A Garota Das Vestes Brancas
6 Capítulo 5 - Come Back To Me
Notas iniciais
Olha a tia Gabi aqui o/
Capítulo da Mandy-sama, diva, pfta s2'
Quero dedicar o capítulo a todos que estão acompanhando e que tenho certeza de que acompanharão até o fim.
Enjoy.
P.S.: Surtei lendo esse cap >
Três dias se passaram, três dias dessa abstinência que persiste em me perseguir. E como o bom capricorniano que sou, eu estava lá o tempo todo a te observar, a te acalentar em silêncio, só você não viu... Estava te esperando, aguardando seu olhar voltar-se contra mim.
Sabe, Lucy... Se você soubesse o quanto eu já neguei esta minha paixão louca por você... Mas o meu velho e teimoso coração ainda te procura, onde esta você?
Por que não vem pra os meus braços? Para que eu assim possa proteger-te de todo o mal... Para fechar nossos olhos e transferir sua dor para mim.
Você está saindo da minha vida, parece que vai demorar...
Quem mais além de mim vai te amar a ponto de pedir ao céu, que um dia me deu você, pra trazer-te de volta? Será que quando eu parar de querer te ter, você vai voltar pra mim?
Pare de fingir que eu não existo, não vê que este homem arrependido pede por clemência? Você aceitaria a condição de não mais me ter?
Isso me enfurece e me entristece, quando tudo o que eu mais queria era me iludir mais uma vez no calor do teu corpo...
Por que você demora de responder?
Ainda que fossemos só o começo de uma grande amizade...
Eu te quero de volta. Por que afinal , eu nem te tenho.
Para onde foram todos os nossos interesses em comum? Saiba que eu não precisei de nenhum deles pra te amar.
E escrevendo este tornado de sentimentos numa folha qualquer encontrada no final de um caderno, me faz parecer tão sonhador...
As vezes fico pensando se você sente saudades de mim...
As vezes fico pensando, se você ao menos pensa em mim...
Por que eu sinto sua falta.
Por que você domina meus pensamentos; dia, tarde e noite.
Você gosta de me ver sofrer, e eu gosto de sofrer por você.
E a tristeza que me domina atrofia-se com a minha covardia.
A covardia de temer encarar mais uma vez o brilho intenso que esses seus olhos achocolatados possuem, eu já falei o quanto eles são brilhantes?
Eu cumpri minha promessa Lucy, adoro sua felicidade tanto quanto adoro você...
Por isso, eu somente fico quieto. Admirando, o quão bela é você. A mais perfeita obra de arte e o quanto seu pintor tem a falar, namorando você como uma adolescente qualquer namora uma roupa cara em uma vitrine.
Meu Deus, o quanto isso é bom e ruim...
O quanto é ruim não te ter, e o quanto é bom ainda ter o prazer de te olhar.
Não Lucy, você ainda não se apaixonou... Isso que você sente pelo "Natsu" é somente uma prova, de que você pode amar alguém de verdade...
Eu sei disso, porque EU te amo de verdade, porque EU faria tudo pra te ter de volta, enquanto ELE faz tudo pra você se afastar dele. Mas você continua lá, e eu continuo aqui, como a vida é injusta não é?
E agora você sai, sem ao menos me dar um "oi", e eu fico aqui, sonhando acordado, escrevendo, tudo o que eu gostaria de te falar.
Somente escrevendo, resumindo em poucas palavras o quanto eu te amo, por que todo o meu amor não caberia no céu, Lucy.
Porque sua inocência, não te deixa saber, o quanto incrível e encantadora você é. Quem mais além de você vai preencher a minha profunda e ardente vontade de ti? Ninguém, oras.
Penso que sou um lobo, clamando sua atenção, gritando para você, e você longe, nem sabendo que este aqui existe. Ou pelo menos fingindo que eu não sou ninguém.
-Laxus.
Fechei os meus olhos erguendo a cabeça e dando um longo e pesado suspiro, terminando assim a aula de matemática, aquela que estaria prestando atenção. Se não estivesse prestando atenção na única que não quer saber de mim. Ontem mesmo, havia me decidido em desculpar-me com a minha amada.
Por isso ia andando e fitava seu rosto pálido, me permitindo pegar o seu colar de pérolas que caíra, duas mãos foram unidas em um baque sem intenção.
Senti as ondas elétricas.
De novo.
Ela puxou das minhas mãos o artefato, um tanto bruscamente, olhando para mim em uma forma de reprovação.
— Lucy, eu... — ela não me deixou continuar, o jeito que ela me olhava foi suficiente para fazer-me calar.
E saiu, simplesmente ignorando o fato de que eu estava ali.
Mas continuei, e quanto mais eu andava, mais rápido ela ia fugindo de mim.
Antes disso, percebi uma gota solitária no chão vermelho da faculdade. Um vestígio que a garota das vestes brancas deixara cair.
Eu a fiz... chorar?
Ela corria de mim, quando tudo que eu queria era somente me desculpar. Continuei a andar apressadamente para alcança-la, mas é meio impossível se controlar quando a calcinha de quem você ama esta visível a sua frente, enquanto a dona dela tentava desesperadamente segurar a saia.
E ela começou a correr mais rápido, sem ao menos olhar o que estava a sua frente, sem ao menos olhar, que agora acabara de se encontrar a uma estrada.
Uma estrada movimentada.
Ela parecia chorar ainda mais, e quando me dei conta do perigo em que estava, apressei meu passo.
— Lucy, pare! — chamei-a em vão.
Ela gozava da boa forma e fugia apressada, como uma atleta.
E foi aí, que já para ser atropelada, puxei sua fina cintura para mim, num abraço apertado.Falando assim baixo... Mais para mim do que para a esbelta loira assustada em cima de mim.
— Por favor, nunca mais me dê um susto destes.
A garota ofegava, assustada, enquanto se remexia no meu colo, arrancando um gemido baixo meu.
E virando-se para mim, olhando nos meus olhos e pairando sua boca no meu ouvido, assim como naquele dia, sussurrando apenas um melancólico: Obrigada.
Como era bom tê-la mais uma vez.
Ofereceu-me a mão macia, me ajudando a levantar, e aproveitando a situação, puxei-a pra um abraço.
Como senti saudades daquele abraço.
— Lucy...
— Laxus, me solte — disse ela, com um tom autoritário.
Ergui seu queixo forçando-a a olhar pra mim.
— Lucy, se eu te pedisse para me beijar, você me beijaria?
Ela olhou pra o lado, mas ergui seu queixo de volta, talvez ela nunca tivesse pensado nessa possibilidade.
Nada ela disse, e eu sorri. Eu não queria um beijo dela, não agora, eu quero um beijo com sentimento, só vou beija-la quando ela realmente me amar.
Mas ela sorriu de modo cruel, aquele sorriso que me atiçava de modo prazeroso, um sorriso... digamos... excitante.
Que me fez abrir os olhos, o que ela estaria tramando?
— Laxus... — falou ela, dando um toque a mais para o seus sorriso malicioso, fazendo todos os pelos de minha pele se levantarem por completo.
Eu a largava vagarosamente, agora deixando que ela me agarrase por si mesma. Deixando sua boca a centímetros da minha.
Quando em um ímpeto, estavamos nós no mesmo lugar.
MAS QUE MERDA FOI ESSA?
Ok, acabei de ter uma breve alucinação com Lucy aos meus braços, ou seja: Nada disso aconteceu.
Ela berrava como uma louca em meus braços , alegando que quase matei o seu namorado.
Enquanto somente um pensamento se formava em minha mente, fazendo-me mudar totalmente de conceitos.
Eu vou beijá-la. Qual é? Até em uma alucinação a Lucy possui controle sobre mim?
Ergui seu queixo novamente, encarando sua pequena e rosada boca e ainda nervoso rocei meus lábios nos dela sentindo o cheiro de cereja que sua boca exala, deixando-a mole em meus braços, quieta, somente atenta e envergonhada.
E fora assim, que por 3 segundos tive o paraíso em meu braços.
Ela batia de leve em meu peito, enquanto voltava minha cabeça para trás, parando de tentar ficar na altura de seus lábios
Então a soltei por completo, encarando suas orbes e seu rosto corado em frente ao meu, fiquei com medo, por isso andei, andei, como o rapaz mais feliz do mundo.
Então era isso que a Lucy sentia quando beijava Natsu?
Até que ela puxa o fino tecido de minha blusa colegial, ficando na ponta dos pés, e ainda me abaixando um pouco para ouvi-la.
Um osculo incompleto, que substituiu o amor de Lucy pela luxuria.
— Até amanhã, Laxus.
E com essas palavras, saí andando pela estrada cinza, não me contendo em olhar para trás e admirar a figura esbelta com os dedos sobre os lábios. Para logo depois sair correndo.
Fora indescritível, em pensar que apenas um roçar de lábios poderia parecer uma benção em minhas mãos.
Um roçar de lábios, que esclareceram e ao mesmo tempo, trouxeram muitas coisas.
Boas e ruins.
Questionáveis, eu diria.
Lambendo o meu beiço inferior, pude sentir ainda, o gosto doce que marcava a boca da menina.
Doce, até como todo o seu ser.
Notas finais
"Foi apenas um roçar de lábios", ela diz.
Na minha terra isso se chama selinho, mas né... /leva tapa de Mandy/
Espero que tenham gostado :33
REVIEWS, QUEM TEM? QUEM DÁ?
Mandy linda e absoluta: COMENTEM SEU LINDOS AMO VOCÊS S2
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