A Garota Da Capa Vermelha - Continuação.
42 CUIDAREI DE VOCÊ POR TODA A MINHA VIDA - Cap. 41
Notas iniciais
Olá Pessoas Queridas!
SURPRESA, EU ADIANTEI O CAPÍTULO EM UM DIA DE NOVO NESTA SEMANA, POR CARINHO A VOCÊS MEUS LEITORES FIÉIS!
AGRADEÇO A DEUS POR ESTA SEMANA DE PROVAS NA FACULDADE, POIS ELE TEM SIDO VERDADEIRAMENTE COMIGO!
E AGRADEÇO AOS MEUS LEITORES E LEITORAS QUE FORAM COMPREENSIVOS POR EU DEMORAR A RESPONDER OS REVIEWS E TER ATRASADO O SPOILER POR UM DIA!
AGRADEÇO O APOIO CONSTANTE DE VOCÊ PAULO CESAR POR MP ESPERO QUE ME ALCANCE LOGO, POIS, VOCÊ É MUITO PARTICIPATIVO!
Agradeço aos meus leitores, fiéis e meus escudeiros de sempre por seu carinho e seus Reviews!
AGRADEÇO A TODOS ESTA SEMANA LEITORES ATIVOS, E ATÉ FANTASMINHAS!!!!
Indico algumas FICS:
O Triunfo da Esperança - Minha FANFIC totalmente Petniss do Universo Jogos Vorazes
http://fanfiction.com.br/historia/333216/O_Triunfo_Da_Esperanca_-_Por_Peeta_Mellark
Do Inferno ao Paraíso Por Henry Lazar Minha Fanfic Totalmente Henlerie.
http://fanfiction.com.br/historia/373132/Do_Inferno_Ao_Paraiso_Por_Henry_Lazar/
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Apenas uma Noite
http://fanfiction.com.br/historia/322586/Apenas_Uma_Noite
Historia de Nos dois
http://fanfiction.com.br/historia/319703/Historias_de_Nos_Dois
O Jardim das Cerejeiras:
http://fanfiction.com.br/historia/331501/O_Jardim_Das_Cerejeiras
Os Golpistas
http://fanfiction.com.br/historia/337306/Os_Golpistas
Apareçam por lá!
ESTAMOS CAMINHANDO PARA O DESFECHO FINAL DA FIC:
Comentando até DOMINGO, na SEGUNDA tem Spoiler que mando por e-mail, e NA QUINTA -FEIRA TEM CAPÍTULO NOVO!
CONHEÇAM MEU BLOG.
http://dicasdamarth.blogspot.com.br/
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ESTE CAPÍTULO TEM ALGUMAS DICAS JÁ DO QUE ESTÁ ACONTECENDO COM VALERIE!
ESPERO QUE GOSTEM!
Sem mais delongas, Vamos ao Capítulo 41!
Nos vemos nas notas Finais.
Mil Beijos!!!
MBGE
POV HENRY
De todas as maneiras possíveis, encontro-me preocupado. Pois, por mais que ela tente disfarçar, sei que Valerie não está bem.
Apesar de tentar brincar, conversar e manter-se mais leve, eu sei eu posso sentir.
Foi muito bom tio Heitor ter sugerido leva-la a Grewnville. Quero mesmo poder acompanhar de perto, estas mudanças em sua saúde.
Ao chegarmos ao casarão, todos já nos esperavam. É nítida a preocupação de todos com Valerie. Ela é abraçada e acolhida por cada um.
Nós nos reunimos na sala de jantar a espera de nossos convidados.
Assim que chegam, é possível ver a expressão de espanto de todos. Camelot é o que faz as apresentações. E até onde sei, ele é o braço direito de Aquiles. Aquiles por sua vez é o último a entrar e o último a ser apresentado. Porém, algo nos deixa, muito desconfortáveis: a reação dele ao ver Valerie.
Assim que ele a olha nos olhos dela, ele congela. Sinto-a ficar tensa na hora, e meu corpo também o fica. Muito visivelmente constrangido. Aquiles pede um momento para se retirar, e é seguido por Camelot. Eu e tio Heitor neste momento, trocamos olhares significativos.
Aproximo-me do ouvido de Valerie e digo-lhe...
– Fique aqui, que irei ver o que se passa.
Ela acena com a cabeça para mim afirmando. Então, saio. E percebo os outros cavalheiros sem entender o que se passa.
POV AQUILES
Não pode ser possível tanta semelhança, meu Deus. Como pode ser? Assim que coloco os olhos naquela jovem, meu coração é remetido a algo, a uma época de minha vida que não consigo esquecer, porém é doloroso demais lembrar. Será possível que após tanta dor, ainda tenho que passar por isto? Estar próximo a alguém que irá lançar na minha memória todos os dias uma imagem que trará as lembranças que me esforço tanto para manter longe?
Nunca imaginei que algo assim fosse possível.
Perdido em meus devaneios, só percebo a aproximação de Camelot quando já está à minha frente.
– Como aquilo é possível? – Pergunto com minha voz beirando o desespero.
– Não sei, sinceramente não sei. – Camelot responde tristemente, ele também havia sido apunhalado com aquela imagem.
– Parece uma peça macabra do destino aquilo. – Eu digo beirando a revolta.
– Aquiles, eu sei que não está sendo fácil pra você, tente imaginar pra mim. Porém, você precisa esfriar a cabeça e voltar logo para aquela sala. E pensar rápido em uma desculpa que não levante qualquer suspeita.
– Eu sei e estou pensando aqui...
– Aquiles, tem noção do que você acabou de fazer?
Respiro fundo, é claro que tinha, mas, será que para ele é tão fácil assim?
– Claro que tenho Camelot. Porém, se para você foi tão fácil assim, para mim não. Para mim foi quase insuportável.
Camelot me olha com um olhar que odeio. De pena, de compaixão e também de dor. Não quero pena, não quero compaixão, pois no fundo mereço tudo que tenho sofrido, eu permiti isto. Porém, a dor de Camelot é o pior para eu lidar, pois no fundo sei que também foi eu que a causei. Então, neste momento, cedo, deixo minha máscara cair dizendo...
– Desculpe Camelot, foi realmente demais para mim. Vou consertar isto... — Ele não me permite terminar...
– Espero, lembre-se que o que está em jogo aqui, são seus homens, nossa credibilidade. Nossas vidas Aquiles. Eu sei, alias como sei o quanto tudo isto é difícil, mas, precisamos prosseguir, e ir em frente. Eu não duvido que você cumprirá seu objetivo de esclarecer tudo que aconteceu, mas, até isto acontecer você precisa seguir em frente. Por você, e por nós. Temos um pacto de fidelidade! Precisamos de você, sabe disto.
Tudo o que Camelot coloca me faz focar na realidade, e enfim, eu cedo de vez...
– Tudo bem, você está certo... — Mais uma vez ele me interrompe...
– Que bom, fico feliz, agora precisamos pensar no que dizer lá dentro. Pois, eu não sei você percebeu, mas aquele homem que nos contratou ama de verdade aquela mulher Aquiles, e tenho certeza absoluta que nossa atitude de sair, não passou despercebido, e aquilo pode gerar desconfiança. Aquela mulher é o seu maior tesouro, não é muito difícil perceber isto, é só olhar para fortuna que ele está disposto a nos pagar. E claro você sabe que eu não temo homem algum Aquiles, morro em combate se necessário for. Porém, quero morrer por causas justas, não pela fúria de um homem apaixonado, pois sou capaz de jurar que ele mesmo nos mata se falharmos, principalmente ser for por displicência ou negligência.
– Claro, você esta certo, mais uma vez me desculpe...
Bem neste momento, ouço passos e nem preciso me virar para saber de quem se trata.
– Aquiles, Camelot? — Era Henry, e havia dureza em sua expressão, o que confirmava a observação que Camelot tinha acabado de fazer...
– Sim... — Eu respondo. E ele se aproxima a centímetros de mim, numa postura realmente intimidadora.
– Acho que vocês me devem uma explicação por terem deixado a sala, principalmente você Aquiles. — E agora ele se dirige a mim e olha diretamente em meus olhos, e claro que eu preciso olhar pra cima para encará-lo, pois ele é enorme. — Pois, você, justamente o fez, logo após, colocar os olhos em minha noiva!
Camelot estava totalmente certo. Aquele homem reflete a mim, seria capaz e completamente obstinado a matar se fosse preciso por aquela mulher.
Respirei fundo, mas, antes que pudesse pensar ou raciocinar uma desculpa, Camelot, meu fiel escudeiro, responde.
– Desculpe-nos sinceramente Sr. Lazar. É que sua senhora, é o retrato fidedigno de alguém que perdemos há algum tempo. E foi na verdade um choque pra nós no primeiro momento, em especial para Aquiles. Realmente nos perdoe senhor. Não irá acontecer novamente.
Henry tinha um olhar insondável e um rosto sem expressão, quando chegou, o que o tornava mais ameaçador. Porém, quando Camelot da a sua explicação, é possível ver muito sutilmente uma mudança em sua expressão, demonstrando compaixão e solidariedade. Porém, logo ele muda a postura e dirige-se diretamente a mim, e agora, com uma postura menos defensiva, porém, ainda assim, intimidadora. Então, diz...
– Acha que pode lidar com isto sem comprometer sua missão? Pelo visto isto abalou você Aquiles.
Ele percebeu! Aquele homem realmente ama aquela mulher, pois ele identificou a batalha que estou travando em meu interior por meio do meu olhar, e ele sabe, por que esta é sua própria batalha: seu medo de perdê-la.
E neste momento algo dentro de mim acontece, pois sou acometido de extremo apreço e consideração pelo amor que move este homem a cuidar de sua mulher, pois vejo nele um pouco de mim. Então, decididamente respondo.
– Sim senhor, eu posso lidar! E sim, quero essa missão. Porém, quero todos os detalhes. Todos, você não poderá me esconder nada!
Henry afirma com a cabeça e nos convoca a entrar.
POV HENRY
Foi muito incomum ouvir tudo aquilo de Camelot e Aquiles, pois, as palavras deles fizeram-me sentir um incômodo diferente, havia algo estranho, mas ao mesmo tempo familiar.
Ao entrarmos na sala do casarão, imediatamente iniciamos a reunião. Porém, antes, Aquiles se desculpou pelo ocorrido e deu aos presentes uma versão mais amena da que Camelot me deu e entendi que eles não queriam se expor... Passei toda a reunião ao lado de Valerie. Eu e ela é que passamos todas as coordenadas sobre Mildrad para os Cavaleiros, e um ou outro rapidamente ia acrescentando o que era necessário. Montamos o esquema de segurança da seguinte maneira:
Aquiles – Seria responsável por Valerie. Ele seria sua sombra vinte quatro horas por dia.
Camelot – Seria responsável pela segurança do Chalé e em noites de lua onde Aquiles passaria com Valerie no Chalé, ele estaria na guarda comigo.
Avalon – Responsável pela minha avó o casarão e a ferraria.
Lucan – Responsável por Suzette e Rose e sua mãe.
Lúcius – Por fim, estaria responsável por Roxane e Marguerite sua mãe, e por Cedrico Prudence e Família.
Lucius e Lucan, por estarem ao centro da vila. Seriam os olhos e ouvidos de tudo.
Após tudo terminado, devidamente e estrategicamente preparado. Aquiles e Camelot fazem uma reunião, a sós, comigo e Valerie. Porém, convido tio Heitor a estar presente. Ali transcorro para eles toda história de Mildrad, inclusive o que houve no noivado. Assim, Aquiles diz.
– Você tem alguma noção de o quanto o reino o procura, e o quanto estão dispostos a pagar por sua captura? Seja vivo ou morto?
Aquiles pergunta e simplesmente respondo.
– Não, e sinceramente não me importa muito isto, esta caçada não é por recompensa. E sim para proteger o que mais amo no mundo.
Digo olhando nos olhos de Aquiles.
E neste momento eu e Valerie nos olhamos, e temos o tempo todo, nossas mãos entrelaçadas, e agora olhamos nos olhos um do outro. Em confirmação daquela verdade. Sinto quando o ambiente se torna desconfortável pela intimidade de nosso olhar. Então, Valerie diz...
– Gostaria que considerassem a perspicácia de Mildrad em conseguir o que quer. E não o considerasse um oponente qualquer.
Aquiles observa Valerie atentamente, e não sei por que aquele seu olhar sobre minha noiva me incomoda profundamente. Então, ele responde.
– Pode tranquilizar-se senhora. Jamais fazemos isto. Principalmente em um caso como este, pois, se ele é tão procurado e nunca realmente encontrado, isto tem algum significado.
Quando Aquiles diz isto, eu e tio Heitor aguçamos nossa curiosidade. E evidenciamos isto trocando olhares. Então pergunto.
– Como assim? E Por quê?
– Pense bem, como um sujeito tão procurado por todo o reino e com tantos inimigos, ainda não foi pego? – Aquiles lança o desafio.
E naquele momento sei a resposta.
– Aliados, ele tem aliados fortes não é? Talvez até infiltrados? – pergunto e Aquiles percebe que sei em que terreno que estou pisando, e deixa isto claro no olhar que lança para mim.
– Sim Henry, você está certo. — Enfim, ele confirma. — Porém, não se preocupe. Pois, nós também temos. O Coronel-General Constantine é meu amigo, pessoal. Tenho contato direto com ele. E posso alcançar o que eu quiser. E você também Henry, pode ter alguns privilégios enquanto esta na Guarda, ainda que seja somente do vilarejo. Pois, tem prestígio duas vezes, uma por ser da Guarda e outra por ser um cidadão de nome. Deve começar a se calçar disto, pois há momentos que é muito importante.
Então, digo a ele.
– Tenho começado a pensar sobre isto.
Porém, naquele momento, Valerie me dá um olhar cheio de significados, pois, o que ela mais tem me pedido, é que eu me desligue da Guarda. Mas, confesso, está se tornando cada vez mais difícil com os últimos acontecimentos.
***
Após terminarmos a conversa, Aquiles dirige-se a mim e pergunta...
– Sabe onde podemos nos hospedar?
Hum... Não tinha pensado sobre isto, eles precisarão se hospedar. Bem neste momento, ocorre-me algo...
– Bem, esta casa é bem grande e somente eu e minha avó moramos aqui. Irei conversar com ela, caso ela concorde, cedo quartos a vocês.
Só já vou adiantando uma ressalva, nada de trazer mulheres aqui. É uma casa de família.
Aquiles e Camelot ficaram constrangidos, pois perceberam que eu estava me referindo aos rapazes.
– Tudo bem, senhor. Tem minha palavra, caso consiga. E, muito obrigado Henry. — Aquiles disse sincero.
– Tudo bem então.
Após conversar com minha avó que não fez objeção alguma, passei o recado aos homens. Separei uma ala de quartos para solteiros. Onde cada quarto possuía três camas de solteiro só para me certificar, certamente com Aquiles e Camelot sei que não terei problemas quanto à regra sobre as mulheres, o que não é o caso de com os outros. Assim, dois ficariam em um quarto, creio que Aquiles e Camelot e três em outro, Avalon, Lucan, e Lucius.
Assim que terminamos de acertar tudo, reunimo-nos para almoçar. E foi uma agradabilíssima experiência. Todos estavam presentes, os Oxford's, os Lancelot's, Cedrico e Prudençe com suas famílias, Rose e sua mãe, Roxane e sua mãe, Suzette, minha avó, Valerie e eu, e os Cinco Cavaleiros.
Sorrimos e brincamos muito. Porém, durante todo o almoço eu passei preocupado, pois sentia que Valerie não estava bem, ela ainda não estava totalmente recuperada. Era visível que sua espontaneidade, estava comprometida, que seus sorrisos eram contidos, o que me deixava bastante angustiado.
Bem após o almoço, ela e as outras moças foram para a cozinha deixar tudo pronto para minha avó, como forma de agradecimento por ela e Suzette terem feito tudo sozinhas no jantar. Os Cavaleiros agora estavam mais a vontade e familiarizados com os demais homens.
Assim, aproveitando a deixa, tio Heitor, tia Clara, Suzette, minha avó me chamaram para uma conversa. E pediram para que chamassem Aquiles, pois se tratava de Valerie. Este veio prontamente.
Na realidade, todos haviam percebido as diferenças no comportamento dela, e notaram que definitivamente, ela não estava bem. Então, expliquei que a levaria até Grewnville e que tio Heitor, estava providenciando um médico, o Dr. Dartanhã, para vê-la. E de certa forma os presentes ficaram mais tranquilos, exceto minha avó e Suzette, elas estavam muito apreensivas, assim como eu.
Quando terminamos esta conversa, vejo Valerie se aproximar de tia Clara e conversar por um tempo.
POV VALERIE
Tio Heitor e tia Clara, minha mãe e vovó, sempre estão muito atenciosos e preocupados o tempo todo comigo.
Tia Clara passa um tempo conversando comigo. E num dado momento, eu pergunto a ela sobre algo que Sophie havia me dito quando estive em sua casa.
– Tia a Sophie me disse que você pinta e muito bem.
– Ah, minha filha eu pinto sim, mas o muito bem é exagero da Sophie.
– Não é nada tia eu vi alguns quadros que pintou em sua casa. E realmente são perfeitos. Na verdade eu queria te pedir algo, e se não for incômodo.
– Claro minha filha, o que quiser.
– Bem, eu quero muito fazer um quadro meu para dar a Henry antes de viajar, para que ele possa olhar quando sentir minha falta.
– Ai que lindo minha filha, eu o faço com prazer e me sinto lisonjeada por isto Valerie! Faremos assim, como vocês vão para lá e vamos encontra-los na estação eu o levo para você. O que acha?
– Ótimo, o que precisa para fazê-lo?
– Bem, geralmente gosto de pintar com a modelo presente mas, neste caso vou fazê-lo com a roupa que feições que estava o dia que foi a Grewnville o que acha?
– Excelente tia, está tudo certo então, e no dia acertamos tudo.
– Tudo bem Valerie, será um prazer.
Beijo-a no rosto e volto a ficar no meio das meninas, que foram para sala conversarem.
Chegando lá, vejo que conversam e brincam alegremente. Porém, por mais que eu me esforce para ficar normal, meu ânimo não é completo, só assim me dou conta de que realmente não estou bem.
POV HENRY
Num dado momento, Aquiles veio até mim e disse-me...
– Henry desculpe a intromissão, mas, sua senhora pode estar assim, devido aos abalos emocionais que ela vem sofrendo. É muito bom mesmo levá-la ao Dr. Dartanhã, ele tem inúmeras pesquisas nesta área. Ele é um homem com uma mente brilhante, o que ele compreende hoje, e é até questionado por muitos, tem salvado vidas que já estão desenganadas e mais, daqui alguns anos, isto tudo que ele diz, eu creio que será normalmente visto, pois teremos mais recursos para isto. O que ele já faz hoje é extraordinário, e tenho certeza, que ele será lembrado no futuro. Assim como sua esposa, Dra. Helena, o tem com mulheres, principalmente em períodos de gestação. Ela acompanha mulheres durante todo o período e participa de seus partos junto às parteiras, as orientando-as durante o processo e intervindo quando necessário.
Assim que Aquiles me diz isto, cresce em mim a curiosidade de saber o porquê ele sabia tanto a respeito de Dra. Helena e suas habilidades, pois, algo me dizia que já havia precisado dos serviços dela. Pelo seu olhar, vi que Aquiles acompanhou meu raciocínio, porém, lançou-me um olhar tão suplicante para que não o perguntasse que eu não o fiz. O que ele agradeceu...
– Obrigado! — Aquiles estava aliviado por não ter de tocar no assunto.
Percebi que ele também estava empenhado em conquistar minha total confiança depois do incidente de sua chegada ao ver Valerie.
Porém, o fazia com discrição e cautela. Aquiles era realmente muito profissional no que fazia. E isto me fazia admirá-lo cada vez mais. E ter certeza que fiz uma excelente escolha, porém, seu olhar para Valerie ainda era um incômodo para mim. E resolvi deixar as coisas claras. Então, eu disse:
– Aquiles, eu percebo que não é confortável falar de sua perda, e respeito isto. Porém, devo dizer que muito me incomodam seus olhares a minha noiva. Então, dou a você duas alternativas, ou conte-me tudo para que eu possa compreender os motivos de seu comportamento, ou contenha-se, pois, me deixa mais desconfortável ainda saber que passará bastante tempo com ela. E sinceramente não gostaria de colocar outro em seu lugar, não que eles sejam menos competentes, mas sua experiência é maior que de todos, isto é incontestável.
Ele me olhava de forma séria, e parecia ponderar algo. Por fim, disse-me...
– Bem, prometo que quando eu estiver pronto, contarei o que deseja saber. Porém, no momento, posso lhe garantir algo. Não há má intenção ou malícia em meu olhar. Perdoe-me pelo incômodo. Respeito a você Henry, e muito mais ainda a Sta. Valerie, que posso dizer que já considero sua senhora.
Era impossível duvidar de Aquiles, pois havia sinceridade demais em seu olhar. Então lhe tranquilizei...
– Tudo bem.
***
Já aproximávamos do início da tarde, quando Fui até Valerie que, estava em meio às mulheres conversando. Não, na verdade, ela mais ouvia que conversava, e seus sorrisos eram contidos. E aquilo trazia tristeza ao meu coração, por saber que eu era um dos motivos, o meu comportamento no jantar, era o responsável dela estar passando por este mal estar. Fico pensando, será que ela se arrependeu de estar comigo? E está receosa em dizer a mim? Pois, acabamos de oficializar o noivado... Porém, vem a minha mente tudo que conversamos e fizemos na madrugada e no período da manhã, sua entrega total a mim, e estas atitudes não condizem com minha dúvida. Mas, mesmo assim, decido conversar abertamente com ela a respeito, pois temos prometido um ao outro não escondermos nada.
Então, ocorre-me de chama-la para irmos, pois ainda tenho de levá-la para conhecer os terrenos. Porém, antes de me aproximar, vejo algo que me chama a atenção e me comove:
Bem no momento em que elas estão falando sobre o bebê de Prudence, Valerie que está ao seu lado, então, toca sua barriga e fica conversando com a criança que espera estar ali. E a cena é linda de se ver. E só neste momento me dou conta de o quanto ela realmente sonha em ser mãe. E lembro-me das vezes em que ela dizia que por muito tempo teve que viver reprimindo isto, ou até mesmo pensar nesta hipótese. Pois, temia tê-los com Peter, pelos dois terem sangue de lobo.
E sinto-me de certa forma abençoado por poder oferecer-lhe isto. Sem dúvidas, aquilo era um presente enorme para mim, poder realizar um sonho seu. E fico pensando na pergunta que ela me fez uma vez, se eu não me incomodava pelo fato dela ter sangue de lobo e que eu respondi que não havia risco, pois, não havia ninguém vivo de sua geração para passar o veneno a ela, e para que outro a mordesse teria de passar por mim. Mas, agora me pergunto e se houvesse esta possibilidade? De ela ter um filho meu com herança de lobo, como seria para mim? Porém, o que vejo dentro de meu coração me surpreende, pois, embora abomine as feras, nada no mundo seria capaz de me fazer desistir desta mulher e de querer desfrutar de uma família com ela.
Bem neste momento ela tocando o ventre de Prudence diz...
– Titia já está ansiosa por conhecer você bebê. Sua mãe e o seu pai, terão de dividir você comigo e tio Henry até nós arranjarmos um amiguinho, ou amiguinha para você ouviu? E titia vai adorar passear com você, leva-lo para minha casa. Você vai gostar muito da casa nova da titia, pois, quando você chegar, titia vai estar numa linda casa nova, onde haverá muito espaço e jardins para você brincar.
E naquele momento ela beija o ventre de Prudence, que em seguida com lágrimas nos olhos, beija Valerie no rosto. Percebo que todas estão emocionadas, e me sinto um intruso por estar ali vendo aquilo. Noto que meus olhos também estão cheios, e bem neste instante, Valerie percebe minha presença e discretamente lança-me um sorriso de timidez e fica corada, pois percebe que eu vi aquilo. Assim, termino de aproximar-me e digo-lhe ao ouvido.
– Amo você! Precisamos ver os terrenos ainda, será que podemos ir?
Ela aproxima-se de mim, e diz ao meu ouvido.
– Claro, estou curiosa para conhecê-los. E a propósito amo você também!
E em seguida olha em meus olhos, mas, ainda não há vida como sempre há em seu olhar. Ela percebe meu olhar observador e desvia os olhos. O que me preocupa mais ainda.
Assim digo:
– Boa tarde senhoras, desculpe o incomodo, mas, vim buscar minha noiva, pois precisamos ir.
Todas nos cumprimentam despedindo-se e vamos até onde estão os homens e despedimo-nos deles também. Aproveito e combino com os cavaleiros a que horas assumem seus postos amanhã, e comunico a Aquiles que iremos a Grewnville, e estaremos, boa parte do dia fora amanhã, e ele oferece-se para ir junto conosco para ir tendo acesso a todos os nossos percursos. Então, digo-lhe que desta vez, não será necessário. Pois, realmente quero privacidade com Valerie nesta viagem. Porém Aquiles se oferece para guiar a carruagem nos trajetos, creio que percebendo meu dilema. E desta maneira, o aceito. Tio Heitor, oferece sua casa para hospedá-lo. E tudo fica resolvido.
Tomo Valerie pela mão e conduzo-a até a carruagem. Assim partimos rumo aos terrenos. No trajeto vou com ela na frente, junto a mim, na cabine guia e fazemos todo o percurso, abraçados, e eu tinha uma mão na rédea e outra em sua cintura e sempre beijava o topo de sua cabeça.
Conversamos um pouco, mas, ela ainda estava bastante contida.
Assim que chegamos, ela olha maravilhada para tudo ao redor, constatando o quanto é grande e o quanto tem árvores e verde. Ela realmente ama natureza. É incrível ver isto.
Desço e desço-a em seguida, e ela me diz...
– Como é lindo aqui Henry. Nossa estou encantada amor.
– Hum... Princesa que bom... – Digo-lhe abraçando-lhe pela cintura e buscando seus lábios.
– O que? – Ela pergunta sem entender buscando meus olhos.
– Você me chamando de amor. Gosto demais de ouvir. – Ela me olha confusa e diz...
– Mas, Henry, eu sempre chamo você de amor, e você é meu amor. Meu grande amor, aliás.
Bem neste momento eu abraço-a com mais força, feliz por ouvir aquilo e percebo que ela está tensa e assustada pela intensidade daquilo. Então, ela busca meus olhos novamente e diz...
– Ei, príncipe. O que houve? – Então resolvo que está na hora de conversarmos. Então, digo-lhe...
– Vou explicar, mas primeiro venha.
Tomo-lhe no colo e levo-a até uma parte de grama bem abaixo das árvores devido ao sol, e ali me sento recostado a uma árvore, e sento-a em meu colo de lado, e assim que o faço ela busca meus olhos esperando.
– Bem, vou lhe fazer uma pergunta, você me responde e em seguida eu lhe conto o que estou sentido poder ser?
Ela me olha tensa e apreensiva, mas responde que sim com a cabeça. Então lhe digo.
– Você se arrependeu? – Bem na hora que pergunto me sinto um tolo, porém, eu precisava... Ela ainda me olha confusa não compreendendo minha pergunta. Então, completo... – De estar comigo, de ficar noiva de mim, de casar-se comigo? – Lanço tudo de uma vez, pois, já não conseguia guardar aquilo só pra mim, sem saber o que ela estava sentindo. Bem neste momento, ela congela com um olhar alarmado para mim. E Prossigo... – Pode parecer tolice, mas, estou preocupado e preciso saber, principalmente depois de minha reação de ontem no jantar, e mesmo a esta altura, eu quero mesmo ouvir isto de você... – E antes que eu termine, ela cola os lábios nos meus.
O beijo é urgente, molhado, gostoso, e vai crescendo e ganhando intensidade. Suas mãos, agora que estão em meus cabelos e minha nuca, me puxam para si. Meus braços a envolvem com fúria e desejo, mas também com desespero. Pelo medo que está em mim. Não posso perdê-la jamais. Não vivo sem Valerie. Eu a amo demais.
De repente, sem soltar meus lábios, ela diz, entre o beijo...
– Por que duvida que eu te ame? Amo você Henry... E desejo você, muito... Se soubesse o quanto quero tê-lo... O quanto sinto falta... De cada parte de você... De tocá-lo sem reservas... – E agora ela deixa meus lábios olhando-me nos olhos. — De tê-lo em mim, me amando, dando-me prazer. Sinto sua falta amor, falta de seu corpo, e de tudo em você Henry, é insuportável demais. Não imagina o quanto quero, e só o quero, por que é com você. Você é o homem que eu amo, que eu desejo e que quero me entregar de corpo e alma sempre, por toda minha vida. Já disse e repito, eu sou sua, sempre serei só sua.
Aquilo é bom demais de se ouvir, ainda mais com ela me olhando de uma forma tão entregue e apaixonada.
– Amor é bom demais ouvir isto! Sabe que também sou seu não sabe? Só seu amor, pra sempre seu! E também sinto falta de tocá-la e de amá-la sem reservas Valerie, e demais... De ter você de te dar prazer de todas as formas possíveis de se pensar.
– Também gosto de ouvir! Mas, gostaria de saber o que te deixou assim amor? Aquiles?
Como ela me conhece!
– Você também percebeu é? – Eu a pergunto.
– O que? O jeito de Aquiles me olhar? — Dou-lhe um sorriso, agora mais aliviado. É claro que ela percebeu, Valerie vê tudo.
– Sim. – Respondo simplesmente.
– E quem não percebeu amor? Eu só me tranquilizei por que, depois, eu notei algo que me deixou relaxar. E por que sei, que de alguma forma, você interferiu quando foi lá fora.
Ela me deixou curioso...
– O que percebeu amor? E sim eu fui lá fora e eu conversei com ele, e o que ele, e Camelot me disseram, fez sentido...
– Primeiro, eu percebi a troca de olhares entre ele e Rose, e era bem significativa. E o que ele te disse que fez sentido? – Tenho certeza que ela se assustará.
– Eles me disseram que perderam alguém recentemente, e que você é cópia desta pessoa, e ao vê-la no primeiro momento, foi demais para eles, em especial pra Aquiles. Mas, esta coisa de Rose? Eu não entendi. – Eu digo-lhe.
O olhar dela dividiu-se entre alarme e compaixão.
– Nossa que triste pra eles. Deve ser bem difícil. E quanto a Rose, ele e ela trocaram bastantes olhares significativos, e notei que os olhares dele para mim ao comparar aos dele para ela não era desejo. O que foi um alívio.
– Bem, pela reação deles da pra ver que sim que foi difícil à perda, mas, tomara que estejam superando. E nossa você é boa com esta coisa de cupido amor, pega tudo no ar agora seu alvo é Rose e Aquiles...
Sorri e ela me acompanhou. Porém, agora sério eu continuo...
– Mas, preciso dizer que não é só por isto que estou inseguro, o que aconteceu ontem no jantar também, por você ter...
Ela não me deixa prosseguir e diz olhando seriamente em meus olhos.
– Esquece o que aconteceu amor, Eu não desistiria de você Henry, eu amo você de verdade, acredite!
Rendido por sua sinceridade eu disse...
– Eu acredito amor, e eu também amo você minha vida! – Digo-lhe e dou-lhe um selinho. – Mas, agora vamos olhar o terreno amor e depois iremos para o chalé. Você precisa repousar, pois, a viagem é cansativa. E devo dizer que vou com você na cabine de passageiros, pois Aquiles vai guiando.
Digo já me levantando e levantando-a junto.
– Hum... Henry, eu gosto da ideia de poder ir sozinha com você! – Ela diz maliciosamente para mim.
Bem no momento em que a coloco em pé, ela perde o equilíbrio, evidenciando que, está tonta. E preocupa-me aquilo.
– Amor você está bem? – Pergunto-lhe aflito.
– Sim, estou. Foi só uma tontura, eu acho que foi por que me levantei muito rápido. Vai passar.
– Quer ir embora e deixar para ver em outro dia amor?
– NÃO! — Ela responde alarmada! — Eu quero ver Henry, estou curiosa, já vai passar. Quero muito imaginar como ficará o casamento sendo feito aqui.
– Tudo bem amor, eu só estou preocupado.
Nós, passamos um tempo, quietinhos, ela abraçada a mim, e eu a envolvendo protetoramente em meus braços.
Quando ela já sentia melhor, ela selou meus lábios e disse...
– Podemos ir amor.
– Tudo bem, venha então. – Tomo-lhe pela mão e a conduzo-lhe até os terrenos primeiro um depois o outro.
Deixo o nosso por último, pois, lá tenho uma surpresa para ela. Ela fica maravilhada com o tamanho dos terrenos, com as árvores e áreas verdes. E diz muito feliz...
– Henry este lugar é muito lindo, a casa ficará maravilhosa aqui. E o nosso casamento também!
– Gostou mesmo amor?
– Demais!
– Que bom, porque ainda tenho uma surpresa para você dentro do nosso terreno, feche os olhos princesa!
Ela obedece, e sinto que está elétrica pela expectativa.
Então, enquanto a conduzo onde quero diz...
– Estou curiosa amor!
Dou um sorriso com aquilo e digo-lhe...
– Estamos chegando Valerie!
Caminho mais um pouco a conduzindo. E quando estou de frente do local que quero lhe mostrar digo...
– Pode abrir os olhos meu amor, esta é mais uma surpresa minha para você. Eu amo você!
Ela abre os olhos, e assim que o faz, de imediato seus lábios se abrem num perfeito “O” sem som de espanto, e suas lágrimas transbordam. E antes de qualquer coisa ela vira-se para mim, e rapidamente envolve meu pescoço num abraço maravilhoso e na pontinha dos pés me toma num beijo apaixonado. Num impulso, eu ergo-a de uma forma que seus pés saem do chão, e aparentemente movida pelo calor do momento, ela envolve meus quadris com suas pernas, buscando um contato mais intenso. Eu não penso duas vezes, e continuo com um dos meus braços envolvendo a sua cintura, e a outra mão eu levo a sua coxa para sustenta-la melhor, porém fico com receio de que se assuste o que desta vez, ela não o faz. Muito pelo contrário, ao fazer isto, seu beijo torna-se mais intenso e urgente. Assim, digo-lhe... Entre beijos.
– Hum... Gostei do resultado da surpresa meu amor, se soubesse que ficaria assim, teria te trazido antes.
E dou um sorriso em seus lábios. E sinto que o comentário, deixa-a hesitante, então me separo de sua boca e olho em seus olhos, e observo o quanto está corada com o que eu disse.
– Não se envergonhe linda, eu amo você assim, amo estas manifestações de sua entrega a mim Valerie.
Ela sorri timidamente para mim e diz:
– Desculpe lindo eu me empolguei, mas, é que eu fiquei tão feliz e emocionada que queria demonstrar a você isto, e o quanto eu te amo meu amor.
– Hum... Amor e realmente não haveria forma melhor de demonstrar isto para mim. Eu amo você Valerie!
– Henry eu nunca poderia imaginar que nós teremos nosso próprio lago! Mas, você não tinha me contado antes.
Ela disse numa alegria tão profunda. Assim, toquei seu rosto e disse.
– Eu já queria não contar, querendo te fazer uma surpresa, pois, tínhamos combinado virmos aqui juntos, e aí eu vi o quanto você amou o lago. Eu pensei que quando não pudéssemos ir para o outro lago e quiséssemos desfrutar de algo diferente, seria maravilhoso ter onde fazer isto. Então, eu fiquei ainda mais feliz por que eu investi só um pouquinho a mais e fiz algo diferente, que acabou sem querer, sendo algo maravilhoso para nós meu amor, não é tão grande, mas... Espero que tenha mesmo gostado, é de coração! Mas, é claro que ainda sim, visitaremos sempre o outro lago, afinal temos uma história já começada lá.
– Claro Henry. E eu amei mesmo! É lindo o nosso lago amor, e o melhor, é nosso, poderemos desfrutar dele quando quisermos.
– Que bom amor, eu fico muito feliz. E o melhor, o dia em que estiver preparada para voltar para vila, terá como desfrutar dele a qualquer momento.
A verdade é que o nosso terreno tinha um pequeno lago, e era lindo, e quando vim olhá-los e vi este com o lago, não pensei duas vezes, pois, sei o quanto Valerie ama natureza. E não me arrependo, pois o resultado valeu a pena só na reação dela ao saber. E ela me diz...
– E sabe Henry, estas conquistas me deixam cada vez mais ansiosa pelo nosso casamento.
– A mim também amor! Você não sabe o quanto!
E assim ela desce de meu colo e passa a caminhar de mãos dadas comigo.
– Sabe Henry, fico pensando... Você quer muito vir morar aqui depois de um tempo, não é?
– Hum... Eu não posso mentir para você Valerie, por mais que eu vá reformar o chalé, e ele ficará ótimo, mas, aqui nós poderíamos ter mais conforto em vários aspectos. O terreno é maior, tem o lago, estaríamos próximo ao meu trabalho, nós estaríamos próximo a nossa família, sua mãe e minha avó, e isto eu vejo como algo importante para você e fundamental para quando os bebês chegarem, elas poderão ajudar muito. E o que você acha? Pensa a respeito?
– Bem, eu tenho visto o quanto isto é importante para você. Bem eu realmente gostaria de ficar no chalé, mas, vendo o quanto isto significa posso mesmo pensar a respeito Henry.
– Pelo menos para quando você engravidar, pois, me deixaria mais tranquilo. Pelo fato que teria mais assistência aqui.
– É realmente este é um ponto muito positivo. E eu prometo que irei pensar com carinho a respeito.
– Sério?
– Claro. Tudo por você Henry!
A sensação de ouvir aquilo é tão boa, que eu não resisto e beijo seus lábios, e toco seu rosto com carinho e digo...
– Hum... Obrigado amor. Amo mesmo você Valerie! E sabe já que estamos falando sobre futuro, quero falar algo com você, que eu já havia comentado superficialmente, e quero ouvir sua opinião.
– Claro Henry, pode dizer.
– Bem, eu quero mesmo levar você para morar no Grande Reino Valerie. Não será agora irá demorar alguns anos ainda, pois realmente quero que você tenha nossos filhos perto de sua mãe. Creio mesmo que seja importante que você seja acompanhada. Porém, como minha pretensão em breve é abrir outra ferraria em Grewnville, depois de alguns anos e se realmente Cedrico quiser assumir a daqui para mim e Araon a de lá, eu gostaria que nos mudássemos para montar uma no Grande Reino.
– Seria em Livergoorn?
Ela me pergunta.
– Ainda não decidi a cidade amor, quando estiver bem próximo, eu irei fazer algumas averiguações para ver onde teria o melhor retorno. Para só então, eu decidir. Como você vai administrar tudo para mim, eu posso investir mais meu tempo abrindo clientes e treinando outras pessoas para trabalhar, de tal forma que com o tempo nós vamos somente estar sempre viajando de uma à outra para administrar. E a do Grande Reino seria para nós dois mesmo. E as outras eu daria uma boa participação para Araon e Cedrico, para eles fazerem sua independência financeira. E aí o que me diz?
– Bem, eu apoio meu amor, mas, quando mais ou menos você pretende isto?
– Vai demorar um pouco, porém, eu preciso já ir organizando tudo para deixar tudo preparado e traçar minhas metas, pois, terei que comprar terreno lá, construir outra ferraria, comprar ou fazer um imóvel para nós, então isto requer tempo, porém como sou muito organizado, já estou preparando tudo e colocando em ordem. E como quero que o início da infância dos nossos filhos, seja aqui, então eu calculo uns oito a dez anos. Parece muito, mas em se tratando de negócios não é amor. É necessário planejar em longo prazo.
– Claro, é verdade Henry. E eu assino embaixo em tudo amor. Eu confio plenamente em você e seu senso de orientação para as coisas. Então, faça o que achar melhor Henry, e eu o apoiarei em tudo. Realmente, eu quero que conte comigo quando precisar de apoio e quero estar bem para dividir as preocupações com você. Porém, só como uma forma de te dar suporte. Pois, quanto às decisões mais uma vez eu digo, eu confio muito em você! Você já provou inúmeras vezes para mim que é um homem inteligente, habilidoso e muito responsável amor. Eu me sinto extremamente segura ao seu lado. Quero que saiba disto.
Olho para ela emocionado por ouvir o que ela me diz.
– Obrigado amor, você não sabe o quanto é maravilhoso ouvir isto de você.
– Pois quero que ouça e guarde em seu coração: tenho orgulho de você, e você é um homem exemplar para mim amor. Tenho uma grande alegria e satisfação por saber que você será meu marido, e é a você que vou confiar meu futuro amor.
Lágrimas agora correm dos meus olhos e digo:
– Obrigado Valerie! E eu quero que saiba que eu tenho um enorme prazer de ter a certeza de que é com você que irei desfrutar de tudo que venho lutando para construir. Você merece tudo de melhor, saiba disto!
Agora ela me olha com olhar emocionado, toca meu rosto e beija meus lábios com carinho.
***
Saímos dali rumo ao chalé. Valerie apesar de bem empolgada com os comentários acerca dos terrenos e planos para o nosso futuro, está bem contida nos movimentos e manifestações de euforia, acho que temendo que as dores de cabeça retornem.
Assim que chegamos, desço e desço-a também, e seguimos abraçados até o chalé.
Congelamos ao nos depararmos com algo, quando começamos a subir as escadas. Um buquê de rosas vermelhas, totalmente estraçalhado, e ao lado uma carta.
Antes que Valerie o pegue, eu o chuto para bem longe, porém pegando a carta antes.
Abro-a, mas antes mesmo de começar a ler, já sei de quem é.
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Olá Queridinha!
Devo dizer que estou um tanto decepcionado com você, por não ter-me esperado.
Porém, preciso informa-la que não desisto tão fácil do que é meu!
E doa a quem doer e custe o que custar “você é minha”!
Quanto ao seu novo “namoradinho” darei um jeito nele muito em breve, ele não perde por esperar. Não só ele, mas quem estiver do lado dele também.
Sabe, eu devo confessar, que fiquei surpreso com esta nova conquista sua, se é de dinheiro que você gosta, devo-lhe dizer que posso dar um jeito rapidinho nisto.
Bem, despeço-me por aqui, pois ainda estou recuperando-me da decepção de ontem.
Viu as rosas? Ontem elas estavam tão lindas, mas nem elas escaparam de minha decepção e tristeza.
Muito em breve nos veremos e posso lhe afirmar que será para sempre. Pois, quando colocar as mãos em você NINGUÉM NUNCA MAIS A ACHARÁ!
Aguardo ansioso por este dia,
Mildrad.
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Só após terminar é que percebo que Valerie acabou lendo comigo, e eu já estava tão cego pelo ódio que não tinha percebido, porém, assim que terminamos seu braço treme tanto e ela olha assustada ao redor, acho que com receio que ele esteja ali. E em desespero ela diz.
– Henry, por favor, vamos entrar e trancar tudo.
– Fique calma Valerie! Amor, eu estou aqui.
– Eu sei, mas, eu estou com medo, ele pode estar armado, por favor, não quero você exposto, por favor, por favor...
E neste momento, tudo que ela estava contendo vem à tona, uma histeria gigantesca a toma e seu corpo começa convulsionar no meu de tanto chorar, de repente ouço barulho de cavalo e viro-me rapidamente com receio. E surpreendo-me com o que vejo, é Aquiles. Ele deve ter ouvido, pois, larga o cavalo e vem apressadamente e diz ao subir os degraus...
– Estava dando uma volta pra fazer reconhecimento dos trajetos, aproveitando a folga de hoje. Mas, o que houve?
Tomo Valerie agora em meu colo e ela parece nem se dar conta de Aquiles, pois, chora muito ainda, e tem seu rosto em meu peito enquanto chora.
Aponto as flores ao chão lá em baixo para ele e lhe entrego a carta.
Ao lê-la sua expressão endurece, e ele ganha estado de alerta já averiguando tudo ao redor.
Então, diz-me...
– Vou fazer uma busca. Já retorno.
– Mas, Aquiles é sua folga hoje, vocês só começam amanhã...
– Você também não tinha a obrigação de nos abrigar em sua casa... Fique tranquilo Henry, gosto do que faço.
Simplesmente aceno com a cabeça e rapidamente ele sai.
E eu entro com Valerie no chalé trancando-o em seguida. Levo-a direto ao meu quarto. Ao chegar, deito-a na cama e tiro suas sapatilhas, e pego um lençol para cobri-la, pois, ainda está tremendo. Então, quando faço menção de me levantar, pois quero preparar um chá para ela, ela desesperadamente não deixa. Abraça-me e diz...
– Não Henry! Não quero ficar só, preciso de você aqui. – Ela diz chorando.
– Shhh... Amor eu só irei preparar um chá, já volto.
– Não, por favor! Não quero você longe.
– Tudo bem, eu fico.
Deito ao seu lado e ela me abraça envolvendo seu corpo totalmente no meu como se quisesse se sentir parte de mim.
– Amor você precisa procurar ficar clama, eu sei que é difícil, mas, você precisa me dar mais crédito, pois, ficar assim está fazendo mal a você princesa. Ainda bem que teremos a consulta hoje, eu estou muito preocupado com você. — Ela tira a cabeça de meu peito para me olhar e diz.
– Eu sei amor que preciso, mas não tenho conseguido Henry. Tenho tentado, mas, é tão difícil amor, ele não tem dado trégua, ele tem me torturado aos poucos. Isto é desesperador. Pois, já falei que não temo só por mim. Ele não mede esforços para ter o que quer amor... – E ela chora ainda mais. No entanto, eu não a deixo terminar.
– E eu não meço esforços para cuidar e proteger o que é meu! Você é minha, e ele não vai tocar você Valerie, e caso ele faça, ele morrerá por isto! Eu já disse e repito, amor.
Ela respira fundo e diz-me...
– Eu sei amor, mas, eu já te disse, este é o problema. Temo por você Henry, algo me diz que depois de ontem, você se tornou alvo dele amor. – E ela chora mais...
– Valerie entenda, eu vou me cuidar, tenho me cuidado amor. Acalme-se, por favor, meu amor.
– Vou me esforçar eu prometo. – Ela diz...
– Eu só estou te pedindo isto por você amor, estou preocupado, você não está bem, não quero que piore. E no mais, se estiver assim, não poderá viajar. Pois, como irá ajudar Made se estiver doente?
Neste momento, ela parece refletir sobre o que digo... Bem neste instante a campainha toca...
– Deve ser o Aquiles. Eu já volto amor. Eu prometo...
Ela me olha com olhos suplicantes e diz...
– Por favor, não demore.
– Tudo bem. – Digo e beijo sua testa antes de sair.
Ao chegar à porta ouço Aquiles dizer que é ele. Então abro sem hesitar.
– Entre Aquiles, eu tranquei, pois, estou lá dentro com Valerie.
Vou dizendo enquanto me aproximo da cozinha para preparar o chá para Valerie.
– Entre, estou aqui na cozinha preparando um chá para ela.
Aquiles entra e vem ao meu encontro.
– Como ela está? – Aquiles pergunta realmente preocupado.
– Muito abalada, cada vez mais abalada. Ela teve tontura, agora não para de chorar. De ontem para hoje foram mais dois desmaios e dores intensas de cabeça. Estou preocupado Aquiles demais...
Aquiles me olha com compaixão e diz...
– Você precisa passar tudo isto pro Dr. Henry. Bem, eu não acredito em acaso, portanto, eu creio que se houve uma oportunidade de justamente este médico atendê-la, há um propósito nisto. Veja bem, ele não é um médico comum, e este é um dos motivos dele ser exclusivo da Guarda do Reino. Ele é um homem muito voltado a pesquisas, e estudos, viajou muitos lugares e atendeu inúmeros casos, e foi ficando especializado nesta área, pois, sempre gostou de atender casos difíceis. E por incrível que pareça aqueles casos que ninguém mais considerava e que ninguém mais pegava, ele sempre buscou para si, e sempre conseguia bons resultados. Você sabe que ainda temos poucos recursos quanto à medicina, temos mais boa vontade do que tudo. Mas, acredite, ainda existem pessoas como ele que acabam se destacando em uma área, por simplesmente fazerem o que gostam e o fazerem bem. E assim, vão ficando conhecidos, disputados. Então, houve um período em que um nobre do reino necessitou de grandes cuidados nesta área, ele foi visitado por um parente da cidade onde Dr. Dartanhã residia, e este parente, trouxe as informações sobre o Dr., e na época foi paga um fortuna para que ele viesse atendê-lo. Acredite ele estava desenganado por todos, porém, o Dr. Dartanhã aceitou o desafio. E por fim, conseguiu curá-lo. Como o Rei, viu a grande providência que poderia ser, ter alguém no Reino com tamanho talento, não hesitou em convidá-lo para vir, mas, para que fosse possível pagar seus honorários sem muitos desfalques, o Rei criou um a solução que resolveria vários problemas. Pois, em épocas de guerras, muitos cavalheiros são perdidos ou invalidados por questões emocionais ou neurológicas mesmo. Então, uniu-se o útil ao agradável, pois as perdas em longo prazo seriam menores, ao passo que, as pesquisas cresceriam, e o melhor, como o tempo o reino tem se tornado referência para tratamento de enfermos nesta área. Só isto em si é um grande alívio. Ah, e antes que eu me esqueça, ele a esposa, se conheceram na infância, na escola. Estudaram juntos, pois ela também tinha paixão por medicina, estudo e pesquisa, porém, ela na área específica de cuidados às mulheres, principalmente em períodos de gestação, então, ela tem um diferencial em atendimentos desta área. Os dois uniram o que gostam ao casamento, então este é o motivo de aqui termos uma mulher trabalhando como médica em um hospital foi uma das exigências dele, trazê-la também. Ela na verdade, atende as esposas. Assim, acho que realmente você deve aproveitar esta riquíssima oportunidade Henry, pois em lugar algum do mundo eu creio que conseguirá isto, todos nós conseguimos entender que Dr. Dartanhã e sua esposa, estão a alguns passos a frente de nós e nosso conhecimento. E confesso que isto é um privilégio que creio que milagrosamente vocês poderão desfrutar, então, realmente não perca tempo. Eu sempre digo, ele é um homem visionário, que se tornará uma referência no futuro.
Tudo o que Aquiles me diz, toca-me, fico impressionado em o quanto ele sabe. E claro agradecido demais por isto.
– Aquiles muito obrigado pelo que compartilhou. São informações valiosas sou grato a você, pois, sei que não a oferece a qualquer pessoa. — Ele sorri contidamente confirmando minha suspeita. – e vou seguir seu conselho pode deixar.
– Henry, eu preciso perguntar uma coisa, este medo dela desta criatura que ela tem é muito além do normal. Houve alguma coisa séria?
Vejo que terei de ser sincero, porém, com raros detalhes.
– Sim Aquiles. E Valerie não suporta falar nisto, ela só compartilhou comigo. Ele quase abusou dela na infância, ele não o fez por muito pouco, uma outra pessoa a salvou, graças a Deus, poucos instantes antes do pior, mas, ainda assim os traumas são enormes.
Vejo o semblante de Aquiles adquirir uma expressão de pura fúria. Assim, ele diz.
– Vamos pegar este miserável Henry, tem a minha palavra.
– Claro, mas, devo dizer, a honra de mata-lo será minha! Devo isto a Valerie!
Aquiles concorda com a cabeça e o olhar.
– E Aquiles muito obrigado por ter aceitado a missão.
– É meu trabalho, e quer saber, é uma questão de honra para mim agora. Pois, odeio este tipo de criminoso.
Dou a ele um aceno de cabeça e bem neste momento, Valerie aparece na porta do quarto, som os olhos vermelhos, evidenciando que o choro intensificou, ela esta estranha, pois, caminha devagar em minha direção, meu instinto leva-me aproximar-me dela e bem a tempo dela dizer...
– Amor voltou a doer... – Ela diz com uma mão na têmpora, enquanto a outra está apalpando os lugares para se segurar. — Só que está muito mais... – E antes de concluir ela desaba, bem a tempo de eu toma-la em meus braços e Aquiles dar um sobressalto de susto em nossa direção em auxílio. -... Forte. – E ela apaga novamente.
Tomo-a em meus braços apavorado levando-a até a cama novamente. Deito-a e sento-me ao seu lado em desespero pela sensação de inutilidade em que me encontro.
Aquiles bate a porta e eu digo...
– Entre Aquiles... – Porém, sem olhar em sua direção, tinha uma de minhas mãos acariciando os cabelos de Valerie enquanto a outra a cobria com um lençol.
– Desculpe Henry, quer que eu espere...
Não permito que ele conclua.
– Não Aquiles, na verdade quero te pedir uma coisa, e, por favor, coloque o dia de hoje em seus honorários. Vá até o Tio Heitor, explique a situação e pergunte-o se há como ir para Grewnville mais cedo, eu estou preocupado demais com ela. E se Dr. Dartanhã não desejar atende-la...
– Sim, eu vou, não se preocupe com honorários para hoje, e se tocar nisto vou me sentir ofendido. E mais, não se preocupe com o fato de que, ele vá atendê-la ou não, pois posso te garantir que vai. Certamente. Eu o conheço e dou minha garantia.
– Obrigado, enquanto você vai, preparo tudo aqui.
– Sim, e Henry, posso dar uma sugestão?
– Claro Aquiles...
– Peça a Camelot para já dormir aqui hoje, acho bom prevenir.
– Mas... – Eu iria contestar que os chamei, para, a partir de amanhã. Mas, Aquiles não permitiu.
– Sem mais, me perdoe. Mas, é que realmente é necessário, e já que estamos aqui...
– Tudo bem, mais uma vez, obrigado.
E Aquiles sai me deixando sozinho com Valerie.
Vou até a porta tranco novamente o chalé. E sigo para o quarto, preparando tudo para um banho, roupas e tudo mais. Porém, antes de entrar, vou até o guarda roupa e pego a bolsa que Valerie usou para levar as coisas para Grewnville, separo tudo que vou precisar. Roupas, material de higiene pessoal. Em seguida sigo ao quarto de Valerie e separo tudo que acredito que ela precise para seu banho, e para ficar pronta para ir a Grewville. Separo roupas e material de higiene pessoal, para ela...
Terminando tudo, vou até a cozinha, pego a garrafa com o chá. Levo-a para o quarto e deixo-a na mesinha.
Desta maneira, sigo para o banho, que devido à preocupação com Valerie, é bem rápido. Assim, que saio, me enxugo, escovo os dentes, ajeito os cabelos, visto a boxer, e a calça. Por fim, quando estou para pegar a camisa...
Ouço um barulho de algo como um “baque” seco a chocar-se com o chão.
Com receio e preocupado digo alto:
– Valerie? – Nenhuma resposta. – Valerie? – Repito e nada. Ouço um soluço, e não aguentando mais, destranco a porta, para surpreender-me com uma cena: Valerie Sentada ao chão, chorando, porém como corpo curvado como bola... Então, em puro desespero, e vou até ela e sento-me ao seu lado ao chão, erguendo-a e trazendo-lhe até meu colo. Automaticamente, ela recosta a cabeça em meu peito e soluça e bem neste momento me dou conta que estou sem camisa, pois, no desespero não tive tempo de me vestir. Então, digo-lhe...
– Amor o que houve? – Ela fica quietinha por um tempo, mas, depois responde.
– Eu queria ir ao banheiro, amor, então, levantei-me e estava indo devagar ao de meu quarto. Porém, bem na hora em que dei os primeiro passo, a dor aumentou com os movimentos e eu não suportei em pé.
– E por que não me chamou amor?
Ela me olha angustiada e com olhos e nariz vermelhos e diz...
– Já estou te dando trabalho demais, não quero continuar te incomodando e dependendo de você para tudo, você não está tendo tempo nem de respirar, e a prova está aqui. – E ela agora toca meu peito nu e diz... – Você não teve tempo nem de vestir sua camisa amor.
Vejo através de tudo que ela está me dizendo, que ela está preocupada em me incomodar. Então, digo-lhe seriamente, enquanto levanto-me com ela no colo e sento-me a beira da cama...
– Amor você conhece os votos usualmente utilizados em um casamento? – Ela assente que sim com a cabeça. – Então, você deve lembrar-se de que é:
– Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença... E até que a morte nos separe... E como já estamos noivos amor, eu tenho convicção, de que nós já podemos colocar em prática estes votos para ir nos familiarizando, pois é o que faremos pelo resto de nossos dias. Eu o faço, e sempre o farei com prazer. Pois, amo cuidar de você amor, e sei que como seu esposo, será meu dever fazer isto enquanto eu viver. Então, nunca mais me tire este privilégio que o próprio Deus me deu. Pois, eu sei que minha função, como marido, também é te proteger e cuidar de você amor. E quero sempre poder fazê-lo, sempre. Pois, amo demais você minha noiva amada! Valerie eu quero e eu “cuidarei de você por toda a minha vida”!
Ela olha-me com carinho e toca meu rosto neste momento e beija meus lábios com gratidão. Um beijo suave e cálido. Em seguida faz o mesmo em meu peito. Então diz...
– Obrigado meu amor. E percebo que você tomou banho, vamos sair?
– Sim, eu pedi a Aquiles para ir a vila chamar os tios e ver se é possível anteciparmos nossa ida para Grewnville. Devido a você ter piorado, então, tomei banho para adiantar e separei algumas coisas para nós levarmos. Agora só falta você se arrumar.
– Então, faz um favor pra mim? Faça uma trança e deixa-me ir tomar um banho rápido...
– Claro. — Beijo sua testa e sento-a na cama, com o propósito de fazer sua trança.
Rapidamente faço, deixando-a agora com o semblante mais leve.
E ela me surpreende dizendo...
– Amor?
– Hum... – Respondo.
– Já te disse o quanto você é lindo? Meu, lindo, charmoso, maravilhoso, delicioso, carinhoso, bondoso, gentil, E QUE EU AMO VOCÊ DEMAIS HENRY?
Já de frente para ela, ajoelho-me entre suas pernas onde ficamos quase da mesma altura, pois, ela está sentada à cama. E duas coisas acontecem: Primeiro dou-lhe um largo sorriso por suas palavras, pois, mesmo doentinha, quer me alegrar, sei que ela sabe o quanto estou preocupado, vejo isto nos seus olhos. E a outra, é que lhe digo:
– É você já disse, mas, ouvir agora foi especial, aliás, cada vez que você diz, é especial amor. Então, pode dizer sempre. Eu amo ouvir as coisas carinhosas que fala para mim.
E é o que ela faz.
– Não é só por carinho Henry. Você é realmente lindo amor, uma tentação completa, principalmente desfilando seminu na minha frente Sr. Lazar, mesmo doente, continuo não sendo de ferro sabia?
Aquilo faz queimar meu rosto... E quando faço menção de me levantar para vestir-me, ela segura meus ombros.
– Me deixa olhar só mais um pouquinho, já que não fui eu que tirei, então, eu não descumpri as regras. – E ela sorri com aquilo, me deixando mais vermelho. – Prometo que só vou olhar, apesar de que, desejo exatamente fazer o oposto, só para constar lindo! Ainda mais que você está do jeito que amo, coradinho de vergonha e timidez, imagina? Seminu, e coradinho? Hum... Que perigo Sr. Lazar! Acho que você faz isto de propósito Henry. — Ela diz divertindo-se as minhas custas...
Alarmado e morrendo de vergonha digo...
– Claro que não! Amor eu não faria isto.
Ela sorri, mas, percebo que o sorriso ainda é bastante melancólico, e sei que nestes gestos ela quer afastar-me da preocupação com ela, pois, no fundo ainda está sentindo dor.
Ela continua olhando para mim, e o olhar é tão bom, tão gostoso, me sinto o ser mais amado deste mundo com aquele olhar, e também desejado, admirado. A intensidade com que aqueles olhos me devoram é grande demais e não resistindo por muito tempo, eu aproximo-me de seus lábios. E ela arregala os olhos para mim, acho que preocupada com nossa reação diante da proximidade, aproximo-me mais. Porém, agora eu seguro cada uma de suas mãos com uma minha. Assim, quando toco seus lábios, sinto suas mãos estremecerem, e sei que, é devido ao desejo de tocar-me, e confesso sinto muita falta daquelas pequenas e habilidosas mãos em mim. Travo uma batalha interna, tentando conter-me também, pois, a ciência do desejo dela, faz o meu se ampliar. Por fim, eu cedo. Como sempre tem sido desde que realmente estou curado, e conduzo suas mãos, que estão nas minhas, até meu peito, pois, sei que é onde ela mais ama tocar, e onde realmente ela me enlouquece, ela arfa surpresa em meus lábios, o que me leva a aprofundar ainda mais o beijo, correndo minha língua agora em cada pedacinho de sua boca, enquanto ela acaricia-me com a sua, e este é um beijo, tão íntimo, tão diferente, que nem sei explicar, sinto toda sua hesitação presente em cada célula de seu corpo, ela está tremendo literalmente de desejo por tocar-me, porém, está mantendo-se firme. Então, eu agora conduzo suas mãos por cada região que sinto falta de seus toques e digo-lhe...
– Vamos meu amor, eu sei que quer... Eu estou pedindo, eu também quero...
Ela pondera por um longo tempo... E por fim respira fundo, afasta-se de meus lábios olha em meus olhos. E diz...
– Eu quero, demais, mas, não vou mesmo amor. E chega de provocações se não vou enlouquecer, já tenho motivos suficientes para isto que não seja uma sobrecarga de desejo. – E ela sorri ao dizer isto, ainda que muito comedidamente. — Amo demais você e desejo insanamente você Henry, mas, não pretendo mesmo torturar nós dois mais desta forma. Pois, eu é que não aguento depois. Perdoa-me. Por favor, não se entristeça. Sei o que estou fazendo, conheço meus limites. Aliás, tenho aprendido a conhecê-los com você. E quando se trata da intensidade do desejo que sinto por você, não posso facilitar, pois é intenso e grande demais. Porém, quero que saiba que eu o amo muito e estou desesperada esperando que nosso casamento chegue logo, pois esta espera, e toda esta expectativa, têm me sufocado. Mas, eu sei que valerá a pena.
Respiro fundo, pois reconheço a verdade em cada uma de suas palavras, e aquilo me faz recobrar um pouco a lucidez. Assim, digo-lhe...
– Desculpe-me... – Ela não permite que eu termine. Antes, sela meus lábios com os seus, para em seguida afastar-se e dizer-me...
– Não há o que te desculpar Henry. Entendo você, você nem imagina o quanto te entendo, de verdade! E amor, não se esqueça de que, agora que você está curado, será bem mais difícil lidar com isto. Antes você não tinha esta exata noção, pois, agia fora do normal. No entanto, agora, as coisas são bem diferentes. E eu gosto que elas estejam sendo assim, terei um novo Henry só para mim amor! Pensa bem, como isto será maravilhoso?
E pronto, mais uma vez ela consegue, tirar todo o foco de tensão da conversa. Ela, com sua doçura e graça sem tamanhos, consegue me deixar sem culpa e totalmente relaxado. Porém, a vergonha e o constrangimento estão presentes. Na verdade eu amo quando ela diz que quer este novo Henry, assim como quis o velho e que quer cada parte de mim.
– Obrigado por me amar tanto Valerie! – Digo-lhe com extrema sinceridade.
– Obrigado você amor, por sempre ter cuidado tão bem de mim, mesmo quando eu não sabia, e por nunca ter me pedido nada em troca. O mínimo que posso fazer por você é te amar intensamente, com cada parte que há em mim. E tenha certeza que, eu o amarei cada vez mais, e por toda minha vida. E lindo, agora preciso tomar banho, pois creio que eles não irão demorar, e com as dores, eu não consigo desenvolver movimentos rápidos.
– Tudo bem, você está melhor?
– Amor, um pouco, na verdade eu procuro manter outro foco que não seja o incômodo da dor que está bem mais leve, como se a cabeça estivesse dolorida, porém, é bem mais suportável. É terrível quando está latejando.
– Hoje, se Deus quiser descobriremos o que está acontecendo com esta cabecinha tão linda. – Ela sorri e dá um selinho nos meus lábios. — Quer ver as coisas que separei para levarmos?
– Depois do banho, mas, quer saber, confio em você. Você pegou tudo, roupas íntimas, objetos de higiene pessoal, toalhas, pijamas?
– Sim, peguei tudo, inclusive quero me desculpar por ter mexido em suas coisas.
– Tudo bem meu príncipe, é bom mesmo que tenha acesso a tudo, para se familiarizar. Muito em breve, dividiremos todos os espaços e cada cantinho desta casa. E devo admitir amor, eu amo de verdade esta ideia.
– Também amor, você nem imagina! Mas, vamos, enquanto você toma banho, termino de me arrumar.
Assim, encaminho-a até seu quarto, auxilio lhe a separar uma roupa confortável para viagem. Assim ela entra para o banho, e eu retorno ao meu quarto terminando de ajeitar-me.
Assim que termino de me preparar acabo colocando o restante das coisas do chalé em ordem, para que quando voltarmos, tudo esteja preparado. E quanto termino, sento-me no sofá para esperá-la.
Quando Valerie sai do quarto, o que demora bem além do normal, ela esta com um semblante bem mais relaxado. Há mais suavidade em sua expressão, muito embora, o incomodo, ainda esteja presente.
Levanto-me do sofá e vou até ela. Ela já recebe-me com braços abertos e envolve logo meu pescoço, enquanto eu envolvo sua cintura. Com os olhos grudados nos dela.
– Hum princesa, você está tão linda neste vestido novo, e tão cheirosa!
Digo-lhe enquanto agora corro a ponta de meu nariz em seu pescoço, e logo após em seu ombro, ali, como sempre mordo suavemente, levando-gemer gostosamente para mim.
– Hum... Obrigado amor, devo dizer que você também está muito lindo e cheiroso Henry. Aliás, você é sempre lindo e cheiroso! Sabia que amo seu cheiro amadeirado? Ele me enlouquece! Amo quando usa perfumes que o intensifica. E... – Ela hesitava, o que me deixou curioso. Ao olhar em seus olhos, ela termina. – Ele fica muito mais realçado e delicioso quando fazemos amor. Deixa você ainda muito mais gostoso lindo! – Ela diz isto em meu ouvido, me deixando totalmente arrepiado.
– Hum... É bom saber amor. — Digo-lhe provocando-a. Para em seguida pedir-lhe algo que mudasse o foco da conversa, e apagasse o fogo que já se formava em mim. – Valerie, por favor, dê uma olhada na bolsa que separei para levar. Queria que olhasse se está faltando algo.
– Eu já olhei, e não está faltando nada. E adorei tudo o que separou. Você é muito eficiente no que faz Sr. Lazar. Confio plenamente em você lindo!
– Fico feliz por ouvir isto! E amor, vamos aguardá-los no jardim, já que está tudo pronto?
Bem neste momento ela congela, e fica totalmente tensa. Então diz-me...
– Henry, se não se importar, prefiro esperá-los aqui.
E sei exatamente por que ela está assim... Medo de Mildrad, medo de ele estar a espreita lá fora. Porém eu digo-lhe...
– Valerie, Aquiles deu uma busca e não encontrou nada e no mais, eu estou aqui amor, confie em mim, dê-me mais crédito quanto a sua proteção!
Ela me olha vermelha, e diz...
– Amor, eu confio demais, e é este meu medo, você se colocaria em risco para me defender Henry, e digo risco, pois eu tenho certeza, principalmente depois do que Ananda falou sobre ter pessoas por trás dele, que depois do que aconteceu no jantar, ele não agirá mais sozinho, o que te deixa tão vulnerável quanto eu. Amor, não é falta de confiança e sim excesso de zelo e cuidado com quem eu mais amo no mundo. Já disse eu também não posso perder você Henry!
Ela diz isto já com lágrimas enchendo seus olhos, e compreendo exatamente o que ela está falando e sentindo, ela está segura comigo, se sente assim, mas, claro, teme também por minha segurança. Então, digo-lhe.
– Tudo bem amor, eu entendo, só peço-lhe que reconsidere aos poucos, e vamos dar um passo de cada vez, e realmente quero ficar um pouco no jardim com você, e será muito pouco, pois, eu sei que os Lancelot’s já devem estar a caminho.
Ela ouve tudo. Pondera, para então dizer...
– Sim, vamos. Eu estou mesmo com saudades de passar um tempo com você no jardim amor. Já tivemos momentos tão lindos e tão deliciosos juntos ali. Você se lembra deles? Eu gostaria de experimentá-los novamente.
Percebo claramente que ela está fazendo isto para mudar o foco de seus pensamentos, e resolvo contribuir...
– Claro que me lembro! E como não lembrar, dos dias em que você quase me enlouquecia de tanto desejo?
Bem no momento em que eu disse isto, ela enrubesceu completamente e disse-me:
– Só eu te enlouquecia? Se você pensa isto, está muitíssimo enganado Sr. Lazar. Você não só me enlouquecia como me enlouquece até hoje.
Dizendo isto, ela beija meus lábios e eu retribuo com carinho, desfrutando com prazer daquela boca tão linda e tão gostosa.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Quando já estamos sem ar, nos afastamos e saímos em direção ao jardim.
Tranco a casa e nos sentamos ao banco. Aliás, eu sento no banco e ela em meu colo e abraça meu pescoço. Beijo cada parte do seu rosto e ela corresponde com carinho. Então, diz-me...
– Henry, como nós estaremos acompanhados nós não passaremos no lago não é? — Ela pergunta sondando-me seriamente.
– Não amor, hoje nós não passaremos. Primeiro por que os Lancelot’s também estarão conosco, e segundo, por que esta ficando tarde, e obviamente estou ansioso demais pela sua consulta com o médico. Porém, podemos fazê-lo amanhã na volta. Mesmo tendo Aquiles conosco.
Ela torce um pouco o rosto em uma careta e diz...
– Bem, não será a mesma coisa, mais tudo bem.
Sorri com o seu comentário. E perguntei provocando-lhe...
– Por que amor? Por que não será a mesma coisa?
Ela me olha pensativa e diz...
– Não é óbvio? Aquiles por perto. Assim, quase não teremos privacidade Henry.
Resolvo provoca-la mais...
– Hum... E por que quer tanta privacidade assim comigo ali em Sta. Valerie?
Ela fica encantadoramente vermelha o que contrasta com seu vestido verde de bolinhas brancas.
– Hum, para curtir você um pouco Henry. Com Aquiles por lá vai ser diferente. Ou você vai me dizer que será a mesma coisa para você? – Ela me pergunta zombeteira...
– Não, certamente não será amor. E creio que Aquiles também não deve achar estes momentos confortáveis. Porém, creio que de certa forma ele já esteja bem acostumado. – Eu respondo sério.
– É acredito que sim, coitado, no fundo não deve ser muito cômodo para ele também! Deus me livra! Não me imagino fazendo isto jamais, amor... – Ela diz se imaginando na situação.
– Pois eu me imagino Valerie, claro que me imagino... – Olho para ela, que está assustada com o que eu disse, e sem entender. Então, explico sobre o que pensei e estou falando... – Com a Laurinha amor, imagina, se eu vou deixar Laurinha sozinha com um homem antes dela se casar? – Eu digo consternado!
Bem neste momento, ela começa a rir e muito, o que me leva a não entender, e olhar confuso para ela, que continua rindo, mas, agora comedidamente depois de uma careta de dor que tomou seu rosto. Então não resistindo, eu pergunto...
– Do que está rindo Valerie? – Ela ri mais um pouco para depois dizer...
– Amor é obvio que é pelo que você falou Henry e por imaginar o que nossa filha não irá passar com você no pé dela Sr. Lazar. Coitadinha!
– Ai Valerie nem me diga, não só eu, mas, creio que nosso filho, se caso forem dois mesmo, também estará o tempo todo na cola dela, ainda mais no que depender de mim. Meu Deus! E algo me diz, que ela pelo menos no comportamento, será sua cópia fiel, e eu fico apavorado com isto!
Bem neste momento ela para de rir. E completo logo para que ela compreenda o que eu disse e não se aborreça.
– Amor, eu amo seu jeito cheio de vida, amo que você seja tentadora, sedutora, sapeca, mas, por que é você e é para mim. Porém imagina Laura, a minha Laurinha fazendo isto com um homem... Argh... É difícil até de pensar minha linda! Agora sou eu que digo, Deus me livra disto! – Ela volta a rir e diz...
– Ai amor, eu tenho impressão que a Laurinha vai sofrer então, estou com uma peninha dela!
– Aí é que está! Este é meu medo. Pois, se ela for igual a você quem vai sofrer sou eu, pois, com este seu jeitinho, você consegue tudo que quer, e se ela for assim amor? Eu estou perdido, ai Deus meu me socorra, não me deixa passar por isto!
Digo, verdadeiramente preocupado, pois, aquilo é uma grande verdade!
Valerie ainda sorri, e diz...
– É estou vendo que quando nossa filha chegar a esta fase, você me dará mais trabalho que ela Henry, estou até preocupada!
– Ai amor, e algo me diz que você vai adorar ficar no meu pé não é Sta. Valerie?
– Não amor, na verdade, eu poderei usar táticas mais eficientes para ocupar você para você deixar a Laurinha em paz, Sr. Lazar, ela diz isto mordendo provocantemente minha orelha, o que me deixa bem consciente de o que ela falou é verdade, e alarmado respondo...
– Não se atreva a fazer isto amor! Eu te proíbo de me distrair quando meu objetivo for defender minha filha das feras sedutoras que se aproximarem dela! Por favor, hein Valerie! – Digo irritado...
E ela agora ri muito! Então, diz...
– Ai lindo, se você já está enfezadinho só fazendo planos, sem que Laurinha ainda nem tenha nascido, ou melhor, sem que ela ainda tenha sido “encomendada”, imagina quando ela estiver conosco e for uma mocinha, ai minha filhinha, tenho uma peninha de você com este paizinho lindo, sexy, maravilhoso e CIUMENTO que você vai ter...
Ela diz olhando e tocando seu ventre, o que me faz sentir o quanto aquilo pode se tornar real muito em breve. Então me levanto com ela em meu colo, e sento-a no banco e ajoelho-me de frente para ela e posiciono-me de uma forma que posso beijar seu ventre e em seguida recostar minha cabeça ali. Então, de olhos fechados e imaginando daqui a alguns anos a cena que vi em meu sonho, Valerie grávida, digo-lhe...
– Você não sabe o quanto me fará feliz dando-me nossos filhos amor. Quero tanto uma família com você! Mas, tanto...
Ela toma minha cabeça entre suas mãos e diz. E você terá meu amor, eu prometo, teremos uma linda família juntos, e não importa o que passaremos, enfrentaremos juntos, sempre juntos...
– Pra sempre juntos Minha Princesa! Digo isto e selo seus lábios com os meus. E bem na hora que a carruagem dos Lancelot’s se aproxima.
Noto que Aquiles e Camelot estão vindo logo atrás, e com os semblantes bem sérios.
Eu e Valerie nos levantamos e vamos à espera deles na entrada do terreno.
Assim que chegam, passo a chave do Chalé para Camelot e todas as instruções necessárias, enquanto Aquiles prepara a carruagem com o seu cavalo e o meu, pois com os dois teríamos mais liberdade de locomoção em Grewnville.
Tio Heitor e tia Clara descem e vem até nós para ver Valerie, ela diz a eles que está melhor. Porém, lhes conta, que se ficar nervosa ou se aborrecer a dor volta, o que os deixa bastante apreensivos e não deixo de perceber. Embora fiquem preocupados, eles fazem de tudo para não demonstrá-la.
Tenho receio dos motivos pelos quais, eles estão apreensivos. Porém, procuram mesmo não demonstrar.
Assim que Aquiles prepara os cavalos na carruagem, subo Valerie e em seguida subo também, e partimos rumo a Grewnville.
Durante o percurso, Valerie está sentada ao meu lado, porém, deitada com a cabeça em meu peito. Passamos o tempo conversando. Até que em um determinado momento ela diz:
– Henry, eu percebi o quanto os tios ficaram preocupados comigo amor... E você também lindo!
É impossível tentar esconder algo de Valerie, ela observa demais.
– Amor, eu não irei mentir para você, estamos preocupados mesmo. E muito preocupados Valerie. Eu principalmente por que se trata do tesouro mais valioso que tenho amor. Você é tudo de mais valioso que possuo Valerie.
– Amor, eu gostaria de te pedir algo, e queria muito que o fizesse por mim.
Neste momento, ela levanta-se fica em pé em minha frente abraçando meu pescoço para não cair, e instantaneamente eu envolvo sua cintura.
– Peça minha vida!
– Eu gostaria que você conversasse com o Dr. Dartanhã sobre o que aconteceu com você também Henry, sobre seu acesso de cólera. Para sabermos se aquilo é normal, e se você também está bem. Por favor.
Aquilo me deixa bastante desconfortável, porém Valerie percebe e diz.
– Henry, eu não gosto de médicos, e irei submeter-me por você. Acho que não custa nada fazer por mim meu amor.
Ela tinha razão, então resolvi ceder.
– Tudo bem então, amor.
Ela sorri muito satisfeita para em seguida beijar meus lábios. O que eu retribuo com carinho. E digo ainda em seus lábios.
– Amo a forma única que você cuida de mim Valerie, meu amor!
– Eu preciso cuidar de você meu lindo, pois você também é o meu maior tesouro!
Então voltamos a nos beijar sem interrupção... Depois de um longo beijo delicioso, ela diz...
– Sabe amor, eu estive pensando, eu realmente tenho estado muito diferente. Eu sempre fui sensível, porém, também, sempre fui forte, mais estável. E de uns tempos para cá, eu parei para me observar, eu estou mais sensível do que o normal, muito chorona, muito insegura. No entanto, eu estava atribuindo isto ao fato de estar apaixonada, pois ficamos mais sensíveis mesmo. Mas, agora analisando eu percebo que está exagerado demais.
– Bem linda, eu já havia observado, porém eu havia pensado a mesma coisa em relação ao momento em que estamos vivendo, porém, depois dos desmaios e dos problemas que estão aparecendo eu percebi que talvez seja sim algo além. Mas, enfim, hoje esclareceremos isto.
– É verdade. – E agora voltamos a nos beijar, saboreando e curtindo o momento.
Após um bom tempo desfrutando os lábios um do outro, Valerie volta a sentar-se, recostada em meu peito, e conversamos um pouco. E com um tempo adormece em meus braços, e passo o restante da viagem admirando-a com carinho, passando as mãos nos seus cabelos e beijando sua face.
Assim que chegamos a Grewnville, decido não despertá-la, pois sei que está cansada.
Retiro-lhe da carruagem, e tia Clara, prepara um quarto pra minha princesa.
Assim que eu a acomodo, beijo a sua testa, seu rosto e seus lábios, então, cubro-lhe com o lençol que a tia havia deixado separado.
Assim, saio do quarto.
Então, o tio e a tia chegam até a mim e a tia diz...
– Filho, sinceramente, eu fiquei constrangida de separar um quarto para vocês, pois, sei que não dormem juntos, porém sei que esta noite você não quis ficar longe dela por receio... – Vi que a tia hesitou muito constrangida, e percebi que realmente ela não queria ser evasiva. – Assim, o que quero saber é o que faço? Coloco vocês em um quarto de Casal? Ou a coloco com Sophie e você com os rapazes? Ou coloco os dois em um quarto com duas camas de solteiro, assim cada um tem seu espaço e você pode estar por perto dela durante a noite, para observá-la.
Claro que eu preferia a opção de um quarto de casal, porém, para não expor a mim e Valerie pedi...
– Tia nos dê o quarto com duas camas de solteiro. — E a tia disse...
– Então, vocês podem ficar com este em que ela está dormindo.
– Obrigado tia pelo carinho e cuidado.
O tio agora olha para mim e diz...
– Henry, eu estou indo até o Dr. Dartanhã, na casa de seu irmão, gostaria de vir comigo?
– Claro tio Heitor, vamos logo, então. – Digo já ansioso, pois esta será mesmo uma prioridade minha aqui.
O tio despede-se da tia e seguimos rumo ao centro da Vila, pois o irmão do Dr. mora lá. Resolvo ir em minha carruagem e antes de sair, deixo algumas orientações com Aquiles que ficará, pois, tem outros planos quanto a sua sondagem do lugar.
– Henry? – O tio chama assim que ganhamos a estrada...
– Sim tio. – Eu respondo.
– Filho... — Ele diz e respira fundo e olha para mim, por um tempo, e eu retribuo, tanto quanto é possível pelo fato de estar guiando a carruagem. – Eu preciso dizer a você algo grandão...
O tom dele me preocupa, pois o sinto muito preocupado... Porém, mesmo assim digo-lhe.
– Pode dizer tio. – E fico na expectativa.
– Eu e sua tia, nós estamos preocupados com a branquinha, me desculpe chama-la assim, é de tanto ouvir Araon...
– Não há problemas tio. Mas, quanto a sua preocupação eu já percebi isto em você e na tia, e também estou tio demais. Porém, o que exatamente preocupa vocês?
Ele me olha pensativo, respira fundo novamente e diz...
– Bem, desculpe o que irei perguntar antes de falar o que me preocupa...
– Claro, pode perguntar.
– Bem, não há possibilidade de ela estar grávida? Você me disse que vocês ficaram juntos duas vezes. Então... Não há esta possibilidade?
A pergunta do tio me deixou bastante desconfortável. Pelo óbvio. Porém, eu entendia sua preocupação e disse...
– Bem... Não. Até onde sei não. Pois, fomos cautelosos e nos precavemos.
O tio respira novamente e adota uma postura triste. Que me preocupa.
– Estava esperançoso que fosse isto, sabe, pois, ainda que gerasse algum transtorno, logo a situação se resolveria, não vê com Cedrico e Prudence, não é o ideal, mas, ainda assim, acho que seria melhor... – Aquela fala do tio me assusta, principalmente quando ele recua olhar para mim... E não resistindo a agonia digo...
– Tio Heitor, você está me assustando...
– Eu sei filho me desculpa. Mas, não sei grandão, nosso receio é de ser algo grave. Veja bem, ela é uma moça jovem e saudável. Porém em dois anos pelo que você compartilhou, sofreu muitas perdas. Mal teve tempo de se curar de uma para outra. Sofreu abuso na infância, agora o risco de enfrentar abuso de novo a assola, ela está muitíssimo abalada, e começou agora repentinamente a ter estas reações. Bom, mas, vamos ter fé de que não será nada...
Seguimos caminho, porém, o silêncio imperava, e por mais que o tio não quisesse me preocupar, eu sabia que ele temia que eu sofresse mais uma perda. Sim, eu sabia que este era seu medo, então, eu resolvi continuar em silêncio. Para esconder o grande furacão de desespero que se formou em meu peito. E no meu coração eu fiz algo, que deixei de fazer a muito tempo. Assim, eu pedia:
“- Meu Deus, não me deixe perder minha Valerie! Eu já perdi minha a mãe muito novo, e não pude fazer nada para mudar, recentemente perdi meu pai. Por favor, Senhor, eu não posso perder minha Noiva meu Deus! E minha mãe disse que ela seria minha recompensa por tudo, e eu a quero Senhor! Faço o que for preciso, mas, não posso, eu não consigo, abrir mão dela. Eu sei que tenho andado distante, faz anos que não peço algo como estou pedindo agora, realmente esperando que possas me ouvir e me responder, com esperança e com fé! Sei que tenho agido mecanicamente quando peço-te algo Senhor. Mas, me perdoe... Se puder reconsidere, pois, realmente estou em um momento de extrema aflição. Preciso de ti Senhor, pois não posso perdê-la. Se necessário for levar alguém, leve a mim. Pois, eu a amo demais!”
***
PLANO SUPERIOR
POV PETER
Nunca as coisas estiveram tão angustiantemente paradas aqui. Desde o dia do episódio da audiência a respeito do incidente com Laura. Tudo tem estado quieto. Miguel não tem mandado nos chamar.
Laura anda apreensiva e não sai de próximo ao Observatório Humano. Observando, analisando... Preocupada. E eu tenho evitado até mesmo falar muita coisa, temendo deixa-la pior. Estávamos quietos em um banco de ouro ornamentado se safiras do acampamento... Quando de repente, Seth, acompanhado de um Miguel, muito reflexivo se aproxima.
É bom lembrar que, desde nossa última audiência. Em que terminamos sem um ponto final, devido a interferência desastrosa de Seth, nós estamos sem um retorno do que aconteceria devido a atitude de Laura de dizer a Henry algo que estava por vir.
Assim que Seth e Miguel aproximam-se, Miguel diz:
– Saudações Peter e Laura. – respondemos com um aceno de cabeça, sincrônico. — Acompanhem-me ao observatório, por favor.
Miguel diz sem rodeios, como é de seu feitio. Eu e Laura, prontamente obedecemos em silêncio.
Miguel nos permite observar alguns acontecimentos antes de reportar-se a nós novamente. Assim que terminamos de observar o que ele queria, ele nos diz:
– Bem, Após nosso último encontro, havia sido decidido realmente que pelo menos você Laura, deixaria a missão. Porém, acabo de receber ordens “Expressas”, para reconsiderar, pois o que acabaram de ver, muda tudo!
Laura respira profundamente, visivelmente aliviada! E eu, ao observar tudo atentamente, percebo muito sutilmente Miguel e Seth, principalmente Seth, pois tem mais dificuldade de disfarçar suas reações, sorrirem de canto muito discretamente. Então, Miguel prossegue...
– Veja bem, faz muitos anos, mais especificamente, desde que você o deixou Laura, que ele não fazia algo tão sincero assim, em relação a reportar-se ao Criador como socorro. A esperança dele em uma real solução pacífica, em relação ao Criador, infelizmente, ficou estremecida com sua partida. Então, ele preferia não pedir mais, ou quando pedia o fazia mecanicamente ou por obrigação, mas, sem fé. Continuava sendo bom, fazendo o bem e acreditando no mesmo. Porém, a fé verdadeira, e a confiança, estavam estremecidas demais. No entanto, com esta atitude de hoje tudo muda. Prestem atenção agora, você Laura e Peter, pois tudo o que direi é muito sério! A prova final, ela virá, ainda sim virá. Porém, algumas coisas foram modificadas. E algumas interferem diretamente em vocês. Uma delas é que, agora, poderão sim, estar presentes nos momentos decisivos, porém, no momento crucial, quem estava escalada para ir seria você Laura. Porém, com seu último ato, ficou claro para nós, que apesar de toda sua paciência e tolerância, você terá mais dificuldade em fazer escolhas assertivas diante de um possível momento de pressão ou crise. Ao passo que você Peter, apesar da impulsividade, seus instintos até agora, tem provado que acabam te encaminhando para escolhas mais assertivas nos momentos de crise e pressão.
Miguel respira fundo e prossegue...
– Portanto, será você que terá a oportunidade no momento decisivo. Porém, agora mais do que nunca, você precisará ter muito cuidado com suas escolhas e decisões. Pois, de posse das informações que recebi hoje. Dependendo do que for feito ali, você sela ou não, algo definitivo em relação a esta missão que está relacionado, não só a Henry e Valerie, e sim sua geração vindoura, seus filhos, portanto seja muito cauteloso.
Aquilo me surpreende e a Laura também... Então eu pergunto.
– Laura também, está envolvida?
Miguel a olha com profundidade. E pela minha visão periférica, eu vejo que Seth também.
– Sim está. E se tudo ocorrer bem, vocês dois não se livrarão tão cedo um do outro. Espero que consigam realmente, pois, eu acredito em vocês.
É possível ver muita sinceridade nas palavras de Miguel. Eu e Laura trocamos um sorriso e sorrimos juntos para Seth e Miguel que nos correspondem...
E antes que Miguel saia, eu peço-lhe...
– Miguel, eu sei que não pedi audiência, mas, se me permitisse, gostaria muito de fazer um pedido. – Ele me olha atentamente e de forma insondável. – Eu quero permissão para fazer uma incursão por sonho. Quero... Vê-la. – Percebo que Seth e Laura me olham assustados e apreensivos. Porém, Miguel não... Ele não demonstra surpresa, ao contrário, no olhar que me dirige tenho a exata certeza que sabia que eu o pediria. Assim, ele simplesmente diz...
– Tem minha permissão para ir... Até agora inclusive... Se, caso você quiser. – Ele diz simplesmente.
– Obrigado! – Eu respondo seriamente e viro-me saindo antes que Laura faça-me alguma pergunta. Na verdade não consigo nem levantar a cabeça para olhar em seus olhos... Assim, sigo em silêncio em direção ao portal Leste pronto para ver depois de tanto tempo, Valerie...
Notas finais
E QUANTAS MUDANÇAS NO PLANO SUPERIOR HUM...
E aí Pessoas o que Acharam???
Mereço Reviews e Recomendações???
Comentem e Recomendem. E se o fizerem até QUINTA no Capítulo 42!!!
Mil Beijos!!!
MBGE
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