A Garota Da Capa Vermelha - Continuação.

11 NOVA REALIDADE - Capítulo 11


Notas iniciais
Olá pessoal, boa tarde! Capítulo 11. Este capítulo, em minha opinião, é muito fofo! Obrigada pelo carinho Suassa! Ótima Leitura!

POV VALERIE

Pouco a pouco abri os olhos, e a visão de tudo arrumado, copo de água na mesinha, e xícara de chá, das roupas que eu estava usando, cada percepção ia me deixando consciente, aos poucos, de tudo: de onde eu estava, do que aconteceu.... E, ao passar as mãos pelos lençóis, a procura de...

A lembrança atingiu-me em cheio, mas, eu não sei por que, as lágrimas não chegavam. Eu estava entorpecida, anestesiada, foram tantas dores, nestes últimos tempos, que eu acho que as lágrimas secaram.

Então, eu me levantei, fui até o banheiro, tomei banho, lavei os cabelos, escovei os dentes, e enquanto a água caía sobre minhas costas e minha cabeça, aos poucos, eu fui me dando conta de o quanto eu estava dolorida e acabada, por tudo que aconteceu.

Cada memória, cada pedacinho, agora, vinha emergindo, e era mesmo angustiante, por que, cada lembrança que surgia, ia deixando um rastro dolorido da certeza, de que ele não voltaria mais, ele se foi para sempre...

E o pior era que, agora, naquele momento, eu não poderia me dar o luxo de cair o semblante e de me despedaçar, pois, a minha mãe, e as pessoas que ainda amo, iriam desconfiar.

Assim, eu tinha apenas uma saída: eu precisava aprontar tudo para viajar logo. Eu também precisava, tentar, me manter, o mais inteira possível, por Henry, ele já havia presenciado o suficiente, eu devia isto a ele. E, esta, viajem, também serviria para dar tempo para Henry se recuperar.

A simples menção do nome de Henry em minha mente, foi o suficiente para me deixar em alerta. Oh meu Deus! Como ele está, onde ele está?

Ele deve estar mal. Bem, eu não me lembro de quando e como eu cheguei aqui...

Então, eu me lembrei de súbito...

Ah, eu adormeci, ainda na cavalgada de volta, embalada pelos braços de Henry, e isto significa que Henry me trouxe para cama, e ele me deu a água e o chá, cujos os utensílios, ficaram sobre a mesinha, eu precisava me apressar para vê-lo, ver como ele estava.

E foi o que eu fiz. Eu saí do chuveiro, me enxuguei, escovei os cabelos, vesti roupas limpas e cheirosas. Um vestido rosinha, claro, para contrastar com meu estado de espírito pesado e quando arrumei a cama, saí do quarto e cheguei à cozinha, tomei um susto, pois, tudo estava tão arrumado.... Havia bolo, chá e café pronto na mesa, e ao lado um bilhete:

Valerie,

Estive na casa de sua mãe. Já está tudo resolvido, tudo sob controle, fiz exatamente como combinamos. Descanse em paz, pois hoje, ninguém irá procura-la, por que eu já resolvi isto também, para te dar um tempo.

Como pode perceber, cuidei de tudo, tem comida, bebida, cuidei do jardim, a casa está em ordem, tire um tempo para você.

Estarei por perto (Sempre),

Henry.

Uma lembrança estava lutando para emergir, das últimas percepções antes de a total inconsciência me tomar:

‘Henry, muito hesitante, abaixando, beijando minha bochecha, e dizendo: “Durma linda menina, e quando menos esperar, estarei de volta para guardar seu sono, afinal, mesmo antes, eu nunca te perdi de vista”.

E ele saindo fechando cuidadosamente a porta.’

Antes mesmo, de pensar, abri as janelas, a porta, e quando desci os degraus que davam acesso ao jardim, tomei um susto: Henry estava deitado ao chão, na grama.

Ajoelhei-me ao seu lado procurando algum ferimento, alguma marca, mas, não havia nada, acho que assim como eu, chegou em um determinado momento em que, ele não conseguiu mais se sustentar em estado de vigília.

E ver aquela cena, de ele ali deitado, dormindo tão indefeso, me doeu tanto, mas tanto, que as lágrimas que eu não conseguia acessar, chegaram.

Meu Deus, como é possível, alguém ser tão bom assim?

Antes de qualquer coisa, parei para pensar o que fazer com ele. Ele estava deitado no chão ainda que sobre a grama.

Pelas roupas, eu observei que ele havia tomado banho, e seus cabelos ainda estavam úmidos. Bem, carrega-lo até a cama, seria impossível, ele é enorme e muito forte também, sem chance. E ainda teria o risco de perturbar seu sono. Havia também o problema do sol, apesar do sol da manhã ser bem ameno, não é muito confortável dormir ao sol.

Pensei avaliando as minhas possibilidades, então, eu percebi o eu que poderia fazer...

Entrei na casa, peguei dois travesseiros macios, uma esteira de piquenique bem grande, um lençol mais grossinho, já que não poderia ser um cobertor, por que provavelmente, eu o assaria neste calor, e fui em direção a ele.

Com muito cuidado, para não o acordar, virei-o de lado, e coloquei a esteira por baixo de seu corpo, e o travesseiro debaixo de sua cabeça, e reposicionei seu corpo. Então, fui até seus pés, retirei suas botas, deixando-o de meias, e coloquei o outro travesseiro debaixo de seus pés, então peguei o lençol e o cobri até o rosto para que não tomasse sol diretamente. Ele estava tão cansado, que não percebeu nada.

Enquanto eu fazia isto, eu o observava...

Seu rosto, sua expressão, estavam tão serenos...

Nem parece que ele tinha acabado de viver emoções tão fortes. Eu sinceramente, gostaria de saber, de poder acessar a sua mente e o seu coração para compreender como ele estava por dentro.

E bem neste momento, num impulso, eu passei os dedos pelos seus cabelos, que estavam desalinhados, certamente por ele ter dormido com os fios ainda úmidos, ajeitei as ondas com os dedos, e pensei: o quanto esta pessoa tem sofrido nestes últimos tempos, e o quanto ele é tão preocupado com os outros?

Às vezes, eu tenho a impressão que Henry não tira tempo nem para cuidar de si mesmo, de suas dores. Em meio a estes devaneios, foi que terminei de cuidar dele.

Assim, eu entrei no chalé, tomei meu café, que Henry preparou, pelo visto, cuidadosamente. Comi o bolo, e vi que seria bom preparar um almoço para deixar pronto para quando ele acordasse, pois, seja lá que horas fosse, eu tinha a impressão que seria sua primeira refeição em várias horas.

Colhi alguns legumes da horta, que alias, estava impecável, assim como o jardim.

Eu achei graça que me peguei pensando que Henry era tão bom com o jardim quanto o Peter, pois, tudo já estava perdendo a vida desde o dia em que Peter tinha se ausentado pela lua, mas, depois dos cuidados de Henry hoje, tudo parecia renovado, engraçado....

Foi quando percebi, que bem a frente onde Henry estava deitado, havia um botão de rosa branca, minha favorita, que se abriu, e pelo visto, não tinha muito tempo, e estava a revelar sua beleza. O que será que seria aquilo? Diante de todo este caos que estou vivendo, poderia eu receber aquilo como uma mensagem de esperança? De que eu estava prestes a vivenciar uma “Nova Realidade?”.

Entrei em casa, com uma enorme sensação de paz e de esperança, foi quando me lembrei das palavras de Peter, em um diálogo que compartilhamos nestes dias:

“ — ...quero que me prometa mais uma coisa também.

— Pode dizer.

— Se algum dia, eu me for, você seguirá em frente, sim? – Ia começar a protestar, mas seu olhar me fez hesitar, pude ver o quanto era importante para ele ouvir aquilo.

— Tudo bem. Posso ver que isto é importante pra você, e se é isto que você precisa para viver em paz, eu prometo sim, mesmo sem entender por que se preocupa tanto, eu PROMETO!”

Peter verdadeiramente gostaria que eu seguisse em frente, a ponto de me relembrar isto segundos antes de morrer. A pergunta que gritava dentro de meu coração é: Será que seria possível? Seguir em frente sem Peter? Por fim, compreendi, que este seria o tempo de descobrir.

Com os legumes, preparei uma sopa bem leve. Nossos corpos e emoções haviam sido triturados, então, eu acredito que teria de ser algo assim, pois, uma comida pesada quando se está muito fraco, pode levar a uma convalescência ainda maior.

Quando estava tudo pronto e em ordem, como eu ainda não estava com fome, devido ao café da manhã, sentei-me no banco do jardim, próximo de onde Henry dormia. E ali fiquei pensando, enquanto velava por seu sono.

Pensei em Peter, em como iria sentir saudades, e entendi, naquele momento, que toda aquela sensação de paz e nostalgia, era por que na verdade, hoje seria seu último dia e noite fora de casa, devido ao período de lua cheia, talvez, o meu corpo e a minha mente ainda não tiveram tempo de se darem conta de que...

Não consegui terminar o pensamento, não com clareza, por que, a minha garganta estava embargada, com o choro que eu estava contendo, porque, eu temia que, se eu começasse, eu poderia não conseguir parar, e definitivamente, eu não estava disposta a fazer Henry passar por isto de novo, ele poderia acordar. Eu precisava dar um passo de cada vez.

O Sol já estava alto no céu, então, com duas cadeiras estrategicamente posicionadas, consegui, cobrindo-as com uma coberta, bloquear o sol de Henry.

Assim, como se percebesse que a claridade não o incomodava mais, ele inconscientemente, descobriu a cabeça, mas continuou dormindo profundamente.

Fiquei ali olhando-o, pensando, em o quanto Henry tem feito por mim nestes tempos.

A sua renúncia por mim, por saber que eu queria Peter, a sua proximidade, mesmo quando eu estava com Peter, para me proteger, a sua coragem em lutar a batalha de ontem fazendo de tudo para salvar Peter, e a aliança que fez com ele, visando a minha proteção, mesmo sabendo que na verdade, Peter era seu rival.

Lembrei-me de quando Henry tomou aquela flechada para me salvar, de todas as tentativas de me manter viva e a salvo. Eu nunca poderei recompensá-lo por tudo o que fez por mim, jamais.

Eu nunca mereci Henry. Eu poderia nascer e morrer mil vezes que mesmo assim, eu não mereceria seu amor. Todavia, enfim, eu não terei mais que me preocupar com isto, por que, as suas palavras finais, no dia de nossa conversa na ferraria, foram bem claras.

Então, eu teria de aproveitar, e me contentar em demonstrar gratidão com estes gestos simples como o de hoje, de poder velar por seu sono, de preparar um almoço para ele, e estar aqui de prontidão quando ele acordar, coisas que, na verdade, não representam nada, diante de tantas coisas que ele fez por mim.

Enfim, quando o sol já estava caminhando para o fim da tarde, creio que por volta das três e meia, mais ou menos, Henry começou a dar os primeiros sinais de que iria acordar.

Remexeu-se um pouco, espreguiçou levemente, porém, ainda demorou pelo menos uns cinco minutos para abrir os olhos.

Como o sol já não pegava no jardim, eu já havia recolhido a manta e as cadeiras, ao passo que ele ficou um pouco confuso quando viu o lençol o cobrindo, sentiu o travesseiro sob a cabeça, e sob seus pés e a esteira sob seu corpo.

Como eu estava sentada no banco com as pernas dobradas, ele ainda não havia me visto ou me percebido, e eu aproveitei a deixa para observá-lo, e foi até um pouco engraçado ver sua confusão, mas, aí acredito que ele se deu conta, e olhou para porta da cozinha aberta, e chamou...

— Valerie?

Esperei mais um pouquinho, e assim, ele chamou de novo...

— Valerie? — E antes mesmo que ele se levantasse assustado, e fosse à minha procura, eu muito sutilmente desci pela grama aproveitando que estava descalço e ajoelhei-me ao seu lado.

— Estou aqui. – Ele tomou um susto imenso, virando-se de vez, chocando-se em mim. Confesso que eu fiquei um pouco aturdida com o choque e o baque, que me fez arquear para trás apenas um pouco. Mas, mesmo assim, Henry foi rápido o bastante para segurar meus braços para que eu não caísse para trás.

— Oi. – Ele disse bastante surpreso. – É... eu acho que eu dormi demais... foi você que fez tudo isto aqui? – Ele perguntou apontando os travesseiros, o lençol e a esteira.

— Sim, claro! Mas, a minha intenção mesmo, era coloca-lo na cama, entretanto, realmente foi impossível para mim, isto foi o melhor que eu consegui fazer.

Ele me examinava com os olhos...

— Mas como você conseguiu colocar a esteira e travesseiro por baixo? Eu não vi, e não senti nada.

— Bom, foi bem fácil, com muito cuidado, eu te virei de lado, e coloquei as coisas, depois eu voltei você de novo. Você estava muito cansado mesmo, para sentir ou notar qualquer coisa, assim como eu ontem... E a propósito... obrigada... por tudo, e... Ah, tem sopa pronta para você almoçar, e tomei a liberdade de tirar suas botas para você poder relaxar. – Ele me olhou bastante constrangido...

— É... Obrigado, a minha intenção era oposta. Era eu estar aqui quando você acordasse para poder cuidar de você, mas, eu creio que não deu muito certo, não é mesmo?

— É Henry, mas quer saber? Francamente, foi muito mais justo assim, depois de tudo o que você fez, e você também já tinha cuidado de tudo para mim. Tudo bem? – Eu disse um pouco na defensiva. — Contente-se com isto. E tem mais, eu me senti muito bem, podendo ser útil, para alguma coisa, especialmente para você que sempre tem feito tanto por mim. – Ele parecia estar tomado por alguma batalha interna, então, antes que pintasse algum clima ruim, fui logo dizendo... – Vem, vamos comer. E enquanto você se penteia e lava as mãos, eu esquento a sopa e faço os nossos pratos.

— Você ainda não comeu?

Ele me perguntou alarmado.

— Bem, na verdade não, eu queria te esperar, e no mais, eu não estava com fome, você me deixou café da manhã se lembra? Mas, agora, eu estou começando a ter fome, vem vamos. – Estendi a minha mão para ele se apoiar ao levantar, e antes de pegá-la ele olhou profundamente em meus olhos, como que me sondando, mas, então a pegou e enquanto levantava, recolhia as coisas para mim.

Quando entramos, mostrei-o o banheiro, e enquanto ele se encaminhava para lá para se preparar, esquentei a sopa, fiz a mesa, guardei os travesseiros, o lençol, e a esteira.

Quando Henry voltou, eu já estava na mesa o esperando, com seu prato servido e bem quentinho, eu havia feito suco de laranja, por que eu sabia que era o seu favorito.

Antes de se sentar, ele ficou me observando, como se estivesse perdido em pensamentos. Então, eu disse...

— Não vai se sentar? A sopa está quentinha, e eu fiz suco de laranja, sei que é o seu favorito...

Ele continuava a me olhar insondável, e eu tinha a impressão que ele buscava entender como estava o meu estado de espírito, como se estivesse preocupado que eu fosse desabar a qualquer momento, mas eu estava determinada a me conter, por ele.

— Bom, você está bem Henry? Você está tão calado, tão estranho, é claro que sei que as circunstâncias não são normais, mas, vamos precisamos ao menos comer, para recuperarmos pelo menos um pouco da energia que perdemos...

— Não... é que.... Bem, estou um pouco perdido, pois, nada aconteceu como eu esperava, já falei, e também é que... eu estou preocupado com você, é claro. – Exatamente como eu estava imaginando. – E... também, não estou acostumado com ninguém fazendo nada para mim deixando tudo sob controle assim, me desculpe. Eu só fiquei um pouco sem reação e sem saber como me portar, mas tudo bem. Muito obrigado por tudo, pelo seu cuidado, pela cama improvisada, pela comida, pelo suco, e por... velar meu sono. E mais... por você conseguir estar inteira aqui por mim, por que eu creio que este é o motivo de você está agindo tão normal não é mesmo? Depois de tudo o que aconteceu, eu acho que você deve estar querendo me poupar, e este na verdade era o meu dever. Estou certo?

Ele me dizia cada coisa muito sinceramente, e me pegou de surpresa, saber que ninguém, fazia nada por ele. Mas, e a sua avó?

Bom, a sua mãe, eu sabia que tinha morrido quando ele ainda era muito pequeno, seu pai, era homem e já havia morrido também.... Na realidade, sua avó já é uma senhora idosa.

Foi então que eu compreendi, não havia mesmo quem cuidasse de Henry, talvez seja por isto que ele se preocupava em cuidar tanto dos outros.

Esta constatação, me pegou desprevenida, e acrescentei esta descoberta, a minha lista de coisas que eu admirava em Henry. E sim, ele previu exatamente o que eu estava fazendo, tentando poupá-lo.

Verdadeiramente aquela pessoa bem a minha frente me conhecia demais. Dei a ele um sorriso o mais sincero que eu conseguia para aquele momento, e apontei sua sopa.

— Vamos, coma enquanto falamos. E, aham.... Entendi o que quis dizer, tudo bem. A resposta é sim, cuidei de tudo, dentro do possível, para que você ficasse mais confortável ao acordar, e.… posso fazer isto por você sempre, é o mínimo depois de tudo o que você tem feito e faz por mim. E quanto a estar inteira, eu ainda não sei ao certo, sobre isto, mas, eu estou me esforçando, e o maior motivo para isto, é você sim, afinal, você faz isto por mim o tempo todo, então, pelo menos, por hora, você não me deve nada. Tudo bem?

Ainda relutante ele respondeu...

— Sim, eu posso perfeitamente viver com isto. — Ele me deu um pequeno sorriso. Começamos a comer a sopa, que por sinal, estava deliciosa.

Enquanto comíamos, eu senti os seus olhos me observando atentamente o tempo todo, e algumas vezes, eu levantava o olhar rapidamente somente para me certificar que estava certa, mas, eu não consegui encará-lo, pois, a intensidade de seu olhar era imensa.

Contudo, houve um instante, em que eu fiquei tão incomodada, que respirei fundo, espantando a covardia, e olhei também dentro de seus olhos, e sustentei o olhar. Eu pude ver passar algumas coisas ali. Dor, uma leve insegurança com um misto de medo, preocupação, desejo e... determinação, e estas duas últimas emoções finais, me fizeram ficar um tanto constrangida, mas ainda assim, consegui sustentar o olhar, porque, não era fácil conseguir ter acesso as emoções dele, ele sempre disfarçava, creio eu, que era para me poupar.

Todavia, naquele momento, após saber que ele, na verdade, não tem ninguém para cuidar de si, resolvi abrir espaço para que ele entendesse que eu estava disposta a ajuda-lo, e a fazer algo por ele, ainda que estas coisas, fossem pequenos gestos, diante da grandeza dos seus gestos para comigo.

Eu pude sentir a tensão aumentando no espaço entre nós. A intensidade de seu olhar conseguia se expandir ainda mais, e por incrível que pareça, a do meu olhar também. O que será que ele está pensando? Então, sem parar para avaliar antes, perguntei, ainda sustentando o seu olhar...

— No que você está pensando Henry?

Notas finais
E aí pessoas lindas, o que acharam?