A Escolha de Bulma

1 Parte 1 - O Novo Oriente - introdução -


Notas iniciais
E se Dragon Ball fosse real? Como seria um planeta Terra com Dinossauros, robôs, objetos-cápsula, cabelos azuis, alienígenas? Sempre me perguntei a respeito dessas coisas enquanto assistia aos episódios de DBZ e me interessei em fazer uma fanfiction com uma narrativa mais plausível aliada à aspectos realistas. Algumas possibilidades sobre essa questão vocês podem ler abaixo.Capítulo para explicar e introduzir a história de Bulma e o universo em que vive. É claro que dá pra definir essa fic como Bulma/Vegeta, mas não vou me limitar unicamente a isto.

Um pontinho azul luminoso entre as estrelas que o cercam. Terra. O elemento dentre os quatro que serviria de nome para o também conhecido como planeta azul. A maior parte dele é formada por lagos, rios, mares e oceanos. E se visto do espaço, toma a forma de uma bola de gude azul, como uma gota de água brilhante no meio da vastidão negra do universo. Então, pergunta-se: Se tem muito mais água do que terra lá, então por que esse nome? Os seres de inteligência mais avançada que vivem nesse planeta, assim o nomearam sob a constatação de que eles, estes seres inteligentes, eram animais terrestres. Portanto, nada mais justo que nomear esse planeta coberto por água de planeta Terra. Apesar da arrogância, os seres inteligentes, mais conhecidos como humanos, não tinham muito pelo qual se orgulhar. Até mesmo sua já mencionada inteligência, não era tão bem usada assim. Algumas vezes se mostrava de uma racionalidade quase inexistente (eles achavam que o planeta era plano). E sua posição no topo da cadeia alimentar era às vezes um tanto questionável quando algum era comido por um tubarão, devorado por um urso, ou desmembrado em uma avalanche. Quando não eram vítimas fatais de suas próprias invenções, é claro. De tempos em tempos entravam em guerra e se exterminavam aos montes. Os motivos eram variados, mas sempre envolvia algum interesse forte por poder.

A primeira grande guerra, historicamente intitulada de Primeira Guerra Mundial, envolveu uma forte briga entre um país monárquico e outro mais ao leste que acabou tendo um problemático papel na Segunda Guerra. Talvez por ter perdido a primeira, este pais germânico que havia se reerguido após a derrota, acabou sendo parte de um dos maiores massacres da Terra. Um homem baixinho de bigode levou o mundo a um estado de luto irrecuperável por ter perseguido pessoas inocentes, por conta de alguns conceitos equivocados a respeito de religião, cor de pele e ascendência. Quando algo assim grandiosamente destruidor, porém sem sentido, acontece a partir da mente de um ser humano, os médicos desse planeta chamam a ocorrência de problema mental (eles têm milhares de nomenclaturas e categorias para isto). No entanto, nem sempre a contradição do cérebro humano era a maior causadora de guerras. Às vezes, o interesse era por terras, riquezas, ou vingança, como uma vez em que uma mulher muito bonita foi roubada de um rei e por causa dela um monte de gente saiu de dentro de um cavalo de madeira gigante e matou mais um monte de gente.

Demorou bastante, mas a Terceira Guerra Mundial chegou, no final do século XXI, e logicamente trouxe muitos outros mortos depois de dez anos de duração. O oriente do planeta se envolveu em uma guerra nuclear depois de conflitos para desarmar um país teimoso ao sul. Países como Japão, China, Coréia do Sul, Coréia do Norte, e até mesmo um pedaço do Oriente Médio foram parcialmente destruídos, e seus líderes exterminados em batalhas. Felizmente, a maioria dos moradores dessa região foi deportada e abrigada em outras localidades do ocidente.

Dois países muito poderosos que no passado já haviam sido inimigos acabaram unindo forças para evitar que mais mortes ocorressem por conta da guerra do oriente, e desarmaram os países envolvidos. Os locais bombardeados foram isolados e o que sobrou de terras no oriente, serviu para a construção de um novo país chamado Novo Oriente, cujas terras se subdividiam em Novo Oriente Sul e Norte, e Novo Oriente Leste e Oeste. A parte mais curiosa disso tudo, é que aos poucos a população terráquea voltou a preencher aquele lado do planeta que havia sido destruído, e a vida na terra seguiu digamos que, bem sucedidamente.

A partir do século XXII, não houve qualquer outro registro de guerra mundial no planeta, e o investimento financeiro que antes era concentrado em armamentos militares, passou a ser focado em projetos científicos nas áreas de física, química, biologia, e medicina. O resultado disso foi um gigantesco avanço tecnológico e científico para os terráqueos. Obteve-se a cura para doenças cancerígenas e tipos de vírus anteriormente incuráveis. A pobreza extrema de países subdesenvolvidos foi exponencialmente erradicada através de projetos habitacionais e educacionais em parcerias de governos. A violência urbana diminuiu consideravelmente com o surgimento de uma empresa russa especializada em construções de penitenciárias, que por seus serviços mais tarde ganhou, ironicamente, um prêmio chamado Nobel da Paz. O interesse no investimento voltado a educação aumentou, e milhares de escolas e bibliotecas foram construídas no planeta, com o intuito de corrigir possíveis falhas humanas de caráter com a cultura inserida em livros.

Além disso, os maiores avanços tecnológicos desse século turbulento e promissor foram os carros voadores, suas estradas de trânsito aéreo, a criação de robôs para tarefas mecânicas de baixo rendimento financeiro para os humanos, e a clonagem de animais e outros seres vivos anteriormente extintos. Novos pedaços de terra foram reconstituídos para que até algumas espécies de dinossauros e de árvores pudessem se reagrupar a mudar a biosfera terrestre. A recriação dos seres extintos gradualmente recuperou o ar poluído da atmosfera, e a camada de ozônio foi parcialmente reconstruída com o poder de fotossíntese de plantas jurássicas que agora também habitavam a Terra.

A bola de gude azul se tornou de fato um lugar mais habitável, mas isso não quer dizer que os seres humanos tenham ficado menos complicados. Por algum motivo, esses seres estão sempre querendo aperfeiçoar sua aparência física, por puro entretenimento. Se colocam na cabeça que a ideia de ter cabelo amarelo é melhor, insistem em procurar ter o cabelo amarelo. É difícil mudar a genética, no entanto, mas até isso foi superado pelos terráqueos.

Uma empresa de cosméticos conhecida há séculos criou um laboratório farmacêutico onde foi criada a primeira Pílula Transformadora, que consiste em um comprimido para alterar sua genética e modificar características específicas de sua aparência, como cheiro, unhas, e cabelo. Poderiam eliminar problemas de pele e até de glândulas. Não faziam ninguém parecer outro ser dimensional, mas o sucesso do produto foi imediato, ainda mais com a ausência de efeitos colaterais, proporcionando ao frágil organismo humano a possibilidade de nascer com uma mutação genética criada em laboratório.

A cientista criadora da inovação era uma mulher muito inteligente, Rita Brooks, cujo envolvimento com a ciência veio da amizade e incentivo de um grande amigo de infância e também cientista, Otto Briefs, este fundador de uma das maiores empresas de tecnologia de ponta do mundo: A Corporação Cápsula, que levava o nome da invenção onde objetos dos mais variados tamanhos poderiam ser guardados em cápsulas, e posteriormente tomavam sua forma de novo se as capsulas entrassem em atrito com o chão pelo poder da gravidade.

A parceria dos dois cientistas renomados rendeu bons frutos para ambos, e quando Rita soube que o Senhor e a Senhora Briefs teriam um bebê, escolheu um presente muito especial para dar à garotinha. Criou uma fórmula única e nova para transformar em Pílula Transformadora, e deu a Srta.Briefs ainda no primeiro mês de gestação.

– Mas o que é isto? – perguntou Luna Briefs olhando para a pílula na palma de sua mão.

– É um dos meus presentes ao bebê. – Alegrou-se Rita. – Estarei muito ocupada trabalhando no próximo ano, e temo que não estarei aqui para o dia do nascimento.

– Oh, obrigada! Mas... O que devo fazer com isso, se não se importa em me dizer?

Rita riu.

– Oh, desculpe! Quase ia me esquecendo. É uma pílula! Você deve tomar, e quando a criança nascer você vai entender.

Briefs ficou desconfiada.

– Ora, Rita, você e suas engenhocas! Tá parecendo até meu marido!

– Eu prometo que irá amar meu presente, Luna. – garantiu a cientista.

– Ok! Eu sei, Rita, confio em você. Mas estou curiosa, ora! Que tipo de coisa isso vai fazer com a minha pequena?

– Nada de mais, acredite! Apenas um detalhe adorável a respeito de sua genética capilar e é uma fórmula única e...

Houve um silêncio e Briefs não entendeu. Rita a olhava séria com os olhos de jabuticaba atentos.

– O que foi sua tolinha? Não vai terminar de me dizer o que essa pílula maluca faz de tão especial?

– Luna... Você acabou de dizer “minha pequena”? Está no primeiro mês da gravidez, não é meio cedo para palpitar sobre o sexo da criança?

Briefs pousou uma das mãos no rosto enquanto a outra repousava na barriga. Seu semblante era de uma preocupação evidente.

– Ah, eu e a minha boca! Oh, Rita... Você me conhece e eu não vou nem tentar mentir pra você. Otto não acredita nessas coisas, falou que é tudo besteira, mas eu vi, Rita, com os meus próprios olhos! – ela soltou um suspiro forte. — Tem algo que você precisa saber sobre minha pequena Bulma.

A jovem Briefs tomou a Pílula Transformadora a seco.