Notas iniciais
oi oi o/ estou de férias :3 mas ainda vitima da preguiça nesse capitulo alguns personagens fazem uma pequena aparição para quem gostar muito deles depois não falar que eles não apareceram. Como alguns não tem um nome humano certo, eu olhei quais nomes o HIMARUYA gostava e como alguns tinham mais de uma opção de nome, eu peguei dentre estes, o nome que mais gostei boa leitura o/

– AHA!! — exclamava Alfred feliz da vida com um copo cheio de coca cola na mão.

Era uma "festa" alegre de certo modo. Tecnicamente era para ser uma reunião, mas depois da alegria contagiante de Alfred e de umas bebidas arranjadas pelo mesmo, aquilo acabou virando uma festa apesar de nem todos estarem em espírito festivo. A reunião dos aliados era, primeiramente, para discutir sobre o recente ataque a Itália, haviam acabado de bombardear Roma, mas graças a Alfred... Bem...

– Agora estamos a passos de ganhar essa guerra! — exclamava Alfred alegremente.

– Já parou para pensar quantas pessoas morreram com essa bomba? — resmungou Heracles, o Grécia, que estava deitado no sofá fazendo carinho em um gatinho que estava em cima de sua barriga.

– Prefiro pensar que com isso vamos impedir a morte de várias pessoas... — disse Emma, a Bélgica que estava um tanto cabisbaixa.

– Ja. — disse simplesmente Lukas, o Noruega que até então estava quieto e silencioso preso em seus próprios pensamentos, sua expressão nada mostrava.

– Essa guerra tem que acabar logo aru! — exclamou Yao batendo a mão contra a mesa — mal saímos de uma e já fomos pra outra? Será que é tão difícil assim todo mundo se entender aru?

– O que você pode dizer sobre isso, Yao? Está a milênios arrumando briga com o Kiku — resmungou Arthur.

– Você também não fica muito atrás com o Francis, da? — disse Ivan fazendo o inglês resmungar alguma coisa.

Enquanto aquela pseudo-comemoração acontecia em território Americano, uma reunião de clima bem diferente acontecia em Roma. Bombardeada, a bela cidade italiana cheia de lendas, arte e história, estava destruída. Alguns lugares ainda pegavam fogo, alguns corpos estavam espalhados pelas ruelas da cidade enquanto, numa luxuosa casa que também sofrera alguns danos, uma nação respirava com dificuldade. O jovem de cabelos castanhos estava parecendo uma múmia de tantas bandagens que cobriam o corpo dele, bandagens estas que estavam manchadas de sangue. O italiano estava deitado na cama, não conseguia fazer algum movimento além o de falar e resmungar, o que fazia constantemente com a voz fraca, e também mexer a mão com grande sacrifício e esforço.

Avançando rapidamente pelos corredores do lugar, o enfermo ouvia passos apressados e um choro alto e escandaloso que reconhecia como sendo o do seu irmão.

– LOVINOOOOOOOOOOO!! LOVINO!!!!!!!!! — gritava Feliciano chorando pelos corredores correndo para o quarto do irmão e ao entrar, desabou de joelhos ao lado da cama chorando desesperadamente.

– Feliciano?

Feliciano estava também machucado devido à guerra, na verdade todos os países estavam apenas em graus diferenciados. Os machucados de Feliciano mais pareciam pequenos arranhões quando comparados ao do irmão.

– LOVINO VOCÊ TÁ BENE?! ESTÁ VIVO?! JÁ COMEU PASTA PRA MELHORAR? — Gritava Feliciano desesperado.

– Para de gritar! E desde quando pasta vai me fazer melhorar?! — resmungou o italiano do sul que parecia com o mau humor muito saudável em comparação ao corpo.

– M-Mas você tá todo machucado! Eu não gosto de te ver assim! — disse Feliciano entre lágrimas e soluços.

– Eu vou ficar bem, precisam de mais para acabar comigo!

– Não foi o que a enfermeira me falou lá fora... Ela disse que você tá mal.

O doente fechou a cara fazendo um biquinho e resmungou alguma coisa em italiano enquanto seu irmão permanecia ajoelhado ao lado da cama chorando e agarrando-se com força aos lençóis.

– E-Eu vou desistir dessa guerra... — disse Feliciano.

– O que?! Por quê? Você não queria ajudar aquele bastardo comedor de batata? — perguntou Lovino.

– M-Mas todo mundo tá se machucando e eu não gosto de ver as pessoas se machucando... E olha como você tá... Você é meu irmão... E até a pasta tá acabando — falou Feliciano baixinho passando as mãos no rosto tentando limpar as lágrimas e soluçando.

Lovino se conteve em suspirar tristemente e olhar para o teto. Aquela guerra já havia realmente causado vários problemas e ele teria continuado lá pensando sobre aquilo se não fosse o barulho de passos no corredor. Seja lá quem era o dono dos passos, ele abriu a porta revelando uma figura encapuzada.

– Quem é você bastardo? — perguntou Lovino encarando a figura encapuzada enquanto Feliciano olhava aquele homem que havia acabado de entrar quietinho e fungando o nariz com os olhos cheios de lágrimas.

O ser estranho e encapuzado se aproximou e ao tirar o capuz, revelou quem era. Com seus cabelos castanhos e olhos esverdeados, quem estava na frente dos irmãos italianos, era o espanhol, Antonio.

– A-Antonio? – disse Lovino sem entender enquanto o espanhol abria um tímido sorriso. – Feliciano... Tem como... Deixar-nos a sós por um tempo?

– E-Eh?! – exclamou Feliciano não gostando muito da ideia – Por quê?!

– Vai logo!! – insistiu Lovino.

O italiano atendeu o pedido do irmão e então saiu do quarto deixando o irmão a sós com o espanhol. Lovino e Antonio se entreolharam por alguns minutos até que Antonio se aproximou e sentou-se na cama ao lado de Lovino. O espanhol passou delicadamente a mão no rosto do italiano não escondendo a tristeza que tinha em seus olhos.

– Eu te avisei não foi? ... Que essa guerra ia acabar mal? – disse Antonio.

– Ela ainda não acabou idiota. – resmungou Lovino meio corado.

– Você me entendeu. – respondeu o espanhol dando um triste suspiro – não gosto de te ver assim.

–...

– Você vai sair da guerra agora não é?

– Sabe que não é tão simples assim.

– É simples assim sim... Balance aquela bandeira branca que seu irmão tanto adora. Será bem mais fácil, deixe de ser orgulhoso.

Lovino virou a cara emburrado, o rosto ainda corado. Essa atitude do italiano fez o espanhol suspirar. Antonio olhava para o italiano a sua frente percebendo como lhe doía ver aquele corpo cheio de machucados de diversos tipos. Como podia se preocupar com um teimoso daqueles a ponto de ir até a Itália escondido uma vez que a Espanha tentava por tudo se manter neutra.

Com esses pensamentos em mente, Antonio se abaixou lentamente e presenteou o italiano com um delicado, mas doce beijo na testa. Isso fez com que Lovino não só olhasse para ele novamente, mas ficasse bem mais vermelho do que antes.

– P-Porque f-fez isso bastardo?! Sabe m-muito bem que prefiro as m-mulheres! – exclamou ele irritado fazendo o gentil espanhol dar uma leve risada.

– Sei disso... Mas ainda acho que é o que você está se forçando a pensar.

– N-Não é nada!

– Se não fosse... Então porque outro motivo você estaria vermelho e gaguejando?

–P-Porque ninguém espera um beijo da testa assim idiota!!

– Mas Lovino, você está vermelho desde quando eu entrei aqui.

– Cala boca maldito!

Antonio não conseguia parar de abrir um sorriso com aquilo. Era assim que preferia seu italiano. Exclamando e xingando com todas as suas forças em vez de enfermo e esgotado na cama cheio de machucados. Aquela reação do italiano fazia Antonio ter certeza não só de que Lovino logo melhoraria como também serviu como uma leve facada em seu coração... Quanto tempo Lovino ia demorar para admitir o que sentia?

Notas finais
como a fic tá voltando do hiatus agora... eu adoraria que TODO MUNDO que tá lendo ao menos desse sinal de vida ok? ;-;