A Esperança Da Guerra
16 Capítulo 16 : Terra Dourada
Notas iniciais
Boa leitura!
Com o restaurante rústico quase fechando, finalmente decidimos sair. Finalmente o lugar tinha paz, os bêbados foram expulsos porque depois começaram a perturbar os executivos. Os executivos, por sua vez saíram como se nada tivesse acontecido.
-Você viu a quase treta que ia ter lá?
-Aham, seu pai que parecia que ia voar na cara daquele homem...
-E agora, como será que eu vou entrar em casa?Já é 23h40min, essas horas meu pai já tá no quadragésimo sono.
-Ué, eu tenho que te levar pra casa!Magina eu ser preso, por seqüestrar você?
-Bem que eu gostaria, sabe?
-É, mas quem ia ser preso é eu.
-Mas enquanto o meu príncipe não faz as minhas vontades, que tal ele me levar com seu cavalo branco pra casa?
-Aham, sabe montar num cavalo?Quer dizer, égua?
-Não, Link me ensina como se faz?
-Tá, primeiro coloca seu pé aqui na correia...
-Assim? – Perguntei enquanto tentava subir na Épona.
-Isso, agora senta e tenta colocar o outro pé... Viu?É fácil!
-É mesmo!
-Agora você segura aqui nessa cordinha que fica ao redor da boca dela, e puxa devagar pra não machucar a Épona!
-Tá...
Épona começou a andar, enquanto Link nos monitorava. Para não quebrar o clima do frio da floresta e do silêncio, começamos a conversar.
-Então, como a Ruto está?Você nunca mais falou dela!
-Ela tá bem, graças a Deus. Depois de socar vitamina abaixo da garganta dela, finalmente ela pegou um pouco de corpo. Hoje de manhã, tava brincando com ela porque agora que ela engordou os gaviões vão correr pra cima dela. Já tá na hora d’eu comprar uma arma!
-Hahaha, deve ser tão legal ter uma irmã ou irmão... Sei lá, você não fica sozinho ou tem alguém pra conversar quando estiver triste.
-Por um lado sim, mas por outro não. Que nem, eu tive que trocar as fraldas dela! Mas eu também brinquei com ela, ela sempre me ajuda a cuidar da Épona, e apesar dessa loucura dela com anorexia, ela é uma menina legal.
-Hum... Eu cresci sozinha. Não totalmente sozinha né?Mas eu queria tanto ter uma irmã.
-Mas pra ter uma irmã, é preciso fazer...
-Vish, então temos que esquecer. Meu pai não está na idade de fazer nada, literalmente!
Rimos da besteira que eu disse, e continuamos andando. Como o lugar estava frio, Link me deu sua blusa de frio. De repente, a Épona parou no meio do caminho.
-Épona?
-Link, o que ela tem?
-Não sei... – Ele explicou mexendo no rosto dela. – Ei garota, o que você tem?Hein?
-Link, espera ai, na onde a gente tá? – Perguntei olhando ao redor da floresta.
-Não sei a gente não estava em Hyurle?
Desci da Épona, e comecei a olhar ao redor. Sentia que já estive lá, mas na verdade nunca estive, porque se estivesse teria lembrado.
-Será?
-Será o que, Zelda?
-Eu acho que estamos na Terra Dourada.
-Na onde?! – Ele coçava a cabeça enquanto perguntava a mim confuso.
-Na Terra Dourada, como se fosse uma cidade ou pais que meu pai descobriu. Ele falou que aqui tem monstros.
-O que?Oh só, com todo o respeito com meu sogro, ele tá ficando caduco viu?!Monstros, Zelda, por favor, eu virei o milênio! A Ruto parou de acreditar em coelhinho da páscoa, e papai Noel com 5 anos!
-Eu também não acreditei.
-Vem, vamos ver na onde a gente tá! – Ele disse montando na Épona.
Fomos caminhando até uma casa, as ruas estavam completamente vazias e silenciosas. A frente havia uma pirâmide, a oeste uma floresta igual à de Hyurle. Ao leste, havia a um castelo. E ao sul, havia um lago verde.
Link começou a bater na porta da casa, mas ninguém respondia. A casa era pequena, mas tinha um quintal grande e era murada.
-Bem, depois não venham dizer que a gente invadiu... – Ele disse abrindo a porta da frente.
Quando entramos, a casa estava escura. Iluminei com meu celular e vemos que a casa parecia estar abandonada, pois tinha uma aranha gigante grudada na parede, e várias teias aos cantos das paredes beges.
Também nos cantos, tinha dois criados mudos e algumas velas em cima deles. No centro do cômodo, estava o fogão. Mas não havia geladeira, ou armário.
No outro cômodo, havia apenas uma cama velha. Mas nem no quarto, as aranhas escapavam.
-Zelda, acende aquela vela pra mim, que eu vou me livrar das aranhas.
-Tá.
Com um golpe só da mão, o Link matou a aranha. Mas o sangue ficou em sua mão, e na parede.
-Ecaa!
-Ah não tenho problema com isso não, Zel. – Ele disse tirando a camisa, deixando a mostra seu peitoral sarado. – Desde pequeno, eu aprendi a dar um jeito nas coisas.
“Porque não dá em mim, também?!” – Pensei.
-Que foi?
Eu estava tão, tão,tão atônita que não parava de olhar pra aquela barriga perfeita, esculpida, desenhada por deus. Estava tudo muito bem distribuídos no corpo de 1,80 de altura do Link.
-Zelda?Você tá bem?
-Aham... – Disse praticamente babando.
-Zelda, você tá babando!
-To?Ai desculpa... Eu... Eu... Ah, posso te fazer uma pergunta?
-Manda ai!
-Você malha?
-Malhar o que? Eu não me exercito pra nada praticamente, já é um milagre me ver andando a pé, eu sou preguiçoso. Nem sei como eu não engordo, e olha que se derem uma tonelada de comida pra mim, eu como na hora!Não jogo nada fora!
-Oh só, não interpreta como cantada mas…Você tá de parabéns hein?
-Obrigado safadinha.
Enquanto isso...
-Agahhim!
-Sim, Gannon!
-Eles estão aqui, Zelda e Link.
-A princesa e o guerreiro estão aqui?!Hahahahahaha, o que está esperando meu amigo?Coloque nosso plano em ação!
-Por favor, Agahhim!Não a machuque.
-Ora Gannon, você era o homem que mais dava forças a mim, para poder matar John e a princesa. O que aconteceu?Esta por acaso... Sentindo alguma coisa por ela?
-Eu a vi crescer Gannon, ela não tem nada a ver com isso!Quem matou nossos antepassados, foram os antepassados de Link! . – Gannon disse pegando no manto de Agahhim com força.
-Tudo bem, tudo bem... Não irei encostar nem um dedo em sua preciosa Zelda, mas quanto a Link, sugiro que ele morra. Bália!Chame Quetor , ele precisa visitar um amiguinho nosso...
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