A Doce E Fria História De Amor Do Dragão
48 2nd World War - part 8
Notas iniciais
O ano de 1944 começou realmente conturbado, entre vários outros desbravamentos e complicações da guerra, lá estava novamente Kiku no território de Yao. O exército japonês se reunia numa grande casa abandonada com um enorme jardim e muita segurança. Não faziam questão de evitarem chamar atenção, a defesa chinesa não estava mais tão forte como antes.
– Continuar com as ofensivas na china não vai dar tantos resultados... – dizia Kiku – A china é grande e com muitos habitantes. Temos que nos defender dos ataques americanos.
– Concordo – disse um dos generais que estavam ali na sala – que essa seja, por hora, a última ofensiva na China.
Kiku ficou aliviado ao ouvir aquilo, sabia que o povo passava por muitas dificuldades, os produtos faltavam em escala cada vez maior no território japonês, mas não podia fazer com que aquela guerra fosse em vão. Mal sabia Kiku, ou qualquer um dos presentes naquela sala, que o plano deles estava sendo escutado por mais alguém. No telhado logo acima da janela do cômodo onde eles se encontravam, um chinês ouvia discretamente a conversa, era Yao, que havia se arriscado a ir até ali se sentindo então aliviado de saber que era ao menos a última e teria algum tempo para se organizar.
– Um momento... – disse Kiku do lado de dentro do tal cômodo.
Yao ficou com os ouvidos atentos a cada movimento dentro do cômodo tentando entender para onde Kiku estava indo até que do nada ele gelou ao ouvir uma voz atrás de si.
– Não achei que se arriscaria a vir até aqui Yao – disse Kiku.
– AIYAA!! Como você subiu até aqui aru!? – perguntou Yao exclamando primeiramente e logo fazendo questão de falar baixo para não pegarem os dois lá.
– Pela janela.
– O que quer comigo aru? Veio me derrubar do telhado?
– Não... Sei que você e suas técnicas de Kung Fu arranjariam um jeito de escapar disso e... Apesar de tudo... Você ainda é meu irmão.
– O que quer então aru?
– Não acha que se arriscou de mais vindo até aqui?
– Assim como você tem um povo para proteger, eu também tenho aru.
– Não tem nenhum provérbio chinês que diz sobre não meter o nariz nos assuntos dos outros? Está parecendo até o Alfred.
– Na verdade segui o... “Saber o que é certo e não fazê-lo , é a pior covardia” aru.
– Se é assim... Acho que também seguirei esse provérbio. – disse Kiku sacando sua espada ficando em posição de ataque.
Yao não era burro, estava cercado de soldados japoneses, qualquer palavra de Kiku, qualquer barulho que chamasse atenção (se é que já não tinham chamado) e ele estava ferrado. Sem pensar duas vezes, Yao se virou e saiu correndo pelo telhado sentindo o vento que a katana de Kiku quando o japonês deu uma investida em sua direção. Refazendo o caminho que havia feito para chegar até ali, Yao pulou do telhado girando o corpo caindo com perfeição em meio à escuridão usando um ponto cego da vigia. Um dos guardas o viu, afinal Yao o ouviu gritando por invasores, mas Yao não tinha tempo para isso, ele continuou correndo ouvindo os passos de Kiku atrás de si e pulou pelo muro para fora da casa esforçando-se para continuar correndo apesar dos machucados gerados pela guerra que até então, todos os países tinham nem que fosse um mísero arranhado.
Conhecendo bem a região onde estava, Yao rapidamente desapareceu em meio às sombras e as árvores e outras construções suspirando aliviado por ter despistado Kiku de vista. Teria que preparar a defesa, afinal, se não fosse encontrada uma resistência se quer, os japoneses achariam que eles desistiram e logo decidiriam tomar a China inteira para eles.
Na Europa, a coisa continuava meio complicada, os alemães conseguiram outros países e um deles era a França. A operação de tentativa da retomada do território francês já havia começado, liderada, é claro, por Arthur.
– Acho que nossa opção... E Francis que me perdoe... É bombardear Paris. – disse Arthur que estava todo devidamente vestido dentro de um avião de guerra que se aproximava do território francês pelo ar.
– Ele diria que é a cidade do amor, não deveria receber essas coisas — disse um dos amigos do exercito de Arthur que teve a chance de conhecer Francis – certeza que conseguiremos recuperar a França sozinhos?
– Teremos que conseguir – disse Arthur.
– A-Ah.... E-eu também estou aqui... E vou ajudar com a Itália também... – disse Matthew em meio às sombras com sua voz baixinha. Mas ninguém parecia ter ouvido ou se quer notado à presença do canadense.
As ofensivas pelo mundo continuaram e depois de vários bombardeios, conseguiram recuperar Roma e Yao conseguiu se defender bem melhor do que nos últimos ataques já que não teria mais que cair pelo fator surpresa.
Enquanto isso, num prédio que servia de hospital na Inglaterra, acontecia com lindo reencontro.
– BUAAAAAAAAA!! EU TAVA TÃO PREOCUPADO COM VOCÊ!! – exclamava Feliciano abraçando o irmão.
– QUER PARAR DE ME ESMAGAR?! EU ACABEI DE SAIR DAQUELA PRISÃO IDIOTA! NÃO AGUENTAVA MAIS TANTA SALSICHA E BATATA! – resmungava Lovino que aparentava bem mais magro e bem acabado também.
–TUDO BEM! E-EU VOU TE ENCHER D-DE PASTA!
Lovino resmungava e fazia cara feia, estava de fato feliz por ver o irmão mas quem ele queria ver não iria o visitar. O espanhol tivera problemas ao visitar o italiano da outra vez, e agora, pouco depois de ter finalmente confirmado a neutralidade de seu país tentando ficar ao máximo fora da guerra, seria muito arriscado tentar fazer o mesmo novamente, ainda mais com as fronteiras de todos os países fortemente vigiadas.
As tropas aliadas então, desembarcaram na França no dia que seria conhecido depois dos livros de história como o Dia D. Ao ouvir falar isso, Francis ficou muito feliz em sua cela.
– Ah non Dieu!! – dizia o francês suspirando aliviado – finalmente... Não aguentava mais essa sua culinária Ludwig... Espero que me tirem logo daqui. – disse ele não para Ludwig, pois o mesmo estava ocupado com outras coisas, apenas falava consigo mesmo.
Mas na Rússia, a situação era bem mais preocupante. Enquanto os soldados e o povo comemoravam a libertação de mais um país pela mão russa, com os nativos que estavam vivos comemorando, Ivan se segurava com força no caminhão de guerra enquanto vários soldados o empurravam.
– Anda!! Você tem que aparecer para sociabilizar com o líder do país e o país.
– NÃAAAAAAAAAAAAAAAAO!! – gritava Ivan –NÃO QUERO!! NÃO QUERO!! DEIXE-ME FICAR NO CAMINHÃO! DA? VAI ALGUÉM NO MEU LUGAR!
Os soldados tentavam em vão empurrar Ivan para longe do caminhão para não ter mais onde segurar e então para a tendinha onde o chefe de Ivan já estava junto com o chefe do país onde estavam e a personificação do tal país. Por Ivan, ele nem teria ido até ali, mas sua irmã mais velha pediu para que ele libertasse aquele país... E agora lá estava ele... Agarrado a um caminhão desesperado porque não queria entrar numa tenda onde sabia que Natasha estava. De tantos países para liberar, porque a Bielorússia?
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