A Esperança Da Guerra
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Alguns tempos depois...
-Que bom que você tá melhor pirralha, tá até mais gostosa! Tá vendo, comer é bom!– Disse brincando.
-Idiota, vai ficar chamando sua namorada assim!
-Ei, você não confunda as coisas tá bom?Eu to brincando com você!
-Eu sei.
-Posso montar na Épona?
-Não, eu vou andar com ela.
-Já sei, com a Zelda não é?
-É isso mesmo, a gente vai na floresta de Hyurle.
-Link, você já transou com ela?
-Ruto!
-É sério!
-Menina, você ainda tá com 12 anos!Nem saiu das fraldas ainda!
-Eu ainda sou virgem, mas não adianta mentir pra mim!Eu sei que vocês já foram pra cama!
-Não.
-Por quê?
-Porque eu sei respeitar o tempo de uma mulher, fora ainda que eu nem sei se ela não é mais virgem ou é...Sei lá.Agora você, vai pra casa, e nada de não comer porque eu vou descobrir, e vou te bater com o cabo da vassoura!
-Tá, tchau.
-Tchau.
Quando escureceu, me arrumei e fui até a floresta de Hyrule que segundo os turistas, era caracterizada pelo ar frio e úmido, e pelos pés de fruta raros que só davam lá. Fora ainda que tinha um restaurante gigante no coração dela.
-Até que enfim, você chegou! – Zelda veio me abraçar a me ver. – Ei, você não vai prender a Épona?
-Não, ela não vai correr. Eu conheço essa floresta aqui muito bem, vinha brincar com a Ruto aqui quando era pequeno.
-É verdade que aqui tem um restaurante de madeira? – Zelda segurou no meu braço.
-Aham, e a comida é a lenha. Bem tradicional.
-Eu gosto, estou querendo ser velha ultimamente...
Ri do que a minha própria namorada falou, e caminhamos um pouco até chegarmos ao restaurante de madeira. Chegamos lá, um restaurante bem simples de pobre mesmo, com alguns bêbados ao canto esquerdo perto da lareira, e alguns quem diria “políticos” reunidos em 3 mesas, que pareciam estar discutindo negócios.
Tirei a jaqueta que cobria os braços de Zelda, já que a lareira do restaurante estava aquecendo o lugar.
-Obrigada, Link! – Ela disse estendendo os braços.
-Vem a nossa mesa é aquela perto da lareira!
-Nossa...
Sentamos, e já pedimos o que queríamos comer, enquanto a comida não vinha resolvemos conversar.
-Mas me conta, como é que era brincar ao redor daqui?
-Antes não tinha nada, só grama e árvore. E também tinha um lago, mas ele secou.
-E a sua mãe?
-Ela morreu de depressão pós — parto.
-Sinto muito, amor. Desculpa falar nisso, eu não sabia!
-Não, tudo bem Zelda! Eu entendo, depois da Ruto era pra eu ter mais uma irmã. Mas ela morreu na barriga da minha mãe, aborto espontâneo. Daí ela começou a se afundar na bebida, e nos remédios antidepressivos que não ajudavam de nada. Daí deu no que deu.
-A minha mãe ainda está viva, só que ela traiu meu pai e fugiu com o antigo chefe da câmera dos deputados, dizem que ela era uma mulher bonita, mas meu pai é feio, portanto eles não combinavam fisicamente. Ela deu a luz a mim, e depois foi embora com esse homem. Mas quem me criou, foi a Impa.
-Será que ela ainda está em Hyurle?
-Não sei...
-Aqui está senhores, o pedido de vocês. – O garçom colocou os pratos na mesa.
-Ah, obrigada.
Começamos a comer, mas mesmo assim não parávamos de conversar. O lugar sempre fora agitado, bêbados, políticos, o que faltava?Ah é, dançarinas de can-can.
-Olá senhor John!Sua mesa aqui.
-Muito obrigado. Gannon!
-Olá senhor, sente-se, por favor!
Zelda olhou para mim não acreditando na voz do pai, e soltou enquanto comia um pedaço de macarrão ao molho sugo.
-Pelo amor de deus, não diz que é meu pai que está sentado ali!
-É seu pai que está sentado ali, e com o Gannon...
-Merda!! Com o Gannon?!Espera – Ela disse limpando os lábios com o guardanapo. – Já era pra ele estar em casa essas horas, eu entraria pela janela do meu quarto, e estaria tudo bem...
-Vamos comer e fingir que ele não tá aqui, sem preconceito: Mas a gente vai deixar ele atrapalhar nosso encontro?
-Você tá certo, não vou deixar meu sugo esfriar por causa dele!
Enquanto a gente continuava atacando a comida, percebi que um homem engravatado meio gordo e com os cabelos brancos inclinava o pescoço para nos observar.
-Orácio, ele ainda está com Zelda?
-Sim senhor.
-Zelda, aquele homem tá olhando pra gente.
-Que droga!É o Orácio, ele é o melhor amigo do meu pai. Vamos esperar um pouco, e vamos embora.
-Já terminou de comer?! – Perguntei espantado.
-Aham.
Continua...
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