A Escrava
7 Penúltimo Capítulo
Notas iniciais
( Oliver Queen)
— Não vou permitir que a trate desta forma! — exclamou furioso antes de investir com força a espada na direção do outro assassino que se defendeu com o seu arco.
O desgraçado nunca o venceu em lutas de qualquer forma.
Aquele arco, graças a falta de distância, seria inútil para o Arqueiro.
Ainda sim, sua língua estava mais afiada que nunca.
— Como se sente sabendo que a única cama que ela vai esquentar é a minha? — Merlyn o chutou forte na perna.
Aquele golpe e aquelas palavras teriam volta.
Al Sah Him faria questão de providenciar uma dor muito maior a ele.
— Ela é minha! — investiu golpes com sua ômega no oponente que se desviou com dificuldade. — E eu vou te matar por encostar nela! — rosnou antes de levar um soco.
— Seu tempo de favorito acabou, mas espero que a prostituta da sua irmã tenha vivido uma vida boa, afinal de contas vou visitá-la em breve. — repudiou do homem que canalizou seu ódio para devolver os golpes.
Tommy Merlyn não passaria daquela noite.
Ao conseguir o derrubar, pôs um pé sobre o peito dele e manteve ômega a milímetros da garganta do seu rival.
— Quais são suas últimas palavras? — sorriu com escárnio cuspindo sangue no rosto de Tommy.
— Felicity! Por favor! Me ajude! — gritou se fazendo de desesperado. — Ele enlouqueceu! — exclamou se fingindo de inocente.
— Senhor Al Sah Him! — Smoak o chamou se intrometendo na luta. — Não faça isso. — o olhou por longos segundos.
— Fique fora disso. — a empurrou com força.
Sem medir a sua força, ele a fez cair no chão.
Ao ouvir o som do corpo dela caindo desviou sua atenção do Arqueiro Negro e acabou por perder o combate.
Merlyn iria pagar por aquilo também.
Aquele monstro iria sofrer as consequências por ter o feito ferir sua Felicity.
— Sou uma pessoa muito legal, sendo assim não iria o ferir de maneira alguma, ainda sim, nunca mais me encoste suas mãos sujas. — mentiu antes de chamar Smoak que ainda estava caída no chão assustada.
— Fe... — sussurrou indo na direção dela que se pôs de pé e após o fitar por longos segundos gesticulou minimamente para a saída da sala antes de olhar para seu novo senhor.
— Precisamos conversar. — leu os lábios da moça que sumiu de vista rápido.
— Senhor Al Sah Him? Tem um minuto? — Ouviu a enfermeira chefe o solicitar apreensiva.
O que poderia ter acontecido para que ela o chamasse?
(Felicity)
— Não quero que fique perto daquele animal. — anunciou seu novo mestre.
Não que aquilo fosse a afastar dele, mas iria dificultar qualquer forma de contato entre eles.
Precisaria dar um jeito naquele problema.
— Ouviu o que eu disse? — cruzou os braços arqueando a sobrancelha.
Ele conseguia ser pentelho quando lhe convia. Ao menos isso era uma certeza.
— Desculpe. — abriu a porta do quarto para que ele entrasse.
Seu estômago e cabeça doíam ao que parecia mostrando os primeiros indícios de uma gripe forte.
— Vá até a enfermaria e peça ao médico que venha ao meu quarto. — Tommy se deita na cama começando a tirar suas peças que usava.
— Sim senhor. — rolou os olhos com a falta de educação que ele mostrou e foi até a enfermaria, arrastando a enfermeira auxiliar, visto que a enfermeira chefe estava conversando com Al Sah Him, até o quarto onde ao chegar à moça pareceu ficar assustada.
Talvez ela não gostasse de ajudar assassinos, pensou antes de fechar a porta atrás de si e ir buscar o lanche que Merlyn solicitou.
Apesar de calma, Smoak não conseguia se livrar de seu incômodo ao o ver. Algo em seu mestre não soava tão bem quanto ele parecia ser. Só não sabia o quê.
E sinceramente, não queria descobrir, visto que, naquele lugar quanto mais se sabia pior se tornava a estadia.
(Roy Harper)
Não fazia ideia de quanto tempo perdeu ali.
Só o que sabia era que o pior que poderia ter acontecido não aconteceu. Pelo menos algo bom rendeu da sua ideia estúpida de antecipar os planos de Thea.
A essa altura devia ter escutado os rumores e, juntamente com seu pequeno exército particular chegaria até o final do segundo dia ao covil dos assassinos.
Sabia que ela ficaria muito descontente pelo seu arranjo para acertar as pontas soltas, todavia não podia mais ser feita muita coisa em razão daquilo. O plano foi antecipado e caso encerrado.
— Você precisa evitar fazer movimentos bruscos. — Ouviu Al Sah Him, o homem que arrancou seu braço, afirmar tranquilo.
— Talvez não precisasse se você não tivesse arrancado a porra do meu braço, amigo. — Roy gritou furioso.
Thea havia lhe afirmado que ele não aceitaria e dificultaria as ações dele dentro da Liga, mas não disse que ele lhe custaria um braço!
Sua vingança contra aqueles monstros que viviam ali no fim valeria a pena. Sabia que sim.
Ainda sim, podia por hora reclamaria um pouco.
— Talvez de tivesse sido mais discreto com seja lá o que estivesse fazendo, não teria perdido o braço. — Acusou o ruivo que tentou se levantar, mas sua dor não permitiu.
— Você é um filho de uma boa puta! — Roy se contorceu de dor e raiva sem perceber as lágrimas que escapavam.
— Isso não é verdade. Minha mãe é uma boa pessoa. — O corrigiu sem se exaltar. — Assim como minha irmã com quem você tem se relacionado nos últimos anos. — Replica o analisando.
— Você...? Como...? — Balbucia incrédulo e surpreso.
— Não é o único que sabe espiar, Senhor Harper. — Oliver responde simplesmente andando de um lado para o outro do quarto.
Algo nele estava deveras inquieto. Isso não era um bom sinal.
— E ao invés de me entregar arrancou a porra do meu braço. Não entendi. — Confessa olhando para as bandages que cobriam o buraco que um dia foi seu antebraço.
— Você não soube encobrir todos seus rastros e Merlyn tem provas para o culpar. — Avisa ao rapaz com tranquilidade. — Preciso que você vá embora daqui. E leve Felicity com você. — Pediu em tom sério.
— Você o quê? — Se levantou depressa quase caindo.
Não deixaria de vingar a morte dos seus pais e familiares. Não podia jogar para o alto aqueles longos, tortuosos e malditos anos que estava ali naquele inferno no lixo.
— Não vou fugir. Vou enfrentar eles..! — Roy decidiu tentando sair do lugar que estava.
Todavia ele não conseguiu e caiu no chão.
— Seus movimentos estão sendo dificultados pelo desequilíbrio de seu corpo anestesiado. — Queen avisa o obrigando a voltar para cama. — Essa noite ela virá aqui te ajudar a ir embora. — explicou fitando um ponto invisível. — Quero que você cuide dela e de Thea. — Pediu com a voz trêmula que denunciava uma tristeza em pedir aquilo.
— Você não vai me impedir de ter minha vingança! — Gritou o jovem se debatendo.
Todos aqueles anos! Não poderia os jogar no lixo. De maneira alguma!
Iria se vingar de Ras Al Ghul.
Desde que seus pais se foram só viveu em função do dia em que o faria pagar por tudo que fez. Estava tão perto! Não deixaria nada o impedir.
— Você precisa fazer o que te disse! — Oliver se exaltou desesperado.
— E por que eu faria isso? — o questiona irritado.
— Felicity está grávida. — Devolveu no mesmo tom.
— Como? — resmungou em choque.
"Grávida"? Como aquilo aconteceu?
— Você sabe como acontece. — disse andando em círculos como um louco.
Bem, aquilo era algo que simplesmente fudia todos os planos.
Quer dizer, não poderia deixar uma mulher grávida no meio de uma possível briga feia entre assassinos treinados. Seria cruel demais. E ele não era tão ruim.
Fora que Felicity Meghan Smoak, a pobre coreógrafa de prostitutas, agora escrava das vontades de um monstro conhecido como Arqueiro Negro, estava ali em partes por sua culpa.
Estava no momento em débito com ela.
— Bem, definitivamente precisamos tirar ela daqui. — concordou pensativo.
Como a levar para algum lugar seguro e em contrapartida participar da luta?
— Não vou permitir que um dos meus filhos sejam criados por Ras Al Ghul. — Confessa seu temor que o causou insônias por várias e várias noites.
Roy já conseguia ver o monstro que Ras Al Ghul faria a criança ser para se tornar digna da sua herança.
Seria maldade demais com o ser inocente que crescia no ventre da moça.
— Você está certo. — Concorda meneando a cabeça com as visões de possíveis futuros para uma criança nas mãos de monstros. — A propósito, parabéns. — Estendeu a mão para Al Sah Him que apertou de bom grado.
— Esteja atento para caso Felicity Smoak apareça. E por favor, a proteja. — Pediu para o rapaz que acenou positivamente.
Santo Deus, ela estava grávida! Thea iria surtar com aquela notícia.
(Terceira Pessoa)
Nunca em toda sua vida entendeu realmente o que se passava na mente dos homens.
Oliver Jonas Queen, que era conhecido pelo nome de Al Sah Him agora, era uma grande incógnita em tantas coisas que sinceramente não sabia o que sabia ao certo sobre ele.
Era confuso, mas não dava para explicar de outra forma.
Estava chovendo muito quando ele a arrastou para longe dos olhares de outras pessoas e num lugar deserto a convenceu a ser dele.
Sempre foi o tipo de mulher não movida a adrenalina e desejo, mas fazia certo tempo que sempre que o via sentia necessidade de ser dele.
Não existia mais um lugar certo para que tivessem seus momentos.
E no fundo sabia que ele adorava aquilo.
Com exceção a aquela fatídica noite em que tiveram sua primeira relação sexual ao ar livre. Na chuva inclusive.
Felicity se sentia completa, relaxada e até mesmo disposta para uma segunda vez, contudo Oliver Queen estava distante e pareceu a todo momento que tiveram juntos desesperado como se aquela fosse a última vez que se veriam.
Sob aquele céu escuro, com testemunhas oculares uma constelação inteira de estrelas, Al Sah Him, que agora finalmente se encontrou como Oliver Queen mais uma vez, não se deixando dominar por seu lado monstruoso, deu tudo de si a ela.
Teria sido perfeito, se não houvesse uma despedida implícita no "Eu te amo e sempre amarei".
Embora temesse precisava fazer a pergunta que provavelmente a deixaria mais nervosa do que se sentia.
— O que houve? — ouviu sua voz fraca perguntar incerta da resposta que viria.
— Lembra-se do exame que o após seu tempo em quarentena fez? — a puxou para perto beijando com carinho a testa da sua garota.
— Claro.
— O resultado saiu hoje. — anunciou desconfortável.
— E qual foi o resultado? — Smoak perguntou descontraída embora temerosa.
Não podia ter algum tipo de doença ou coisa do tipo certo?
— Você está muito bem. — Contou com um sorriso lindo em seu rosto.
— Graças...! — Afirmou acariciando o membro já excitado de seu amante.
Agora poderia voltar ao que adorava fazer. Seu Oliver feliz e satisfeito.
— Você e o bebê estão bem por enquanto. — Sussurrou a olhando e soslaio.
— Não! — grita se sentando no chão. — Eu tomei a pílula do dia seguinte! — exclamou horrorizada.
Como explicaria aquilo para seu novo dono? E o Ras Al Ghul? Escravas tinham direito a licença maternidade? Teria algum acompanhamento médico? Como cuidaria de um bebê naquele lugar?
— A pílula pode falhar. — Al Sah Him explica com paciência.
— Isso é quase impossível de acontecer! — insiste olhando para seu corpo notando só naquele momento as pequenas grandes mudanças.
Seus seios estavam inchados, sua barriga parecia diferente e vinha sentindo alguns sintomas que apesar de típicos passaram despercebidos por ela.
Era uma péssima mulher no fim das contas.
— Você está contente? — ele a questionou nervoso.
— Sim! — sorri em resposta o beijando apesar de chorar bastante. — Dá pra acreditar que teremos um bebê? — o abraça mais calma com a notícia.
— Não. Não dá... — Al Sah Him confessa a beijando no topo da cabeça com um carinho muito especial.
Agora eram uma família completa.
Só precisavam sair dali para recomeçarem suas vidas.
— Você ainda está me escondendo algo. — afirma recebendo um gesto positivo.
— Preciso que você faça algo por mim... — com cuidado acariciou o rosto dela de forma que parecia ser frágil.
Não teria chances de a pedir para tirar o bebê, não é? Seria uma monstruosidade. Al Sah Him, antes poderia até sugerir isso. O homem que ele se tornou jamais.
Bastou aquele pensamento para se sentir enjoada e vomitar.Com cuidado ele a auxiliou a impedir do seu cabelo ser sujo pelo vômito e ajudou a se por de pé.
— Quer ir à enfermaria? — sugeriu se vestindo.
— Não. — Smoak pôs sua blusa o encarando desconfiada. — O que quer que eu faça? — Pergunta séria.
— Tire Harper daqui e o leve até a área leste. — começou a falar fazendo os músculos dela relaxarem — Ta — er Al-Sahfer vai estar lá os esperando para levar os dois para fora daqui. — explicou a olhando nos olhos com tristeza evidente.
— Não vou sem você! — Bateu o pé inconformada.
Nao o deixaria ali para que o fizessem ficar da maneira que foi antes. Temia que houvesse uma forma de o fazer voltar a ser ele mesmo mais uma vez.
— Você precisa ir. — Oliver diz segurando na mão dela com força. — Não por que eu quero, mas sim pelo nosso bebê. — usou o argumento impossível de relutar.
— Eu não quero perder você... — Felicity choramingou.
— Tire Roy daqui e espere que eu vou até vocês. Eu prometo. — jura sorrindo esperançoso.
— Só não demore muito. — pediu dando um selinho nele.
— Serei rápido. — O Queen a beijou bem devagar antes de voltar a falar. — Você é a melhor coisa que me aconteceu nessa vida. — confessou pela primeira vez desde que chegou ali naquele inferno infeliz.
— Quando faremos isso, hmn?
— Tem um grupo invasor se aproximando daqui. Após o jantar daremos um jeito de despistar o Merlyn. — explica caminhando em direção a base. — Até lá seja uma boa garota e não se indisponha com ele. — aconselhou pensativo.
Ao chegar quase foi flagrada pelo Arqueiro Negro aos beijos com Al Sah Him e apesar disso, seguiu o resto do dia como de costume.
Somente no jantar, quando todos se reuniram para comer e beber, foi forçada por Merlyn a comparecer na sala principal onde todos comiam teve momentos ruins.
O que sabia é que seriam o início de muitos outros momentos ruins.
— Sente — se comigo, Felicity! — Merlyn gritou com um copo de bebida alcoólica cheio.
— Não há mais espaço, senhor. — observou para escapar daquela mesa de homens bêbados sem sucesso.
Contrariado, Tommy a fez sentar em seu colo e a manteve ali, subjugada aos seus toques, que ela não permitia irem longe ou serem íntimos demais sem ser rude, todo o jantar.
Isso até a pedir para dançar com ele e a beijar durante a dança o que quase a fez socá — lo.
Quase pois Al Sah Him, furioso com o que via foi para cima do Arqueiro incitando uma briga que culminou em todos os demais assassinos envolvidos.
Não era lá o tipo de distração que deveria ter feito, mas ainda sim, Felicity Smoak correu o máximo que pôde até a enfermaria onde Roy Harper há aí sido mantido conseguindo tirá — lo dali em tempo recorde.
Andar descalça tinha lá suas vantagens, pensou escondendo-se de uma patrulha de Assassinos que passou.
Entre uma parada forçada e outra, finalmente chegou ao seu destino e viu Sara, quem reconheceu do dia de seu leilão, parada próxima a saída consultando um relógio.
— Vocês estão atrasados. — ralhou tomando o peso do corpo de Roy para si.
— Muitos assassinos. — Roy fechou a cara irritado. — Não há muito o que fazer com eles sem um braço. — debochou mau humorado.
— Talvez cócegas? — Felicity brincou na hora errada recebendo olhares irritados.
— Vamos logo. Estamos sem tempo... — sussurrou retomando a caminhada até o seu carro já parado na saída, alguns metros a frente.
Mais aliviados pela proximidade da liberdade, Roy e Felicity relaxaram ao sentir a chuva fina tocar sua pele.
— Senti tanta falta disso. — Smoak Resmungou sorrindo para o céu.
Com o tempo que esteve com Al Sah Him não se deu conta de muita coisa até que finalmente sentiu mais uma vez o quanto sua liberdade era querida.
— Sentimos. — Roy concordou sorrindo.
Dispersos em seus pensamentos, nenhum dos três notou a aproximação do Arqueiro Negro que mantendo seu arco e flecha apontado para os três quase pulou de felicidade por ter chegado a tempo.
— Onde pensavam que iam? — Os chamou a atenção tranquilo.
— Nem pense nisso. — Sara encostou Roy no carro nervosa.
Se eles morressem ali nada daquilo teria valido a pena.
Incluindo ter entrado na organização pra obter provas para prender Al Ghul.
— Quem eu matarei primeiro...? — Sorriu macabro com seus olhos brilhando de êxtase.
Ele queria matar. E aquilo era algo que simplesmente fudia todos eles.
Notando que não tinha muitas opções, Sara tentou um corpo a corpo, todavia não obteve êxito e foi acertada por uma flecha.
Antes mesmo que Smoak pudesse gritar algo, foi acertada juntamente com Roy que caiu alguns segundos antes no chão.
Seria aquele seu fim?
(Tommy)
Matar era incrível.
Quando se decidia matar alguém se tornava por alguns segundos Deus.
Toda vez que ele matava alguém se sentia muito bem e com todas as mortes que tinha em seu currículo aprendeu a ser cruel e prolongar o máximo possível a dor de alguém.
Seria bem isso o que faria com os três desertores que tentaram fugir da Liga.
E seria muito divertido.
Em silêncio, arrastou os corpos desacordados dos desertores no banco de trás do veículo e os levou para mais perto de seu quarto e, aproveitando que ainda não tinham dado por sua falta, os levou para seu quarto onde com seus instrumentos começou a se divertir com eles.
Primeiro torturou Sara, pois certa vez o chamou de estúpido na frente de todos e o desrespeitou tantas vezes que não conseguia mais contar.
Primeiro queimou seus dedos, depois arrancou suas unhas dos pés e quando ela desmaiou de dor passou para Roy, o traidor que tentou fazer todos da Liga dos Assassinos de idiotas.
Nele foi mais cruel, terapias de choque, queimaduras pelo corpo, agressões e até mesmo arrancou o braço que havia sido posto de volta.
Não se importou pelos gritos de sua escrava que desesperada chamava por seu amado Al Sah Him, porém não obteve resposta.
Talvez o idiota estivesse ocupado demais sendo a puta de Ras Al Ghul ou não quisesse a ouvir, sinceramente, não se importava muito.
Pelo contrário, achava engraçado até.
Com Felicity, descontou todo o ódio que sentia de Al Sah Him e bem, ele não chegou para o impedir.
Somente quando a pobre iludida desmaiou a amarrou numa cadeira coberta por cacos de vidro e pegou alguns pregos.
Era amador, mas com ela iria servir.
— Acho que seu príncipe encantado não vem, querida. — Acariciou o rosto dela que acordou e sentiu a dor dos cacos rasgando sua delicada pele. — Não se preocupe, isso vai ser uma experiência única. — Disse com sarcasmo.
Ele não viria. Não mais.
(Terceira Pessoa / Oliver)
— Vocês sabem que não precisam estar aqui, certo? — Pergunta as duas assassinos a sua frente.
Quando contou as duas o que pretendia fazer, matar Ras, deixar a liderança para que uma delas assumisse, indo embora depressa com Felicity, o Queen não esperava que as duas filhas de Al Ghul fossem se prontificar a auxiliá-lo e até mesmo a executar o próprio pai, para resolver o problema com ele já bem longe de lá.
Uma vez que Sara pretendia também voltar a sua cidade Natal e com isso levar Nyssa com ela, deixando o trono para Talia, filha mais velha de Ras. Que adorou as notícias dos dois.
— Você fica com o Merlyn, Talia e nós dois tiramos eles daqui, Queen. Esse foi o combinado, lembra-se? — Nyssa respirou fundo já impaciente.
No fundo só o que elas queriam era tirar o pai do poder, ainda sim, precisava daquilo para finalmente conseguir sair da Liga.
— A propósito, como mesmo você conheceu a Felicity? — Pergunta a Talia, filha mais velha de Ras, que dá de ombros.
Sempre o odiou, logo o auxiliar em qualquer coisa que seja é simplesmente inimaginável.
— Só quero que o bastardo que ela carrega suma daqui. — Explica sincera.
— Certo.
— Eles não chegaram ao local de extração, logo Merlyn, os capturou no meio do caminho. — Nyssa afirmou mais uma vez.
— Como você tem tanta certeza? — Conseguiu perguntar surpreso.
— Porque aquele monstro em silêncio é sinal que tem pessoas pra ferir. — Ela retruca parando na frente da sala de torturas usada com criminosos e traidores. — Se ele tiver encostado na Sara.... — Resmunga antes de juntamente com ele e sua irmã pôr abaixo a porta.
— Meu Deus...! — disseram todos horrorizados ao verem a cena que se desenrolava a sua frente.
Roy estava preso a uma mesa, com seu braço arrancado enfiado na barriga, Sara estava acorrentada como um animal, tendo suas costas cobertas por facas de todos os tamanhos e tipos e Felicity, sua Felicity, estava amarrada a uma cadeira, sangrando desacordada.
Alheio a todo o mal que causou, Tommy sorria, brincando com uma faca que enfiou na perna de Smoak, a fazendo despertar da inconsciencia, aos gritos.
— Eu vou destruir você! — Conseguiu dizer antes de investir na direção do desgraçado com sua ômega.
— Puta merda. Isso é horrível! — Talia começou a falar antes de ir na direção dos três desacordados.
— Gostou do tratamento que a sua puta favorita recebeu? — O Arqueiro rosna ao desviar da investida do assassino. — Acho que não sobrou nada do filho que ela esperava. — Comentou despreocupado.
Ferir a ela por ciúmes era o que ele havia feito.
Se não tivesse tão preocupado teria com toda certeza ido na direção dele e o destroçado como fazia com seus sacos de areia.
— Vou acabar com você! —Grita em resposta antes de o acertar no braço esquerdo.
— Não Oliver. Eu vou acabar com ele. — Talia avisou usando sua espada para atravessar o ombro do Homem, o prendedo a porta. — Sua garota precisa de você. — O lembrou num tom frio.
— A Sara...
— Assim que terminar com esse inútil, vou matar todos os que se manterem com o velho Ras, aguardar meu pai voltar de viagem e matar ele. Sem deixar chances para ressurreição desta vez. — Mexeu a espada a fim de aumentar a dor que infligia ao Arqueiro Negro.
—Nada do que você faça pode ser pior do que ela vai fazer. — Nyssa disse checando o pulso de Sara. — Minha mulher pode ser revivida no poço, sua mulher não. — Gesticula para Felicity.
— Que seja, — Desiste de relutar. — apenas faça o que for necessário pra causar mil vezes mais dor que ele já causou. — Pediu recebendo um aceno. — Não vou perder meu tempo com esse monstro degenerado. — Concluiu indo até Felicity.
— Assim que o exército de sua irmã chegar os mandaremos embora. — Ela o avisa séria. — Vá e tenha uma vida boa, Oliver Queen. — Nyssa se despede arrastando Tommy para um canto com muitas facas.
Aquele monstro teria sorte se tivesse sido ele a o torturar.
A filha de Ras sabia muito bem como causar e multiplicar em um milhão de vezes a dor que seus torturados sentiam. Se Tommy era ruim, ela conseguia ser muito pior. E somente aquele pensamento amenizava o ódio que ele sentia.
Não mataria para que Smoak não visse mais como um monstro, sim como um novo homem, indo contra sua vontade naquele momento, pois no final das contas, ela era sua prioridade. Não apenas naquele momento em si, como para sempre dali por diante seria no que dependesse de Oliver.
— Considere minha dívida com você paga, Al Sah Him. — Talia sussurrou ao passar por ele.
Sem dizer mais nada o assassino sorriu, sabendo que as duas dariam um jeito em tudo, despedindo-se não só da pior parte da sua vida como do seu lado mais desumano.
Agora com Felicity, seu adorável raio de felicidade, que o deu forças para sair dali, iria recomeçar do zero.
E teria uma ótima vida.
Do lado de fora, alheia a tudo que aconteceu, sua irmã o aguardava em frente ao seu jatinho, com sua roupa impecável e seus óculos escuros. Não demorou muito, o vendo carregar Felicity, obrigou Digle o seu segurança particular a ir pegá-la enquanto ele ia buscar Roy, que felizmente já havia bebido a água do Poço de Lázaro, e se encontrava bem, só com um braço faltando.
― Pronto para ir? — Tea calma pergunta ao seu irmão enquanto observa juntamente com ele, Felicity receber os primeiros socorros no jatinho que havia sido levado pra ilha, apenas para tirar Oliver de lá.
Tirando sua espada e se livrando do capuz que usava, o Queen segurou na mão da sua futura esposa, com quem se casaria assim que resolvesse sua situação, cancelando sua "morte" por anos sumido, enquanto implorava aos céus que a salvassem, o dando uma segunda chance de recomeçar sua vida.
O que pra sua sorte foi exatamente o que aconteceu.
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