A Filha do Dono
7 Novos sentimentos
Notas iniciais
– E aí chefe? Desistiu do Cebola? — Perguntou Miguel irônico.
– Desistir? Eu nunca desisto de nada seu idiota, eu anda vou achar aquele desgraçado — Disse Felipe vendo alguns papéis.
– Faz tempo que você não fala dele.
– Por quê eu estou ocupado, vendo tudo sobre ele pra saber onde ele foi.
– E o que descobriu?
– Que ele tem um caso com a Lina.
– A LINA? AQUELA PUTA DE UMA GOSTOSA?
– Ela mesmo, a gente pode forçar ela a nos falar pra onde ele foi, e se ela não quiser a gente se diverte com ela, se é que me entende.
– É, perdemos a filha do dono das industrias de petróleo mas ganhamos a mulher dele.
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A, lar doce lar — Disse Mônica entrando em casa — Oi pai.
– Oi filha tudo bem? — Disse Cebolácio sem nem olhar pra ela, pois estava muito ocupado com uns papéis — Deixaram uma encomenda pra você, está na porta do seu quarto.
– Obrigada pai.
Quando Mônica foi subir as escadas seu pai viu a roupa que ela estava usando.
– Que roupa é essa filha? — Perguntou olhando para as pernas expostas da filha.
– Eu comprei com meus amigos ontem esqueceu? É um visual muito mais Novaiorquino — Ela respondeu dando uma risadinha tímida.
– Está bonita.
– Ownt, obrigada pai você é um fofo.
Ela continuo subindo as escadas que iam até o seu quarto, e quando chegou lá, viu um enorme buquê de flores em frente a porta.
Ela se ajoelhou ao lado dele e viu que sobre ele havia um bilhete.
Ela o abriu e começou a ler.
Mônica,
Essas flores foram um presente pra você, eu quero que saiba que só por causa das coisas que eu fiz no passado com os seus amigos, não significa que eu continue sendo um completo canalha.
Quero que me encontre na minha casa hoje, a hora que você quiser, fica na Lemonade street número 173.
Saiba que eu mudei e pretendo te mostrar isso.
Deixe essa sua visita em segredo.
Beijos,
DC.
Mônica olhou para as flores e para o convite desconfiada, mas como não tinha nada pra fazer resolveu ir.
Entrou em seu quarto, guardou as flores e foi para o banheiro tomar um banho.
Ela tirou a roupa e jogou em um canto qualquer do banheiro, entrou na banheira ainda vazia e apoiou a cabeça na torneira.
Ficou pensando se era mesmo uma boa ideia confiar no DC depois de tudo que Cascão e Magali disseram dele.
Talvez eles estivessem enganados, talvez DC tivesse mudado.
Como não queria ficar com dor de cabeça pensando naquilo, abriu a torneira e sentiu a água morna tocar a sua pele.
Aquilo foi relaxante, ela foi se lavando com toda delicadeza pra não acabar com aquele momento que estava tão bom.
Depois de tomar um vigoroso banho, ela se enrolou em uma toalha rosa com bichinhos que estava pendurada no banheiro e foi para o seu closet procurar o que vestir.
Tinha muitas opções então estava bem difícil escolher, mas depois de muito tempo ela finalmente achou a roupa perfeita.
Mônica vestiu uma camiseta de manga comprida e bufante, salmão, com laços pretos nas pontas das mangas.
A saia era preta e ia até os joelhos.
O sapato era de uma cor parecida com a da blusa, era um salto bem alto com um pedaço aberto para os dedos.
Pra completar um colar de brilhantes, brincos também de brilhantes e uma bolsinha de mão preta.
Ela se olhou no espelho satisfeita com o que viu.
Antes de sair ela passou uma sombra rosinha claro, e um batom rosa também claro.
Quando viu que estava pronta desceu as escadas que iam pra sala, onde seu pai ainda estava resolvendo umas papeladas.
– Pai vou sair tá bom? — Ela disse abrindo a porta.
– Sozinha? — Gritou pra que ela ouvisse, pois já estava na rua.
– Não, lembra de quando você foi me buscar na escola no primeiro dia de aula?
– O que que tem?
– Não tinha um rapaz de olho bem escuro e cabelo arrepiado? Vou com ele.
– Tudo bem, não volte muito tarde.
Ela levou com sigo o bilhete dado pelo DC pra saber onde era a rua.
Depois de andar um pouco ela finalmente chegou na casa dele.
Um pouco nervosa, ela fechou os olhos e apertou a campainha.
Não demorou muito e um rapaz de olhos negros e cabelos em estilo meio que moicano atendeu a porta.
– Oi Mônica — Ele disse com um sorriso.
– Oi DC — Disse Mônica sorrindo também, mas seu sorriso era meio amarelo.
– Entre.
Ela entrou e se sentou em uma das poltronas que havia lá.
– Por quê me chamou até aqui? — Perguntou arrumando a saia.
– Porque eu quero que você acredite em mim — Disse em tom sério.
– Eu não disse que não acredito em você, só estou um pouco com dúvida sobre isso.
– Mas eu não quero que você tenha nenhuma dúvida, quero que tenha certeza.
– DC, porque se importa tanto em me fazer acreditar que você é inocente?
– Porque...Eu gosto de você.
Mônica corou e ficou olhando para DC com os olhos arrealados.
Ele estava chegando cada vez mais perto do rosto dela, seus lábios estavam quase se tocando e ninguém fazia nada pra impedir.
Seus rostos foram se aproximando cada vez mais, seus olhos se fecharam e seus lábios se tocaram.
Mônica sentiu uma explosão de coisas rondarem em sua cabeça, o que aquele idiota tinha feito? Ela deveria ter beijado outra pessoa pela primeira vez e não aquele cafajeste.
Mas Mônica estava gostando tanto daquele beijo que não fez nada, não o empurrou, brigou com ele ou sequer desfez o beijo, aquela sensação era boa demais pra ser desperdiçada.
O beijo começou mais suave e romântico, mas aos poucos foi ficando mais quente e selvagem.
Finalmente se separaram ofegantes em busca de ar.
Mônica não sabia direito o que significava "gostar", mas se DC gostava dela e deu aquele beijo nela, provavelmente ela gostava dele também.
– E-eu gosto de você também DC — Ela disse com um sorriso.
– Vamos sair comigo hoje á noite? — Perguntou num tom tentador.
– Que horas?
– Agora.
– Tudo bem.
DC pegou na mão dela e foi pra garagem.
Os dois entraram no carro e caíram na estrada.
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Já era 18:00 e nada da Mônica aparecer, ela tinha combinado de estar lá ás 16:00 e até agora não tinha aparecido.
Magali andava de um lado pro outro no seu quarto pensando se não teria acontecido nada com a Mônica, ou se ela havia esquecido mesmo.
Como não aguentava mais esperar, saiu de casa e foi pra casa de Môncia ver o que havia acontecido.
Quando chegou lá tocou a campainha mas ninguém atendeu. Tocou mais uma vez e dessa vez um homem de aparência mais velha suando só uma toalha atendeu a porta.
– Oi, desculpe é que eu eu estava no banho — Ele disse ajeitando a toalha na cintura.
– Hã.. Quer que eu voltei mais tarde? — Ela perguntou nervosa com o visual daquele rapaz.
– Não, pode falar.
– A Mônica está?
– A Mônica? Não, ela saiu já faz umas horas.
– Saiu? Mas tínhamos combinados de nos encontrar... Você sabe com quem ela foi?
– Não sei exatamente mas foi com um rapaz de olho escuro e cabelo arrepiado segundo ela.
– Do Contra... — Sussurrou Magali com a pior cara possível.
Continua...
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