Notas iniciais
GENTE! TIA CW ESTÁ DESMAIADA!8 FUCKINS RECOMENDAÇÕES! COMO LIDAR!??? Amo vocês! Desculpa pela demora, mas foi necessária... Ah! Capítulo novo!

(Terceira Pessoa / Felicity )

Perto de Oliver era fácil se sentir segura e forte.

De frente ao Arqueiro Negro não.

Lá estava Felicity parada em frente à porta de seu novo dono tentando se controlar o máximo possível pra não chorar.

Queria Al Sah Him, não aquele homem que diziam ser o braço direito de Ras Al Ghul. Ele a parecia assustador e a observou de maneira estranha quando o viu saindo do corredor onde ficava a enfermaria.

Graças a sua doença que a fez caminhar sem rumo pelos corredores ganhou um mês e alguns dias mais isolada para caso tivesse algum tipo de doença contagiosa morresse e não contaminasse ninguém. Infelismente, o tempo passou rápido demais e foi forçada a ficar de frente ao seu novo dono.

Antes que pudesse pensar em sair correndo, ouviu o som da porta sendo aberta e se surpreendeu em ser recepcionada pelo Arqueiro.

— Olá você. — a saudou sorrindo.

Sem entender nada, Smoak o olhou e em seguida voltou sua atenção para os lados onde encontrou um corredor vazio.

— Você não escuta? — perguntou sem entender.

— Sim senhor. Eu ouvi. — cruzou seus braços de maneira protetora.

— Nada de "senhor" . — abriu espaço para que ela entrasse no cômodo. — Pode me chamar de Tommy. — fechou a porta com força. — Não se preocupe, eu não mordo. — espalmou as mãos em sinal de inocência.

— Sim senhor, digo, senhor Tommy? — vincou a testa preocupada.

— Me chame de Tommy, bonitinha. Sem "senhor" só Tommy. — insistiu sorrindo. — Bem vinda ao meu quarto. — abriu os braços para mostrar o lugar.

Sem perceber Felicity apenas concordou com a cabeça e tentou o máximo possível não deixar óbvio que estava desconfiada da índole de seu novo dono.

— Não sou como o Al Sah Him. — a olhou de cima a baixo. — Não vou te fazer mal, ok? — olhou de canto para a porta. — Tenho um Xbox quer ver? — perguntou em tom que lembrava uma criança.

— Quero? — o acompanhou até uma parte escura do quarto.

Lá ao ligar a luz se via uma televisão enorme e um aparelho de vídeo game.

Teria alguma chance de ter se enganado quanto a índole daquele homem?

(Terceira Pessoa / Al Sah Him )

Um mês.

Fazia um maldito mês e alguns desgraçados dias que não conseguia falar ou sequer ver Smoak.

Estava prestes a enlouquecer quando soube que em breve ela seria liberta da quarentena.

O que deveria ser animação tornou-se desespero ao se recordar que ela não era mais sua escrava.

Ser privado de sua garota deveria ser alguma espécie de castigo pelas coisas ruins que fez ao longo da vida. Só podia ser.

Ter Izabel Rochev de escrava deve ser algum bônus. Ou alguma amostra grátis de como seria o inferno. Ou os dois.

Não queria outra escrava. Queria sua escrava.

Izabel Rochev nunca chegaria aos pés de sua antecessora. Nem em um milhão de anos. Iria fazer o que fosse preciso para ter sua Felicity de volta, Al Sah Him decidiu após destruir seu quarto.

O quebrar não a traria de volta, mas ajudava a não ferir ninguém por culpa de sua raiva pela decisão estúpida que aquele desgraçado tomou.

Deveria ter arrancado a cabeça de Al Sah Him por tê-la entregue ao dissimulado do Merlyn.

Ele seria uma pessoa mais do que agradável a primeira vista, porém na primeira vez que Smoak não o obedecesse a esfolaria viva com um sorriso no rosto.

No fundo, por de trás do sorriso encantador e simpatia se escondia algo tão monstruoso quanto ele era.

Precisava livrar dele o mais rápido possível.

(Terceira Pessoa / Roy Harper)

Inferno.

No momento era a única coisa que lhe vinha em mente para pensar em dizer quanto a situação que sem querer Smoak se meteu.

Aquilo estava tudo totalmente além do plano que tinham traçado.

Lidar com o psicopata que era o novo dono de Felicity era fora de todos os planos que tinham. Temendo a visível ameaça a vida da moça, ligou para a única pessoa com quem poderia contar.

— Thea... — sussurrou baixo par aí é ela somente escutasse.

— Algo deu errado? — ouviu o som do notebook se fechando com força.

— Izabel guiou Felicity até uma reunião secreta da Liga. — sentou-se em seu colchão velho.

—Você foi aí pra evitar exatamente esse tipo de situações Roy! — gritou do outro lado do fone.

— Seu irmão não gostou nem um pouco de perder a posse dela. — confessou se recordando do surto dele na sala de reuniões.

— E o que fizeram com ela? — inquiriu impaciente.

— A deram pra o Arqueiro Negro. — fitou a parede de seu cômodo pequeno que cheirava a morte.

— Você é um imprestável. — disse antes de quebrar algo de vidro.

— Não poderia adivinhar que a falsa da Izabel iria fazer isso. — se defendeu já de pé.

— Você não deveria ter tirado os olhos dela! — exclamou antes de ser cortada pelo mesmo que desligou o telefone.

— Obrigada pela ajuda. — resmungou já tendo tirado sua camisa antes de começar a malhar.

Na primeira vez que a viu, uma mulher forte, corajosa e bonita não pensou duas vezes antes de decidir com Thea e Masseo quem seria os olhos e ouvidos deles lhes enviando e recebendo informações dentro de Nanda Parbat.

A cada dia que se passava ele era mais visado e Al Sah Him era implacável até conseguir provar o que queria. Se tinha algo que ele muito era naquela época era culpado. Não só foi como ainda era.

Com a chegada de Smoak as atenções obviamente se voltaram para ela que foi feita escrava de Al Sah Him, o distraindo o suficiente para que ele pudesse atuar com mais facilidade arquitetando o troco que daria em toda a maldita Liga pelo que fez a família dos Queen e a sua.

Entretanto seus planos, que agora se viam jogados para o alto pois tudo lhe saiu de controle, precisaram mudar e não fazia ideia de como retomar o controle sobre a situação que viria dali pra frente.

Precisaria improvisar algo muito bom.

Ou então adiantar seus planos, o que exigiria uma participação grande e forçada de Felicity Smoak.

Não que tivesse uma escolha melhor, daria seu jeito ou então Thea Queen surtaria e iria lá de qualquer jeito. No momento não seria válido a trazer até lá sem terminar seu treinamento.

Precisava das habilidades táticas de Canário Negro. Isso se ela realmente quisesse ter alguma chance contra Nyssa.

— Vamos lá Roy. Um último sacrifício. — se incentivou incerto se sobreviveria.

(Terceira Pessoa / Felicity)

Odiava do fundo de sua alma a infeliz que a custou a sua tranquilidade.

Quando a encontrasse iria lhe dar bons tapas pelo que fez a ela.

Já havia decidido.

E enquanto se distraía imaginando formas de se vingar, Smoak não percebeu a aproximação de seu dono até que ele a chamasse a tirando de seus devaneios.

— Ocupada? — Tommy perguntou se sentando na cama onde ela dormiria dali por diante.

— Não.

— Se importa de ir jantar comigo? — questionou sem desviar seus olhos dos dela.

De uma maneira assustadora não via nada além de simpatia nele.

Todavia algo em sua mente gritava perigo e não fazia ideia do que poderia estar tão errado com o homem a sua frente que parecia ser agradável. Embora estivesse em silêncio o fitando sua vontade era de se levantar e correr para os braços de Oliver que nunca a deu arrepios de medo da maneira como Arqueiro Negro a dava.

— Não. — relutou em dizer sorrindo desconfortável.

— Ótimo! Você vai adorar conhecer todo mundo! — exclamou se levantando animado.

Ciente que não a ouviria nada mais que aquilo, ele logo a deixou a sós com seus pensamentos.

Ao ser remanejada para outro dono não parou para pensar na possibilidade de Al Sah Him receber um outra escrava.

Ele não seria capaz de fazer com essa desconhecida tudo que fez a Felicity Smoak, seria?

— Não seja estúpida. — se repreendeu negando a possibilidade.

O conhecido ex-playboy de Starling City, Oliver Queen poderia até a trocar por qualquer outra, porém desde que se tornou Al Sah Him Smoak começou a ser sua escrava pessoal e nunca soube de nenhuma outra que o suportou mais que uma semana.

Por alguns sorriu e relaxou imaginando que em alguns dias uma pobre coitada a imploraria para mudar de dono.

Ainda assim iria o procurar e saber se ele estava bem, pensou se lembrando de não receber nenhuma ordem para não sair do quarto.

(Terceira Pessoa / Al Sah Him)

Não suportava jantar com todos os assassinos barulhentos de sua organização ainda sim preferia eles a estar sozinho no mesmo cômodo que sua nova escrava.

Izabel Rochev era bonita e extremamente atirada.

Desde que começou a trabalhar para ele não houve um minuto sequer que não tentou o seduzir.

Encerrado seu treinamento, resolveu tomar um banho no banheiro conjunto que a esse horário estaria vazio pra evitar de dar mais motivos para sua nova escrava o incomodar.

— Oi? — a voz que muito bem conhecia chamou da porta do banheiro.

O que Felicity estava pensando ao resolver ir ali?

— O que você está fazendo aqui? — desligou o chuveiro indo pegar sua toalha.

— Vim ver se está bem. — respondeu da porta do lugar.

A resposta era óbvia.

Ele não estava nem um pouco bem por a ter perdido.

Ainda sim era uma surpresa agradável pra Al Sah Him ver que mesmo não tendo ligações com ele, profissionalmente claro, se importava com seu estado de saúde física e mental.

Aquilo era um gesto adorável por parte da mulher.

— Já pode sair do isolamento? — devolveu gesticulando para que ela adentrasse no lugar.

— Infelismente, sim. — bufou se caminhando tímida para seu lado. — Já tem uma nova escrava? — foi direto ao assunto que mais o incomodava.

— Sim. — rolou os olhos ao lembrar que Izabel não era Felicity.

O que não daria para a ter em seu quarto, deitada na sua cama com os cabelos bagunçados, nua, com a respiração ofegante, gemendo seu nome?

— Ela é bonita? — o pegou desprevenido.

— Como?

Realmente queria uma resposta pra o que falou?

— Sua escrava pessoal é bonita? Inteligente? Qual o nome dela? — cruzou os braços evasiva.

Tantas coisas para fazerem naquele tempo livre que tinham a sós....

E Smoak resolvia pôr Rochev na conversa que poderia ser algo muito mais agradável.

— Ela não é importante. — encerrou o assunto acariciando o rosto da mulher.

— Mais você.... — tentou voltar ao assunto.

— Não quero falar sobre isso. — a puxou para perto. — Quero você. — levantou o rosto dela pra mais perto do seu. — Sinto sua falta. — confessou se sentindo estúpido por soar como um adolescente apaixonado.

Ao a ver sorrir não pensou duas vezes e a beijou.

Aquele mês que não conseguiu vê-la foi tão ruim quantos todos os anos que se sentiu só na Liga dos Assassinos.

Ao contrário de um adolescente apaixonado que sentia-se saciado com um beijo a guiou até o chuveiro onde estava tomando banho e resolveu pôr em prática uma ideia de muito tempo atrás.

— Isso é um banheiro público! — exclamou tentando se afastar.

Para sua sorte, ele sabia exatamente o que a deixava mais fácil de esquecer detalhes tão importantes.

— Tarde demais para desistir. — acariciou o rosto da moça que para o afastar ligou o chuveiro.

— Você não vai me fazer de boba, quero as minhas respostas! — exigiu se esquecendo que assim como ele estava se molhando também.

— Quem manda sou eu lembra-se? — replicou a virando para parede a beijando e acariciando com muito carinho.

Adorava a sensação de a tocar, acariciar beijar e sentir. Poderia fazer aquilo o dia inteiro que nunca deixaria de querer sempre.

Ela era linda, inteligente, geniosa, atrapalhada por vezes, mas era sua.

Além de tudo se tornou seu novo vício. E como qualquer outro viciado, Oliver nunca se cansava ou enjoava, sempre queria mais.

Felicity Smoak se tornou mais do que sua escrava.

Ela se tornou sua luz em meio às trevas que sua vida era antes de a conhecer. Não sabia como, onde, quando ou o porquê. Smoak simplesmente tornou-se importante de uma maneira que não compreendia. Deveria temer se apegar mais era quase impossível não o fazer.

A verdade é que apesar de tudo ele, Oliver Jonas Queen, conhecido em Nanda Parbat como Al Sah Him, precisava muito de sua Felicity.

E não existia algo que ele precisasse que não tivesse.

— Por favor. — sussurrou desabotoando o vestido que ela usava ainda beijando o pescoço, ombros, e nuca.

— Se alguém chegar eu juro que te mato. — resmungou levando sua mão para a toalha que ela tirou num puxão rápido.

— Obrigada? — arqueou a sobrancelha surpreso a olhando de cima a baixo.

Nunca diria em voz alta, porém gostava muito de ver Smoak tomando iniciativa. Algo nesse jeito peculiar dela a deixava muito mais selvagem e sexy.

Em contrapartida o deixava muito orgulhoso e excitado claro.

Teria algo mais erótico que o brilho de diversão e prazer nos olhos daquela mulher?

Duvidava muito.

Tendo a permissão e oportunidade a uniu o máximo possível de seu corpo e respirou fundo o aroma dela que sentia falta, lembrando-se apenas através de míseros sonhos.

(Terceira Pessoa / Felicity Smoak)

Não entendia o porquê de todos os olhares tortos das empregadas por onde passava.

Não tinha nada de errado em se molhar por acidente.

Não que o fato de Al Sah Him ter ido com ela e ter gritado com as mulheres coisas que não compreendia tivesse algo a ver com aquilo.

Ele tinha lhe dito que não disse nada demais.

Todavia desconfiava que fosse algo relacionado a sua queixa pelo fato dos empregados quase nunca a deixarem comida e a chamar de "americana idiota".

Ainda sim pensava que era mais do que bem feito pra todas elas.

— Felicity? — Roy a chamou a alcançando no corredor.

— Sim? — se voltou na direção do rapaz que parecia assustado e a entregou um caderno.

— Leva isso pra algum lugar seguro. — implorou nervoso.

— Ok. — ciente que aquilo era algo muito importante, guardou no carrinho com o lanche da tarde de seu novo mestre.

— Não deixe ninguém ver isso. — disse correndo na direção contrária à que ela seguia.

Ao ouvir sons de passos sentiu um arrepio lhe percorrer sua espinha e tentando parecer inocente fingiu não ter visto ou escutado nada.

— Trouxe... — começou a dizer entrando no quarto.

— Estou de saída. Pode comer. — Tommy passou ao lado dela lhe dando um se linho rápido. — Até mais, Felicity! — se despediu colocando um pano que lhe cobria metade do rosto, mostrando apenas os olhos.

— Como? — tentou entender corando ao se dar conta que ele havia a beijado.

O que diabos está acontecendo ali?

(Terceira Pessoa / Roy Harper)

Roubar o caderno com toda contabilidade da Liga?

Confere.

Ser espancado e levado a júri?

Também.

O que mais lhe faltava?

Ah! Claro, ser inocentado, visto que conseguiu se livrar do caderno antes de ser pego.

— Não encontramos nenhum caderno com ele. — um dos assassinos anunciou a notícia do século.

Mesmo que tivessem encontrado aquela budega com toda certeza teriam o espancado juntamente com ele.

— Eu já disse que não peguei nada! — cuspiu seu sangue enquanto se defendia.

Apenas encontrou o caderno e decidiu que ele seria muito melhor utilizado nas mãos de Thea, completou em silêncio.

— Você foi o único a entrar na sala de contabilidade. — Al Sah Him rosnou como um cão raivoso.

No momento não tinha um osso, desta forma as negociações com o animal que Al Sah Him era estavam fora de questão.

— Sim. Eu entrei. Fui pegar papel e caneta pra desenhar. — tentou mexer o braço constatando que ele estava quebrado.

Um braço, três costelas, alguns dentes e uma perna totalmente destruídos. Provavelmente órgãos internos também um caco.

Sua situação era horrível.

Não teria chance de sobreviver se não recebesse cuidados em poucos minutos.

— Papel e caneta? — Ras Al Ghul pareceu achar graça.

— Podem olhar em meu quarto. — disse com firmeza.

Roy costumava a pegar papel e caneta para desenhar de qualquer forma. O próprio responsável pela contabilidade iria concordar com o que dizia.

— Digo que o matem. Melhor! Me deixem de usar umas técnicas novas de tortura nele! — Merlyn se animou com a ideia que teve.

— Não. — Oliver Queen o repreendeu antes de mandarem o pôr de joelhos. — Você vai entrar novamente na sala sem autorização? — o perguntou pegando todos de surpresa.

— Não senhor. — fitou o chão temendo que fosse ser morto ali.

— Sendo assim... — ouviu-se o som da ômega sendo utilizada.

Por alguns segundos sentiu suas terminações nervosas serem arrancadas de seu corpo e ao o olhar o local que lhe doía infernalmente encontrou o que deveria ser seu braço no chão.

Depois daquilo só conseguiu gritar.

Preferia ter morrido.

O desgraçado lhe arrancou seu braço.

(Terceira Pessoa / Al Sah Him)

Mal saiu da sala de reuniões quando foi impedido de dar mais um passo por Merlyn.

— Você está muito bonzinho sabia? — chamou a atenção dele.

— Você está sendo um monstro como sempre. — deu de ombros se virando pra saída.

— Ela é tão boa assim? — cruzou os braços sorrindo com deboche. — A quanto tempo vocês vem transando pelo corredores hein? — provocou aumentando seu sorriso.

— Diga mais uma coisa e irei te matar. — ameaçou o homem que ignorou.

— Ela tem alguma posição preferia ou é do tipo que faz de tudo? — passou dos limites recebendo um soco.

Agora ele tinha passado dos limites.

Iria matar ele.

Notas finais
Deem uma olhada no meu perfil que tenho outros dois novos projetos com escritoras maravilhosas!Espero que tenham gostado! Quaisquer eros na fanfic não pensem duas vezes me mandem uma mp com as melhorias necessárias que as farei eu prometo!