Notas iniciais
Olá gnt! Bem? Bom... é o 20º capítulo!!!! Eeeeeeeeeehhhh!!!! Hm... Aproveitem!

Estava escuro, no céu só havia a lua, mas logo seria coberta por nuvens.

No meio das árvores, só se podia ouvir barulho e armas se chocando: Caça à Bandeira.

Em um local mais afastados das outras lutas, estavam lutando dois garotos: um de olhos negros e a outra de olhos roxos. Lutavam ferozmente, sem piedade, os olhos vidrados e sérios, atentos à tudo. Por ser noite, o de olhos negro tinha mais vantagem. Qualquer lâmina que passasse por sua pele, deixaria um corte, mas ele se curaria rapidamente. Sua disposição e agilidade refletisse nisso também. Mas ambos não mostravam que iriam desistir tão cedo.

Em um movimento bem calculado, o de olhos negros fez um corte na mão da de olhos roxos. A garota soltou a arma automaticamente e desviou os olhos por um segundo,apenas para ver o sangue escorrendo por sua mão e encontrando o solo, depois voltou a encorar o garoto.

Em seus lábios brotou um pequeno sorriso de canto. Apontou sua espada para a garganta da semideusa e pressionou levemente a ponta da lâmina ali, sem cortar. Por um momento, o corpo da garota ficou tenso e rígido, pensando que havia perdido, mas uma ideia lhe veio à cabeça e um sorriso brotou também em seus lábios, mas esse era sarcástico. Isso confundiu um pouco o garoto, mas ele balançou a cabeça, querendo apenas se concentrar no fato de te-lá derrotado.

Em milésimos de segundos, uma espécie de "nevem de escuridão" engoliu a garota. O garoto, não ficará surpreso, já esperava algo assim. Logo atrás dele, a garota foi cuspida pela mesma "nuvem de escuridão". Ela bateu fortemente na mão dele que empunhava a espada.

A arma foi impulsada para cima. A garota se pôs à frente do garoto segundos antes da arma fincar o solo. Ele foi rápido, rolou para o lado e pegou a arma que fora esquecida no chão.

Quando empunhou a arma fincada a sua frente, a de olhos roxos se virou, pronta para derrota-lo. Mas ele já empunhara a outra espada. Os dois trocaram olhares furiosos, antes de atacarem novamente. Suas armas se chocavam a cada segundo. Desferiam golpes violentos, um contra o outro.

Em um momento, a garota conseguiu acertar um soco certeiro no estômago do garoto. Um gemido abafado saiu de sua boca. Depois ela deu-lhe uma rasteira, fazendo-o cair no chão e a espada ao seu lado. Ele, decidido, esticava seu braço para recuperar a arma, mas a garota pisou em sua mão impedindo-o.

Ela chutou a arma para longe e apoiou o joelho no peito do oponente caído. Pressionou a ponta da espada na garganta dele. O garoto, rapidamente e perigosamente, bateu a mão na espada, fazendo-a voar para longe da garota. Mas sem desistir, ela segurou seus braços com as mãos, sujando as dele de sangue. Pararam por um momento, apenas para se recuperarem.

– Acho... — murmurou Mel, ofegante mas sorrindo em deboche – Acho que ganhei...

Em resposta, Isaac chutou a canela da garota. Suas pernas fraquejaram, dando-lhe a chance de fazê-la rolar para o lado e colocando-se em cima dela. Segurou suas mãos e as pressionou contra a grama.

– Não contaria com isso — respondeu ele, com um sorriso de canto

Gritos podia-se ouvir a distância. Alguém havia pegado a bandeira do oponente. A Caça à Bandeira havia acabado.

–-----------------------------------------------------------------------------------

– O que aconteceu com eles? — perguntou Mika

– Será que dormiram juntos? — perguntou Alice rindo

– Acho que não — disse Katy — Eles mal conversam. Na verdade eles não conversam com quase ninguém

– Acho melhor acorda-los antes que "alguém" veja — murmurou Lucas, vendo Lis se remexer no saco de dormir, sinalizando que estava acordando

– E se eles estiverem em algum daqueles ataques? — perguntou Katy — Não vamos conseguir acorda-los, já tentamos uma vez. O jeito é esperar.

Ao ser dito isso, Lis se arrastou até o círculo, coçando os olhos e bostejando.

– O que vocês estão vendo? — ela perguntou entrando no círculo, mas se calou ao ver a cena. Ela empalideceu

– Devem estar em transe — disse Katy como um impulso

Todos continuaram encarando os dois deitados no chão, até que Mel se remexeu e abriu lentamente os olhos, acompanhada de Isaac. Pareciam não lembrar de nada, e como um raio, tudo voltou em suas cabeças. A garota, assustada e envergonhada, rolou para o lado e se levantou rapidamente.

Antes que pudessem dizer qualquer coisa, Ally entrou rapidamente no celeiro e ao ver todos acordados, se espantou

– Ótimo! Todos acordados! — ela exclamou — Arrumem suas coisas, venham aqui fora comer algo que logo partimos. Certo, Mel? — todos se viraram para a garota que apenas assentiu — Então... Se mexam!

Aos poucos, todos farão arrumar suas mochilas e saíram do celeiro. Assim foi, um à um, até que sobrou apenas Mel, Isaac e Lis. A filha de Deméter ainda estava pálida e pasma. A filha de Érebo andou até sua mochila, jogou-a nas costas e caminhou em direção à porta. Mas antes de sair, ela virou se

– Conte à ela o que vemos — ela murmurou para eles — Conte a verdade — e assim, saiu

Fora do celeiro, todos comiam à sombra de uma enorme árvore que não dava frutos. Espalhados, os adolescentes comiam frutas e tomavam água. Mel pegou uma minúscula romã, partiu-a em duas com uma faca e começou a comer os caroçinhos da fruta.

– Mel...? — disse Ally, chamando-a — Posso falar com você?

Ela acenou com a cabeça e se sentou ao lado da lacaia, um pouco afastadas dos outros

– Você e Isaac estão... — Mel olhou para ela assustada e com os olhos arregalados — Não?! Está bem então. Só queria te suplicar uma coisa: se você gosta do seu amigo ou seja lá o que ele seja seu, esteja preparada para TUDO! Digamos que na luta dele "algumas" regras serão quebradas — a garota olhou a lacaia confusa, e a outra suspirou, jogando os cabelos para trás — Olha, não posso falar muito. Mas sei que seu pai disse algo como: "Diz a profecia que alguém morre", e ele não quer que seja você. Então ele prefere matar outra pessoa. Como ele não "gosta" muito do Isaac, ele resolveu que ele seria essa "pessoa"

– Mas... Por que meu pai não "gosta" de Isaac? E por que você se assustou ao ouvir o nome dele? — a filha de Érebo abriu sua boca pela primeira vez naquela conversa

– Mel... Me desculpe, mas eu não posso falar nada — disse Ally, olhando-a com dó — Eu queria poder lhe contar tudo, mas você descobrirá tudo na hora certa.

– Que será...

– Quando conseguirmos a arma de Isaac, vamos precisar ficar em algum lugar para fazer o que foi combinado e exigido por você. Leve-nos para a SUA cidade natal. Depois, vá apenas com Isaac ao local onde seus pais se conheceram. Lá vocês encontraram uma senhora e apenas diga a ela seus nomes completos e os nomes de seus pais, mortal e olimpiano. Ela cuidará de todo o resto. — Mel olhou confusa para ela — Apenas faça isso, eu respondo perguntas depois — a garota assentiu — Agora, eu vou falar com Jason. Não conte a ninguém o que eu te falei — ela assentiu novamente, a lacaia se levantou a foi a procura de Jason.

– Oi! — disse Katy se sentando ao seu lado e Alice se sentou do outro. Nesse mesmo momento, a porta do celeiro abriu-se e de lá saiu Isaac e Lis — Queríamos fazer algumas perguntas... — Katy sorriu diabolicamente em quanto Mel olhava o horizonte

– Não comecem... Por favor — murmurou Mel

Mas não adiantou, as duas despejaram perguntas sobre ela, Isaac e Lis. A garota não ouvia nenhuma, ficava vendo Lucas e Mika jogando uma bola qualquer um para o outro, Ally e Jason conversando em outro canto, Isaac e Lis perto da cesta de frutas. E também comia distraidamente os caroçinhos da sua minúscula romã.

– Mel?! — Alice estalou os dedos na frente dos olhos da garota — Você ouviu alguma coisa que nós falamos?

– Ahn... Não — disse ela colocando mais um caroço na boca. As outras duas bufaram e a encararam

– Você não tem jeito mesmo... — murmurou Katy

– Acho que já podemos ir — disse a filha de Érebo, se levantando e mudando de assunto — Vamos

–-----------------------------------------------------------------------------------

Depois de um tempo, todos já estavam prontos para ir. Se reuniram num círculo. Mel entregou Metaforá para Isaac e todos colocaram as mãos na bola. Em poucos segundos estavam em um cemitério. A pouca grama que tinha ali estava morta e as lápides totalmente sujas, e algumas estavam quebradas ou descascando. Isaac entregou Metaforá à Mel que a guardou

– Onde estamos? — perguntou Alice

– Pensilvânia... Eu acho — disse Mel — É Pensilvânia, certo?

– Aham — disse Isaac

– Espera... Como você sabe que é Pensilvânia? — perguntou Lucas

– Tenho a impressão que já estive aqui antes — disse, simplesmente — Mas por que o cemitério?

– Sei lá... — disse Isaac

– Que ótimo! Chegaram cedo! — disse uma voz rouca atrás deles

O dono da voz era alto, sem cabelos, sua pele era transparente, um de seus olhos era opaco e sem vida, o outro era totalmente branco, uma cicatriz que ia de sua sobrancelha grossa à maçã do rosto, passando pelo olho branco. Usava uma armadura de Ferro Estígio e empunhava uma espada de ossos.

Ao seu lado estava outro homem, mais alto e musculoso que o primeiro. Cabelos grisalhos, pele transparente, olhos opacos e sem vida. Usava uma armadura de Ferro Estígio e segurava uma lança de ossos.

– Adam?! Will?! Mas, por que diabos vocês DOIS estão aqui?! — Mel perguntou

– O senhor Érebo nos mandou, apenas seguimos ordens, senhorita — disse o com a cicatriz no olho, Adam, ríspido

– Mas, mas... Isso vai ser injusto! — disse Mel

– Não fazemos justiça — agora fora o outro, Will, que falou secamente

– O que meu pai tinha na cabeça? — disse

– Quer mesmo que eu responda? — sussurrou Ally em seu ouvido, num tom sarcástico. Mel respondeu com um rápido movimento com a mão, indicando para que ela ficasse quieta por estar piorando as coisas

– Eu não quero saber! — disse Mel — Nenhum deles vai lutar com dois de vocês e... — a garota foi interrompida por Isaac

– Por mim tanto faz — disse Isaac

– Viu... O garoto não se importa! — disse Adam — Deixe ele provar seu potencial — Mel o ignorou e se virou para os Escolhidos

– Quem quer lutar com ele? — disse Mel

– Espera aê, "princesinha" — disse Will — É apenas um, e se esse estiver com dificuldade, só aí, outro poderá entrar na luta

– Meu pai quebrou a regra de "apenas UM lacaio", por que eu não posso quebrar essa também? — disse ela, e sem esperar resposta, perguntou novamente — Quem quer lutar com ele?

– Eu — disse Lis, levantando a mão

– Está bem, então, você lutara Lis — disse Mel

Todos assentiram

–-----------------------------------------------------------------------------------

Fazia muito tempo que estavam lutando.

Isaac enfrentava Adam. O lacaio era violento e atacava o semideus sem dó. O filho de Nyx desviava-se rapidamente e dava golpes certeiros, mas seus danos, mesmo bem altos, não derrubavam o lacaio com facilidade. O garoto estava cheio de cortes e marcas, rosto sujo assim como as roupas. Mas não desistia

Lis enfrentava Will. O grandalhão era atrapalhado e seus ataques eram mais lentos, dando vantagem à Lis que se movia rapidamente e com destreza, mas ao acertar um golpe o dano era muito alto. A garota dava golpes fortes, abusava-se de seu poder. Apesar de sua força de vontade ser sobre-humana, estava exausta e prestes a cair de cansaço.

Os outros sete, assistiam esperançosos e nervosos.

– Mel — sussurrou Ally — eles não vão aguentar

– Eu sei — disse ela — Isaac pode sair vivo, mas Lis está muito fraca. Ela fez muito esforço ontem e está dando o máximo de si hoje. Vamos perdê-la, a não ser que...

– Não! — Ally se segurou para não gritar — Está louca?! Não pode fazer isso!

– Poder eu posso, Ally, mas como qualquer ação, terá uma consequência

– Uma consequência que pode valer sua vida!

– Eu vim para isso, ser vir até a morte, se for preciso

– Melany Helden! — repreendeu Ally — Se você morrer...

Mas Mel não pode ouvir o resto da ameaça. Um estrondo tomou conta do local e só se podia ver Isaac encostado numa lápide, onde fora jogado, e seu oponente estava a metros de distância

– Idiota! — gritou Adam em meio as gargalhadas — Isso foi até divertido, mas agora é seu fim! — ele ergueu sua espada em direção ao peito de Isaac, quando chegou mais perto

A espada descia com uma velocidade impressionante. Mas em segundos, ela caiu ao lado do garoto, os dois lacaios agora eram apenas dois montes de pó, e em um monte estava a pérola e no outro o anel. Em um momento de tensão, todos olharam para o lado e viram Mel se contorcendo no chão.

A garota se segurava para não gritar. Estava sendo queimada por dentro. Choques mortais de vários volts cercava-a. Seus cabelos estavam praticamente queimando e sua pele agora parecia não ter mesmo vida. Suas roupas se queimavam e rasgavam. Estavam atordoados

– Mas... O que..? — murmurou Katy, dando um passo para se aproximar, mas foi barrada pelo braço de Ally

– Ninguém se aproxima! — gritou Ally, mas podia-se ver que ela sofria também.

Lucas correu para ajudar Isaac e Lis com seus primeiros socorros

– O que é isso? — murmurou uma das garotas

– O seu castigo... — disse Ally, engolindo seco

– Castigo...?

– É — disse Mika — Ela nos disse que não podia interferir... Esse era o seu castigo por interferir, certo? — Jason apenas afirmou, encarando o corpo da garota se contorcendo

De seus lábios saiu um único grito de desespero e seu corpo desabou no chão. As pálpebras cobriam as órbitas roxas.

Nesse momento, todos se viraram para Isaac e Lis, os dois já haviam recebidos cuidados e estavam melhores

– Vamos indo — disse Ally — Jason, leve ela — ele assentiu e pegou Mel no colo, assim que fez isso se virou para os Escolhidos

– Sinto muito por terem visto isso — disse ele sério — Apesar de sermos maiores e mais experientes, isso ainda nos assusta

Notas finais
Então... O que acharam? Qual das lutas vcs acharam melhor, a da visão ou a com os lacoios? Vcs achm q eu matei a Mel d vez? (pensando por um lado, é bem possível... com os lacaios eles n precisarão tanto dela 3:) ) Se a Mel morresse, vcs ficariam tristes ou felizes? (conheço um q ficaria feliz '-') Se eu matassse td mundo, oq vcs achm disso? Qual fim vcs ach q vai ter essa fic? (eu ja sei q fim eu vou dar, mas qro saber oq se passa em cada uma de suas mentes) Bom... ach q é so isso, comente pf! Bju bju, obrigada por ler Até