A Doce E Fria História De Amor Do Dragão
10 Olhos não mentem
Notas iniciais
Ivan abraçava Yao carinhosamente como em um pedido de desculpas por ter ido tão bruscamente para cima dele. Primeiramente Yao se debatia tentando inutilmente se livrar do abraço e empurrava Ivan para que este o soltasse, mas o russo continuava segurando fortemente.
- Calma Yao — dizia Ivan fazendo carinho na cabeça de Yao — desculpe-me por isso... fique calmo.
- ME LARGA ARU!
- Não grite.
- COMO QUER QUE EU NÃO GRITE DEPOIS DO QUE FEZ ARU? ESPECIALMENTE DEVIDO AO QUE TENTOU FAZER!!
- Já pedi desculpas.
- ACHA QUE É TÃO FÁCIL ASSIM ARU? — inconcientemente lágrimas começavam a aparecer nos olhos de Yao.
- Porque é tão complicado para você aceitar que gosta de mim? — perguntou Ivan limpando delicadamente uma das lágrimas com um de seus dedos.
- E-Eu....EU NÃO GOSTO DE VOCÊ ARU!
- Tente ao menos ficar calmo, Yao. Não gosto de te ver dessa maneira.
- E O QUE ME IMPORTA SE VOCÊ NÃO GOSTA DE ME VER ASSIM ARU? E AINDA POR CIMA, FOI VOCÊ QUEM PROVOCOU ISSO!! A CULPA É TODA SUA ARU!
- Sei disso, mas sua teimosia também ajuda muito. Você reluta tanto mas lá no fundo gosta de mim que eu sei.
- C-Como sabe disso aru?
- Vejo em seus olhos. Olhos não mentem.
Aquilo pegou Yao tão totalmente desprevinido, que ele desviou o olhar com um leve rubor no rosto, a mão dele ainda estava sobre o peitoral nu de Ivan pois tentara o empurrar, essa mão se fechou firmemente em forma de punho como se quizesse evitar que saisse algo.
- Você sabe que é verdade Yao. Porque nega tanto?
Yao então abaixa o olhar, não queria encarar Ivan nos olhos, mas este pega delicadamente o queixo de Yao fazendo então com que ele o olhasse nos olhos. Aqueles olhos arroxeados sempre prendiam Yao e cada vez mais ele achava difícil mentir ao os encarar. Ivan esperava por uma resposta, mas o pequeno Yao só abria e fechava a boca sem emitir som algum, como se ainda estivesse em busca da desculpa perfeita.
- A-Aqui.... Aqui... N-Não é que nem lá no Império Romano. H-Homens não namoram homens aru.
- E dai? Lá na Rússia também não. Vai evitar a pessoa que gosta só por causa disso? Para manter as aparências?
- Você também me stalkeava aru. Isso é estranho... muito...
- Hum... acho que posso considerar isso uma desculpa válida, mas não o suficiente. Mas chega disso! Yao, eu te quero para mim, sou possessivo.
- Não me quer só para fazer parte dessa tal grande Rússia aru?
- Não! Quero você ao meu lado. Quero ver você feliz, e até irritado para assim aprender mais sobre você, quero te ver de qualquer jeito, mas mais importante do que isso, quero poder te fazer contente quando estiver triste. Quero cuidar de você e te proteger.
- Não preciso de proteção aru.
- Sei disso. Mas mesmo assim eu me preocupo muito com você Yao. Quero fazer com que você me ame ainda mais e não fique evitando mostrar isso tanto assim.
- T-Tente então aru. — disse Yao com um pequeno murmurro meio que esperando que Ivan não escutasse e o chinês já estava totalmente corado pelas palavras de Ivan e ainda assim o evitava olhar nos olhos.
- Farei isso — respondeu Ivan dando um doce beijo na testa de Yao e apertando o abraço — ajudaria se você fosse menos teimoso.
- A-Assim ficaria fácil
Mesmo dizendo essas palavras, Yao retribui o abraço enquanto deita a cabeça no ombro de Ivan.
- Seu corpo não mente Yao.
- Mas esta boca nunca disse que gostava de você aru.
- Darei um jeito nisso.
Pegando o rosto de Yao delicadamente com suas alvas mãos, Ivan fez com que o menor o olhasse nos olhos e então o deu um doce e carinhoso beijo nos lábios. Aquela briga havia tirado toda a energia de Yao que simplesmente fechou os olhos aproveitando o momento, quando se separaram, ficaram se olhando mais um tempo. Ivan passou seus dedos entre os cabelos de Yao enquanto este desviou o olhar corado. Yao se virou de costas para Ivan um tanto sem graça.
- A-Acho que.... chega de passear por aí aru... vamos voltar.
- Concordo — disse Ivan com um sorriso.
Quando voltaram, foram recebidos pela pequena Mei e Long. Yao estranhou por apenas os mais novos terem ido até lá, mas mesmo assim pegou a garotinha no colo e deu um beijinho na bochecha e então se abaixou ficando na altura de Long.
- Você demorou — disse Long.
- Foi mal aru. — respondeu Yao — agora o passeio já acabou.
- Queria ter ido junto — disse Mei meio tristinha.
- Depois então vamos fazer um passeio todos juntos. Que tal aru?
- Bora! — disse Mei com um enorme, radiante, fofo e brilhante sorriso.
- Todos nós? — perguntou Long um pouco impressionado e feliz.
- É sim aru.
- Eu também vou. — disse Ivan com um sorriso.
- E quem foi que te chamou aru? — perguntou Yao o encarando.
- Ah nossa... e a conversinha que tivemos já foi esquecida Yao?
Esse comentário fez Yao intantaneamente corar e desviar o olhar rapidamente. Os pequeninos se entreolharam tentando entender a situação. Mas Yao resolveu mudar de assunto:
- Onde estão os outros aru?
- Ah é!! Eles estavam falando sobre algumas coisas e então saimos porque não queriamos ouvir — explicava Long.
- É, o Kiku e a Lien tavam falando muito! — disse Mei meio chorosa — o Xang tava tentando conversar com eles mas não tava dando muito certo.
- O Hyung e o Yong também estavam gostando um pouco da ideia, mas ainda estavam meio em dúvida.
- Eu não tava gostando Yao! Eu não quero que a gente se separe!
A pequena começou a chorar e Yao a deu um abraço, Long estava com uma cara bem triste também e uma lágrima rolou pelo seu rostinho mas o pequeno logo a limpou. Yao se assustou com o que entendeu pelo o que os irmãos haviam explicado, torcia para que houvesse entendido errado mesmo, mas tinha uma péssima impressão de que não estava errado, eles estavam querendo se separar. Não sabia o que fazer quanto a isso, se contasse ao chefe, provavelmente as coisas iriam piorar mas mesmo se ele não contasse, o imperador logo descobriria. Pensou em falar com os irmãos sobre isso, mas tinha medo. Várias coisas passavam pela cabeça do chinês. Porque eles não queriam mais viver com ele? Era um irmão tão ruim assim?
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