A Filha do Dono
8 O encontro
Notas iniciais
– DC, estamos no carro faz um tempão, aonde estamos indo? — Perguntou Mônica nervosa.
– Você vai ver, vou te levar pra um lugar bem legal, você vai gostar — Respondeu DC sem tirar os olhos da estrada.
– Mas já estamos indo a um tempão, já chegamos?
– Chegamos!!
Mônica e DC saíram do carro e deram de cara com uma casa noturna.
Mônica não sabia o que era aquilo então achava que era um restaurante qualquer.
– Que lugar é esse? — Perguntou olhando pra o lugar boquiaberta.
– É uma boate.
– Boate? Como é isso?
– Vamos entrar pra você ver.
Eles entraram e estava tocando o maior pancadão, bem alto, daqueles bem sujos, cheio de palavrões e palavras de baixo calão, mas como Mônica não sabia o significado daquilo tudo, pensava que se tratava de uma música normal.
Na festa as pessoas só usavam shorts e camisetas que pareciam mais sutiãs de tão curtas.
– E-eu acho que minha roupa não é apropriada pra esse lugar — Disse olhando em volta.
– Relaxa,a é sua primeira vez, nas próximas você vem com aquelas roupas.
– Próxima vez? Então vamos vir mais vezes?
– Claro. Anda, vamos dançar.
DC e Mônica foram para o meio da pista de dança e DC começou a dançar a música DOM DOM DOM do MC Pedrinho.
Mônica não sabia como dançar, então olhou em volta e viu que as meninas ficavam se esfregando nos meninos então imitou o gesto surpreendendo DC.
DC que não é bobo nem nada, começou a passar a mão na bunda de Mônica.
Mônica se lembrou que quando Magali a abraçou, passou a mão na bunda dela, talvez ele quisesse um abraço.
Mônica então parou de rebolar e o abraçou, DC não estava entendendo nada, mas a abraçou também.
Quando ele desfez o abraço DC sugeriu:
– Vamos tomar alguma coisa?
– Vamos.
Os dois foram até o bar e DC pediu:
– Duas cervejas por favor.
"Cerveja?" Pensou Mônica. Aquela bebida ela não conhecia.
Quando a bebida chegou era amarela, ela ficou observando aquilo com cara de nojo: Aquela coisa parecia urina.
– Bebe vai — Disse DC — Tá uma delícia.
Mônica fechou os olhos e bebeu num só gole.
Ela acabou gostando e pediu pro DC pedir mais, DC deu um sorriso maldoso e chamou a garçonete.
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Magali estava sentada em sua cama, chorando abraçada com uma de suas almofadas.
Ela estava muito magoada pelo fato de sua melhor amiga ter trocado ela pelo DC.
Ela pegou o celular em cima da mesinha e mandou uma mensagem ao seu amigo de todas as horas: Cascão.
Magali: Cascão você tá ocupado?
Ela colocou o celular na mesinha novamente a afundou a cabeça entre os joelhos, mas uma vibração vindo de seu celular a chamou atenção e ela pegou o aparelho.
Cascão: Tô não, pq?
Magali: Vem dormir aki em casa, pfv?
Cascão: 👍 vc tá beim?
Magali: Ñ, vem logo pra cá, pfv
Cascão: De boa, tô indo
Magali se levantou e foi sentar no sofá da sala que era mais perto da porta, assim ela poderia ver quando Cascão chegasse.
Não demorou muito e ela ouviu algumas batidas na porta, foi correndo em direção a ela, abriu, e abraçou seu amigo sujinho que estava do outro lado.
– Magali? O que foi? — Perguntou ele afagando seus cabelos.
– E-eu marquei uma festa com a M-m-mônica e ela não veio pra sair com o DC — Ela respondeu entre lágrimas e soluços.
– Com o DC? Como assim?
– Isso mesmo.
Magali desfez o abraço e convidou Cascão pra entrar.
Eles subiram para o quarto dela.
– Cascão tá acontecendo de novo.
– O quê?
– O lance da Denise.
– Você tá mesmo gostando da Mônica?
– Sim, hoje de manhã ela tirou a roupa na minha frente e eu não me aguentei e fui pro banheiro me masturbar.
– Nossa.
– Me dá um abraço.
Cascão deu um sorriso torto e abraçou a amiga.
Ela se sentiu mais relaxada por poder estar ali com seu melhor amigo.
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Mônica havia bebido demais e estava passando dos limites.
Ela estava rebolando como uma doida na frente de DC, e estava bem animada.
– Hahaha DC vamos embora?
– Por quê gostosa? Tá na melhor parte.
– Eu combinei de me encontrar com a Magali e não quero me atrasar.
– Então aquela lésbica tá querendo te peg...
Ele foi interrompido por um beijo.
– Vamos, por favor?
DC e Mônica saíram da boate e foram em direção ao carro.
Eles entraram e caíram na estrada, conversando sobre diversos assuntos, mas ele também estava um pouco bêbado então o carro subiu na calçada e bateu.
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– Vamos arrumar nossas coisas pra dormir — Disse Magali jogando um edredom em cima da cama.
– Arruma aí, tô cansadão — Disse Cascão sendo atingido pelo edredom — Ai.
– Ah, vamos deitar nós dois na minha cama e se cobrimos com esse edredom, eu também tô morta de cansaço.
Eles se deitaram e viraram um para o outro.
– Cascão..Obrigada por ter vindo aqui ficar comigo.
– Ah de nada né? Amigo é pra essas coisas...
Eles foram se abraçar mas Magali foi indo reto pensando que Cascão iria virar o rosto, e Cascão foi reto pensando que Magali iria virar o rosto então eles se beijaram.
O beijo foi rápido, só um selinho, então eles se separaram rapidamente.
– A-ai meu Deus Cascão m-me desculpa — Disse Magali corada.
– N-não foi nada — Disse Cascão também bastante vermelho.
Eles se viraram pra lados opostos e ficaram um pouco encarando a parede pensando no que tinha acontecido antes.
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– DC, olha o que você fez, machucou meu rosto — Disse Mônica chorando e apontando pra um grande corte que havia em seu rosto.
– Calma, calma, vamos resolver isso — Disse DC andando de um lado pro outro.
Com o impacto que o carro deu no poste, Mônica cortou o rosto no vidro da janela, mas DC não teve nenhum ferimento.
– Eu quero a Magali — Disse Mônica chorando mais ainda.
– Calma Mônica eu tô vendo como é que tá o carro.
– Mas eu quero ela...
– Mônica que porra, dá pra esperar?
– Meu machucado tá doendo, eu quero ir embora.
– MÔNICA QUE SACO NÃO TEM CARRO PRA GENTE IR EMBORA, SENTA NAQUELE BANCO ALI E ESPERA UM TÁXI SE TÁ TÃO INCOMODADA.
Mônica só chorou mais ainda, DC cansado daquilo pegou seu braço e a arrastou até um ponto de táxi próximo dali.
Mônica sentou no banco chorando e DC nem ligou, estava mais preocupado com o carro.
Mônica fundou a cabeça entre os joelhos, mas uma luz vermelha a chamou atenção.
Um carro branco tinha parado ali na frente e dele tinha saído um rapaz de aparência bem mais velha que a sua.
– Oi mocinha o que houve? — Perguntou docemente.
– Eu quero a Magali — Mônica respondeu encostando a cabeça no ombro do senhor.
– E esse corte no seu rosto?
– Foi o DC, ele me machucou.
– Você quer que eu cuide desse machucado pra você?
– A Magali cuida.
– Essa hora ela já deve estar dormindo. Vamos fazer assim, eu vou com você na casa da Magali, e se ela não estiver acordada você vai pra minha casa e eu te ajudo ok?
– O senhor é um táxi?
– Sou, venha.
– Não, antes eu preciso te beijar e te dar uns amassos.
– O quê?
– É que o DC me disse pra pear um táxi;
O senhor deu risada e explicou o sentido de pegar um táxi pra Mônica.
Depois disso ele a levou pra dentro do carro e foi no endereço que ela disse.
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Ela desceu do carro e bateu na porta da casa da Magali.
Sem resposta.
Ela bateu mais algumas vezes e nada: Magali já havia adormecido.
Mônica encostou a cabeça na porta e foi descendo devagar até cair no chão, onde desabou em lágrimas.
– Calma mocinha, vamos pra minha casa — Disse o taxista.
Mônica não tinha outra opção então foi até a casa do senhor.
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– Amor, essa menina está machucada me dá uma ajuda aqui? — Ele disse entrando em casa.
– O que houve? — Perguntou sua esposa preocupada.
O taxista explicou toda a história pra sua esposa que era médica, ela então fez questão de ajudar Mônica.
Aquele corte estava sério, ele precisava de pontos.
A esposa no taxista então com todo o cuidado, cuidou do machucado de Mônica, fez os pontos e até deixou que ela levasse alguns remédios pra passar por cima se doesse muito.
A menina agradeceu o o taxista foi com ela até o carro.
Ela passou o endereço de sua casa pro taxista e ele a levou pra lá.
– Tchau mocinha, comporte-se viu? — Ele disse dando risada antes de ir embora.
– Pode deixar — Ela sorriu e entrou em casa.
O seu pai continuava sentado examinando alguns papéis, ela era a princesinha do papai então podia fazer o que ela quisesse, apesar do pai dela ter dito pra ela voltar cedo, e ela ter voltado só de madrugada, ele não brigaria com ela e nem a deixaria de castigo, pois ela era a garota perfeitinha dele e ele sempre deixava ela fazer o que ela quisesse.
Ela subiu as escadas de seu quarto e se jogou na cama, com roupa de sair e tudo.
Continua..
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