A Droga
8 Agora também Chumbinho
No meio das manobras de Chumbinho, eis que surge um homem do cerrado que Chumbinho não vira, pois estava concentrado em chegar até os policiais. O homem chegou por trás e injetou o conteúdo de uma seringa no pescoço de Chumbinho.
Após Chumbinho cair, o homem chamou outro que ajudou a levar o garoto até o carro escondido atrás de algumas árvores que estavam uma ao lado da outra como se tivessem sido plantadas lá, mas não era preciso muita camuflagem, pois com os policiais no tiroteio e os outros Karas escondidos do avião ninguém via o que estava acontecendo no meio do caminho.
Andaram por não muito tempo e chegaram ao carro, colocaram Chumbinho no banco de trás e dirigiram até uma cabana no meio daquele mato todo, mas que também não chegava a ser muito longe do local.
Os homens colocaram Chumbinho amarrado em uma cadeira, um foi embora e o outro ficou na cabana esperando que o garoto acordasse. Ele acordou em cerca de 45 minutos, olhou para o homem assustado e sem entender, somente após alguns minutos ele se lembrou do acontecido.
Ele olhou para o homem deitado no chão, lendo um livro e começou a balançar a cadeira tentando sair. O homem olhou para Chumbinho, desviou o olhar novamente para o livro e disse:
–Espere que eu termine este capítulo, depois lhe direi o que acontecerá com você.
Chumbinho, com a boca vendada não podia falar nada, mas enquanto o homem lia seu livro ele tentou tirar a corda de suas mãos, mas em vão. Somente se cansou e machucou mais ainda seus pulsos.
O homem fechou o livro e olhou para Chumbinho levantando-se. Deu uma volta pela cadeira olhando o garoto de cima a baixo e conferiu que ele não havia se soltado.
–Seus amigos não vão poder fazer nada ao patrão se estivermos com você, aliás eles não querem ver sua cabeça solta do corpo.
O homem soltou a amordaça da boca de Chumbinho e percebeu que ele mordia-a todo aquele tempo, olhou para o garoto esperando alguma resposta, que não obteve.
***
Os Karas no avião estranhavam demora do amigo, olharam para os policiais, que estavam a caminho do avião e sem Chumbinho. Ficaram curiosos e foram ao encontro dos policiais perguntar sobre o amigo.
Quando os policiais chegaram, Miguel perguntou sobre Chumbinho, mas eles ñ sabiam do garoto, disseram que ele não foi até eles após os cinco saírem juntos, os quatro Karas se preocuparam.
–Malditos!Sumiram com Chumbinho para não podermos fazer mal a Rafael –Crânio já tinha entendido o feito dos bandidos.
–O que faremos agora? Temos que achar o Chumbinho.
–Vamos achar o Chumbinho
Estavam os quatro Karas e os dois policiais no avião pensando o que fariam agora, não poderiam fazer nada para Rafael enquanto não achassem Chumbinho. Crânio, após alguns minutos analisando a situação resolveu que seria bom que eles fossem para Goiânia e acompanhassem a rotina de Rafael até descobrirem algo, mas não deveriam confrontar ele.
–Me desamarre.
–Você acha que sou bobo garoto? E mesmo que fosse não posso fazer nada sem ordens, se você quiser ser solto fale com o patrão quando ele vier.
–Rafael virá? Quando?
–Provavelmente em alguns dias, talvez amanhã ou depois.
–Estou com fome.
–Lhe darei algo para comer mais tarde, aguente sua fome garoto.
Chumbinho tentava bolar algum plano, alguma maneira de sair dali, mas como? Eles estava sob supervisão integral daquele homem do qual o nome ainda não sabia e para piorar estava amarrado.
Ele resolveu que poderia fazer algo quando o homem adormecesse, seu único impedimento seria suas mãos amarradas e a cadeira que fazia barulho, mas ele conseguiria. Tinha que conseguir afinal ele era um Kara.
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