Notas iniciais
tá... acho que nada que eu diga nem trocentas mil desculpas, vai fazer com que vocês me perdoem pela imensa demora ;-; foram muitas tretas e eu sofrendo na facul... mas agora eu to de volta o/ espero q não tenham me abandonado.

Yao correu desesperado para a cama onde Ivan estava deitado. Pálido, cheio de pontos, ataduras, cortes, arranhões, hematomas e fios, o russo dormia calmamente respirando com uma óbvia dificuldade enquanto o cardiograma fazia aquele barulho irritante. O coração dele batia de vagar quando Yao se aproximou do amado com os olhos cheios de lágrimas que tornavam sua visão embaçada e ficou olhando o russo com as mãos na frente da boca tentando segurar um grito de desespero puro. Yao queria tomar o russo em seus braços e enche-los de abraços e beijos na esperança de que estes fizessem um milagre e acordassem Ivan completamente ileso. Mas o chinês sabia que tal magia não era possível e que se fizesse isso, ia acabar no mínimo piorando os machucados do russo tamanho era o desespero que Yao sentia no momento.

Arriscando acordar Ivan, Yao passou delicadamente seus finos dedos pelo rosto tão branco do maior fazendo carinho em suas bochechas e em seus cabelos. Doía no pobre coração de Yao ver o amado daquele jeito. Não importa que ele fosse o ganhador da batalha de Stalingrado, o que importava era que ao menos ele estava vivo.

Com uma cara de dor, Ivan abriu lentamente os olhos como se as pálpebras pesassem. Yao ficou sem palavras ao ver o amado acordando, as lágrimas rolaram pelo rosto do chinês enquanto Ivan abria um pequeno e fraco sorriso.

– Yao... — disse o russo com uma voz fraca.

– D-Desculpa... Eu te acordei aru — respondeu Yao sem conseguir controlar seu choro.

– Não peça desculpas por isso. Eu que lhe agradeço por ter me acordado. De que outra forma eu iria ver o seu rosto?

Aquilo desarmou Yao completamente que, abrindo um grande sorriso, começou a chorar ainda mais e então abraçou Ivan usando o peitoral do russo como travesseiro enquanto chorava sem parar. Ivan levou fracamente sua mão à cabeça de Yao e falou com uma voz doce apesar de fraca.

– Não chore Yao... Não gosto de lhe ver chorando. Da?

Yao não conseguia parar de chorar. As lágrimas do chinês rolavam pelo seu rosto e caiam no peitoral do russo enquanto o menor chorava e soluçava e Ivan fazia carinho no amado tentando acalma-lo e fazê-lo parar de chorar. A batalha de Stalingrado estava acabada, os alemães não passavam mais a imagem de invencíveis. Ivan esperava que dessa vez, fosse um sinal que a vitória estava mesmo mudando de lado.

Enquanto os dois enamorados estavam com os corpos grudados entre lágrimas e saudades, um país bem ao sul enfrentava alguns problemas.

– Que droga! — resmungava o país. Até então estava de certo modo tranquilo e agora estava ele lá, sob o sol forte na praia usando ainda chinelos e encarando a fumaça que saia dos oito navios em alto mar — meu descanso do dia estava tão bom! Porque os alemães tinham que atacar os navios logo agora?! — reclamava o país.

– Receio que numa guerra não tenha tempo para sair para jogar futebol com os amigos, senhor — disse um dos secretários que olhava o desastre junto com o Sul-Americano.

– Ah, mas foi só uma vez! E desde quando eles vem até esse fim de mundo atacar? Ficaram com raivinha porque perderam na Rússia ai vem pro Brasil? Vou dar uma bolada na cara desse loiro se ele passar por aqui de novo, ou meu nome não é Luciano.

– Na verdade... Acredito que ele não tenha vindo pessoalmente — continuou o secretário.

– Não importa.

Alfred, no entanto, passava pelo fim de um problema. O Estadunidense via com certa felicidade a ilha que havia finalmente conseguido livrar da ocupação japonesa, mas mesmo com a vitória, as baixas ainda existiam. Alfred estava machucado, seu braço esquerdo estava preso a uma tipoia completamente imóvel, tentar mexer nem que fosse um dedo lhe causava uma dor terrível.

– Ainda por aqui? — disse uma voz por trás de Alfred fazendo o loiro se virar.

Era Kiku. Se Alfred estava machucado, Kiku estava ainda pior. O japonês tinha um curativo no olho que estava manchado de sangue e usava muletas além de ter vários outros arranhões pelo corpo e curativos menores. Talvez fosse a sina dos derrotados sair mais acabado depois de uma batalha.

– Não acha que foi imprudência sua ver o inimigo nesse estado? — perguntou Alfred.

– Quero acreditar que mesmo nesses anos tão sangrentos, ainda é possível ter uma conversa. E você não está em situação muito melhor do que eu. — respondeu Kiku.

– Anos sangrentos... — disse Alfred soltando um suspiro — Mas tudo bem, eu sou o herói que chegou para acabar com esse sofrimento todo! — exclamou Alfred embora sua voz não parecesse tão animada quanto como sempre parecia quando ele exclamava que era o herói. De fato, parecia meio uma animação forçada.

– Isso é uma guerra Alfred... Não existem heróis e vilões, apenas assassinos.

– Se pensa assim... Porque entrou na guerra Kiku?

– Porque tem coisas pela as quais eu quero lutar.

– O que? Vingança contra o Yao devido aos milênios de desentendimento? Seus meios justificam o fim, Kiku?

– E você, Alfred... Está nessa só para se amostrar para o Arthur não é?

Alfred arregalou os olhos e olhou para o japonês com uma expressão de ao mesmo tempo incredulidade quanto de vergonha enquanto seu rosto corava de leve.

– N-Não... I-isso... — tentou o loiro dizer algo mas notou que nada saia.

– Quer mostrar para ele que não é mais uma criança. Não é? — perguntou Kiku mantendo sua expressão calma.

– Não! É para acabar com essa guerra de uma vez! Ser o herói!

– Se fosse mesmo isso... Porque não parou o Ludwig logo no começo? Não basta ser o herói... Tem que ter algum lucro ainda não é mesmo? Por isso esperou a hora certa, para além de lucros, ter a entrada de um herói. — disse Kiku se virando para ir embora — afinal... O herói aparece sempre quando não parece mais ter esperança não é?

Alfred movia a boca sem sair som algum, sem saber o que falar e então ficou cabisbaixo encarando o chão. Não queria ouvir aquelas palavras, não queria acreditar nelas, mas sabia que muito havia de verdade naquelas palavras do japonês que o atingiram feito navalhas.

Conforme o ano de 1943 passava, vários desdobramentos ocorreram no contexto mundial que influenciaram de menor ou maior forma o andamento da guerra. Os alemães terem perdido a batalha de Stalingrado encheu os Aliados de esperança, e agora, o vencedor dessa batalha estava lá, sentado no jardim de Girassóis com seu amado no colo.

– Com essa calmaria toda nem parece que estamos em guerra aru... — disse Yao olhando o horizonte e logo recebendo um doce beijo no pescoço de Ivan.

– Precisamos tirar uns minutinhos de descanso desse estresse todo ou ficaremos loucos — disse Ivan abraçando o amado bem apertado.

Infelizmente, o descanso deles foi interrompido. Um secretário russo chegou correndo e ofegando devido à corrida, anunciou.

– Senhor... — disse o secretário — bombardearam a Itália.

Notas finais
tentarei postar o próximo o mais rápido possível ;-; juro