A Filha Da Magia

12 Capitulo 12 - Trenton


Notas iniciais
Hey, pessoal!!! Desculpem, desculpem o atraso novamente :( eu estava num compromisso e não pude voltar a tempo. Não postei ontem também por causa que eu tive ooooooooooooooooooooooooutro compromisso também... maaaaaaas aqui está o capítulo 12 pra vocês. Boa leitura!

O hipocampo nos deixou em Nova Jersey, precisamente em Hudson River Waterfront Walkway (nome difícil da p....). Mas eu não podia me preocupar com o nome agora, eu precisava me preocupar com as pessoas. Eram muitas e o hipocampo pareceu não gostar disso.

Ele relinchou.

–Shh, calma. –Nico tentou acalmá-lo, o hipocampo não resistiu as carícias do filho de Hades. Quando o hipocampo se acalmou, Nico o agradeceu e o mandou ir embora. Acho que o Arco-Íris estava esperando cubos de açúcar, mas infelizmente, não foi dessa vez.

O hipocampo foi embora. Nico e eu estávamos quase enxutos, a velocidade em que o hipocampo nadava era impressionante.

–Sophie. –disse Nico. –Iremos gastar um dia caminhando para Trenton, certo? Então vamos andar logo.

Eu andei ao lado de Nico enquanto passávamos por pessoas... abri minha mochila.

–Nico. –eu chamei.

–O quê? –ele disse, parando de andar e virando para me olhar.

–Percy... ele... as mochilas agora estão a prova d’água, você estava certo. –eu disse, surpresa. Era verdade, nada que estava dentro da minha mochila estava molhado, absolutamente nada. Nico se aproximou da minha mochila para ver, ele pegou uma blusa minha, estava seca. Nico abriu sua mochila e olhou, pareceu que tudo estava seco mesmo.

Eu fechei minha mochila, assim como Nico, e continuamos a andar.

Passamos por mais pessoas, um iate gigantesco, e dobramos numa rua, ainda na beirada do lago. Andamos por H. R. W. Walkway que no momento, estava na sombra, o sol estava do outro lado. Andamos mais um pouco e dobramos a rua pelo 9/11 Memorial e seguimos pela Grand St. A rua estava vazia, com um estacionamento ao lado, um estacionamento enorme. Passamos por um prédio, foi quando o sol bateu no nosso rosto. Eba! Assim secaremos mais rápido.

–Desisto! –disse Nico, ele me puxou para a sombra da Hudson St – Eu desisto de andar.

Nico segurou minha mão e fomos engolidos pela sombra.

¨¨¨¨

Aterrissamos em Trenton.

–Pelo menos economizamos 18h e alguns minutos de caminhada. –disse Nico. –Você está bem?

–Um pouco pega pela surpresa, mas estou bem. –respondi. Olhei em volta, a primeira coisa que senti foi o frio, deveria estar fazendo uns 2° graus positivos.

Eu estremeci, o céu estava nublado. E minhas roupas estavam frias da água, não molhadas, mas apenas frias.

Eu abri minha mochila e peguei um agasalho preto...

–Espere. –disse Nico. Eu automaticamente guardei o meu agasalho preto e fiquei alerta, coloquei minha mão sobre o cabo da espada. –Não, não... eu disse espere para você esperar mesmo, não para ficar alerta.

Eu relaxei.

–Então porque você me disse para esperar? –perguntei.

–Ali, olhe. –Nico apontou para uma casa em frente à Trenton High School... uma rua depois, na verdade. Era uma casa de dois andares, amarela da cor de trigo, com o telhado em forma de um “/”. Havia janelas nos dois andares e uma garagem com um Volkswagen branco. Na porta da casa havia escrito...

–Pode ler o que está escrito na parede acima da porta, por favor? É que eu sou disléxico. –disse Nico.

–Claro... –eu disse, olhei a parede acima da porta, estava escrito L.A.T.D. – Está escrito L. A. T. D. O que isso significa?

Nico pensou.

–Loja de Agricultura da Tia Deméter. Mas é claro! –ele disse. Nico começou a andar em direção da casa que estava decorada com vigas...

–Tia Deméter? –eu perguntei para mim mesma, depois dei de ombros e segui Nico. A faixada da casa era um jardim com uma grama bem aparada, e um caminho de pedras que levada diretamente até a casa.

Nico tocou a campainha.

Ding don... ding don.

Uma mulher abriu a porta. Ela tinha cabelos castanhos claros, olhos da cor de mel, seu cabelo estava amarrado num laço branco e ela estava vestindo um macaquito jeans com uma blusa laranja por baixo. Ela estava com o rosto sujo de terra e estava com um regador de plantas de plástico cinza detalhado com flores.

–Deméter. –disse Nico, nem um pouco surpreso.

–Queridos! –disse Deméter, vindo nos abraçar; ela me abraçou e me deu um beijo na bochecha, depois ela foi até Nico e fez o mesmo. –Vocês vão mesmo deter Clítio? – Deméter nem esperou nossa resposta. –Ah, que ótimo. Entrem, entrem!

Entramos. A casa toda era pintada da cor do meu quarto, um amarelo claro.

–Já pensou em mudar um pouco a pintura da sua casa? –eu perguntei, com cuidado, afinal ela é uma deusa.

–Ah, querida. –disse Deméter– Eu gosto do amarelo, mas... é verdade. A pintura desta casa está meio... amarelo demais. Enfim, está muito frio, não está? Vão, subam as escadas e entrem em qualquer quarto, podem tomar banho a vontade. Eu vou fazer um lanchinho. Ah, e o chuveiro tem duas temperaturas, viu?

–Certo. –disse Nico.

Nós subimos a escada da casa da deusa e nos deparamos num corredor longo e cheio de portas, eu abri uma e Nico abriu outra. Era um quarto, pintado de amarelo claro e uma cama de casal, janelas fechadas, um guarda-roupa, criado-mudo, e uma portinha; o que eu imaginei ser o banheiro.

Entrei no quarto.

Coloquei minha mochila no chão, peguei minha toalha de banho e fui ao banheiro. Depois do banho, voltei e me troquei.

Coloquei uma calça jeans escura, uma blusa preta e um agasalho preto por cima. Desci as escadas com a mochila nas costas.

Deméter estava fazendo... cereal. Me aproximei, a deusa estava cantarolando Wake Me Up do Aviici feat. Aloe Blacc. Eu comecei a cantarolar com ela:

“So wake me up when it's all over

When I'm wiser and I'm older

All this time I was finding myself

And I didn't know I was lost…”

Foi aí que Nico chegou.

Ele estava com a mesma roupa de antes, mudando apenas a cor da camisa, que antes era preta, e agora ficou branca. Estava estampado na camisa um crânio preto de uma caveira.

Nico inicialmente olhou para mim. Eu imediatamente parei de cantar, um pouco envergonhada. Depois Nico olhou para Deméter:

–Cereal? –ele perguntou.

–Sim. –disse a deusa– Problema?

Nico levantou as mãos na altura dos ombros em sinal de rendição.

–Só perguntei.

Deméter nos entregou duas tigelas de cereal, eu provei um pouco do meu: era de milho, sem açúcar e o leite era integral. Até que estava bom.

Nico comeu seu cereal lentamente, e eu comi o meu lentamente também.

–Então... você sabe alguma coisa sobre a nossa viajem, certo? –perguntou Nico.

–Hã? –Deméter perguntou, ela parecia confusa.

–Já que na entrada você perguntou se nós íamos mesmo deter Clítio. –ele explicou.

–Ah, –disse Deméter, sorrindo– claro! Eu sei sobre algumas coisas... Zeus quer que eu as mantenha em segredo, mas eu simplesmente não posso... Zeus não está em seus dias bons. Ele ultimamente vem agindo estranho depois da sua descoberta, Sophie. Aliás, nenhum dos olimpianos sabia sobre sua existência desde que Hécate lhe reclamou.

–Mas... porque? –eu perguntei.

–Eu não sei. Depois que os olimpianos souberam sobre sua existência, surgiu essa nova profecia e então Zeus se rebelou: ele está querendo...

Deméter parou de falar.

–Está querendo o quê? –eu perguntei.

A deusa continuou olhando para baixo.

–O que Zeus está querendo? –pressionou Nico.

Deméter levantou os olhou e olhou diretamente para mim.

–Ele está querendo matar você.

¨¨¨¨

–Porque tudo tem que acontecer comigo? –eu perguntei, mais para mim mesma do que para eles.

–Eu peço a vocês que tomem muito cuidado... e vocês não estiveram aqui, certo?

Assentimos.

–Mas... porque Zeus quer me matar sabendo que eu e Nico somos a única salvação desse mundo? –eu perguntei.

–Zeus é um orgulhoso. –resmungou Deméter em alto e claro tom. –Ele sabe que precisamos dos heróis, mas nãao, ele mesmo prefere fazer tudo sozinho. Sabe a última batalha de vocês contra Gaia, Nico? Sabe por que Hera colocou vocês naquela situação de vida ou morte? Porque Zeus queria ir por outro caminho, um caminho mais perigoso. Um caminho que poderia colocar o destino da humanidade em risco, mais risco do que Hera colocou.

Um trovão ribombou nos céus.

–Vocês precisam ir rápido. –disse Deméter. –Zeus está farejando o cheiro de vocês, ele vai descobrir que vocês estavam aqui... vão, rápido!

Eu peguei minha mochila, calcei meus All Star rapidamente e saí da casa da deusa com Nico. O céu estava num cinza mais escuro que anteriormente... clarões rasgavam o céu aqui e ali, começamos a correr pela Hamilton Avenue.

Estava muito frio, mesmo com meu agasalho, eu ainda sentia o frio nas minhas veias. Corremos por um restaurante, cujo nome eu achei ser Pollo Campero, corremos tanto, que, quando eu olhei para trás, nem sequer podia ver a casa da deusa da agricultura. Não havia ninguém nas ruas, e eu estava preocupada; se Zeus estava nos seguindo... o plano dele...

Pô, sei lá. Só sei que eu estava correndo.

Depois de uns 10 minutos correndo, já que eu e Nico corremos rápido, acho que deveríamos estar com umas... 100 calorias a menos. Só acho.

E aí, quando eu achei que iria nevar, começou a chover.

–Corre, Sophie! –disse Nico. Eu corri mais.

Contei acho que uns cinco minutos, minhas pernas e meus pulmões não aguentavam mais. De jeito nenhum.

–Vamos, Sophie! Você consegue, só mais um pouco. –Nico me incentivou.

Quando passamos pela esquina de um terreno vazio, e uma grama verde bem aparada, eu não aguentei. Eu me sentei ali, estava muito cansada, meu coração batia acelerado, e eu estava encharcada da chuva. Relâmpagos clareavam o céu, e olhe lá que era de manhã! Nico parou de correr, ele se virou para mim, seu cabelo estava molhado e ele não parecia nem um pouco cansado. Nico passou a mão pelo cabelo e se aproximou de mim.

–Está cansada? –ele me perguntou, se ajoelhando.

Eu assenti.

–Sim, estou. –respondi, respirando muito rapidamente. –Você acha... acha que... se Zeus nos encontrar... ele vai nos matar? –perguntei, entre respirações pesadas.

Nico esperou um pouco.

–Acho que sim. Mas... os outros olimpianos não deixarão que ele o faça, principalmente meu pai, tenho certeza disso. –disse Nico, sorrindo de uma maneira confortável.

Eu fiquei sentada por mais alguns segundos.

Eu vi um clarão enorme se formando no céu... só tive alguns segundos para pensar:

–Nico! –eu gritei. Ao mesmo tempo esfreguei o relógio que Leo havia me dado, ele se transformou no Valdezcudo. Ergui-o, protegendo nós dois ao mesmo tempo, me encolhi com Nico, foi quando a rajada de raios atingiu o escudo muito fortemente.

Quando acabou, eu tirei o escudo devagar para olhar. Depois que chequei tudo e vi que não havia nenhuma ameaça – pelo menos não por enquanto –, eu disse “Magia” e o escudo virou um relógio de pulso.

Uma garoa caía agora. Nico estava olhando assustado para mim.

–Tudo bem, vamos, pode se levantar. –eu disse.

Eu me levantei, seguida por Nico. Eu me virei e olhei para o chão, verificando o estrago. Pareceu que todos os raios haviam caído exatamente no escudo, nenhum caiu fora, ou seja, era uma artimanha de Zeus para nos matar.

–Zeus tentará outra vez, é melhor sairmos daqui. –disse Nico. –Aguenta correr mais alguns quilômetros?

–Eu faço tudo para não morrer agora. –respondi.

–Então vamos. –falou Nico.

Corremos por um estacionamento completamente vazio, até que a Hamilton Avenue acabou e seguimos pela S Broadway St. Isso nos fez seguir um pouco pela lateral do estacionamento vazio, que estava com outro terreno vazio, um terreno maior. Quando chegamos na metade, tivemos que dobrar pela Ferry St.

Eu já estava caindo no chão de tão cansada que minhas pernas estavam, mas Nico segurou minha mão e sussurrou:

–Você consegue.

Sei lá como isso aconteceu, mas através destas palavras ele me enviou uma corrente de adrenalina, o que me deu mais força e mais vontade de correr.

A Ferry St tinha muitas árvores, o que me impressionou bastante era que não havia ninguém nas ruas, apesar de estar caindo apenas uma garoa.

–Porque não tem ninguém nas ruas? –perguntei.

–Porque não é apenas uma garoa que vai cair agora. –disse Nico, e ao mesmo tempo, gotas mais fortes de água começaram a cair do céu. E em pouco tempo, se transformou numa tempestade.

Continuamos correndo, desta vez, eu não me sentia nem um pouco cansada. Dobramos pela Bridge St e atravessamos uma linha de trem. Atravessamos a Trenton Fwy, os carros estavam correndo em alta velocidade, o que aumentava os riscos de um acidente. Atravessamos a ponte que dividia Nova Jersey da Pensilvânia e chegamos na Pensilvânia.

Agora só falta a Philadelphia.

Notas finais
Então, o que acharam do capítulo??? Comentem, por favor!!