A Escrava

4 Capítulo 3


Notas iniciais
Meninas muito obrigado pelos comentário maravilhosos que você deixaram e queria agradecer pelas 4 recomendações lindas que recebi obrigada.

(Terceira Pessoa)

Felicity nunca pensou que fosse achar graça na situações que a quatro meses e meio vivia.

Ser sequestrada, forçada a trabalhar como babá de um desconhecido e acordar num lugar que nunca ouviu falar antes parecia um pesadelo.

Ao menos a primeira vista.

Seu irritado, não menos humano, senhor não era lá tão monstruoso quanto diziam, mas sim um tanto quanto ruim em interações com outras pessoas. Bem no fundo Al Sah Him era uma boa pessoa.

Com exceção aos momentos que ela carinhosamente apelidara de "Incidentes que não sabia dizer infelizes ou não".

Como por exemplo na semana anterior que ao voltar de missão Al Sah Him a surpreendeu ensinando Sara a fazer um Striptease, até aí tudo bem com exceção ao constrangimento que ela sentiu, porém usou a barra, até então inútil pra ele em seu quarto, pra prender Smoak sentada no chão amarrada com seu pano de prato nela e a deixar de castigo por não se comportar saindo do quarto sem a permissão dele pra levar Sara até o seu.

Foram os cinco minutos mais constrangedores de sua vida.

Isso até Al Sah Him sair do banheiro, após seu banho ser tomado e a perguntar se repetiria a sua malcriação e desde então a ameaçar pôr de volta ali caso aprontasse.

Ficava contente em dizer que após ser libertada ela nunca mais repetiu o erro.

Com a exceção à noite anterior que ao receber um pente de seu improvável chefe o apertou num abraço, por alguns segundos recebendo um olhar irritado, entretanto o mesmo foi substituído com um esboço de sorriso o que a fez duvidar de sua sanidade mental.

Quais as chances dele sorrir pra ela?

Sem dizer uma palavra se levantou de seu colchão improvisado e seguiu até a cama do homem que dormia profundamente:

— Senhor Al Sah Him? — o chamou sem obter nenhum barulho. — Será que ele morreu? — se preocupou se sentando ao lado dele na cama pra colocar sua mão, contudo não sentiu a respiração.

Ela sem pensar debruçou seu rosto sobre o dele e ao respirar perto dele foi surpreendida pelo dito cujo que a prendeu sob a muralha de músculos definidos que era o seu corpo.

— Felicity.... — rosnou a olhando fixamente. — Quantas vezes tenho que dizer pra não chegar perto? — pôs seu rosto mais perto do dela o que a fez estremecer dos pés à cabeça.

Como um homem bonito daqueles poderia estar sozinho?

— Está no seu horário de treinar, senhor... — começou a falar se silenciando ao sentir a respiração dele em seu pescoço.

Ainda em silêncio acariciou com a ponta de seu nariz o pescoço de Smoak que fechou os olhos rapidamente apenas absorvendo o toque.

— Hmn... — concordou alguns segundos após se levantando de cima da jovem. — Pegue minha toalha. — ordenou seguindo para o banheiro.

Só ela tinha sentido certa eletricidade com aquele gesto?

(Terceira Pessoa)

Nunca foi tão difícil assim ter alguma companhia, Oliver pensou ao dar mais uma bronca em Smoak por ter se arriscado o acordando mais cedo.

Ela poderia ter sido morta por ele ao ser tão impulsiva.

— Ao menos poderia parar de tentar se meter em problemas. — reclamou massageando as suas têmporas.

Deveria ficar em seu quarto como lhe dissera antes, mas preferia ao invés disso ficar passeando com a namorada de Nyssa pelos corredores chamando mais atenção do que deveria.

Odiava ter que a prender ao mastro, posto a pedido de Sara pra que pudessem as duas dançando, como já as surpreendeu fazendo por esses dias que se passaram, se divertirem lá dentro sem sair do cômodo, todavia Smoak o deixava sem escolhas. Já não sabia o que fazer com toda energia que aquele furacão, melhor definição pra o que aquela mulher era, possuía.

Não que ela tivesse entendido que o pente que lhe deu de presente fosse um pedido de desculpas, mas...

Hoje mesmo Felicity quase o seduziu sem perceber.

A cada dia que passava mais perto ficava de perder o controle e desistir de se afastar.

Ele sabia que Felicity Smoak iria fugir ao ver o que realmente era. E não queria se afastar de alguém que pudesse a se tornar importante para sua vida. Não mais.

Ainda sim, se tudo desse certo, hoje a ganharia no leilão e pediria pra fazer algo que vem fantasiando a muito tempo desde que soube o que Smoak fazia.

Iria a ordenar que dançasse pra ele.

Mais por hora iria se comentar em treinar até esquecer o cheiro da pele dela e quão macia ela era ao toque.

(Terceira Pessoa)

Nunca pensou que fosse ouvir algo tão chocante e que fizesse tanto sentido.

Parada ali no seu espaço delimitado por seu senhor, palavra que deixara de achar tão estranha graças a frequência que a repitia, Felicity cruzou os braços e arqueou a sobrancelha se fazendo de descrente mesmo tendo sido convencida:

— Como tem tanta certeza que ele é um transgênero? — teimou estreitando os olhos.

— Já o viu com alguma mulher? Ou então o viu nu? — Nyssa devolveu a olhando de cima a baixo.

— Não. Isso não quer dizer nada. — seguiu até a porta do quarto. — Se não tiver mais nada a dizer, acho melhor sair. Senhor Al Sah Him pode chegar a qualquer momento e não irá gostar de vê-la aqui em seus aposentos. — a expulsou com educação.

O que sentiu pressionado sobre sua coxa de manhã não era algo fictício. De maneira alguma.

— Se quiser faça o teste. — disse saindo do lugar.

— Será? — pensou alto antes de voltar a arrumar a cama de Al Sah Him.

Não custaria nada se certificar, pensou mordendo o lábio inferior para conter uma risada ao imaginar Al Sah Him como uma mulher.

Até o tal leilão, que torcia não envolver ela transando com desconhecidos, coisa que sabia não ser algo que seu senhor quisesse que ela fizesse, seria engraçado pensar nas diversas versões femininas dele.

(Terceira Pessoa)

Ao ver que o horário de almoço de Al Sah Him se aproximava, sua escrava rumou até a cozinha para buscar o já preparado prato do mesmo e roubar uma maçã pra comer às escondidas.

Estava na metade do caminho quando foi surpreendida por um rapaz que sorria abertamente.

— Boa tarde. — a saudou entrando em seu caminho.

— Pra você também. — devolveu seca um tanto desconfiada pela maneira que ele a olhava.

Ele parecia um animal preparando-se pra a atacar a qualquer momento.

— Quer uma ajuda? — se ofereceu recebendo um não tímido.

— Prefiro carregar sozinha. — sussurrou tentando se desvencilhar dele que parecia a cercar.

— Tem certeza? — deu um passo em direção a ela que deu dois para trás.

— O que está fazendo fora do quarto? — Al Sah Him gritou obtendo a atenção do rapaz que não consegui a impedir de continuar a seguir seu caminho.

Ciente do problema que se meteu, Smoak apenas abaixou a cabeça e voltou para o cômodo o mais rápido que pôde deixando os dois homens sozinhos no corredor.

Não precisaria ser vidente pra saber da chegada dele ao quarto de qualquer forma.

Bastava ouvir o suficiente para o estrondo que a porta fez ao ser fechada servir de aviso.

— Desculpa... — sussurrou olhando o chão. — Precisei pegar seu almoço. — contou sorrindo rapidamente.

— Se você sair daqui novamente te amarrarei ali pro resto do dia. — apontou pra o poste de ferro que servia como cantinho da disciplina.

— Sim senhor. Irá tomar seu banho e almoçar em seguida? — o olhou de canto de olho com receio de virar e o encarar.

— Sim. — tirou sua camisa encharcada de suor. — Vá buscar minha toalha. — ordenou sério a olhando de cima a baixo pra se certificar que ela não havia se machucado.

Se ainda tinha dúvidas, agora era uma certeza o que faria naquela noite.

(Terceira Pessoa)

Já passava das três da tarde quando Sara adentrou no quarto acompanhada de duas senhoras que pareciam muito assustadas.

— Não se preocupe, elas têm medo do seu senhor. — respondeu a dúvida implícita no olhar de sua conhecida.

— O que vocês estão fazendo aqui? — sussurrou para que as duas senhoras não ouvissem.

— Viemos te arrumar pra uma festa quebra vai ter essa noite. — anunciou dando de ombros fingindo que não ligava.

— Al Sah Him concordou que eu fosse? — cruzou os braços alternando o olhar entre as mulheres.

— Sim, inclusive cedeu o quarto pra darmos um jeito em você. — a rodeou com as duas senhoras. — Por aqui vestimos qualquer roupa comemorativa, mas pra você escolhi algo mais executiva. — a guiou até a porta do banheiro. — Quando terminarmos vai ser tão sexy quanto a CEO da Queen Consolidated! — usou Thea Queen de exemplo surpreendendo a moça.

— Conhece a Speedy? — questionou obtido um olhar perplexo de sua conhecida.

— Não. — arqueou a sobrancelha. — Você conhece? — deu um passo a frente.

— Ela foi uma aluna de quando trabalhava dando aulas em uma academia de dança. — devolveu sem pensar.

— Hmn... Entendi. — comentou antes de começar a conversar com as mulheres que pareciam chocadas olhando pra barra que ia do teto ao chão do quarto.

— O que há de errado com o poste? — olhou pra as senhoras que ainda estavam horrorizadas.

— Elas acham que isso é algum tipo de brincadeira sádica dele com você. — explicou se controlando pra não rir.

— Que? Não! — o defendeu gritando nervosa. — Ele só me amarra aí pra pensar nas regras que eu infrinjo. — minimizou a situação olhando para os lados se certificando que ele não entraria ali e ouviria aquela conversa.

Se fazendo de intérprete, a loira voltou-se para as mulheres e começou a falar. Ao invés de ficarem mais tranquilas, as duas largaram as coisas que traziam no chão e saíram desesperadas do cômodo.

— O que é que você disse a elas? — deu um tapa no ombro da mulher a sua frente que riu.

— Disse que você me contou que ele te amarrava ali para te prender enquanto a batia. Depois comentei que estava com medo de Al Sah Him voltar do treinamento e agredir elas. — caiu na gargalhada como se aquilo fosse engraçado.

— Eu não disse isso! — esperneia com uma careta de desaprovação no rosto.
— Não se estresse. Apenas as fiz irem embora pra te dar um presente. — foi at o carrinho que trouxe com um sorriso enorme em seu rosto. — Agora não precisa mais usar o meu... — mostrou a cesta com itens de beleza e higiene.

— VOCÊ NÃO EXISTE! — berrou se jogando sobre a moça com lágrimas nos olhos. — Meu shampoo favorito! — comemorou entre lágrimas.

— Pode usar tudo isso hoje à noite. — sorriu gentil.

— Já que Nyssa te deu novos óculos, estou lhe dando lentes pra usar hoje. Óculos não combinam com festa. — observou ainda voltando ao carrinho. — Pediram para te entregar isso. — deu um embrulho vermelho com um laço preto. — Ah! Antes que eu me esqueça, pode se despedir desse colchão. Ollie pediu para mudar. — deixou escapar sorrindo.

— Ollie? — ponderou surpresa.

— Esquece isso. — encerrou o assunto olhando para caixa.

— Não vai abrir? — perguntou curiosa.

— Não. Ainda não. — guardou o objeto embaixo de seu colchão velho. — Vamos primeiro me dar um banho decente. — rumou para o banheiro.

— Antes você precisa de um item que eu vou buscar ali rapidinho. — jogou seu celular sobre a cama de Al Sah Him antes de correr pra fora do quarto.

Movida pela curiosidade, Felicity abriu o celular da amiga e foi direto na playlist de musicas pra animar o quarto que parecia muito quieto em sua opinião.

— Vamos ver o que ela estava ouvindo... — apertou o play do aparelho que começou a tocar a música que mais gosta de usar em suas aulas de striptease com suas alunas. — She's five when she drinks, but she's teen when she's is top on me... — começou a cantar já sendo movida pela música dançando pelo cômodo.

Sem pressa alguma, Felicity tirou seu casaco quente que usava e, sem parar de dançar um minuto sequer, o jogou em seu colchão ainda cantando a música com um enorme sorriso no rosto.

Sentia-se sexy ouvindo Enrique Englesias. E não fazia ideia do porquê.

Já ia tirar a blusa quando se ouviu o barulhos dos objetos pra treino de Al Sah Him caírem denunciando a presença de alguém ali.

— Senhor? — reconheceu o dono do quarto se apressando a esconder sua barriga já exposta, fitando o chão.

— Eu só... — começou a se explicar logo se silenciando. — Pegue minha toalha. — rumou para o banheiro.

— Por que diabos toma tantos banhos? — foi pegar a maldita toalha indo atrás dele.

Ao chegar na porta, onde podia ver ele despindo suas vestes para entrar na sua banheira, como sempre fazia o observou atentamente e sorriu ao ver seus músculos sem os panos que usava para os esconder.

Al Sah Him seria o tipo de cara que só precisava de um estalar de dedos para ter quem quisesse. Ele poderia a ter num estalar de dedos se quisesse, não no sentido ruim, mas sim, bem, em algum sentido bom se existisse.

— Deseja algo mais? — questionou sendo surpreendida por um sorriso rápido, mas típico de um predador a espreita.

— Por hora é suficiente. — disse com cinismo sem esconder que estava com algo que Felicity Smoak não fazia em mente planejado pra ela mais tarde.

— Sim senhor. — rolou os olhos colocando a toalha em seu suporte.

Aquele cara era completamente maluco às vezes.

(Terceira Pessoa)

Uma hora de banho era um recorde até mesmo pra Al Sah Him.

Felicity esperava impaciente para tomar o seu até que ele resolveu deixar de fazer do banheiro seu novo lar.

— Finalmente! — gritou a acompanhante da escrava que riu.

— Pode nos dar um minuto? — pediu a Sah Al Ta-Fer que assentiu e saiu do quarto.

— Não quer que eu vá? — o olhou de maneira cautelosa.

— Não. Se arrume logo. — rebateu ríspido.

Ao se virar em direção a seu colchão Smoak foi quase derrubada pelo puxão que seu senhor a deu jogando-a contra a parede.

— Fiz algo de ruim? — questionou confusa sendo silenciada pela eletricidade que percorreu seu corpo ao ser tocada por Al Sah Him.

Não era algo muito importante, apenas o simples gesto de traçar com seu polegar desde o rosto até o desenho dos lábios dela que fechou os olhos apreciando-o em silêncio.

Não eram mãos delicadas, mas o calor do toque dele era maravilhoso.

Deveria ter relutado, mas a única coisa que pensou e tratou de pôr em prática ao sentir os lábios dele sobre os dela foi em corresponder ao beijo.

Suas mãos seguiram caminhos distintos, as dele exploravam com avidez o corpo da jovem e permaneceram em sua cintura tirando a blusa da mesma que não se deu conta do fato até que viu a peça ser jogada num canto qualquer, sentindo as mãos grandes do homem apertarem seus seios, e sem perder tempo acariciou toda as costas dele que gemeu em aprovação ao gesto.

Há quanto tempo aquele homem não recebia carinho de uma pessoa?

Mesmo usando a toalha para cobrir sua cintura para baixo, Al Sah Him não conseguiu disfarçar o volume crescente que deixava claro o quanto se excitava com aquele beijo.

Felicity sabia que ele a queria.

E mesmo tentando entender como não se sentia presa de uma maneira ruim a ele não tentou se preocupou com sua compostura ao usar uma perna para prendê-lo para mais perto de si possível.

Ali, naquele momento, queria ser dele. Não apenas escrava, mulher também. A teria caso fosse sua vontade. Infelizmente, aquela não era.

O homem, ao se dar conta do quão longe aquele momento ia, encerrou a contragosto, não só dele como dela, o beijo e se afastou indo até seu armário pegar uma roupa para usar.

— Não demore. — a advertiu sério antes de voltar ao banheiro pra se vestir.

Sem dizer mais nada saiu do cômodo e não muito depois deu permissão a Sara que entrasse e a ajudasse.

O que diabos aconteceu ali?

— Seja lá o que for seu presente deveria usá-lo hoje se possível... — a aconselhou sorrindo.

— Claro... — desfez o laço ficando boquiaberta com o que continha no pacote.

Era algum tipo de alucinação o que via ali dentro?

(Terceira Pessoa)

Se tudo que pretendia desse certo esse simples beijo serviria para si como uma despedida pessoal dela, pensou seguindo até a reunião que acontecia na base da Liga .

— Finalmente nos deu a honra de sua presença em um de nossos sorteios, senhor Queen. — Slade o saudou sarcástico.

— Não me chame assim. — rosnou pegando sua ômega. — Nunca mais. — a desembainhou apontando em direção ao rosto do mercenário.

— Nossa. Que medo. — revirou os olhos. — Não me diga que proíbe a prostituta que usa como seu brinquedo particular dizer seu nome? — sugeriu sorrindo com escárnio.

— Já podemos ouvir meu veredito? — Al Sah Him encerrou o conflito entre os dois se sentando em sua mesa.

— Não. — cortou com a voz firme o assassino. — Ainda não lhe dei meu presente. — caminhou por entre os homens segurando sua espada.

— Qual seria seu presente? — o líder se atentou curvando seu corpo em direção ao homem que parou ao lado de um dos novos membros da equipe.

— O traidor que foi responsável pela falha em nossa última missão.

— Traga sua cabeça até mim, então. — deu o veredito antes de Oliver empurrar o homem que caiu no chão.

— Juro que não tive nada a ver com isso! — tentou se defender desesperado.

— Entretanto sabe muito bem quem teve. Inclusive auxiliou. — Al Sah Him afirmou puxando o rosto do rapaz pra cima. — O nome do traidor ou matarei você. — pediu com frieza já colocando a espada na traquéia do garoto.

— Foi o meu irmão que vendeu as informações! Eu só sei isso! — se isentou da culpa, mas não adiantou pois teve sua garganta cortada.

— Família não se trai. — o Queen indagou indo até o irmão do rapaz que já se encontrava de joelhos chorando. — Se preciso morremos por ela. — limpou o sangue de sua espada no traidor.

— Você é um monstro. — conseguiu dizer reunindo todo seu ódio. — Todos vocês são! E em breve tudo isso vai acabar pra todos vocês! — os ameaçou antes de Oliver girar sua espada com seu pulso e o acertar no coração com a espada.

— Agora pode dar seu veredito.

Depois disso a reunião continuou como se não houvesse dos cadáveres no cômodo e nada tivesse acontecido.

(Terceira Pessoa)

Felicity nunca esteve tão nervosa.

Não fazia ideia de quem seria o responsável pela sua saída do quarto, entretanto estava desesperada para que aquilo acabasse logo.

Não é que se acostumou com sua vida resumida a um mísero cômodo?

Ainda pensativa se encaminhou até o único espelho e se examinou.

Usava uma saia preta que se estendia até dois dedos acima do seu joelho, uma blusa rosa clara e saltos pretos também.

A maquiagem de em seu rosto era mínima e, contrariando os pedidos de Sara, pôs seus óculos, consertados e dados de volta à um mês atrás, se cobrindo com um sobretudo preto para caso precisasse sair de sabe — se lá onde estava a qualquer outro lugar.

Era tudo muito estranho desde que se tornara escrava de Al Sah Him.

Ainda sim era louca a ponto de se o deixar levar pelos toques daquele homem que só lhe dava ordens.

Mesmo tendo sido claramente rejeitada, secretamente ainda esperava que Oliver Queen, magnata que largou todos os pobres de Starling City para se tornar um assino frio aparentemente por nada, a deixasse tratar ele da forma que vinha imaginando desde que ele saiu do quarto e a deixou sozinha e excitada.

O verdadeiro nome de Al Sah Him foi contado por Sara que, depois de muita insistência da moça, disse tudo que sabia sobre o homem enquanto a arrumava para sabe se lá o que.

Tão distraída quanto poderia ser, ela não ouviu o homem entrar e quando se deu conta da presença no quarto já fechava a porta.

— Não vai sair hoje. — Al Sah Him trancou a porta do quarto.

— Você disse que... — tentou entender algo que não era possível no momento.

Não com ele tirando sua camisa na frente de Felicity.

— Hoje você fica comigo. — se pôs de frente para jovem acariciando a bochecha dela. — Tome. — a entregou o celular que tinha no seu bolso ao ser levada até lá.

— Você... — começou a sorrir logo ficando séria por saber que ele estava com ciumes de dividir sua empregada apenas. — Ok. Obrigada senhor. — agradeceu no automático.

— Não estou lhe dando isso sem motivos, senhorita Smoak. — avisou a olhando de cima a baixo. — Não mesmo. — umedeceu seus lábios sem deixar de a fitar. — Quero que dance pra mim. — disse imperativo recebendo um olhar espantado.

— Só? Dançar o quê? Algo mais atual ou antigo? Valsa talvez? — listou suas opções sorrindo animada.

— Quero que me mostre tudo que aprendeu enquanto trabalhou como prostituta. — a olhou de cima a baixo.

— Eu trabalhei COM prostitutas. Não COMO prostituta. — O corrigiu.

— Como? — balbuciou sem entender.

— Sou professora de dança das meninas. Não uma das meninas. Por que todos vocês acham que eu me prostituía? — questionou bufando irritada.

— Não... — começou desconfortável.

— Sem problemas. — espalmou as mãos. — Quer que eu dance pra você? Ok. — foi até o poste que lhe servia de castigo. — Deixa eu colocar uma música... — começou a mexer no aparelho que estava carregado, entretanto não possuía sinal ou chip. — Sugiro que deixe somente as velas e pegue uma cadeira. — soou convicta embora só tivesse dançado pra um namorado uma vez e ele riu tanto que desistiu de continuar.

Desligando a luz elétrica do cômodo, deixando apenas as velas decorativas que sempre mantinha acesas por imitarem o céu a noite, pôs a cadeira na distância que queria e voltou até o poste sorrindo abertamente.

Iria começar do básico, pensou ao colocar a música pra tocar e apenas fazer aquilo que diversas vezes ensinou as mulheres com quem trabalhava.

Cantando baixo tirou peça por peça sendo observada pelo home que em nenhum minuto desviou seu olhar dela.

Ao soltar seus cachos loiros (*) ficando apenas com seu presente, uma lingerie vermelha, recebida de alguém que não fazia ideia de quem fosse, seus saltos e seu sorriso mais sedutor no rosto.

Dançar pole dance, por ser uma aula obrigatória para todas as garotas que quisessem se iniciar na profissão no estabelecimento que trabalhava, era uma das que mais tinha afinidade e mais gostava de fazer.

Ouvindo a música Tonight I'm Love You era extremamente fácil se sentir sexy.

E sabia que estava tendo sucesso pois enquanto dançava resolveu o provocar subindo e descendo, se esfregando na barra com um sorriso provocativo no rosto sem desviar seu olhos dos dele que queimavam de desejo.

Ele queria que ela fosse dele e Felicity não via o porquê de negar algo. Sendo honesta consigo, a ele não via motivos para negar nada. Durante aqueles meses que esteve ali, não conseguia parar de pensar no quanto seria maravilhoso ter uma noite com seu patrão.

Movendo-se no ritmo da música, seguiu até Al Sah Him e, ao descer para o olhar nos olhos de perto foi puxada pelos cabelos com força para cima.

— Ai! — exclamou antes de e ser beijada com voracidade pelo homem que parecia ter desistido de ficar apenas sentado à observando.

Sem parar o beijo, sentou-se no colo do homem que riu antes de morder o pescoço de Smoak, apertando a cintura e a coxa direita da mesma que gemeu bem baixo.

Em resposta arranhou de leve as costas dele mordiscando a orelha de Oliver que rosnou exigindo os lábios dela nos seus.

Se sentando no colo dele com as duas pernas abertas para se tornar inexistente a distância entre os corpos dos dois, só afastou suas mãos do corpo de porte atlético coberto por tatuagens e cicatrizes para se livrar do seu sutiã que mal caiu no chão foi substituído pela mãos dele que acariciava-os .

— Vamos pra cama. — a suspendeu por fim para que pudesse por suas pernas em torno de sua cintura.

No fim das contas, todas as informações que as meninas a deram serviu pra algo.

Ao sentir suas costas em contato com a cama inverteu as posições, ficando por cima de Oliver e distribuindo beijos fez uma trilha até a calça que ele usava, livrando-se dela para o olhar nos olhos pedindo permissão para continuar os toques.

Não queria fazer algo que ele não aprovasse pois ainda pertencia a Al Sah Him e não queria terminar a noite amarrada num poste ao invés de ter a posse dele para si.

Tendo a permissão, capturou com os seus lábios o membro do homem que gemeu alto.

Aquela noite os papéis se inverteriam, ela não seria a escrava.

Ela seria a dona.

E Al Sah Him seria seu escravo de suas vontades, toques e gestos.

Notas finais
Meninas eu vou responder os comentários com muito carinho e amor!