A Escolhida
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Demorei mas voltei... E voltei com um capítulo ótimo, o começo de tudo rsrs.
Agradeço Sue2011 pela recomendação... Valeu!
Boa leitura!:)
“... Edward levantou o rosto em sua direção, de seus olhos rubros escorriam lágrimas de sangue –Aceitais ser minha eterna companheira?”
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–Aceito. –Bella respondeu prontamente.
Edward ofegou, abrindo um meio sorriso em seguida –Venhas comigo. –disse, levantando-se e, seguido por ela, foi até a porta da sacada. Então, sob a pálida luz do luar, proferiu algumas palavras em sua língua pátria enquanto colocava-lhe a aliança –Não tem mais volta –disse por fim –... Vós sois minha mulher agora... Condessa Isabella Marie Cullen. –concluiu, levantando-lhe a mão espalmada à sua.
Com o olhar transbordando de amor e felicidade, Bella abriu um sorriso –Vossa mulher –seus olhos captaram o brilho intenso que provinha das duas alianças, que agora pareciam incrustadas, tatuadas em ambas as mãos — ... Para toda a eternidade.
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Rose, bem como o restante dos criados, corria pela enorme cozinha do casarão, abastecendo as bandejas das atendentes com bebidas e iguarias. Entretanto, mesmo um tanto atarefada, ela notou que a Sra. Lewis havia se retirado em direção à ala dos aposentos dos empregados. Olhou para os lados à procura de Dianna e Melynda. Encontrou a primeira enrolando pequenas massas de muffins e a segunda, enchendo pequenas travessas com petiscos.
Disfarçadamente pegou uma bandeja com várias taças de champanhe e se dirigiu às portas de acesso aos salões.
A primeira reação de Rose ao se deparar com o ambiente de pura luxúria, onde garotas se esfregavam aos homens como se fossem copular a qualquer instante, foi de indignação e repulsa –“-Oh meu Deus... Onde viemos parar?” –observou horrorizada um homem de meia idade, baixo e corpulento, deslizar a mão por baixo do vestido de uma garota que tinha idade para ser sua neta. Respirou fundo –“-Rosalie Carolyne Swan... Faças o que tens que fazer.” –ordenou a si mesma.
Erguendo a bandeja de modo que pudesse esconder o rosto, Rose caminhou rapidamente por entre as mesas e quando chegou às escadas, se desfez da bandeja. Olhou para todos os lados –“-É agora ou nunca.” –com esse pensamento, subiu os degraus de dois em dois.
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–Quando irás me tirar daqui?
Edward aconchegou Bella ainda mais entre os braços –Tenho que resolver alguns assuntos minha Condessa... Mas logo irás comigo para o nosso castelo... Confies em mim.
–Nosso castelo?
Ele sorriu –Sim.
Bella levantou a cabeça e seus olhos se encontraram –Humm –sua testa se franziu –... Aquele que fica no alto da serra?
A testa de Edward se franziu também –Já vistes meu castelo?
Ajeitando o lençol em torno do corpo, Bella sentou-se –Sim... Na noite em que Rose e eu chegamos à Sighsoara. Esperes –fez uma breve pausa –... O piano... Sois vós... Sois vós que sempre tocas o piano?
As feições do vampiro iluminaram-se e ele então abriu uma largo sorriso expondo assim, seus caninos pontiagudos –Escutais a música que eu toco?
–Sim... Na mesma noite em vi vosso castelo... E também outra vez, só que durante o dia.
Edward tomou-lhe o delicado queixo entre as mãos e a beijou –Ah minha Isabella... Ainda que tivésseis nascido do outro lado do mundo, eu iria a ti... Porque tu és minha predestinada... Minha escolhida. –dizendo isso, cobriu-a com o corpo.
Bella separou as pernas para melhor acomodá-o, porém, sentiu-o enrijecer-se de repente –O que foi, senhor meu marido?
“-Passos... No corredor.” –Infelizmente terei que vos deixar –ele disse levantando-se. Com agilidade vampírica, pegou suas roupas e vestiu-se -... Mas nossa separação será breve, minha fêmea –beijou-lhe novamente os lábios -... Logo virei buscar-te em definitivo. –completou, abrindo a porta e desaparecendo sob a neblina da madrugada.
Nesse exato momento, a porta do quarto abriu-se –Bella?
–Rose?!
Parada na porta do quarto, Rosalie examinou o aposento com desconfiança. Puxou o ar com força –Que cheiro é esse? –voltou o olhar para a irmã –O que está aconteceu?
Bella encolheu-se entre os lençóis –N-Nada.
Rosalie adentrou o quarto e fechou a porta –E por que estais nua? –avançou a passos largos em direção à porta da sacada que estava escancarada –Quem estava aqui Isabella Mary Swan?
“-Céus!... E agora?” –Err... Hã... Onde esteves esse tempo minha irmã?
Rosalie, que estava debruçada no parapeito da sacada olhando para todos os lados, lembrou-se que tinha pouco tempo antes de notarem sua ausência na cozinha. Voltou então rapidamente para dentro –Temos que sair daqui até amanhã –sentou-se na cama e tomou as mãos de Bella entre as suas –... Vós não ireis acreditar no que eu descobri minha irmã.
Sem entender nada, a menina fitou-a com as sobrancelhas arqueadas –O que descobristes?
–Este casarão é uma fachada Bella... Na verdade estamos em um... Em um... Hã... Em um...
–Em um o quê Rose?
As faces de Rosalie tingiram-se violentamente –Em um... Prostíbulo.
“... O homem soltou uma pequena gargalhada e pegou a garota pelos cabelos, mantendo-a cativa –Não se preocupes... Carmem receberá um belo presente amanhã. –então com o pênis ereto e úmido fora da ceroula, levantou a camisola branca até os quadris da moça e arremeteu fundo, arrancando-lhe um gemido alto...”. –com essa lembrança, Bella levantou-se da cama enrolada no lençol -" ... Que movimento todo é esse na mansão?... Desde que minha irmã e eu chegamos aqui, há todas as noites enormes balbúrdias que varam a madrugada..." –P-Prostíbulo?! –andou até a mesa, onde se apoiou – “-Aceitais ser minha eterna companheira?... Mas logo irás comigo para o nosso castelo... Confies em mim.” –E-Eu não posso ir e-embora.
–Como assim?! –com cara feia, Rosalie levantou-se da cama e foi até a irmã –Vos conto que estamos morando em um bordel e vens me dizer que não podes ir embora? Estais maluca? –caminhou até a porta, abrindo-a –Irás embora comigo sim... Está decidido. –completou, fechando a porta atrás de si.
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–Não seríeis melhor adiar o leilão Madame?... A senhora poderíeis vender a forasteira loira primeiramente e depois...
Carmem virou o rosto para a multidão masculina espalhada pelos dois salões. A maioria eram clientes novos, rapazotes recém saídos das fraldas... Porém, a clientela em minoria era para ela de maior estima, como Lorde Clearwather, que além de ser um antigo e assíduo frequentador da casa, era um dos mais ricos também. Apontou a mão para toda aquela gente e depois levantou-se graciosamente –Deixarei nas mãos deles. –disse para depois caminhar diretamente para o pequeno palco –Boa noite cavalheiros! –cumprimentou, após bater palmas na intenção de obter silêncio e a atenção masculina –Como todos já sabeis, nosso estimado Lorde Winchester foi atacado madrugada passada por aquela... Aquela criatura. –fez uma breve pausa, puxando o ar com força –Pois bem... Diante dessa tragédia, o que os senhores me dizem de adiarmos o leilão? –um burburinho se fez e Carmem então sacudiu levemente a cabeça, enquanto espalmava ambas as mãos –Darei uns minutos para pensarem... Os senhores é que decidirão. –“-Não adiem... Não adiem.”.
Carmem observou o burburinho se intensificar e quando já ia se retirando, um rapaz de cabelos negros, que tinha um copo de gim nas mãos, aproximou-se dela -Boa noite Madame Louvèr!
–Boa noite Lorde Stwart! -cumprimentou-o, oferecendo-lhe a mão enluvada.
–Estais preocupada com a noite do leilão Madame?... Tens medo que algo aconteça aos homens de Sighsoara?
–De modo algum Mylorde... Mesmo porque, estarão todos abrigados aqui. -sua testa franziu-se -Eu temo pelo fracasso desse leilão.
–Humm -James deu meio sorriso -... Se desejares, posso resolver essa pendência... Em troca podemos negociar novamente a loira forasteira.
–Oh Mylorde, assim saírei no prejuízo... E vós sabeis muito bem que eu vivo disso.
James aproximou-se mais e olhou-a nos olhos -Não saírás se alguém no público der um exorbitante lance inicial -tomou um gole do seu gim -... Se é que me entendes.
–Oh! -Carmem sussurrou. Depois abriu um amplo sorriso -Com licença, Lorde Stwart... Preciso saber qual foi a decisão dos meus clientes. -dizendo isso, subiu novamente no palco e bateu palmas -Cavalheiros... Cavalheiros. -esperou que todos se aproximassem -Então... O que os senhores decidiram? -no meio da multidão, James ergueu a mão -Mylorde Stwart. -Carmem apontou-lhe o dedo.
James pigarreou –Acreditamos –virou-se para os outros –... Não é mesmo? –voltou o rosto imediatamente para Carmem – Acreditamos que estaremos todos protegidos na noite do leilão... Afinal, não será intenção de ninguém aqui sair antes do sol raiar.
–Mas eu tenho esposa. –gritou um rapaz sardento –Não posso amanhecer fora de casa.
–Eu também. –gritou outro.
–Eu também. –dois gritaram juntos mais adiante.
James espalmou as mãos à sua frente, fechando os olhos por um momento -Vós meus caros senhores, não sois os homens da casa?... Não labutais dia após dia no frio intenso para trazer comida, conforto para as vossas senhoras? –fez uma pausa e depois apontou o indicador para cada um –É de total direito, que tenhais suas horas de diversão –abriu um sorriso safado -... Desfrutando de belas companhias e muito gim, não é mesmo?
Houve um grande silêncio –Lorde Stwart tem toda razão. –Lorde Clearwather gritou, aproximando-se de James –Eu trabalho muito em minhas fazendas e à noite, quando na cama, minha mulher finge que está adormecida.
–Isso quando dizem que as regras desceram. –disse o sardento e a multidão de homens caiu na gargalhada.
James balançou as mãos –Certo, certo... Então todos concordam que o leilão continue sendo no sábado, ou seja –balançou a cabeça –... Amanhã?
–SIM! –todos gritaram juntos.
–Então Madame Louvèr?
Carmem arqueou uma sobrancelha e sorriu –Oh Lorde Stwart –aceitou sua mão estendida e então desceu –... Poderemos negociar digamos... Huum... Amanhã, após o leilão... Depois do primeiro lance?
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Sighisoara, Transilvânia –Sábado 08:30 hrs – am
“... Edward levantou o rosto em sua direção, de seus olhos rubros escorriam lágrimas de sangue –Aceitais ser minha eterna companheira?”
–Edward... Meu Conde amado. –Bella sussurrou ainda adormecida e o barulho da porta se abrindo a fez mudar de posição.
“... Então, sob a pálida luz do luar, proferiu algumas palavras em sua língua pátria enquanto colocava-lhe a aliança –Não tem mais volta –disse por fim –... Vós sois minha mulher agora... Condessa Isabella Marie Cullen. –concluiu, levantando-lhe a mão espalmada à sua...”
–Isabella?... Acorde.
–Vossa mulher... Para toda a eternidade. –murmurou contra o travesseiro.
–Vamos Isabella... Acorde. –Bella abriu os olhos, piscando várias vezes. Virou o rosto e encontrou Carmem em pé ao lado da cama –Levanta-te menina. –ela disse e virou-se, caminhando em direção à porta da sacada –Tomais logo vosso desjejum –escancarou as cortinas. Os olhos de Bella que estavam acostumados à semi escuridão fecharam-se imediatamente com a tênue luz solar -... Pois teremos um longo dia pela frente.
–Humm... Longo dia?
–Sim. –Carmem virou-se com um sorriso radiante nos lábios –Essa noite serás apresentada à mais fina elite masculina de Sighisoara... Então tereis que estar apresentável... Err... Cabelos brilhantes e bem escovados, pele de pêssego, suas partes íntimas bem...
Com o rosto rubro, Bella pôs-se de pé em um salto –Já levantei-me senhora. –disse, colocando as mãos para trás.
–Oh... Tomais então vosso desjejum –disse Carmem, já caminhando em direção à porta –... Que Jéssica trará água para o vosso banho. –girou a maçaneta –Duas afilhadas minhas virão lhe cuidar. –completou, abrindo a porta e saindo em seguida.
Após a saída de Carmem, Bella sentou-se na cadeira –“... –Vós sois minha mulher agora... Condessa Isabella Marie Cullen....” –com os olhos arregalados, fitou a própria mão esquerda que no anelar estava prova de sua união com o Conde Cullen –Céus! –sussurrou –E agora? –“... –Irás embora comigo sim... Está decidido.” –lembrou-se do que a irmã havia lhe dito ao sair do quarto –num impulso, próprio de sua natureza, Bella retirou a aliança e a enrolou no guardanapo branco de linho. Olhou ao redor e então a colocou em cima do guarda roupa –Aqui ninguém achará –disse, recostando-se no móvel -...Eu preciso avisar meu marido.
20:30 hrs – pm
Parada em frente ao espelho de parede, Bella mal reconhecia a si mesmo.
Fillipa e Tânya, afilhadas de Carmem, haviam-lhe mudado completamente, a começar pelo cabelo, que estavam presos em um coque no alto de sua cabeça. A maquiagem, um tanto extravagante, realçava-lhe ainda mais o azul de seus olhos e seus lábios canudos estavam pintados com um batom carmim. Mas o que mais a deixava constrangida, era o vestido com decotes muito reveladores de tafetá na cor vermelha.
Seus olhos passearam desde a longa saia, a qual acomodava várias camadas de saiotes, o corpete negro adornado com pedrinhas que lhe acentuava ainda mais sua cintura, até o indecoroso decote que à mostra boa parte de seus seios alvos –N-Não posso me apresentar a-assim. –disse, fitando a pequena marca em forma de estrela.
–São ordens de Madame. –Tânya disse apenas.
Bella virou-se para as duas –Não... Não vou sair assim. É muito vulgar.
–O que é muito vulgar, Isabella? –as três viraram-se simultaneamente em direção à voz e encontrando Carmem, que trajava um elegante vestido de seda azul royal, encostada no portal –Posso saber?
Abafando risinhos com as mãos, Tânya e Fillipa retiram-se de imediato –Eu me recuso a sair com esse traje. –Bella cruzou os braços sobre o peito.
Carmem soltou uma risada e logo após franziu a testa –Mesmo?! Vós se recusais a sair com este traje? –suas feições tornaram-se cruéis –Isabella, Isabella... Vós não estais mais em Brasov sob a proteção de Charlie e Renné, ou mesmo de vossa irmã... Aqui é Sighisoara e vós –apontou-lhe o dedo indicador -... Estais sob meu teto. Portanto irás sim –tomou-lhe o braço com força e a puxou para fora do banheiro -... Onde eu quiser –empurrou-a para fora do quarto -... Com o traje que eu quiser –continuou empurrando-a pelo corredor afora -... E se deitarás com quem eu quiser.
Bella estacou próxima à escada –O quê?!
Os olhos verdes de Carmem faiscavam um rancor antigo –Isso mesmo Isabella... Vós estais em um bordel, sem a proteção de vossos entes... E terás vossa virgindade leiloada na noite de hoje. –a fez virar para frente –Prazer minha sobrinha –sussurrou em seu ouvido –... Sou irmã de vosso pai e vós... Vós pagareis por tudo o que eu não tive inclusive o sobrenome de seu avô.
Bella baixou a cabeça para aquela multidão de homens que a olhavam cheios de cobiça P-Por favor M-Madame... N-Não!
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