando. Mas na época eu era jovem demais para entender.

— Passa remedinho, mamãe? — perguntei, deixando a mostra minha inocência.

— Não se passa remédio no coração, querido — ela sorria, enquanto explicava calmamente.

— Mas isso machuca mãe, eu não quero sentir isso — falava, olhando fixamente para ela — Você tem alguma ideia? Sabe o que pode ser?

Ela assentiu com a cabeça e respondeu:

— Bom, você não está doente. Mas tem um problema benigno no coração.

— Beni... o que? — questionava, confuso.

— Benigno, amor — ela riu — Quer dizer um problema bom. — concluiu.

— Mas mamãe, se é bom, por que dói?

— Querido, isso que está sentindo é muito bonito. Você acaba de descobrir o amor.

*FlashBackOff*

E foram essas palavras que vieram a minha mente antes do professor pedir (lê-se: mandar) para eu prestar atenção.

Lucy fitava-me, sorrindo com o canto da boca. Permiti-me sorrir também. Ela fica mais perfeita ainda sorrindo.

Percebi que jogou sua borracha madrepérola sobre minha mesa. Apontando com o indicador para o canto dela, onde havia o mesmo papel reciclado.

"Preste atenção na aula, tigrão", era o que estava escrito. Sem querer eu ri. Virei e escrevi: Como se você estivesse prestando não é, tigresa?

Enviei o pequeno papel, ela ruborizou e transpareceu de volta, como era linda...

Um riso bobo, sincero, riso de criança. Mas com uma pitada de rebeldia, riso de mulher. O que fez os meus olhos caminharem por todo o seu belo corpo. Admirando as suas belas curvas.

Sua pele alva e suave, como uma pluma a cair num liso chão.

Admirei seu olhos, logo depois encontrando sua pequena e rosada boca.

Desci pelo seu pescoço fino, encontrando um belo colar.

E caminhando pelo seu grandioso corpo, fui até a pequena barriga, deslizava até suas grandes e definidas pernas, pairando sobre seus pés, e voltava novamente para o seu rosto.

Contendo o desejo, desse corpanzil invejável para muitas mulheres.

E depois de várias e várias horas de aula ao qual estive admirando sua definida estrutura, o sinal tocou mais uma vez, mesclando com o melodioso som de passos apressados.

Lucy não saiu, provavelmente nem sabia que horas eram. Prosseguiu escrevendo mais letras de música no caderno. Fazendo-me lembrar também, daquele dia em que peguei aquela cifra sem querer. Também fui bobo de acreditar que aquilo poderia significar algo.

— Dai-me a honra de acompanha-la, my lady? — brinquei, ao ver que ela notou a pouca movimentação do local.

— Será um prazer, my lord — sorriu. Abaixando a cabeça em forma de reverência.

— Pois então vamos! — exclamei, ajudando a pegar sua bolsa, que havia caído no chão.

No caminho, enquanto andávamos, pudemos desfrutar de alguns minutos de conversa. Temos muito em comum!

— Sabe — começou ela — Eu e o Natsu não temos nenhum gosto parecido...

Eu fiquei calado, esperando que ela terminasse.

— Se ele fosse como você, seria muito mais fácil... — suspirou, estalando os dedos.

— Isso foi um elogio? — questionei.

— Pode-se dizer que sim. — prosseguiu, rindo um pouco — Ali esta minha casa. Até, Laxus.

— Tchau, Lucy. Te vejo amanhã.

Observava a saia pregueada balançar com o vento a medida que corria, e suas mãos impedindo que isso acontecesse.

Tão adorável!

Ela acenou, e eu correspondi, enérgico. Desviando o olhar para a estrada cinza da minha casa.

A caminho, percebi gemidos altos e femininos preenchendo meus ouvidos. Eles vinham de dentro de um beco. Resolvi dar uma espiada lá, uma menina podia estar machucada, precisando de ajuda.

Mas ao entrar lá, em vez de pena (pela provável vitima), senti nojo. O que presenciei foi o maior dos pecados, uma atrocidade sem fim. Estavam la nada mais nada menos que...

O tal rosado e uma mulher de cabelos brancos, cuja marca em seu pescoço era visível demais pro meu gosto.

Fiquei lá, parado, observando os dois se beijando loucamente.

Quando me dei conta de que devia fazer algo, não podia deixá-lo fazer isso.

O noivo de Lucy.

Como ele pôde?

Assim, no meio da rua, como se não estivessem ligando para nada. Eles estavam praticamente se comendo!

Malícias e traições a parte, resolvi fazer algo para defender a honra de Lucy. Joguei uma pedra no ombro do "Don Juan", que gritou:

— Quem você pensa que é?! — dirigiu-se a mim, aborrecido.

— Um amigo que zela pelo coração de Lucy, e você? — afrontei decidido, mesmo que machucado por ter me denominado "amigo" — Não precisa responder, eu já sei que é um cafajeste.

Ele largou os braços da menina, um tanto brusco, e andando até mim, disse:

— Você conhece a Lucy?

— Sim, conheço. E parece que você gosta mesmo de conhecer novas pessoas...

O homem riu e continuou.

— Qual a parte mais bonita do meu corpo? Acho que me admirou tempo demais para escolher uma só — provocou.

— Que tal a parte branca do olho?

— Que audácia! — berrou, partindo para cima de mim, em um gancho de direita.

Desviei e acertei um soco direto no nariz empinado daquele mauricinho metido.

Ele caiu, e logo depois gesticulou:

— Lisanna, fuja!

A albina fugiu, deixando sua face ficar tão branca quanto seus curtos e belos cabelos.

Segurei-o pela gola da camiseta amarrotada e deixei a garota escapar, socando seu nariz novamente.

— Isso é por mim! — falei, usando um golpe tão forte que foi capaz de extrair sangue de seu rosto.

— Isso é pela honra da Lucy! — outra pancada quase mortal foi dada, fazendo-o agora, gemer de dor.

— E isso... — pausei, parando para encarar seu rosto inchado — É pela própria Lucy.

Quando ia acertar sua cara ensanguentada, vi longos fios a balançarem em sintonia com a brisa que passava, um vestido florido que contrastava em diferentes cores, e olhos de cor amendoada, eu já sabia que era ela, reconheço a perfeição quando a vejo.

Eu observava a surpresa estampada em seu rosto, ela olhava para o rosado acobertado de sangue e olhava pra mim, como se não fosse real, como se eu fosse um monstro.

E fora exatamente assim que eu me senti, um monstro.

E tudo pela profunda idolatração, somente ela, nua e crua.

Claro, havia outros motivos. Mas esse fora o principal.

Estava parada, trêmula e eu a olhava, implorando perdão.

Ela correu para o rapaz, aquele que traiu ela, aquele que não a ama, aquele que teve o que mereceu.

E correu com ele, para longe de mim.

E nesse misto de emoção, olhei pra cima, cerrei os dentes e chorei, o que diabos eu estou fazendo aqui?

Eu sou uma aberração.

E assim eu entendi.

Eu fui amaldiçoado naquela noite.

A questão é: será que a dona dos meus pensamentos me procurará amanhã? Me contará seus segredos? Chorará nos meus braços? Como eu a quero... como eu não a posso ter...

E agora, eu sinto como se eu tivesse socado minha própia alma.

Por que eu quero a sua alma perfeita.

Oh Lucy, volte, por favor.

Tenha pelo menos um pingo de compaixão pelo seu eterno adorador, volte.

É o que diz o meu interno, mas por fora, ela corre, sem me deixar saber, se um dia, ela voltará.

Notas finais
MORRE NATSU, MORREEEEEEEEEEEEEE!!!!!!!!!!!
FORÇA LAXUS! e.e

Espero que tenham gostado do ep >.