A Escolhida
15 Capítulo 15 - 1ª Parte
Notas iniciais
Devido a alguns problemas pessoais que tomaram o meu tempo, eu ainda to escrevendo o capítulo.
Mas como eu sei o que é ficar ansiosa a espera de um novo post, pois também sou leitora, resolvi então postar o que já escrevi.
Meu agradecimento a Lana Salvatore pela recomendação... Valeu!
Então... Boa leitura!
“... Os olhos verdes de Carmem faiscavam um rancor antigo –Isso mesmo Isabella... Vós estais em um bordel, sem a proteção de vossos entes... E terás vossa virgindade leiloada na noite de hoje. –a fez virar para frente –Prazer minha sobrinha –sussurrou em seu ouvido –... Sou irmã de vosso pai e vós... Vós pagareis por tudo o que eu não tive inclusive o sobrenome de seu avô.
Bella baixou a cabeça para aquela multidão de homens que a olhavam cheios de cobiça P-Por favor M-Madame... N-Não!...”
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20:05 hrs –PM
Desde o início da noite, os salões do casarão estavam em polvorosa. Mike Newton se desdobrava em guardar as carruagens que chegavam a todo instante, enquanto a Sra. Lewis se dividia em comandar os serviçais e receber os convidados –Lorde Caius Volturi... Que honra recebê-lo em casa de Madame! –sua voz tomou uma entonação alta, devido ao intenso burburinho masculino.
O rapaz de longos cabelos loiros, presos em rabo de cavalo, abriu um sorriso e entregou a capa, a cartola e a bengala ao austero mordomo –A honra é toda minha –disse, abaixando a cabeça em cumprimento -... Onde estás Madame?
–Ela logo, logo descerá Mylorde. –estendeu a mão em direção às mesas do bar –Fiques à vontade.
–Perdoe-me Sra. Lewis –a governanta virou-se para trás –... Mas está havendo um rebuliço na cozinha –Jéssica aproximou-se um pouco mais -... É a forast... –de repente o enorme vozerio que havia naquele salão cessou e a moça emudeceu, seu olhar focando em algo logo atrás da governanta.
Ao acompanhar a direção do olhar da serviçal, Sra. Lewis deparou-se com Lorde MacCarthy, o jovem rapaz de expressivos olhos verdes que trouxera Isabella de volta para casa, na porta do casarão. De modo cortês, ele entregou sua capa, cartola e bengala ao mordomo e adentrou o salão.
Porém, ao adiantar-se um pouco mais, o burburinho se formou novamente. Todos os que ali estavam inclusive a própria governanta se afastaram no momento que o desconhecido, que aparentava medir quase dois metros de altura, colocara o pé para dentro do casarão. E então, quando este baixou o capuz de sua capa de veludo negro, um silêncio mortal tomou conta do ambiente.
Os revoltos cabelos cor de mel emolduravam-lhe o rosto, que apesar de marcante, era juvenil. Seus olhos cinza, quase transparentes, contrastavam com a pele excessivamente translúcida.
Diferente de todos ali, o jovem não possuía cartola e nem bengala. Então, muito senhor de si e exalando sedução por todos os poros, ele despiu-se de sua capa, revelando seu corpo forte e esbelto trajado com roupas atípicas da época atual. Entregou a capa ao mordomo com um movimento ágil e ao mesmo tempo elegante. Tal movimento, fez com que reluzissem em ambos os anelares, um grosso anel com um único diamante no esquerdo e no direito, outro anel de ouro branco maciço com o brasão de sua família –“-Vós o conheceis?” –distinguiu uma voz feminina perguntar entre o burburinho. Então se virou em direção à Emmett que se encontrava ao lado de uma Srta. Lewis boquiaberta –“-Não... Nunca o vi por essas bandas. Mas... És muito belo!” –uma outra voz feminina respondeu.
Sem desviar o olhar do próprio percurso, mas já sabendo de antemão que a voz viera do alto, o jovem abriu um meio sorriso com uma última frase dita, pois era isso que sempre causava quando encontrava alguma mulher –“-Quem sois esse?” –escutou agora uma voz masculina –“-Eu não conheço esse brasão... Será que és de alguma família abastada dos arredores de Sighisoara?” –ninguém o reconhecera, pensou enquanto caminhava em direção ao seu bom e fiel empregado. A dúvida de sua procedência, semeada entre aqueles a quem julgava seus inimigos, o fez alargar o sorriso –Boa noite Milayde! –sua voz soou extremamente sedutora ao cumprimentar a Srta. Lewis e em seguida beijou sua mão.
–Oh! –a jovem senhora se enrubesceu de imediato –Muito boa noite, Mylorde...
–Johnson... Nathanael Abott Johnson. –anunciou Emmett, alterando o tom de sua voz, a fim de que todos ali o escutassem –Filho e único herdeiro do Conde Nathanael Johnson, de Brasov.
Um intenso “Ohh!” se fez -Lorde Johnson?! –Srta. Lewis murmurou abrindo um sorriso –És uma enorme honra recebê-lo em casa de Madame Louvèr.
–A honra é toda minha Milayde. –o jovem respondeu ainda com o sorriso nos lábios enquanto seus olhos percorreram o salão, deparando-se com as donas das vozes, uma morena e baixa e outra ruiva e alta, no alto de uma escada.
–Sintam-se a vontade, cavalheiros.
Emmett aproximou-se mais da governanta –Se Milayde não importar... Pedimos que nos arrume uma mesa mais reservada... Sim?
–Err... Bom –a governanta olhou para todos os lados -... Eu tenho uma mesa em local mais privado, porém com uma vista ótima para o palco... Queiram me acompanhar por obséquio. –sorrindo, começou a caminhar por entre as mesas.
A mesa, onde havia apenas duas cadeiras e um candelabro aceso, se encontrava no canto esquerdo do salão, um lugar bem reservado como a Srta Lewis havia dito –E então? –Emmett sentou-se após a saída da governanta –Qual o vosso próximo passo?
O vampiro percorreu o salão mais uma vez com o olhar, encontrando uma jovem loira com uma bandeja nas mãos, provavelmente uma serviçal, aproximar-se -Boa noite! –ela cumprimentou com educação, porém distante –Os cavalheiros desejam alguma beb... –ao virar-se para Emmett ela calou-se de imediato, arregalando os olhos -... Mylorde?... O senhor aqui?
–L-Lady Swan?
–Lady Swan?! –Edward fitou a serviçal com a testa franzida. Virou-se depois para o empregado –Vós a conheceis?
–Milayde é irmã de... Lady Isabella Marie Swan, –Emmett fez um pequeno, o qual Edward captou de imediato -... A jovem garota que encontrei perdida aqui em Sighisoara.
–Bella? Perdida nesse vilarejo? –Rose praticamente jogou a bandeja sobre a mesa –Quando isso sucedeu?
O barulho de passos apressados no andar superior chamou a atenção do vampiro.
–Não ficastes sabendo Milay... –Edward levantou-se de repente, fazendo o amigo calar-se de imediato ao notar algo em seu semblante. Os dois entreolharam-se. Realmente algo acontecia, pois ele conhecia Edward muito bem –Eu encontrei vossa irmã perdida...
As narinas de Edward alargaram-se e ele então captou o doce aroma do sangue de sua amada –“ -Isso mesmo Isabella... Vós estais em um bordel, sem a proteção de vossos entes... E terás vossa virgindade leiloada na noite de hoje.” –os dois voltaram a se olhar enquanto Rose relatava sobre a cilada em que ela e a irmã haviam se metido –Por favor Mylorde –ela implorou –... Minha irmã serás leiloada ainda esta noite. Ajudai-nos, por misericórdia. – “–Prazer minha sobrinha ... Sou irmã de vosso pai e vós... Vós pagareis por tudo o que eu não tive, inclusive o sobrenome de seu avô.”
–Acalmai-vos... Nós vos ajudaremos sim...
Nesse momento, um pequeno alvoroço se formou no quais todos os homens se apinharam no outro salão. Edward sentiu no próprio peito o pavor de sua amada –“-P-Por favor M-Madame... N-Não!...”
Carmen enlaçou o braço da sobrinha e puxou-a firmemente em direção à escada –Abras o vosso melhor sorriso, menina –disse-lhe dando tapinhas em sua mão, enquanto ambas desciam lentamente –... Que hoje será uma grande noite. –concluiu, entre sorrisos e cumprimentos.
–Muito boas noites Madame! –o senhor de longos cabelos grisalhos, cumprimentou assim que desceram o último lance da escada –Muito... Apetitosa a vossa afilhada.
Bella, que estava de cabeça baixa, ao escutar a voz do senhor estacou com o coração aos saltos ao mesmo tempo em que seu ruborizava-se violentamente com o comentário –“-Céus!” –N-Não! –murmurou chorosa ao reconhecer o mesmo homem que havia visto no corredor em sua primeira noite no casarão...
Continua...
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