A Doce E Fria História De Amor Do Dragão
19 Irmãzinha
Notas iniciais
decidi colocar uma fotinha nesse capítulo só pra deixar ele mais especial pra vocês XD espero que gostem. vou ver se faço isso mais vezes.
Yao estava agarradinho a Ivan, ambos dormiam tranquilamente agarrados aos cobertores. Incrível como a simples presença do russo podia tranquilizar o pequeno chinês. O sol entrava timidamente pela janela esquentando levemente o clima frio que estava em Moscou e também acordou Ivan. Sonolento, o russo esfregou o olho com a mão livre já que a outra abraçava Yao, estava ainda meio letárgico, mas assim que se lembrou que o chinês estava ali dormindo agarrado a ele, Ivan não conseguiu evitar ficar olhando para Yao com um doce sorriso no rosto.
O russo passou delicadamente a mão no rosto do menor tirando então uma mexa de cabelo que estava no rosto dele.
– Você fica tão fofo assim — sussurrou Ivan — só me faz te querer mais.
Ivan não queria acordar Yao e nem foi tão difícil assim fazer com que o chinês continuasse a dormir, estava cansado da viagem e também não havia dormido direito nos últimos dias graças à ida de Young e Hyung, provavelmente era a primeira vez que dormia a noite inteira desde então. Algum tempo depois, Yao começou a abrir lentamente os olhos e a primeira coisa que viu foi exatamente Ivan o observando com um doce sorriso no rosto, isso o fez abrir um sorriso também. Ivan deu um selinho em ao desejar bom dia e Yao desejou bom dia também.
– Você estava me vendo dormir aru? — perguntou Yao.
– Da. Não consegui resistir. — respondeu Ivan.
Yao corou e virou a cara um tanto sem graça até que ficou de olhos arregalados e mais sem graça ainda quando ouviu o próprio estômago roncando. Isso fez com que Ivan desse uma pequena gargalhada.
– Vem — disse ele — vamos tomar o café da manhã.
Eles tomaram o café da manhã e o dia se seguiu normalmente enquanto eles passavam a maior parte do dia próximos à fogueira, pois Yao constantemente reclamava de frio mesmo que Ivan constantemente tentasse esquentar o menor exatamente como fazia naquele momento. Estavam sentados no sofá, Yao no colo de Ivan, e Ivan usava seu, sobretudo para embrulhar Yao também o que deixou o chinês corado e sem graça.
– Está quentinho Yao? — perguntou Ivan.
– Shì (sim). Como você aguenta todo esse frio aru?
– Acabei me acostumando, mas... Se está com tanto frio assim... — disse Ivan se aproximando do ouvido de Yao e o abraçando mais forte — podemos ir lá pra cima que você vai ficar tão quente que nem vai precisar mais das roupas.
– O que pensa em fazer lá em cima aru?
Obviamente Yao já tinha entendido o que era, perguntava aquilo com uma voz um tanto provocante enquanto Ivan começava a distribuir beijos por seu pescoço.
– Ivan... — falava Yao quase que implorando.
Logo os beijos de Ivan se tornaram lambidas e então chupões de deixar marcas no pescoço do chinês enquanto o abraçava cada vez mais forte. Ivan parecia lentamente perder o controle, provavelmente o tempo que havia ficado sem ver Yao não lhe fizera bem. Rapidamente e quase que brutalmente também, Ivan deitou Yao no sofá, ficou por cima dele e começou a dar um ardente beijo no chinês quase engolindo e Yao retribuía o poderoso beijo.
As línguas dançavam e se entrelaçavam enquanto se beijavam e, além disso, também mordiam o lábio um do outro ou lambiam ao redor da boca completamente perdidos em luxúria e desejo. Algumas vezes durante o violento beijo eles se olharam nos olhos por alguns segundos, ambos pediam e imploravam por aquilo.
Apesar de aquela cena tão íntima e pornográfica começar a se desenrolar no sofá, eles estavam na sala da casa, não no quarto de Ivan ou em algum cômodo mais privativo então quando ouviram a porta que levava para o lado de fora se abrindo deixando também muito vendo gelado entrar eles gelaram. Não pela temperatura, e sim pelo medo de serem vistos ali. Antes que tivessem tempo de tomar qualquer ação, Ivan ouviu algo que o assombrou mais do que o seus piores pesadelos.
– Bolʹshoy brat... (irmão mais velho) — dizia a voz
Era uma voz arrastada quase que assustadora e pela cara de Ivan, não poderia existir voz mais assustadora. Era sua irmã, Natasha.
O mais rápido que pode, Ivan saiu de cima de Yao e ia estender a mão para levanta-lo mais rápido quando sua irmã chegou no cômodo e o abraçou repentinamente por trás com uma expressão digna de um filme de terror.
– Bolʹshoy brat...– dizia ela olhando para ele numa voz fantasmagórica — Ivan...
– N-Natas-sha... — disse Ivan tentando abrir um sorriso, não deu tão certo - p-privet (olá)...
– Vim te pedir em casamento de novo...
– Eu já disse que não quero da.
Yao olhava aquela cena primeiramente sem entender, mas a parte do casamento foi como uma alfinetada bem profunda e dolorosa. Estava tão confuso, e admitiu parar si mesmo, com ciúmes, que continuou ali deitado no sofá assim como Ivan continuou com a mão estendida para ele, pois ambos haviam ficados petrificados, Ivan por medo e Yao por ciúmes e muita confusão. Até que Natasha nota a presença de Yao e direciona o seu olhar para ele fazendo um calafrio percorrer o corpo do chinês.
– Quem é esse? — perguntou ela.
– A-ahm... É... É o Yao — respondeu Ivan.
Depois de alguns segundos Yao se recuperou e se sentou no sofá, fez menção de estender a mão para Natasha para cumprimenta-la, mas acabou decidindo usar um cumprimento mais chinês fingindo seguir a própria tradição por costume quando na verdade estava relutante em apertar a mão dela. Ele juntou as mãos dentro das mangas de sua roupa um tanto trêmulo e fez uma pequena reverência com a cabeça.
– N-Nihao...– disse ele — você deve ser a Natasha aru.
– Porque ele estava deitado no sofá e você estendia a mão para ele? — perguntou ela ao irmão.
– Por que... Por que... — balbuciava Ivan tentando encontrar um motivo evitando contato visual com a garota — E-Erm...
– Porque eu cai aru! — disse Yao salvando o amado — Eu fui inventar de sentar no encosto do sofá e acabei caindo aru.
– Porque ele estendia a mão para você então? — perguntou ela apertando ainda mais o abraço com Ivan — Poderia levantar sozinho.
– Não custa nada ser educado às vezes da — respondeu Ivan desesperado puxando a mão dela tentando desfazer o abraço.
A garota olhava de um para o outro tentando ver algo de mentira naquelas palavras. Ambos estavam nervosos e suavam frio, Yao estava doido para puxar Ivan para um lugar longe dela e perguntar exatamente o que foi aquilo, mas primeiro teriam que dar um jeito de fugir de lá. Exatamente enquanto pensava nisso, lembrou-se dos chupões que recebeu de Ivan, devem ter feito marca. Ele ficou preocupado, não conseguia pensar em uma desculpa plausível para marcas como aquela. Ele então foi desviando o rosto tentando deixar o lado do pescoço que provavelmente estava marcado longe do alcance dos olhos dela.
– B-Bem... N-Natasha... — disse Ivan finalmente conseguindo se soltar — eu e Yao temos algumas coisas para discutir.
– Coisas tipo o que? — perguntou ela.
– E-Erm... Política! É! Afinal somos vizinhos e coisa e tal. Bem... Erm... Do svidaniya (tchau)
Ivan saiu desesperado puxando Yao com ele rumo ao quarto dele e se trancou suspirando de alivio assim que fechou a porta. Natasha olhou aquela cena sem entender muita coisa e achando aquilo tudo estranho, uma coisa era certa, ficaria de olho naqueles dois para entender exatamente o que aconteceu ali.
– Ai dele se tentar roubar o Ivan de mim! — disse ela dando um sorriso um tanto sádico.
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