A Escrava
5 Capítulo 4
Notas iniciais
(Terceira Pessoa)
Não pensou que Al Sah Him fizesse o tipo de homem compreensivo.
Quando o impediu de transar com ela achou que o assassino fosse a matar ou fazer coisa pior.
Ao invés disso concordou e acabou dormindo nos braços dela que não pôde evitar de reparar no quando ele era bonito.
Se o que Sara lhe disse era verdade, aquele era o playboy mais rico de Starling City.
O que diabos poderia ter acontecido para que ele viesse parar ali, se tornando um monstro para todos que o viam? Teria o tempo ali o feito aquilo? Por que abandonar suas empresas e a tirar da cidade acabando com o sustento de muitos? Sua irmã mais nova sabia daquela vida que ele levava?
Eram muitas perguntas em sua cabeça.
Ainda sim, não gostava de estar presa a um cômodo como um móvel velho.
Sempre amou a dança por lhe dar liberdade e a perdeu quando se viu mais interessada em seu dono do que deveria.
Apenas um plano para ir embora mais rápido, pensou no início.
Mais e agora? Depois daquela noite?
Não sabia como reagir, lidar ou agir com tudo aquilo que aconteceu.
Num ímpeto de coragem se levantou da cama e foi até onde suas poucas peças de roupa e itens de higiene estavam.
Ele acordaria em breve e precisaria de seu café da manhã.
(Terceira Pessoa)
— Senhorita Smoak? — o rapaz a chamou se pondo na frente da moça.
— Você me conhece? — se surpreendeu.
— Não temos tempo pra isso. — pôs um papel em suas mãos. — Não deixe mais ninguém ler. — pediu a olhando nos olhos. — Thea vai ficar feliz em saber que está bem. — disse antes de sumir de vista.
— Mais o quê.. ? — balbuciou guardando o papel.
Aquela pessoa tinha problemas, sugeriu olhando para os lados desconfiada.
(Terceira Pessoa)
— Onde estava? — cruzou os braços arqueando a sobrancelha.
— Pegando seu café da manhã. — Felicity respondeu arrastando o carrinho com a comida até onde ele dormia. — Estava tão fofo dormindo que não quis te acordar. — deu de ombros fazendo menção de se afastar.
— Não vou comer tudo isso sozinho. — a segurou pela mão. — Sente-se. — ordenou sendo atendido.
— Não sou muito fã de ordens sabe? — comentou se encolhendo ao lado do homem que era enorme em sua opinião.
— Você... — começou a dizer se contendo. — Não quer que eu mande em você? — a observou cauteloso.
— Seria legal sabe...
— Você sabe que é minha, não sabe? — a olhando de soslaio parou de mexer na bandeja.
— Sim, mas você sabe que eu não sou sua mobília né? — aumentou um oitavo da voz devolvendo o olhar.
— Você precisa seguir minhas ordens. — teimou.
— Não vou ser sua boneca multiuso... — sussurrou fitando o chão.
— Como? — se pôs de pé.
— Ordens podem ser dadas como sugestão. — explicou gesticulando para o fazer sentar.
— Que?
— Deixa eu te dar um exemplo... — se sentou no colo dele que afundou seu rosto nas mexas de cabelo de Smoak. — Você ao invés de dar a ordem e só adicione a palavra "pode" — iniciou uma massagem nos ombros do seu senhor. — Ou dê a ordem como uma pergunta. — sussurrou próximo ao ouvido do mesmo que fechou os olhos.
— E se eu não quiser? — teimou acariciando as costas da moça.
— Creio que eu não seja boa em relevar má educação sempre, ou seja, tocar em mim vai se tornar algo difícil de acontecer.
— Está usando o fato de me atrair contra mim? — levou suas mãos até as pernas de sua escrava, levantando o vestido conforme as subia.
— Estou te apresentando fatos.
— Não vou obedecer suas ordens. — reclamou a puxando pelo cabelo para que o olhasse. — Você não tem poder algum sobre mim. — afirmou a fitando sério.
— Tem certeza? — usou seu peso para o deitar de novo na cama. — Tenho certeza que consigo te fazer dizer que eu tenho total controle sobre você. — passou seu polegar nos lábios do homem que trincou o maxilar.
— O que tem em mente? — se fez de desinteressado pousando suas mãos sobre a cintura da mulher.
— Não tem nenhuma ideia? — deixou seus lábios a milímetros dos dele.
— Deveria?
Sorrindo ciente que aquela era uma luta vencida, Felicity Smoak tocou o masi devagar possível seus lábios e deu início a um beijo lento e provocador.
Sabia que ele iria perder o controle da situação, mas antes que aquilo acontecesse encerrou os toques e carícias mordiscando o lábio inferior de Al Sah Him se sentando sobre ele.
— Diga e serei sua. — deu o último golpe sem deixar de sorrir o olhando nos olhos.
— Não. — rebateu ríspido invertendo as posições. — Você já é minha e sabe disso. — O assassino disse antes de reivindicar mais uma vez um beijo.
Seu desejo, luxúria e paixão eram facilmente notados pela urgência que correspondia a Felicity.
Ela sabia que Oliver Queen a desejava muito mais do que demonstrou na noite anterior, fingindo não se importar por ter sido recusado pela dançarina.
Não que tivesse sem vontade de se entregar ao pedaço de mau caminho, só que a possibilidade de uma gravidez naquele lugar a assustava mais do que tudo. Isso até sentir ele a estimular com seus dedos.
Al Sah Him sabia exatamente o que fazer e como fazer.
Dizer que não queria seria bom, mas seu corpo preferia gemer em resposta, pois sentir ele a tocar era ótimo.
Ao chegar ao seu ápice, Felicity, sentindo-se leve, sorriu para Oliver que devolveu o gesto sussurrando convencido:
— Vê como você é suscetível aos meus toques? — a fitou por alguns segundos antes de rasgar o pano que o impedia de ver o corpo nu de sua amante.
— Peça por favor. — parou com o indicador sobre os lábios do Queen de aproximar o rosto do seu.
— Não preciso de autorização e bem já me mostrou isso. — teimou irritado.
— Peça.
— Pode me deixar continuar? — desistiu de relutar.
— Sou toda sua. — o puxou pra perto.
Uma vez não iria fazer mal algum, se decidiu o ajudando a se livrar da calça que usava.
Ao ver de cueca não pôde conter um sorriso satisfeito por saber que o temido Al Sah Him era seu. E não tinha feito nada a além de ser ela mesma.
(Terceira Pessoa)
— Não estou respirando direito... — disse com dificuldade sentindo Oliver Queen a esmagar num abraço enquanto dormia.
Com muita educação, se afastou, pegou seu vestido, ou melhor dizendo os restos do que era seu vestido, largado no chão do quarto e se escondeu no banheiro para ler o tal bilhete.
"Finalmente consegui te contatar!
Se está lendo isso está viva, mas sobreviver no momento não é tudo que precisa fazer. Vá até quem lhe entregou o bilhete e ele, Roy Harper, o único em quem pode confiar daqui por diante, lhe dirá o que está realmente acontecendo aqui. Conto com você para libertar Oliver Queen,
Att. Thea "
— Jesus! — exclamou rasgando o papel em pedacinhos irreconhecíveis.
Sem pensar muito que fazia, Felicity Smoak tomou um banho rápido, pôs seus vestidos e xingou mentalmente Oliver por ter rasgado a única calcinha limpa que tinha para aquele dia.
Suas roupas ainda não estavam secas. Talvez depois do jantar pudesse até ter algumas peças menos úmidas, mas ainda não era hora do jantar. Só nesse horário os escravos podiam ter acesso a lavanderia do lugar.
Ser escravizada era um inferno no final das contas.
Mesmo o carcereiro sendo tão bonito e bom de cama.
— Prometo que voltarei bem rápido. — sussurrou para Al Sah Him que dormia pacífico.
Logo que chegou a cozinha perguntou do tal Roy Harper e como resposta viu vários os dois s serem apontados na direção da cozinha.
Não entendia quase nada da linguagem que elas explicavam, mas assentiu e seguiu para direção apontada pelas mulheres. Isso até ser abordada por uma mulher que a compreendia.
— Você é a "americana estúpida" não? — a mulher perguntou sorrindo divertida.
— Elas me chamam assim? — parou na entrada do corredor.
— Sim. — deu de ombros. — Apenas ignore elas. Isabel Rochev. — a olhou de cima a baixo. — Se me permite dizer, não vá por ali. É perigoso, vá pelo terceiro corredor da direita que ele foi pra lá. — a instruiu apontando para o tal corredor.
— Muito obrigada! — agradeceu tomando o rumo que lhe foi indicado.
O corredor era escuro e ao final dele possuía uma porta que ela pensou ser uma sala de treinamento secreta ou algo do gênero.
Era realmente secreto.
A sala proibida de reuniões secretas da Liga Dos Assassinos.
E estava lotada de homens maus encarados.
Antes que pudesse dar mais um passo, sentiu seu braço ser puxado e foi arrastada até o final da sala onde foi jogada aos pés de Ras Al Ghul.
— Desculpa? — pediu fitando o chão.
— O que você estava fazendo aqui? — perguntou arqueando a sobrancelha.
— Nada de importante senhor. — mentiu sentindo os olhares de todos os presentes.
— Estava nos espionando? — a puxou pelo cabelo para o olhar nos olhos.
— Não senhor. — piscou os olhos sem conseguir comer as lágrimas.
— O que estava fazendo aqui então? — teimou rude.
— Me perdi nos corredores.
— Onde está seu senhor Al Sah Him? — a questionou antes da porta ser aberta e Roy Harper aparecer com uma expressão preocupada.
— Graças a Deus te achei! — exclamou sorrindo para a moça. — Peço desculpas pela demora a comparecer, meu senhor Ras Al Ghul. — se ajoelhou em respeito. — A escrava se perdeu de seu caminho pois não está se sentindo bem. — concordou a ajudando a se por de pé.
— Já é hora de aprender um pouco de respeito. Se Al Sah Him não lhe ensinou eu farei por ele. — avisou chamando um homem de negro ao seu lado. — Ensine um pouco de educação a escrava, Arqueiro Negro.
— Será um enorme prazer, meu mestre. — sorriu sedutor a olhando de cima a baixo antes de Roy a arrastar até a saída.
O que ele faria tendo ela em suas mãos?
(Terceira Pessoa)
— Tem noção do quanto vai ser difícil manter nosso plano? — Harper reclamou a na volta da enfermaria onde ela recebeu uma pílula do dia seguinte graças a gentileza do médico que a atendeu.
— Saia de perto dela. — Al Sah Him rosnou o empurrando.
— Ok. — se afastou rápido sorrindo gentil.
— Ele me deu pra outra pessoa. — afirmou triste.
Não fazia ideia do que aconteceria dali pra frente.
— Você ainda é minha. — acariciou o rosto da moça que sorriu em resposta.
— Como se eu pertenço a outro? É impossível isso dar certo. — se controlou para não chorar como uma adolescente histérica.
Al Sah Him poderia ser rude, mandão e pedante, todavia ele era perfeito pra Felicity exatamente assim.
Ela queria ser livre.
Queria sair dali e voltar pra sua cidade onde sua mãe foi enterrada e todos seus bons amigos estavam a sua procura tinha certeza absoluta, contudo também queria ter Oliver consigo.
Ao mesmo tempo aquilo era impossível, então aproveitou um pouco de cada coisa e manteve somente as coisas boas em mente.
E graças a sua burrice de ouvir a mulher que a indicou o caminho errado, não tinha nenhuma das duas coisas.
Aquilo teria volta. Ah se teria.
— Você não pertence a ninguém mais do que a mim. — a prendeu contra a parede do corredor. — Eu irei dar um jeito nisso. Tem a minha palavra. — desceu sua mão acariciando o corpo de sua doce garota.
— Aqui não. — tentou afastar a mão que já entrou por debaixo do vestido. — Estamos num corredor se esqueceu? — insistiu nervosa com a possibilidade de haver alguém mais ali por perto.
— Não se preocupe, até alguém aparecer já teremos ido embora. — reivindicou os lábios da moça com o mesmo desejo de mais cedo.
Seguindo as vontades do assassino que a suspendeu, pendeu suas pernas em torno da cintura dele que levou suas mãos pelas pernas de Felicity descobrindo que ela não usava nada além do vestido e sutiã.
— Você não existe. — riu antes de descer os lábios até o pescoço onde começou a morder e chupar para deixar marcas. — Você é minha. — mordiscar o lábio inferior da jovem que riu. — Minha Felicity. — repetiu orgulhoso se livrando das peças de roupa que o impediam de continuar a sentir sua escrava, que se quisesse o faria de seu escravo com apenas um toque.
Ao sentir ser preenchida por ele Smoak gemeu de início desconfortável mais logo que se mexeu um pouco e acostumou-se com o membro dentro de si, o beijou dando a permissão que Al Sah Him queria para começar a se movimentar.
Deveria estar odiando aquilo, mas aquela poderia ser a última vez que o via. Iria fazer aquilo que bem entendesse com ele.
De início devagar, mas logo que seu ápice se aproximou mais rápido, ambos gemiam o mais baixo possível e se mexiam evitando fazer muitos barulhos para não atrair a atenção de quem pudesse passar ali por perto.
Ao ter seu orgasmo Oliver quase gritou sendo contido por Felicity Smoak que cobriu com uma mão a boca do homem.
Se forçando a não rir, apoiou seu rosto no ombro do mesmo que a puxou pelo cabelo antes de a beijar novamente.
— Minha Felicity. Só minha. — sussurrou no ouvido da jovem que gemeu em resposta antes de sentir que ele estava pronto pra mais uma vez.
Como pode ele simplesmente não cansar nunca?
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