Notas iniciais
Bom dia, queridas leitoras!
Aqui vai mais um capítulo, pequeno eu sei, mas de grande importância. Nesse capítulo, conheceremos um pouco mais do nosso Conde e as consequências e reações de seu vinculo de sangue com Bella.Espero que gostem!:)
Leila Canuto, obrigada meu anjo, pela recomendação!
Boa leitura!

Edward caminhava de um lado para o outro em seu quarto. Sentia o desejo de sua amada correr em suas veias, pulsar em seus dermoglifos, fazendo seu corpo arder por inteiro. Sabia desde o início que isso estava destinado a acontecer. É fato que tanto a fêmea quanto o macho, ao vincularem entre si, a libido de ambos se explode em um violento desejo sexual que exige ser aplacado imediatamente. Além disso, com o sangue de um correndo nas veias do outro, ambos sabem o que estão sentindo e encontram um ao outro em qualquer parte do planeta.

Mas, no último instante Edward conseguiu se conter e agora, depois de tê-la deixado saciada e adormecida em sua cama, sentia-se como um animal enjaulado, preso naquela casa. Parou no meio do quarto e concentrou-se no gosto de Isabella em sua língua e a agradável lembrança dos momentos a tivera nos braços voltou-lhe à mente...

“... Então a depositou na cama com toda a delicadeza e afastou-se por um momento. Seus olhos rubros percorreram lentamente todo o percurso que o sangue de Bella fizera, desde a pequena ferida aberta na jugular até a sua marca de nascença –Minha “femeie” amada. -seu semblante era uma mescla de amor, desejo, veneração.

Deslizou vagarosamente a camisola por seus quadris e pernas –Abre-te para mim, minha formosa. –disse com voz rouca e assim que Bella o fez, ele sentiu algo explodir em sua cabeça, quando o aroma de sua excitação chegou-lhe às narinas. Beijou-lhe a pele mais delicada, atraindo o clitóris para sua boca e ela alcançou o clímax não uma, mas repetidas vezes.

Edward levantou a cabeça. Respirava com dificuldade e tinha não só os olhos rubros como também as presas alongadas de tal forma que pareciam enormes. –Maldição! –sussurrou arquejante, levantando-se rapidamente.

Bella arrastou-se pela cama até estar a sua frente –Edward –sua mão tocou-lhe o abdômen rígido e passeou por todo o tórax, enquanto levantava-se. Uma vez em pé, tomou-lhe os lábios num beijo avassalador -... Meu príncipe, eu te amo. –murmurou com a boca contra a dele.

Edward sentiu o corpo tremer violentamente com aquela declaração –“-Céus... Eu tenho que ir embora, senão farei uma loucura.” –Então afastou-a e espalmando a mão em sua testa, a fez adormecer...”

Passou as mãos pelos cabelos revoltos e parou imediatamente ao sentir sua amada lhe chamar. Fitou a cortina negra que vedava a janela e sentiu-se impotente, pois o sol iria nascer dali alguns minutos –Isabella –suas presas começaram a despontar -... Esperes-me, minha formosa... Quando esse maldito sol se por, eu estarei aos vossos pés novamente.

-Edward... Edward... EDWARD! -Bella acordou sobressaltada. Sentou-se e olhou para os lados, procurando-o. “-Jesus, era um sonho?” –passou a mão pelos cabelos lavados de suor “-Mas... Parecia tão real!”

-Isabella?! –Carmem apareceu na porta, vestida com sua camisola e com uma lamparina na mão –O que vos aconteceu, menina? –perguntou depois olhar por todo o quarto. Bella acompanhou o olhar da mulher e correu os olhos pelos lençóis desarrumados, pelo edredom caído no chão e por fim em si mesma –Vamos Isabella... O que vos aconteceu?

-Err –levantou a alça da camisola e abraçou uma das almofadas espalhadas pela cama -... Eu tive um... Um... Um pesadelo.

Carmem franziu a testa –Um pesadelo?! –novamente varreu todo o quarto com o olhar –Tudo bem... Deite-se e tentes dormir, pois ainda é muito cedo. –completou, fechando a porta.

Após a saída de Carmem, Bella ainda ficou por um tempo abraçada a almofada e assim que teve a certeza de que ela não voltaria, jogou a almofada para o lado e correu para a porta da sacada. O céu estava começando a tingir-se de rosa, então logo amanheceria. De repente um par de olhos surgiu em sua mente. Suas íris eram avermelhadas “-...Vós tens não só a mim e ao meu amor, como também tens minha devoção e minha fidelidade...” -Oh! –arfou, com a voz masculina rouca e apaixonada, sussurrando em seu ouvido –Edward –sim, esse era o nome do príncipe do seu sonho. Disso ela tinha a mais absoluta certeza. Virou-se em direção à cama e a vaga lembrança de ter uns desenhos espiralados por todo um tórax e abdômen masculino passou por sua mente -... Eu sonhei com ele. –caiu de joelhos –Eu... Nós –então um gosto de menta invadiu o paladar -... Nós nos beijamos.

-Aonde tu vais, menina?–

Rosalie, que carregava uma bandeja de prata, parou na porta da cozinha –Err –olhou para a mulher com um sorriso forçado nos lábios -... Vou levar o café da manhã de Madame.

-Levar o café da manhã de Madame? –a mulher aproximou-se dela. Seu porte intimidador, a fez baixar a cabeça –Não precisa querida –Rose levantou o olhar diante da suavidade em sua voz, mas o que encontrou foi um olhar cheio de crueldade -... Somente Angela e Jéssica têm permissão de circular pela mansão, ou seja –tomou a bandeja de suas mãos e entregou para a moça que já estava ao seu lado -... Tu não podes passar da porta da cozinha.

-S-Sim, senhora? –Rose arqueou as sobrancelhas.

-Lews... Rebecca Lewis.

Rose comprimiu os lábios –“-Estás tentando me impedir senhora?” -baixou o olhar –Sim, senhora... Lewis. –respondeu num murmúrio –“-Mas não conseguirás por muito tempo... Isto eu vos garanto.”.

-Bom dia, senhor!

-Bom dia! –Edward respondeu apenas. Estava recostado em sua cadeira e tinha os olhos fechados. –Quem foram eles?

-Err -Emmet baixou os olhos, desconcertado -... Conheço dois deles... Lorde Paul Johnson e Lorde George Winchester.

Edward abriu os olhos e fitou-o. Suas íris estavam avermelhadas –Tens um gosto peculiar para amizades. –fez uma pausa –E o outro?

-Eles... Eles não são meus amigos de fato. São apenas conhecidos da casa de Madame Lòuver... Onde Milayde Swan está hospedada. O outro... Bem o outro eu não conheço, mas segundo eu fiquei sabendo, chama-se Stwart... Lorde James Stwart.

Edward deleitou-se diante da simples menção do nome de Isabella e imediatamente o aroma de frésias invadiu-lhe o olfato –“Minha futura maellim.” –Onde os encontro? -o rapaz a sua frente arregalou os olhos, ele sabia muito bem o porque da pergunta. Ficaram então um tempo se encarando –Onde. Os. Encontro? –repetiu pausadamente, enquanto suas presas despontavam entre os lábios.

-Hoje é segunda feira –Emmet franziu a testa -... A casa de Madame não abrirá as portas, então... Provavelmente ficarão em casa.

Um grunhido ecoou pelo escritório afora –Eu tenho todo o tempo do mundo –Edward soltou um suspiro exasperado e levantou-se -... Vá ao bordel agora pela manhã... Procures saber como está minha Isabella... Sinto-a agitada. –pressionou a têmpora com uma das mãos –Vou-me descansar.

Emmet fitou-o por um momento -Sim, senhor.

Notas finais
Vou deixar o significado de algumas palavras que usei no texto. Com certeza algumas novas palavras aparecerão durante o decorrer da fic, mas podem ter certeza que eu colocarei o significado delas nas notas finais, ok?
-Femeie: fêmea em romeno.
-Maellin: esposa na antiga língua da linhagem de Edward.
Ai, ai...Tenho a impressão de que já me apaixonei por esse Conde.rsrsrsrs