A Escolhida
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Peço desculpas pelo atraso e tals... E agradeço a linda recomendação de tatianecosta. Obrigada Flor!
19:34 hrs – pm
-Madame mandou me chamar?
-Mandei sim querida. –Carmem fez um breve sinal para Tânya entrar. Olhou-se mais uma vez no espelho e então virou-se para a outra –Hoje eu deixarei os salões em vossas mãos... Preciso visitar alguém.
-Lorde Winchester?
-Sim... O pobre foste atacado por aquela besta –Carmem voltou o olhar para a garota -... Mas sobreviveste.
A testa de Tânya enrugou-se –Estranho não?
-Sim... Muito estranho. Essa semana será toda de lua cheia –Carmem vestiu seu sobretudo –Por isso estou deixando os salões em vossas mãos –levantou o olhar altivo para a garota -... Então estou indo agora mesmo visitar Lorde Winchester... Averiguar os fatos e... Tirar minhas próprias conclusões.
-Tenhas cuidado, Madame.
-Eu o terei, minha querida... Eu o terei.
“... -Abras os vossos lindos olhos, minha formosa –languidamente, Bella abriu os olhos e arfou ao vê-lo atrás de si, vestia calças e botas pretas. A camisa branca de mangas longas possuía um decote “V” no peito, onde havia um cordão da mesma cor trançado -... Vós me chamastes e como vosso escravo, eu vim a ti –os olhos de Bella captaram as tatuagens que passavam pelo lado direito de seu pescoço e nuca, desaparecendo sob as densas mechas de cabelo -... Por ti. –com as íris avermelhadas pela paixão, ele percorreu com o olhar, cada curva de sua amada e então se aproximou. Numa fração de segundo, despiu-se da camisa e colou o corpo ao dela, deslizando uma das mãos por seu ventre macio enquanto abaixava a cabeça na curvatura de seu pescoço. Inalou o ar com força -Ia banhar-se, minha femmeie?...”
Ao sentir a imediata ereção tocar o final de suas costas, involuntariamente Bella arqueou o tronco -Sim.
Edward deixou expostas as longas presas, raspando-as de leve no ombro dela. A mão situada em seu ventre, prendeu-a contra a própria ereção e a outra se direcionou aos seus seios, acariciando-os -Eu vos banharei, formosa. –sussurrou, passando a língua pelo lóbulo de sua orelha.
Então a pegou no colo e depositou-a na enorme tina, livrando-se das botas e do restante das roupas logo em seguida. Antes que ele também adentrasse a tina, Bella ajoelhou-se à sua frente e tocou-lhe os dermoglifos que lhe tomavam não só o tórax e o abdômen, como também o sexo –Tu és muito –ruborizou-se de imediato -... Belo!
-Toque-me mais –o vampiro pendeu a cabeça para trás, cerrando os olhos -... Minha vida! -com os dedos trêmulos, ela foi deslizando as mãos pelos músculos desenvolvidos de seu tórax e abdômen parando próximo ao umbigo, onde começava uma trilha espessa de pêlos castanhos claros –Mais... –a menina baixou o olhar e então lentamente ela deslizou as pequeninas mãos em torno do sexo viril e latejante do vampiro –Toque-o... Ele é todo seu. –Bella, ao captar o líquido brilhante que escorria ali, instintivamente lambeu os lábios e sem pensar duas vezes passou a ponta de sua língua por aquela extensão. Um forte tremor transpassou o corpo de Edward que soltou um gemido rouco, animalesco –Isabella... –ele grunhiu, agarrando-lhe a cabeça entre as mãos e iniciando um lento movimento de vai e vem. Tal movimento despertou uma sensação de poder em Bella. Sentindo-se senhora da situação, ela intensificou os movimentos sem conseguir em momento algum colocá-lo por inteiro na boca. Mais alguns movimentos de sucção e Edward a puxou pelos cabelos –Queres me enlouquecer? –ele não perguntou, ele afirmou. Cativa, Bella levantou o olhar encontrando o dele, que se assemelhava ao de um animal faminto.
Com movimentos ágeis como os de um felino ele adentrou a tina e girou-a, fazendo com que ela ficasse sobre si –Hugh!... Edward! –seu pequeno corpo sentiu de imediato a penetração.
-Conseguistes me enlouquecer! –sem desconectar-se ele girou novamente e ajoelhando, levantou-a.
As fortes mãos de seu amado seguraram-na pela cintura e a puxaram de encontro a si -Oh! –Bella arfou e então ele a içou, mas só para depois puxá-la de volta -Céus!
-Continues esse movimento -ele soltou-a e tomou um de seus seios entre as mãos -... Minha doce Isabella. -completou, sugando-o lenta e prazerosamente. E assim ela o fez –Oh! –Edward gemeu, sentindo a necessidade crescente de alimentar-se de sua amada –Eu preciso de ti formosa.
-Eu também, meu Conde... Eu também.
-Olhes nos meus olhos –Edward pediu -... Não tenhas medo meu anjo. Tu beberás de meu sangue –sussurrou quando ela assim o fez -... E eu me alimentarei do vosso. –em seguida, ele cortou a própria jugular com a unha. Imediatamente o odor de menta, característico dos machos da raça, espalhou-se -Venhas. –ele chamou, oferecendo-lhe seu sangue. Hipnotizada, Bella apossou-se da ferida e fascinada pelo sabor de seu amado, passou a sugar-lhe com luxúria o líquido denso e brilhante –Isso, formosa... Tome o quanto quiser. –Edward gemeu, sentindo o desejo por sua fêmea aumentar ainda mais –Não suporto mais... Eu preciso de ti. –com os olhos rubros, ele avistou a lua pelo vidro da janela e então cravou-lhe as presas –“-Hoje lhe farei um filho varão... Nosso herdeiro, minha Condessa.” –Edward, que jamais se deitara e muito menos compartilhara um momento tão íntimo com outra fêmea a não ser Bella, elevou o corpo, mudando de posição –Edward! -escutou-a gemer seu nome em pensamento: ela estava próxima de se liberar.
Ainda com os lábios presos à ferida aberta, sugando o que julgava ser o mais doce néctar, aumentou as investidas. Após segundos depois, ambos se apartaram e Edward admitiu nunca ter visto cena mais erótica: sua fêmea em seus braços com os lábios manchados de seu sangue –“-Céus!... Como vos amo!” –declarou em pensamento.
Bella abriu um sorriso –“-Eu também vos amo, meu Conde!”
Então, em poucos segundos, ambos se estremeceram em um êxtase único –Tu és minha... Só minha! –Edward vociferou baixinho enquanto se derramava em abundância dentro de sua amada.
20:00 pm
-Madame Louvèr?!
Um tanto desconcertada, Carmen retirou a luva direita e estendeu a mão –Muito boa noite Carl... Mylorde Brandon!
-Oh! –Carlisle beijou-lhe a mão –Boa noite... Madame! –ficaram se olhando por um tempo –Err... Q-Queira entrar... Por favor.
-Com licença. –Carmem adentrou a casa simples que se situava logo ao lado da botica –Vim ver Lorde Winchester... Soube do acontecido –anunciou, remexendo as mãos, em uma clara demonstração de nervosismo e sem conseguir olhar Carlisle de frente –... E que por milagre sobreviveste.
-Sim... Lorde Winchester sobreviveste sim, mas está seriamente machucado. Temo que ele não passará dessa noite.
-Posso vê-lo?
A testa de Carlisle enrugou-se –Ele estava muito agitado, então tive que sedá-lo mais cedo... Não sei se falará coisa com coisa. Aliás... Nada do que ele tentou falar fazia algum sentido. –apontou a porta de um corredor –Mas podes tentar, se assim o desejas.
Carmem fez uma leve mesura e caminhou pelo corredor seguida por Carlisle que logo parou -Aqui Madame... Lorde Winchester está aqui.
-Aqui?!
-Sim... Não sei se ainda lembras, mas este é o quarto mais confortável de minha casa.
-Oh sim... Err... Posso?
Carlisle deu um pequeno sorriso e então abriu a porta. –“-Céus!”- Carmem sussurrou em pensamento. O aposento simplesmente continuava o mesmo: o guarda roupa em mogno, a penteadeira onde continha alguns objetos pessoais, o candelabro aceso sobre o criado mudo, o antigo baú que continuava aos pés da cama de casal. Até a poltrona de veludo azul bebê continuava no mesmo lugar –Entre. –a voz de Carlisle interrompeu suas lembranças e então seu olhar encontrou o amigo deitado entre as almofadas.
Carmem aproximou-se e sob a parca claridade do candelabro, constatou com os próprios olhos que Carlisle tinha toda razão, o pobre coitado estava realmente muito machucado –Mylorde –sua voz estava sumida. Clareou a garganta –... Mylorde? –o rapaz que tinha a cabeça tombada para o outro lado, virou-se em direção à voz e então Carmem tapou a boca com uma das mãos ao vê-lo com uma faixa ensanguentada nos olhos –Senhor Jesus!
-Madame?! –sussurrou com dificuldade, devido à faixa que segurava sua mandíbula –NÃO! –seu desespero ficou explícito no grito repentino que dera –EU N-NÃO A QUERRO MAISS –então começou a se debater. Tais movimentos ocasionaram a reabertura de alguns pontos e consequentemente o sangramento voltara -... P-PERDOE-ME, EU...
-Céus!... Precisas sair daqui Madame –Carlisle imediatamente abriu um frasco e colocou próximo às narinas do rapaz -... Terei que suturá-lo novamente.
-E-ELA TEMM... D-DONOO!
-Ela quem, Mylorde?
A pergunta de Carmem ficou sem reposta, pois o rapaz caíra em sono profundo –Lorde Brandon... Eu necessito saber de quem ele estava falando.
-Oras... Francamente Madame –Carlisle irritou-se -... Eu aqui preocupado em estancar o sangramento e vós querendo saber de quem ele estava falando? Não estás vendo que foi necessário dopá-lo?
"... -Eu sou um curador Carmem... Está em minha alma, em meu ser. Jamais deixarei de atender alguém por falta de dinheiro...” –Perdoai-me Lorde Brandon.... Retirar-me-ei agora mesmo.
-Eu vos agradeço Madame. Vós conheceis a saída... Aliás vós conheceis toda a casa... Como a palma de vossa mão... Não é mesmo... Carmem?
Para a cafetina, a resposta soou como um tapa. Ergueu a cabeça altiva –Com vossa licença, Mylorde. –disse, saindo do aposento em seguida.
20:33 hrs – pm
Sob a luz do luar que banhava o quarto através da porta da sacada Edward, vestido apenas com sua calça e em pé na beira da cama, venerava o corpo nu de sua amada envolto nos lençóis. Com os dermoglifos pulsando violentamente entre as cores verde água e índigo e sem tirar os olhos de Bella, retirou do bolso da calça uma caixinha de veludo roxo, ajoelhando-se em seguida –Há muito tempo eu esperei por esse momento. –abriu a caixinha e retirou de lá uma grossa aliança. Diante do brilho dos diamantes ali cravejados, a menina sentou-se na cama. –O momento em que colocaria a aliança que era de minha mãe –pegou-lhe a pequenina mão esquerda e beijou-lhe carinhosamente -... No dedo da qual seria minha companheira por toda a eternidade... Minha rainha... Mãe de meus filhos. –os olhos azuis de Bella estavam rasos d’água quando ela notou-lhe um anel com um único diamante também em seu anelar esquerdo. Edward levantou o rosto em sua direção, de seus olhos rubros escorriam lágrimas de sangue –Aceitais ser minha eterna companheira?
Notas finais
Qto ao capítulo: Lorde Brandon e Madame Louvèr... Humm, aí tem viu.
E o pedido de Edward? O que vcs acharam?
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