A Escrava
1 Prológo
Notas iniciais
(Terceira Pessoa)
Passava das onze quando Felicity Meghan Smoak se pôs de pé, tomou seu banho e rumou a sala/cozinha de seu minúsculo apartamento indo até a geladeira onde, ao constatar que não possuía comida, só água decidiu ir ao ensaio de suas alunas se certificar que elas ensaiavam realmente e de quebra comer um pouco.
Que coisa entediante ir trabalhar naquele lugar que fedia a álcool, drogas e sexo. Trabalhar num antro de prostituição não era lá o que sempre quis.
Não que estivesse reclamando, mas sua graduação em dança e T.I. poderiam ter sido melhor aproveitadas. Gastou anos de sua vida estudando para ao se formar não encontrar um emprego compatível com sua especialização em Starling, pelo menos até uma nova empresa se estabelecer na cidade.
As vezes odiava o estúpido CEO da Queen Consolidated por mover a empresa para outro local e deixar a população que dependia dos empregos lá oferecidos a míngua. E consequentemente a obrigar, assim como muitos doutores e especialistas nas áreas que interessavam somente a Queen Consolidated e não podiam se mudar da cidade pela falta de dinheiro, a trabalhar em empregos que nada tinha a ver com o que sempre sonharam fazer.
Seu trabalho dos sonhos era se tornar expert em tecnologia da empresa e andar por aqueles corredores incrivelmente bem iluminados e limpos auxiliando quem precisasse na empresa.
Com sua mãe precisando de sua ajuda, desistiu de se mudar, pegou o primeiro emprego que apareceu e ficou mesmo após a morte dela que se entregou ao seu vício, não somente levando as suas como as finanças da filha a estado de falência.
Difícil era um apelido carinhoso para descrever a vida que Smoak, antes uma menina cheia de sonhos, levava em Starling City.
Apesar de tudo isso, a única coisa que a mantinha longe de se jogar do topo de um prédio era seus amigos e conhecidos que sempre a incentivam e auxiliam quando tem chance.
Entretanto, não aceitava de maneira alguma ser tornar um peso morto para eles. Só precisava pagar as dívidas que restavam e depois disso poderia ter o que comer em casa.
No automático, passou todo o dia ensaiando, auxiliando na arrumação do lugar e, mesmo quando as atividades noturnas começaram, se manteve no automático até o final de seu expediente.
― Não ouviu o que eu disse? ― Masseo, um velho amigo de sua mãe e agora de Felicity, gritou acima do barulho do lugar.
Para não aumentar sua voz, ela se limitou a negar com a sua cabeça e se sentar ao lado do homem.
― Se quiser posso te levar pra seu apartamento. ― sugeriu gesticulando para a saída da casa noturna.
― Seria ótimo, Mas! ― concordou feliz com a possibilidade de não precisar fugir bêbados e ladrões. ― Posso te esperar lá fora? ― perguntou recebendo um aceno positivo.
Finalmente algo de bom em seu dia.
(Terceira Pessoa)
Não gostava de ir ali.
Odiava ter que esperar como "uma boa menina" sentada no banco do carona do SUV preto que Masseo, seu amigo e companheiro de longa data desde antes começar a trabalhar como coreógrafa de garotas de programa, mas não podia perder a carona até sua casa.
Andar de transporte público era pedir para ser assaltada uma hora daquelas.
Por alguns minutos fitou o nada antes de ver Masseo correr em direção ao carro a gritando para que o ligasse, contudo quando já estava quase se aproximando da porta do passageiro ouviu-se um som forte seguido pela queda de Masseo ao lado da porta do carro.
Sem saber o que fazer, Felicity Smoak tentou arrancar com o carro para pedir ajuda, porém foi impedida por dois homens armados que a puseram na sua mira a obrigando a parar e descer do veículo.
Mesmo os gritos de desespero implorando pro sua vida não os comoveu.
Antes que pudesse pensar em uma maneira de fugir, foi acertada por algo na cabeça e depois disso não viu mais nada.
Seria aquele o seu fim?
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