A Doce E Fria História De Amor Do Dragão
50 2nd World War - part 10
Notas iniciais
– AHA!! VIRAM?! EU SOU O HERÓI! – exclamava Alfred a plenos pulmões comemorando que diante de si e de um sonolento Heracles, as forças do eixo estavam se rendendo.
– Sabe... – disse Heracles que havia se deitado sobre o primeiro banco que encontrara – fica difícil dormir se você ficar fazendo tanto barulho.
– Como pode dormir num momento como esse?! – perguntou Alfred incrédulo – é uma guerra!
– Se todos vocês estivessem fazendo o mesmo... dormindo... não só não teria guerra alguma como também todas as perdas que os dois lados tiveram não teriam acontecido. – disse Heracles se remexendo no banco tentando achar uma posição confortável.
Sem graça, Alfred desviou o olhar pensando nas palavras do grego, mas logo balançou a cabeça tentando tira-las de sua mente. A guerra estava aparentemente quase acabando, Alfred ganhara muito com ela e no final de tudo, seria um herói. Não deveria se preocupar com essas palavras logo agora, tinha mais o que se preocupar do que imaginar se todos estivessem mais interessados em se aconchegar na cama do que de lutar por alguma coisa, seja terras, liberdade ou dinheiro.
No mês seguinte, Dezembro, o espírito de Natal estava completamente em falta. A alegria que tal época poderia trazer foi quase que completamente mascarada pelo horror da guerra. Enquanto isso, em Malmedy, uma cidadezinha na Bélgica, a tropa alemã estava reunida. Diante de Ludwig e do comandante Jochen Peiper estavam 86 prisioneiros americanos ajoelhados, acorrentados e amordaçados com a companhia nada agradável de um soldado alemão.
– Ouvi dizer que querem nos expulsar daqui também... – refletiu Jochen falando com Ludwig embora seus olhos não se desviassem de seus prisioneiros americanos.
– Estão nos expulsando de todos os lugares. – disse Ludwig – acho que essa guerra está perto do fim e não me parece que no fim seremos vencedores.
– Não é por isso que não continuaremos tentando. – insistiu Jochen – lutaremos até o último homem.
– Fale isso para a família desse último homem.
– Ela ficará orgulhosa dele ter morrido em prol de seu país.
– Não são todos que pensam assim.
– Ludwig, sabe por que começamos a guerra?
– A derrota na primeira guerra...
– Sim! – exclamou o comandante – a derrota na primeira guerra vez com que tivéssemos que ceder tantas coisas aos ditos “vencedores” que a Alemanha não suportaria mais muito tempo.
– Sei disso... tem ideia de quantos relógios cuco eu fiz?
– A situação do mundo já estava um tanto tensa... não ia demorar muito para que tudo se explodisse.
– Porque está me falando essas coisas, Jochen?
– Porque você tem um olhar de quem já cansou de lutar.
– Eu já cansei de lutar! – insistiu Ludwig olhando irritado para o comandante tentando se segurar contra a vontade de agarrar ele pela gola da blusa e começar a gritar raivoso com o homem – Acho que já foi o suficiente para os tais objetivos que dizem ter levado a tudo isso!
– O que te segura Ludwig? Tem uma mulher lhe esperando na cama?
– Mais ou menos... – resmungou o loiro virando o rosto com raiva e saudades do olhar não querendo que Jochen visse tal expressão. Sentia falta de seu pequeno e amado italiano, queria aperta-lo nos braços e abraça-lo. Mas daquele jeito estava muito difícil, para não dizer impossível. Ludwig permaneceu com o rosto virado até que deu as costas para Jochen e seus prisioneiros e foi embora enquanto os soldados alemães executavam todos os 86 soldados americanos capturados.
Assim como eles previram, cerca de um mês depois as tropas alemãs foram expulsas da região. Não só foram expulsos de Malmedy, como também foram expulsas da Varsóvia.
– Aha! Eu falei que íamos nos livrar deles! – comemorava Feliks, o polônia com um taça de vinho na mão a qual estendia para Ivan e Laura, a Bélgica.
– Fala como se o feito fosse seu... – disse Laura.
– Mas foi! – insistiu Feliks.
– Se falar mais uma vez que o feito foi seu... nunca mais te ajudarei para nada – disse um Ivan sério mantendo seu leve sorriso enquanto era rapidamente rodeado por uma aura maligna que fez Feliks se encolher de medo.
– D-Desculpe.... d-desculpe Ivan... não vai se repetir – disse Feliks.
– Você anda libertando muitos países ultimamente Ivan... – disse Laura olhando para o russo.
– É como se fosse um hobby que arranjei enquanto fica complicado para visitar uma certa pessoa.
– Que certa pessoa? – perguntou Laura curiosa.
– Se-gre-do – respondeu Ivan.
– Ahhh será que é uma garota? – chutou Laura com um sorrisinho cutucando o ombro de Ivan.
– Mais ou menos... – respondeu Ivan sem conseguir conter um sorriso enquanto imaginava Yao de vestido.
– Não consigo ver esse brutamontes sendo carinhoso e amoroso com alguém – resmungou Feliks que ao receber outro olhar de Ivan, gelou e se arrepiou levantando da cadeira rapidamente – E-Eu vou.. e-erm... vou checar se já... erm... se o relógio está andando apropriadamente. – disse Feliks sumindo pela porta apressado enquanto Laura dava leves risadas até que ela olhou para Ivan preocupado.
– Não tem visto muito ela desde que a guerra começou né? – perguntou ela.
– Da – respondeu ele – mas acho que logo vai dar para eu ir visita-lo.
– Pera... visita-lO?! – perguntou Laura surpresa enfatizando o “O”.
Poucos dias depois daquilo, na costa chinesa, as tropas japonesas finalmente foram embora. Sim, deixaram um grande estrago para trás, mas era o melhor que Yao poderia pedir naquele momento. Yao estava aproveitando isso para reaver uma das casas que ele tinha por ali. O chinês abriu a porta da residência e logo foi tossindo devido à poeira acumulada.
– Aiyaa... que sujeira aru! – reclamou ele amarrando o cabelo mais alto, levantando as mangas o máximo que conseguia e então começando a limpar com vigor cada centímetro da casa.
Enquanto estava ocupado deixando a casa limpinha, Yao se sobressaltou ao sentir fortes braços o apertando ao redor da cintura e então o tirando do chão.
– Ahh! – gritou ele surpreso levando um susto até que olhou para trás vendo quem era o dono dos braços. Ao ver o russo, o rosto de Yao se iluminou de felicidade enquanto ele já sentia as lágrimas lhe enchendo o rosto – Ivan!!
– Da. Ouvi dizer que os chineses estavam com uma dor de cabeça a menos... resolvi aproveitar o momento.
Dando uma leve risada, Yao se virou para o amado o abraçando fortemente ao redor do pescoço e lhe dando vários beijinhos em seus lábios. Ivan, por sua vez, apertava a cinturinha do chinês com seus grandes braços o deixando bem grudadinho a si enquanto logo transformava aqueles vários beijinhos num ardente e apaixonante beijo de língua. A língua de Ivan entrava fundo na boca de Yao enchendo-o de amor e paixão tentando com a língua matar toda a saudade que ambos haviam sentido. Yao não fugia do ardente beijo, o retribuía a altura de modo que em poucos minutos os dois estavam quase se devorando. Eles se abraçavam cada vez mais forte como se tentassem fazer com que se unissem permanentemente tamanha era a saudade e a preocupação que assolava o coração deles naquele período histórico tão complicado.
Quando finalmente se separaram, eles deixam os narizes encostados enquanto um olhava profundamente nos olhos do outro. O rosto de Yao estava vermelhinho enquanto Ivan passava delicadamente sua mão nas bochechas e nos lábios do chinês de forma leve como se acaricia-se a mais fina seda ou um caro vaso de porcelana.
– Estava com saudades de você – disse Ivan.
– Eu também aru.
– Quando essa guerra terminar, ficará ao meu lado? Passará mais tempo comigo.
– Claro que sim aru. Essa pergunta é tem uma resposta tão obvia... nem precisava ter perguntado. Você sabe muito bem que eu te amo muito Ivan.
O rosto de Ivan logo ganhou um belo sorriso ao ouvir aquelas palavras saindo da boca do amado até que o russo mudou seu tom de voz doce para um tom de voz mais sedutor.
– Sabe... se é pra matar saudade... temos que matar a saudade direito. Da? Afinal, sei que você também está sentindo falta de uma certa coisa. – disse Ivan descendo sua mão pela cintura levemente afeminada de Yao até que foi para aquela parte do corpo que deixava bem claro que Yao não era uma mulher. O russo apertou o volume nas calças do chinês que logo ficou vermelho e mordeu o próprio lábio inferior.
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