Notas iniciais
Oiee!!!
Boa noite, minhas flores!
Peço mil desculpas pelo atraso, mas é que como a maioria de minhas leitoras já sabem... Eu estou sem net.:(
Mas aqui está o primeiro capitulo!
Boa leitura!
Clarinha Cullen, muitíssimo obrigada pelo recomendação! Valeu!

Sighisoara — Região da Transilvânia, 30/10/1.785

A longa viagem de Brasov a Sighisoara fora muito cansativa para as irmãs Swan que, devido à péssima condição financeira, compraram passagens para a classe C.

O caminho feito pelo trem passava entre as cadeias montanhosas dos Cárpatos, que naquela época do ano estavam brancas pela neve –Que lugar lindo!

Rosalie rolou os olhos -Sinceramente, minha irmã... Tu tens um gosto um tanto peculiar. –Rosalie bufou –Não vejo nada de belo aqui. –olhou as montanhas pela janela e um arrepio percorreu-lhe a coluna ao ver o sol, já tão fraco, desaparecer atrás das nuvens carregadas –“-Tudo aqui... Cheira a morte”-suspirou –“-... Que Deus nos proteja.”.

Agora foi a vez de Bella suspirar –É porque tu não sabes o que é belo.

-Humph! –Rosalie encarou-a com olhar reprovador –E por um acaso minha irmã, que mal saiu das fraldas, sabes?

Bella virou-se para a janela, com a feição carregada de desagrado pelo comentário de Rosalie.

Quando finalmente o trem parou na pequena estação, o céu carregado de Sighisoara já estava escurecendo. Ao desembarcar, Rosalie sentiu o impacto do vento cortante -Lady Swan?! -uma voz masculina chamou-a.

-Sim?! -respondeu, abotoando seu sobretudo.

Um rapaz ruivo e de estatura mediana sorriu, mostrando-lhe uma fileira de dentes alvos e perfeitos -Permita apresentar-me, milayde -disse -Mike Newton, cocheiro de Madame Louvèr a seu dispor. -concluiu, se curvando logo em seguida.

Rosalie franziu a testa -P-Prazer... Hã... Sr. Newton.

Os olhos verdes do cocheiro fitaram as caixas e os baús ao lado de Rose -São essas as vossas bagagens, milayde? -apontou o dedo para elas.

-Sim, mas...

-Rose -Bella chamou e os dois viraram-se simultaneamente em direção a escadaria do trem -... Eu não consigo tirar minha maleta lá de cima.

Mike ficou parado onde estava com um pequeno baú nas mãos. Seus olhos percorreram a linda menina a sua frente, desde os longos cabelos negros que caíam em cachos pelos seus ombros, passando pelo rosto doce e angelical, até a cintura perfeita e delicada -Q-Quem é ela? -perguntou aos sussurros, preso pelo azul cativante dos olhos dela.

-Lady Isabella Swan, minha irmã caçula.

-Linda! -sussurrou novamente, deleitando-se com a boca carnuda e vermelha de Bella.

-Cocheiro! -Rose gritou e bateu com as luvas em seu braço -Recolha-se a sua insignificância.

-P-Pedoe-me, milayde. -pegou mais algumas caixas -Com licença! –pediu, saindo logo em seguida.

O pequeno trajeto da estação até a casa de Madame Carmem Louvèr fora feito no mais absoluto silêncio. Em sua imaginação fértil de criança, Sighisoara era para Rosalie um vilarejo com ruas de chão batido muito mal iluminadas pelos parcos candeeiros. Agora, ela constatara com o coração apertado que Sighisoara por si só já era tenebrosa, não só pela suas ruas mal iluminadas e vazias, como também pelas poucas casas e o comércio, que àquela hora já estavam fechados. Em seu lado da carruagem, olhava pela janelinha as nuvens escuras e sobrecarregadas que prometiam uma forte nevasca para mais tarde.

Então a carruagem virou-se, atravessando os enormes portões de ferro de um magnífico casarão construído no início do século -É aqui que madame Louvèr mora? -virou-se para a irmã, arqueando as sobrancelhas. -Tens certeza de que estamos no endereço certo?

-C-Certeza absoluta eu não tenho, mas... O cocheiro trabalha para ela, então -os olhos observadores de Rosalie passearam pelo jardim bem tratado para depois repousarem nas colunas trabalhadas que sustentavam a grande e arborizada varanda -... Deve ser aqui mesmo que... Iremos morar agora.

Após a carruagem atravessar o jardim, Mike desceu e abriu a portinhola -Chegamos. -anunciou, com os olhos fixos em Bella.

Rosalie rolou os olhos -Muito obrigada, cocheiro. -agradeceu, mas recusou-lhe a mão estendida ao descer.

-Boa noite, milayde! -um senhor alto e calvo, vestindo um terno preto, cumprimentou-a.

-Boa tarde! -Rosalie respondeu, virando-se para trás à procura de sua irmã que descia da carruagem. -Hã... madameLouvèr... Encontra-se? -os olhos negros do mordomo, examinaram-nas de forma austera -Somos Rosalie e Isabella Swan.

Imediatamente o semblante do mordomo modificou-se. -Madame as espera. -disse, examinando-as novamente, mas agora de forma avaliativa -Eric -chamou, virando-se para o lado -... Leve as bagagens para dentro. -ordenou assim que o criado, um rapaz com traços asiáticos, chegou. Virou-se para as duas -Queiram me acompanhar.

Atravessaram em silêncio o hall de entrada, que era composto por um aparador e uma enorme tela de Leonardo da Vinci.

Fascinada, Bella olhava a tudo sem perder um detalhe sequer, desde as paredes recobertas de papel cor pêssego, até os candeeiros feitos por um material que ela julgou ser ouro maciço.

O mordomo parou no final do hall e apontou com a mão coberta por uma luva branca, um grande sofá do outro lado da luxuosa sala de visitas. -Aguardem um momento. -pediu à Rosalie -Irei anunciar à madame a vossa chegada e de vossa irmã, milayde.

-Rose -Bella sussurrou, sentando-se ao lado da irmã -Tu sabias que madame Louvèr era abastada?

-Não, eu não sabia. -fez uma pausa, observando a mobília de muito bom gosto daquela sala e sua lareira, a qual já se encontrava acesa -Dr. Black não mencionou nada a esse respeito. -seu olhar foi atraído para sala ao lado onde havia, ao lado das escadas, um balcão com uma grande quantidade de taças penduradas e ao fundo, uma enorme adega. Levantou-se e sem fazer o menor barulho, caminhou até a divisa das duas salas, que eram imensas. Então seus olhos arregalaram-se ao se deparar com um pequeno palco e algumas mesas com cadeiras espalhadas pela sala -Estou com medo -sussurrou mais para si mesma do que para a irmã. Levantou a cabeça em direção ao corredor do andar superior -... Estou com muito medo.

O pequeno silêncio atrás de si chamou-lhe a atenção. -Minha irmã?! -virou-se a encontrando em pé, junto a uma janela de considerável tamanho -Minha irmã?! -chamou-a novamente, mas Bella parecia longe. Então se aproximou da janela também -Humph! -bufou ao notar que a neve havia chegado -O que tu achas de tão interessante nessa brancura toda?... Isabella?! -sacudiu o braço da irmã –O que tens?

Bella estava sentada no sofá quando ouviu uma música ao longe. Impressionada com a beleza da melodia, levantou-se e foi até a janela onde avistou somente os flocos de neve que caíam.

-Humph! –escutou vagamente Rose reclamar -O que tu achas de tão interessante nessa brancura toda?

Os últimos acordes da música tornaram-se melancólicos, mas parecendo um chamado, fazendo seu coração disparar. -Isabella?! –sentiu seu braço ser sacudido –O que tens?

–Escute –sussurrou, sem tirar os olhos da janela –Estás escutando?

-O quê? –Rose apurou os ouvidos –O que tu estás escutando?

-A música.

-Que música?... Tu estás me deixando aflita, Bella.

-Não estou mentindo -colocou o dedo indicador na janela -... Vem lá de fora –olhou para a irmã -... Eu tenho certeza.

Rosalie olhou pela janela e o que viu foi apenas flocos de neve –Não estou vendo nada... E muito menos escutando alguma música.

-Rose, estás surda?... Escute...

-Boa noite, Rosalie e Isabella. –as duas irmãs calaram-se de imediato, virando-se ao mesmo tempo em direção à voz estridente e anasalada. Então uma mulher com longos cabelos pretos e pele extremamente branca que se encontrava já no pé das escadas, caminhou até elas com muita elegância em seu pomposo vestido de tafetá lilás. –Eu me chamo Carmem Louvèr e... Presumo que tu sejas Rosalie Carolyne Swan. –fitou Rose de cima embaixo, com olhar de desdém.

-M-Muito prazer, madame Louvèr. –Rose tombou o tronco para frente, fazendo uma pequena mesura –Essa é Isabella Marie Swan, minha irmã caçula.

Carmem pousou seus olhos extremamente verdes na então quase menina à sua frente –“-Não tem como negar que é filha de Charlie.” –pensou, enquanto continuava a avaliá-la.

-Muito prazer, mada...

-Que idade tu tens mesmo?

-Err... Quinze anos, senhora.

“-Não parece ter a idade que diz ter.” – Carmem começou a andar em volta de Isabella –“Humm... Pele translúcida, cabelos negros levemente cacheados... Seios fartos, cintura delicada.” –Olhe para mim, menina. –ordenou e Bella obedeceu de imediato –“-Olhos azuis iguais aos de Charlie.” –uma onda de rancor invadiu seu coração. Rancor por não ter vivido uma vida digna, com pais dignos. –Então perderam os pais num acidente marítimo. –disse, ainda com os olhos fixos em Bella.

-Sim, infelizmente. -Rosalie soltou um suspiro dolorido.

“-Charlie, Charlie... Tu sempre foste um bosta mesmo.” –continuou a avaliar o rosto juvenil da sobrinha –“-Nunca aparecia aqui e raramente mandava-me dinheiro. Mesmo depois de morto, só me traz problemas.”-percorreu com olhar perspicaz o quadril da sobrinha –“-Muito novinha... Mas o melhor de tudo... Virgem.” –voltou a olhá-la nos olhos –“-Humm... Mesmo assim, acho que posso tirar algum proveito. Tenho certeza de que ela me renderá muito dinheiro.”.

Um pesado silêncio se fez e então Rosalie tossiu –Acredito que Dr. Black tenha vos dito sobre nossas condições financeiras... Então, se madame permitir, poderei... –Carmem virou-se para ela, fazendo-a calar-se imediatamente.

Nesse instante, o relógio soou sete badaladas –Conversaremos sobre isso amanhã, menina. –aproximou-se de uma mesinha e tocou uma sineta de prata –Por ora, irão se recolher... Tenho um compromisso para daqui a pouco.

-Sim, madame?

Carmem virou-se para a criada –Acompanhe-as até os seus respectivos quartos. –ordenou.

-Sim, senhora.

-Por que iremos dormir em quartos separados? –indagou Rosalie à criada –Não há necessidade... Somos irmãs.

-Ordens de madame. –a moça apenas respondeu –Com licença. –completou, fechando a pesada porta de carvalho atrás de si. Andou um pouco mais adiante e parou –Eis o vosso quarto, milayde. –disse, fazendo um sinal com a mão para Bella, que adentrou o recinto –Eu me chamo Angela –a criada então se apresentou -... Estarei ao seu dispor para qualquer coisa de que precisares.

Bella andou pelo espaçoso quarto que também possuía uma pequena lareira, observando a mobília que consistia em um guarda roupa, uma penteadeira onde havia um vaso com rosas vermelhas escarlate, uma mesa com cadeira e uma enorme cama de dossel de onde pendia um tule branco ricamente trabalhado com madrepérolas. A colcha de cetim cor salmão e as várias almofadas na mesma cor decoravam a cama finalizavam a decoração de bom gosto.

Olhou para a moça que ainda continuava na porta do quarto –Obrigada... Angela! –deu um tímido sorriso. Após a saída da criada, caminhou até a penteadeira e, pegando uma rosa, levou-a ao nariz e inalou o perfume suave –Humm! –sussurrou, virando-se –Acho que vou gostar daqui –disse para si mesma e sorriu. Caminhou até a porta da sacada e puxou as cortinas. Através do vidro, viu que a neve cessara -... Sim, eu vou gostar daqui.

Notas finais
Humm... Acho que na realidade, Bella sente a presença de algo, ou alguém mais. rsrsrsrs
O que vocês acham?