A Escrava

2 Capítulo Um


Notas iniciais
Obrigada a todas as pessoas lindas que comentaram, leram e adicionaram aos favoritos e acompanhamentos!Graças a isso estou atualizando hoje!Agradecimentos especiais ao grupo olicity de wathsapp que me incentivou a postar logo! Meninas, vocês são fogo viu!?kkk

(Terceira Pessoa)

― Olá? ― saudou o barulho de passos ao seu redor. ― Estou no inferno? ― falha ao tentar se levantar sentido as correntes em seus pés e mãos.

Com o rosto coberto era impossível saber que horas eram.

Entretanto, sentia o cheiro de maresia e ao inspirá-lo se preocupou.

― Eles vão me matar afogada. ― sussurrou desesperada ouvindo os falatórios a sua volta.

― Não! ― uma voz feminina gritou irritada. ― Ela vocês não matam! Matem a outra no carro! ― ordenou a voz e de repente Felicity sentiu seus pés serem libertos do peso das correntes e sem pensar se sentou.

― Eu disse que era pra manter ela apagada! ― retronou em seguida Smoak sentiu alguém a acertar novamente.

Despois da dor crescente veio o escuro e o silêncio.

Eles duraram um longo tempo.

(Terceira Pessoa)

Desde que foi arrastada por sabe-se lá onde, Smoak fez o impossível pra não se movimentar e com isso apanhar mais uma vez.

O local acertado duas vezes, seu aviso constante do quanto aquela gente era cruel, latejava e com isso ela preferiu não piorar a situação de seu rosto se mantendo imóvel e em silêncio.

Aquelas pessoas mataram Masseo.

O que não fariam com ela, uma ninguém, sem influência alguma?

Ao finamente parar de ser arrastada, respirou fundo ao ouvir vozes masculinas no cômodo.

Não iriam matá-la antes de se divertirem com o sofrimento dela, concluiu nervosa ouvindo as vozes aumentarem e por fim tirarem o que cobria sua visão.

― Como eu disse. ― uma mulher de cabelos negros, ao menos um borrão escuro sobre a cabeça dela a levava a pensar assim, afirmou cruzando seus braços sobre o peito, contudo Felicity não a viu bem pois estava quase tudo embassado a sua frente.

O homem ao lado dela, alguns segundos depois de a analisar minuciosamente, caminhou até sua direção e levantou os olhos de Felicity para que o fitasse.

― Eu não acho que possa recusar. ― falou a largando de qualquer forma no chão o que a fez rosnar de dor.

Educação passava longe ali.

― Não me machuca. ― sussurrou assustada com o olhar frio dele a centímetros de seu rosto, a possibilitando sentir a sua respiração não muito longe. ― Por favor. ― piscou os olhos pra impedir o choro que quase iniciava ali.

Podia ter uma vida ruim, mas não queria que ela terminasse assim.

― Não acho que valha a pena recusar. ― a mulher continuou a rodeando. ― Caso não queira posso passar adiante. ― deu de ombros sorrindo debochada.

― Façamos um teste. ― o mais velho comentou a forçando a se levantar puxando-a pelo queixo.

― Me solta. ― se debateu antes de o empurrar obtendo risadas dos lá presentes.

― Essa parece ser difícil... ― começou a debochar sendo acertado por um cuspe da moça que levou um tapa no rosto.

Não iria se entregar sem lutar, pensou antes de o chutar na perna e ser imobilizada por um homem que não havia visto antes.

― Levem-na para triagem. ― o homem mais jovem ordenou sem olhar nenhuma vez sequer pra ela.

O que diabos era a triagem e que gente era aquela?

(Terceira Pessoa)

― Não acho que Masseo tenha a dado sem motivo. ― Nyssa comentou mais uma vez.

― Ele nos devia. Simples. ― devolveu em tom gélido mexendo sua espada como de costume.

Será que aquela mulher havia visto Thea? E se tentou negociar a moça para que ela desse informações ao mesmo de sua irmã e o fizesse perdoar as dívidas do canastrão?

― Ela trabalhava num local de prostituição. ― Sara se fez presente, como sempre, ignorando o fato daquela reunião ser para membros da elite da Liga dos Assassinos somente.

Não, ela não conhecia sua irmã. No fim era apenas um rosto bonito dado como mais um de seus muitos objetos de entretenimento.

Mesmo se sentindo desapontado por dentro, Al Sah Him se manteve cético a olhando de cima a baixo.

― Acha que ela tem alguma doença? ― a rodeou para intimidá-la o que funcionou perfeitamente.

― Não sei. Seria bom fazer exames. Não vamos querer uma soro positiva aqui. ― Sara disse rápido sem o encarar.

― Tire uma amostra do sangue dela. ― cortou o assunto ainda a avaliando.

Por que tamanho interesse pelo presente que ele recebeu? Saberia de algo que não tinha contado a nenhum deles? O que essa mulher teria a ver com Sara?

― Ok. ― concordou saindo de vista em silêncio.

― Talvez ela dure menos que uma semana. ― Ras observou mexendo em seu anel com um sorriso sádico no rosto.

― Não acho que vai passar de hoje. Não depois de olhar nos seus olhos como as outras e ver o que você é por dentro. ― Nyssa o provoca se defendendo com sua espada de uma investida dele.

― Calada! ― rosnou entre dentes forçando sua espada contra o rosto da mulher que o xingou em resposta.

― Pai! ― a moça exclamou ao ver que a espada já começara a cortar-lhe o rosto, fazendo um filete de sangue escorrer.

― Chega os dois. ― Ras Al Ghul encerrou o conflito entre seus herdeiros socando o braço de sua cadeira com força. ― O tempo está passando para todos nós. ― repetiu seu discurso pela milésima vez. ― Não podemos perder tempo com disputas desnecessárias. ― os repreendeu fuzilando-os pelo olhar. ― Querem disputar algo útil? Disputem quem me dará um herdeiro primeiro. ― se pôs de pé e caminhou até a saída do cômodo.

― Mais fácil eu ter um filho primeiro. ― Nyssa o alfinetou olhando de soslaio.

― Se eu destroçar isso que você chama de rosto não acredito que você vai conseguir tão facilmente. ― ameaçou desembainhando sua espada.

― Faça isso e Ras Al Ghul irá decapitar você. ― sorriu convencida obtendo um rosnado.

― Não tenha tanta certeza. ― repudiou antes de sair da sala. ― O que ele quer com uma criança por aqui? ― pensou alto caminhando até o seu quarto.

Em breve teria alguém ali dia e noite para satisfazê-lo e cuidar dele.

Mesmo assim não se sentia menos solitário ou vazio por dentro.

Suas criadas sempre fugiam ao descobrir o quão frio e cruel Al Sah Him era. E mesmo no início não ligando tanto, se tornou algo comum e triste.

Odiava ser aquele monstro que retratavam, mas não tinha muita escolha desde que chegou ali.

Isso ou perder sua única família. E não se permitiria perder Thea.

Ao menos por alguns dias seria bom ter uma companhia.

(Terceira Pessoa)

― O que a senhora está dizendo? ― Felicity tentou uma comunicação com a senhora que falava coisas inteligíveis.

― Ela está lhe dizendo do que Al Sah Him gosta. ― adentrou na cozinha falando algumas coisas a mulher que logo se calou e saiu de vista.

― Quem é esse? ― a fitou de soslaio sem entender.

― Seu amo, senhor e dono. ― respondeu encostando se a mesa. ― Vou te fazer algumas perguntas. Não minta ou mataremos você . ― mudou de assunto cruzando seus braços.

― Sim... ― engoliu a seco o medo da situação que se encontrava fitando um ponto invisível.

― Seu nome é Felicity Smoak? ― começou o interrogatório.

― Sim. ― tentou ajeitar seus óculos, se esquecendo que estavam quebrados, o que queria dizer que não os tinha mais.

― Alguma doença? ― a olhou de cima a baixo.

― Não que eu saiba. Fiz todos meus exames adimissionais e não apontou nada. ― sorriu orgulhosa por sua boa saúde.

― Casas de prostituição possuem exames adimissionais? ― a questionou surpresa.

― Não sou uma prostituta. ― bateu o pé direito em sinal de irritação. ― Apenas trabalho nos bastidores. ― se defendeu desconcertada.

― Ele não gosta que o chamem pelo seu nome, o irrite e o responda mal. ― instruiu entregando a ela um frasco. ― Acima de tudo, nunca o chame pelo seu nome de batismo, o resto se ele estiver num de seus raros dias sem seu habitual mau humor ele pode só arrancar um membro de seu corpo. ― disse como se estivesse dando um aviso normal.

― O que eu vou fazer? ― surpreendeu-se em perguntar calma.

Não poderia ser tão difícil assim ser babá daquele estranho.

Talvez se fosse legal o suficiente pra ele poderia ser mandada para casa. Aquele era um bom plano.

― Servir a ele da maneira que ele precisar. ― devolveu sorrindo maliciosa.

― Isso inclui....? ― arqueou ambas as sobrancelhas desconfiada.

― Você sabe o que significa. ― seguiu para a saída da cozinha séria.

― Não posso fazer isso. Não mesmo. ― esperneou recebendo olhares confusos das moças que a deram um vestido simples, algumas ervas pra diminuir o inchaço em sua testa e um pouco de água.

Não iria se tornar a escrava de Al Sah Him.

Notas finais
Responderei aos comentários após atualizar as duas fanfics e postar minha nova Olicity! Caso queiram ver deem uma olhada no meu perfil que vai estar lá nas minhas histórias meu novo bebê!