A Doce E Fria História De Amor Do Dragão
49 2nd World War - part 9
Notas iniciais
Ivan tentava em vão se agarrar ao caminhão, mas os soldados russos tentavam o levar até a tenda. Traído por seus próprios homens. Mas as tentativas de fuga do russo foram totalmente infrutíferas, pois logo alguém pareceu alertar Natasha de que ele estava ali e tentando por tudo no mundo não entrar na tenda, pois logo a garota surgiu. A bielorrussa pisava forte no chão, aos olhos de Ivan, causando fortes terremotos a cada pisada. Seus olhos pareciam negros, sua face era como a de um demônio e com uma aura negra e assustador a cercando fazendo seus cabelos levitarem como se fosse a Medusa ou alguma encarnação do mal.
– IRMÃO! – exclamou Natasha fazendo Ivan gelar, ter calafrios e se arrepiar – PORQUE NÃO QUER ME VER?!?!
– P-P-POR NADA... – respondia Ivan –E-EU S-SÓ... E-EU SÓ...
– VOCÊ SÓ O QUE? QUER IR CORRER PARA OS BRAÇOS DAQUELE CHINÊS BAIXINHO?! – gritava Natasha agarrando Ivan pela gola da camisa e fazendo com que ele ficasse na altura dela – A-Achei que tivesse me libertado porque queria voltar para mim.
– Natasha... Eu não gosto de você desse jeito... – tentou explicar Ivan apesar de morrer de medo do que ela pudesse fazer com isso.
A garota ficou cabisbaixa por uns segundos, ainda não havia soltado a gola da camisa do irmão. Num milésimo de segundo, ela levantou a cabeça novamente com determinação em seus olhos. Sem pensar duas vezes, a garota puxou o irmão mais para perto e lhe deu um forte beijo forçado em seus lábios. Ivan arregalou os olhos com aquilo segurou rápida e fortemente Natasha pelos ombros e a afastou um tanto bruscamente se afastando do beijo da garota.
– Não faça isso de novo! – disse Ivan com obvia raiva em sua voz – Não... Não faça.
– ... Porque veio me ajudar? – perguntou Natasha.
– Irunya... – disse Ivan – nossa irmã me pediu.
– Ah então quando ela pede uma coisa você faz não é?! – perguntou Natasha com raiva.
– Você é minha irmã assim como ela... O que você pediu que não atendi?
– Casar comigo.
– Sabe muito bem que isso está fora de questão.
– Se é assim... – disse ela cruzando os braços – sabe muito bem que está fora de questão você se casar com o chinês. Vocês dois são homens!
– ...
Aquelas palavras doeram no coração de Ivan. Sabia muito bem que era verdade o que a irmã havia dito. Por vezes havia sonhado em casar com Yao e... Por mais irônico que pudesse parecer... Ter filhos. O que era uma coisa obviamente biologicamente impossível.
Cabisbaixo, o russo soltou os ombros de Natasha e se virou de costas para ela voltando lentamente ao caminhão.
– Está livre irmã... – disse ele – aproveite isso. Já estou indo. – disse o russo entrando no caminhão e então dirigindo para longe de lá ouvindo os gritos de soldados russos que perguntavam onde ele estava indo e também os gritos de sua irmã dizendo algo em que ele não prestava atenção.
Um bom tempo se passou desde então, Arthur estava em uma pequena base improvisada no quintal de sua casa construída no subsolo para a proteção durante a guerra. O inglês se enrolava num cobertor cinza e velho sentado sobre uma cama de colchão fino. A sua frente, uma pequena mesa com xícaras de chá vazias. As xícaras tremiam enquanto do lado de fora, o inglês ouvia gritos de desespero, o barulho de pessoas morrendo e outras coisas que gostaria que fossem apenas frutos de sua imaginação. Tremendo, ele encolhia seu corpo agarrando-se aos seus joelhos sentindo as lágrimas rolarem pelo rosto ao constatar que aquilo não era um pesadelo... Era realidade. Londres foi bombardeada.
Poucos dias depois daquilo, soldados canadenses comemoravam uma vitória em território francês. Haviam libertado o porto de Calais. Os soldados curavam apressadamente os feridos, tanto canadenses quanto os libertos franceses. Apesar dos desastres, existia uma felicidade no ar pois haviam derrotado os nazistas. Em meio a aquela bagunça toda de pessoas que corriam de um lado para o outro, Matthew estava parado tentando falar com alguém.
– A-Ah... – dizia o canadense a um soldado lhe estendendo a mão mas o loiro logo era ignorado pelo mesmo. Na verdade nem parecia que haviam o visto pois seguiam seu caminho normalmente como se o país fosse um fantasma. – para... bêns... pela... vitória... – dizia o canadense. Cada parte de palavra ou palavra era dirigida para alguém mas logo era ignorada fazendo assim com que ele falasse cada vez mais baixo até que por mim suspirou abaixando a mão desistindo de cumprimentar seus homens e fosse andando até sua tenda.
Em outubro do mesmo ano, as tropas aliadas desembarcaram na Grécia. Em apenas 10 dias conseguiram libertar a cidade de Atenas. Alfred corria pelos corredores da grande mas antiga mansão onde sabia que no subsolo deixavam Heracles aprisionado. Descendo e descendo cada vez mais passando por corredores e becos sem saída, o americano finalmente encontra o grego e suspirou de alivio e então fez uma cara de surpresa por não acreditar na situação em que estava Heracles. Alheio a toda a baderna que acontecia, o grego parecia muito bem deitado em sua cela tirando uma soneca com um gatinho em sua barriga.
– H-Heracles... – disse Alfred se aproximando das barras agarrando-as e então as sacudindo – Acorde! Temos que sair daqui!
Lentamente o grego abriu os olhos e olhou para Alfred com uma expressão de extremo sono.
– Ah... Alfred... – disse Heracles se sentando com cuidado devido ao gatinho que tinha sobre a barriga deixando-o então enroladinho em seu colo – Imaginei que cedo ou tarde você apareceria – disse bocejando – ou um dos outros.
– Ande! Levante! O herói chegou! Vamos sair daqui!
– Humm... sair daqui? Pode ser... só me deixaram cuidar de um gatinho... não consigo deixar de ficar preocupado com os outros.
– Os gatinhos não são tão importantes assim – disse Alfred apressadamente abrindo a cela do grego.
– Claro que são... são mais comportados que os humanos pelo menos. Não geram guerras ou conflitos. O pior que podem fazer é lhe arranhar e apenas se mexer com eles. Se não mexer... – disse o grego pegando o gatinho que estava em seu colo e o levantando na altura de seu rosto — e souber cuidar... será um companheiro de sonecas para você.
– Não sei que droga te deram nessa prisão que arranjou mas vamos logo sair daqui! – exclamou o americano empurrando o grego que segurava o gatinho no colo como um bebê pelo corredor.
Mudando o lado da guerra, as coisas não iam também muito bem entre as potências do Eixo. O que antes era uma cidade calma no leste da Prússia, agora se tornava uma bagunça mortífera. Em meio a sons de gritos e tiros, os cidadãos da cidade corriam carregando crianças e pertences pelas ruas fugindo do exército dos Aliados que atiravam sem parar deixando um rastro de sangue e corpos pelas ruas e ruelas da cidade. Gilbert, por enquanto nada sabia. Quando o albino foi devidamente avisado, ele mesmo foi ao lugar com reforços mas o que viu chocou seu coração. Uma cidade sem vida, suja e tomada pelos aliados foi o que viu. Cabisbaixo, com uma expressão cheia de ódio, Gilbert apertou sua própria mão com tanta força a ponto de machucar enquanto os reforços estavam atrás dele igualmente pasmos com a cena que analisavam de um lugar onde não poderiam ser vistos. Uma lágrima rolou pelo rosto de Gilbert, mas este logo fez questão de escondê-la enquanto xingava mentalmente com os piores nomes possíveis quem havia feito aquilo com seu povo.
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