A Gárgula

2 Capítulo 2


Notas iniciais
Gente não sei como vai ficar então perdoem se o capítulo deixar a desejar,hein?
não desistam de mim XD

2013, final do verão...

Isabel fez hora extra...precisava do dinheiro. Saiu do trabalho exageradamente tarde mas em sua cabeça o esforço havia valido a pena. E que grandioso esforço, não era um emprego era tortura, era razoavelmente nova no emprego e já o detestava como se tivesse trabalhado por anos, o chefe, um homem de proporções idênticas a de uma baleia, possuía um hálito refrescante de final de feira, humor tipicamente doce assim como limão...a jovem passava adoráveis tardes com ele, aproveitando o melhor do sistema escravocrata nas melhores acomodações que se poderia imaginar, o prédio da Ropkins era esculpido no mofo, respirar era um ato digno de mutantes, o ar era composto basicamente de bolor...Isabel sempre pensava que mais dia menos dia ira precisar comprar um máscara de oxigênio, francamente, só trabalhava ali porquê estava realmente necessitada, se bem que ao chegar no seu apartamento a coisa não iria melhorar em nada...o quarto 320 que ocupava era uma réplica do seu cubículo da Ropkins, e seu gato Adamastor era uma versão mais limpa do seu patrão, o gato persa era rabugento e mal educado mas pelo menos não tinha fungos crescendo descontroladamente pelo corpo.

O táxi não chegou em 30 minutos o que provavelmente significava que não iria mais vir e se viesse não a encontraria mais ali, a moça preferia ir a pé do que continuar perto da Ropkins. O mundo estava ficando pequeno demais para dividir com seu chefe Rúdolf, quanto mais espaço entre os dois melhor.

Isabel caminhou em linha reta pela avenida escura e lamacenta por uns bons 15 minutos e virou na segunda entrada á esquerda. Odiou cada segundo em que caminhou pela ruela que levava até o prédio em que morava e se amaldiçoou mentalmente por ser pobre e não ter condições de morar em um lugar...vamos dizer assim...menos apodrecido.

Passou pelo vigia noturno, parecia uma assombração, o homem resmungou um boa noite que cheirava a charutos velhos por entre os dentes de caco de vidro; Isabel respondeu baixo e se dirigiu ao elevador, ah! o elevador! era sempre uma nova aventura quando se tratava de barulhos bizarros, Isabel orou para chegar viva ao seu apartamento e chegou...destrancou a porta, era tão velha e frágil que parecia quase quebrar toda vez que se destrancava ou trancava, para piorar rangia ao abrir. Ascendeu as luzes e fez aquilo que geralmente fazia...alimentou seu gato obeso (estava criando um monstro, literalmente.), tomou um banho frio pois o aquecedor da água havia quebrado por algum motivo e ela estava sem dinheiro para consertar já que seu salário era uma miséria, tomou chá e se deitou, estava realmente exausta. Ficou acordada por mais alguns minutos, pensando na vida, imaginando coisas e de vez em quando tentando achar uma explicação racional para viver. Cochilou por apenas um hora inteira e acordou com o ruflar de asas. Piscou os olhos atordoada, respirou fundo e engasgou, se deu conta de que a umidade do quarto a estava sufocando aos poucos, abriu a janela pensando que talvez fosse melhor morrer asfixiada do que ir amanhã para mais um dia maravilhoso perto de Rúdolf. Estava quase pegando no sono quando percebe que há uma gárgula horrorosa na construção vizinha que parece encará-la de volta. Tem o ímpeto de fechar as janelas mas desiste e então se vira para o outro lado da cama, o cansaço bateu e ela já estava quase desmaiando, antes de cair em sono profundo ela vê a sombra de uma gárgula crescendo na parede oposta a ela, na parede que recebe a luz da rua. Pisca os olhos tentando clarear a visão mas não obtém sucesso, está tão anestesiada de sono que nem o medo faz o cansaço se dissipar e ela acaba adormecendo.

Notas finais
Gente não ficou grande e nem muito bom, mas espero que gostem... ^^