Notas iniciais
que o Yao conheça o Ivan pra começar o yaoi o/

Era inverno, a neve caia sobre a China. Yao havia feito uma pequena viagem ao norte do país junto com seus irmãos por motivos políticos. Áquela altura os irmãos e também Yao estavam mais crescidos. Yao aparentava ter uns 20 anos, mas Kiku, o mais velho de seus irmãos aparentava ter uns 12. A parte importante da viagem já havia acabado então depois de certificar-se que todos os pequenos estavam bem protegidos contra o frio, Yao foi junto com os 7 pequenos brincar na neve.

Kiku, Xiang e Long faziam um boneco de neve, Kiku fazia praticamente tudo pois era bem mais velho do que os outros dois. Xiang aparentava ter algo perto dos 6 anos e Long mal aparentava ter 3. O boneco de neve era bem torto e desleixado, mas os três se divertiam tentando fazer.

Lien, Mei, Hyung e Yong corriam atrás de Yao com bolas de neve na mão atirando nele e depois paravam para fazer novas bolas de neve. Lien aparentava ter 5 anos, Hyung e Yong aparentavam 7 e Mei aparentava ter 3. Yao não corria muito rápido para dar a chance aos irmãos de pega-lo e Mei mal conseguia correr na neve por causa de suas perninhas pequenas. Kiku, Xiang e Long percebiam o que os irmãos faziam e ficavam só olhando e depois voltavam para o boneco de neve, depois de um tempo Hyung se junta a eles.

Já cansados de tentar acertar Yao com as bolas de neve, Yong, Mei e Lien começam a simplesmente correr atrás do irmão tentando pega-lo. Yao de propósito se deixa pegar e Yong se joga em cima dele e Yao se joga no chão rindo. Com Yao no chão, Mei e Lien puxam os outros irmãos e todos fazem um montinho em cima de Yao rindo, uns mais do que outros. Yao começou rindo também, mas depois já estava reclamando que estava muito pesado e começou a pedir desesperado para eles sairem de cima, mas os pequenos só levavam na brincadeira e não saiam.

– Sai!! Sai de cima-aru!! Vocês estão me esmagando-aru!! — gritava Yao já meio desesperado.

– Esmagar o Aniki!! — gritava Yong todo alegre de volta

Yao tentava fugir se arrastando pelo chão mas não conseguia se mexer nem um milímetro. Se fosse 1 ou 2 crianças até conseguiria... mas 7 era demais pra ele. Esmagado lá em baixo estava começando a ficar sem ar e não queria se levantar de uma vez com medo de machucar os mais novos.

Enquanto Yao estava lá esmagado e sendo chutado na cara por pequenos pézinhos, ele consegue ver alguém se aproximando, não conseguia ver o rosto, só conseguia ver até a cintura. Pelo que via, julgava que era um homem, usava roupas de frio, botas marrons, um sobre-tudo bege.O estranho se aproxima do grupo de asiáticos e fala com uma voz bem calma:

– Que crianças animadas...

Os pequenos param de rir ao notar o rapaz que se aproximou e vagarosamente saem de cima do mais velho dos irmãos encarando o estranho que havia chegado. Com isso, Yao pode ver quem era a pessoa, não sabia quem era, mas sentia que era outro país. Alem das botas e do sobretudo, ele usava um cachecol roxo bem claro, quase branco. Tinha pele bem alva, cabelos loiros... "seriam loiros mesmo?" se perguntava Yao pois se eram, seria de um loiro muito claro, quase branco. Não podia negar que também tinha um nariz meio avantajado e seus olhos eram de um estranho tom de roxo.

Yao, se sentou no chão que antes estava deitado e ficou encarando o rapaz levemente boquiaberto, paralisado e, apesar de não notar, levemente corado. Os irmãos de Yao se esconderam atrás das costas dele, menos Kiku, Yong e Hyung, os mais velhos, que simplesmente se sentaram ao lado do irmão olhando vez para o estranho que havia chegado e vez para Yao ainda paralisado.

O estranho de pele bem branca se aproxima de Yao e estende a mão para ajuda-lo a levantar. Yao depois de alguns segundos sai do transe e pega na mão do outro que o levanta, ao ficar de pé, Yao nota mais algo sobre o estranho, ele era alto. Yao mal conseguia alcansar o queixo dele. Quanto mais notava algo sobre o rapaz, mais Yao via como ele era diferente dele e dos irmãos.

– Sou Ivan Braginski, o Russia — disse o estranho finalmente revelando sua identidade, ainda segurando a mão de Yao.

Yao depois de um tempo solta a mão do Russo sem graça.

– S-Sou Yao... é... sou Wang Yao, China aru — responde Yao meio enrolado

– E os pequenos?

– São meus...meus... irmãos aru.. é... são meus irmãos aru. Kiku, o Japão, Hyung e Yong, os Coréia, Xiang, o Macau — apresentava os irmãos indicando quem era quem meio que no automático — Lien, a Vietnam, e os pequenos são Long, o Hong Kong e a Mei, a Taiwan aru.

– São muitos irmãos...

– É são sim aru.... — responde Yao ainda meio hipnotizado enquanto Mei e Lien agarram nas barras da roupa dele.

– E você é bem pequeno, não? — disse Ivan bagunçando os longos cabelos do Chinês.

Yao corava.

– E-Eu não sou baixinho aru!! Você que é alto! — dizia ele virando o rosto corado enquanto o Russo dava uma leve sorriso.

– E porque você fala tantos "aru"s?

– P-Porque sim aru!! N-Não é de propósito aru — respondia Yao ainda corado pois o Russo não havia tirado a mão da cabeça dele.

O tempo ficava mais frio, e uma nevasca já começava. Yao conseguia sair de seu estado de transe para ao menos se preocupar com a saúde dos irmãos. Falando de sua preocupação a Ivan, o chama para entrar na luxuosa mansão que eles estavam usando naqueles dias da viagem para morar.

– Com licença — começava Kiku perguntando para Ivan — mas Russia seria um país próximo?

– Sim, é aqui ao lado.

– O que tava fazendo na flolesta naquele flio sozinho? — perguntou Mei falando errado e já se sentando no colo do Russo — tava bincando tambem?

Yao pega a pequena do colo tirando ela do colo do outro.

– Mei, não sente no colo de quem você acabou de conhecer aru! — repreendia Yao que inconcientemente queria que Ivan tivesse a melhor das recepções.

– Tudo bem... eu estava afim de andar um pouco e tinha ouvido dizer que o país daqui estava bem próximo da fronteira. E pelo visto vi quer era verdade né Yao? É você certo?

– É, sou eu mesmo aru.

– Você tem irmãos também? — perguntou Yong

– Tenho duas irmãs

O tempo passava enquanto eles conversavam, ficou tarde e Yao mandou os irmãos irem dormir. Alguns antes davam um pequeno abraço no irmão desejando boa noite, apesar de Yong quase esmagar Yao no abraço, depois os mais novos davam a mão aos mais velhos, Mei ia correndo toda feliz até Kiku para dar a mão a ele, e depois todos iam juntos para o quarto em que dormiam. Agora Ivan e Yao estavam sentados completamente sozinhos na espaçosa sala com o crepitar da fogueira.

– Deve ser cansativo cuidar de tantos irmãos e todos tão pequenos — dizia Ivan

– É sim aru... mas também é bem divertido.

– E você é tão pequeno, fofo e sensível.

– E-Eu não sou nada disso aru! — disse Yao corado

– Claro que é... tão pequeno...

– E... E você é bem grande aru!

– Quanto tempo vão ficar aqui perto da fronteira?

Yao ficou triste de repente, tinha se esquecido que eles logo voltariam para casa, ele percebeu que não queria ir.

– A-Amanhã... vamos amanhã aru

– Ah! Tão rápido assim? E o dia está acabando... Seria tão bom fazer a viagem valer mais a pena.

Yao corou ainda mais... percebeu que estava pensando "coisas" que envolviam Ivan. Ficou mais envergonhado ainda porque tinha acabado de conhece-lo.

– Em que estava pensando? — perguntou Ivan como se lesse a mente de Yao

– Nada aru! — Yao se levantava — E-Está ficando tarde aru... melhor você ir indo não?

– Tem razão... pena que você já vai amanhã. Passarei aqui para lhe dar tchau. Você poderia vir me visitar lá em casa, pois eu farei o mesmo.

Yao da um enorme sorriso, tão natural e alegre que faz Ivan dar um leve sorriso corando quase impercitívelmente.

– Será muito bem vindo aru.