Notas iniciais
queria homenagear esse capítulo para Dizi e Countryay que deram as lindas e primeiras recomendações dessa fic XD essa é a unica fic yaoi que faço então fiquei feliz e também estou muito feliz por ela estar dando mais certo do que eu imaginava.
esse capítulo também é dedicado a wikipedia por ter me ajudado tanto até agora nas pesquisas históricas-Q

Estava ainda de manhã quando Yao, Mei, Long e Xiang foram a uma pequena expedição. O Chinês queria passar um tempo com os irmãos um pouco antes de ir para a Rússia e talvez com isso dar uma animada nos outros apesar da recente fuga de Hyung e Young. Os quatro irmãos foram até um lugar cheio de bambus e um pequeno riacho, mas que tinha uma área plana e limpa e também um pequeno morro.

Os quatro haviam ido com roupas de treino de Kung fu que era exatamente isso que foram fazer ali. Yao subiu até o morro, mostrou alguns movimentos rápidos para os irmãos que começaram a repeti-los. Primeiro deu um chute alto e os irmãos acompanharam. Conforme o tempo passava, os movimentos ficavam mais complicados e alguns até criavam uma sequência. Enquanto os irmãos repetiam os movimentos várias vezes, Yao desceu do pequeno morro e foi até os irmãos e quando tinha algo errado em algum movimento deles, ele o arrumava.

– Existem mais de 300 estilos de kung fu — dizia ele ao descer do morro — e eles podem ser classificados em duas escolas, Waijia e Neijia.



Ele parou do lado de Mei e levantou um pouco o cotovelo dela.



– Cada movimento tem que ser feito com perfeição aru.



Ele fez uma pequena reverência para Mei e logo se deixou em posição de defesa indicando que teria uma pequena luta com ela. Os outros dois pararam para assistir a partida. Mei tentou chuta-lo e soca-lo, mas ele desviava com facilidade enquanto ainda explicava mais coisas.



– Alguns dizem que o Kung fu começou a na dinastia Shang, outros dizem que foi bem antes disso aru — disse ele desviando dos ataques dela calmamente — Anteriormente o Kung fu era chamado de Ch'uan fa ficou popular quando os guerreiros de Chou derrotaram o monarca da dinastia Shang.



Ainda calmamente, ele pegou o braço de Mei quando ela tentou dar um soco e girou o corpo perfeitamente e esticando a perna, fez a irmã rodar por cima dele e cair no chão com um baque. Nenhum deles estava mais no comecinho, no básico do Kung fu então já estavam acostumados com treinos como os daquele dia administrados pelo chinês. Yao então se virou para Xiang, deixou Mei lá esparramada na grama se recompondo.



Xiang foi andando para o irmão calmamente e começou a ataca-lo com movimentos rápidos e fluídos, mas a cena que antes aconteceu com Mei se repetia.



– Na dinastia Ch'in artes marciais como Shoubo e Shuai-jiao foram ficando populares aru — explicava ele calmamente — O Kung fu passou a se chamar chi ch'iao e várias armas foram incorporadas à arte e o Taoísmo começou a influenciar a filosofia de luta aru.



Para humilhação para o orgulho de Xiang, Yao o derrubou com o mesmo golpe que usara com Mei.



– Não apenas um corpo forte, mas também uma mente calma e sábia é necessária para se obter a vitória aru — disse ele dando as costas para Xiang.



Quando se virou para Long, o mesmo suspirou e sentou-se no chão fazendo Yao arquear as sobrancelhas.



– Não estou a fim de treinar hoje. — disse Long.



– Porque aru?



– Não me sinto muito bem hoje...



– Sonhou com o cara da sobrancelha novamente?



Long afirmou com a cabeça e então Yao se sentou na grama. Mei e Xiang já haviam se sentado também, agora todos olhavam para Yao. Yao soltou um suspiro e olhou para os irmãos que estavam levemente ofegantes pelas tentativas de tentar derrota-lo, obviamente Long estava inalterado.



– Estou indo para a Rússia hoje aru — disse Yao. — cuidem das coisas por aqui e...



– Não se preocupe — disse Mei — nós não vamos ir embora como os outros.



–...



– Não mesmo. — disse Xiang — gostamos de ficar aqui.



– Mas mesmo assim acho que lá no fundo ainda sinto um pouco de medo aru.



Depois daquele mini treino, eles aproveitaram as águas do riacho ali perto, fizeram um pequeno lanche embaixo de uma das árvores e voltaram para casa. Depois do almoço, Yao checava sua bagagem e então foi para Moscou. Não havia avisado para Ivan que estaria indo visita-lo, mas não ligava para isso, estranhava porque quando sempre ia visitar o russo, algo acontecia com a irmã caçula dele a ponto de que nem a conhecia ainda. Aquilo o deixava curioso, mas isso era apenas segundo plano, estava indo para a Rússia não para conhecer a irmã do amado, mas sim para se consolar.



Ao chegar à Rússia, ele logo sentiu o intenso frio e tremia enquanto se enrolava melhor nas roupas e cachecóis que tinha trago.



– É... É... É... H-H-H-H-oje... q-q-que...v-v-vir-ro... p-p-pic-col-lé a-a-a-a-ar-ru. — disse ele trincando os dentes.



Cruzando os braços tentando se esquentar mais, ele foi indo até a casa de Ivan e bateu na porta dele. Para tristeza de Yao, quem recebeu não foi o russo e sim um de seus servos, no caso Toris, o Lituânia.



– Ah, Senhor Yao! — disse ele — n-não tinham me a-avisado que o senhor vinha hoje.



– D-D-Dei-x-xe-m-me ent-t-t-trar logo a-aru — disse Yao — e-estou c-c-c-ongel-l-lando.



Yao foi logo entrando pois estava vendo a hora realmente congelar lá fora. Já mais familiar com a casa, ele foi direto para uma poltrona que tinha ao lado de uma lareira e foi seguido por Toris meio preocupado com a aparição repentina do chinês.



– E-Ele sabe que você veio? — perguntou Toris.



– Não... ele está no quarto aru? — perguntou Yao.



– N-Na verdade ele saiu. Logo deve estar voltando, será tempo suficiente para que se esquente. Quer que eu traga algo?



– Estou bem assim aru,xiexie.



Felizmente Toris estava certo, o tempo que Ivan chegou foi o suficiente para que Yao se esquentasse. Depois de aproximadamente 1 hora e meia, Ivan finalmente chega e se surpreende ao ver Yao ao lado da lareira.



– Yao? Você por aqui? Porque não me avisou que vinha?



Yao não respondeu nada, foi até o maior e o abraçou. Ivan retribuiu o abraço acariciando os longos cabelos do menor. Pelo modo como agiu, pelo silêncio de Yao e também pela expressão que mantinha, Ivan percebeu que alguma coisa havia acontecido.



– Vem... vamos para minha cama da? — sugeriu Ivan — eu vou te esquentar.



Yao afirmou com a cabeça e Ivan o pegou no colo fazendo com que Yao corasse muito.



– H-HEY!! Q-QUAL O PROBLEMA DE EU IR ATÉ LÁ NO CHÃO ARU? — perguntou Yao.



– Gosto de te levar que nem uma princesa — disse Ivan dando um beijinho na bochecha dele.



Ivan chegou ao quarto dele e deitou Yao na cama e então o enrolou nas cobertas deixando ele o mais quentinho possível mas Yao se soltou um pouquinho dos cobertores, o suficiente para que ficasse melhor para deitar sobre o peitoral de Ivan. O pequeno chinês se aconchegou ali agarrando a roupa de Ivan.



– O que aconteceu Yao? — perguntou Ivan.



– Hyung e Young... eles foram embora também aru.



– Você prometeu não ficar mais triste como daquela vez.



– Não estou triste como daquela vez... daquela vez foi a primeira então levei um choque enorme aru. Agora só estou mesmo um pouco chateado aru. Acho que eu já estava imaginando que isso aconteceria cedo ou tarde.



Ivan abraçou Yao pela cintura e acariciada a cabeça dele entrelaçando seus brancos dedos nos longos cabelos do chinês.



– Vai ficar tudo bem Yao. — disse Ivan — pode ficar aqui o tempo que quiser.



– Ah... tenho uma pergunta também aru. — começou Yao — porque toda vez que eu venho aqui, sua irmã caçula nunca está?



– .......



Yao olhou para Ivan e notou que ele estava meio pálido.



– O que foi aru?



– N-Nada... é que a Natasha... a Bielorússia... b-bem... — Ivan suspira — melhor você ficar sem conhecê-la da?



– .... ok então aru....

Yao deu um beijinho em Ivan que o retribuiu e voltou a se aconchegar no peitoral do maior. Mal sabia Ivan que sua temida irmã caçula também estava indo para Moscou visita-lo.


Notas finais
comentários? tem alguém vivo ainda aí?