Notas iniciais
sei que não sei como me desculpar apropriadamente pela imensa demora... mas mesmo assim... mil perdões... espero que vocês estejam por ai ainda. eu tive vários problemas... estou indo para a psicologa agora então deve melhorar. de forma alguma eu irei largar as fics sem termina-las... mesmo é... ficando um tempasso sem entrar ;~; bem.... depois de um longo e tenebroso inverno (WINTER IS COMING) aqui está o novo capítulo.

O escritório em Tókio sobrevivia do jeito que dava em meio a todos os problemas que o império Japonês sofria. Independente de como estava à guerra na frente Europeia de batalha, era certeza que o lado asiático não ia durar muito tempo. O Japão nunca foi um produtor muito forte de matérias primas e comida e agora estava começando a faltar cada vez mais coisa tanto para o povo como para os mais abastados. O mês de março estava já na metade mas pareceu tão demorado que a sensação que Kiku tinha era de que estavam já em pleno fim de março.

– Quais são as novidades? — perguntava Kiku para seu secretario que junto com duas pessoas mexiam em várias coisas. Kiku estava tenso, magro, machucado, era o reflexo dos efeitos da guerra em seu adorado país.

– Estamos perdendo a batalha em Iwo Jima – disse o secretário segurando o papel – desde que os americanos a invadiram mês passado a situação está ficando cada vez mais complicada senhor, já perdemos muitos soldados.

Kiku xingou baixinho, isso era tão incomum para ele, usar palavras de baixo calão, mas não conseguia suportar saber que seu povo estava morrendo e muitos morriam em nome da honra. Ludwig já havia comentado com Kiku como achava interessante mesmo depois de tantos séculos a sociedade japonesa ainda se prender a coisas como a honra de seu nome e família.

– Que mais? O que está acontecendo na Europa? – perguntou Kiku tentando manter à calma embora a seriedade de seu rosto fosse de dar calafrios.

– Egito declarou guerra aos Países Baixos. Turquia e Finlândia a Alemanha. Tropas britânicas e canadaneses libertaram Vynen e Apeldoom. – disse o secretário pegando papel atrás de papel na pobre e bagunçada mesa.

– Quem afinal resta do nosso lado... – murmurou Kiku com um suspiro mais para si mesmo do que para algum dos homens daquela sala. Estava cansado, exausto. Um dos lados ruins de ser uma nação era esses momentos que exigiam tanto da pessoa. Ah... E aquele outro lado ruim... Aquele qu-... Kiku não teve tempo de lembrar qual era o outro lado ruim de ser uma nação porque um barulho enorme começou do lado de fora seguido de gritos desesperados de pessoas. Kiku mal teve tempo de virar-se para a janela para ver o que era, e ainda bem que não teve pois a mesma se estilhaçou completamente quando uma bomba incendiária foi lançada perto do prédio. Kiku foi ao chão, encolheu-se como uma bola ouvindo as pessoas gritarem e as bombas caírem sobre a cidade de Tókio. Kiku tossia, o quarto ia se enchendo de fumaça e fogo.

– VOCÊS ESTÃO BEM?! VAMOS SAIR DAQUI! RÁPIDO! – gritava Kiku para seus secretários gritando entre tosses enquanto tentava se levantar. Sentia as pernas pesadas. Botou a gola de sua roupa na frente de seu nariz e boca para se proteger da fumaça do fogo que começava a tomar conta da sala — ANTES QUE O FOG- — Kiku continuou a gritar, não conseguia ver seus secretários mas quando viu... O grito morreu em sua garganta. Sim... O outro lado ruim de ser uma nação... Ver aqueles ao seu redor sempre morrerem antes de você.

Kiku engoliu seu choro e virou o rosto para os três mortos. Um homem não chora. Era o que dizia para si mesmo.

– Gomenasai... – murmurou ele saindo correndo da sala. Tossia, cambaleava. Havia fogo por toda parte e o prédio ameaçava ceder conforme mais bombas eram jogadas sobre ele. Kiku muito fracamente conseguiu sair do prédio. Assim que conseguiu, tossindo sem parar, suas pernas cederam e Kiku caiu no chão que estava agora tão imundo quanto ele que estava sujo de fuligem e fedendo a queimado. No chão, Kiku começou a chorar desesperadamente enquanto via sua adorada cidade arder em chamas. Já havia esquecido de suas palavras ditas para si mesmo há poucos minutos. Um homem não chora.

O eixo obviamente estava caindo a cada mês que se passava. Foi necessário muita força para Kiku conseguir se levantar do chão sujo de novo e for para algum lugar seguro. Até ele criar coragem para sair dali, já tinham parado de bombardear o lugar. Provavelmente sobreviveu porque acharam que ele já estava morto. Decidiu então começar a proteger melhor seu povo. Uma promessa que foi meio vaga provavelmente pois ficou sabendo que naquele dia do bombardeio, milhares de civis haviam morrido e além disso, no primeiro dia de Abril, Alfred invadiu Okinawa. Irônico como milhares de civis haviam morrido na Europa e no Japão, mas aparentemente ninguém pensava em jogar bombas em cidades Americanas... Não... Kiku não queria pensar nisso. Mesmo que fosse o “inimigo” ele não queria ter que matar pessoas inocentes... Não mais pelo menos. Mas o mesmo não poderia ser dito dos seus aliados, dos seus inimigos e claro... Dos soldados, generais, marechais e líderes de cada um deles. Era como se cada lado quisesse mais e mais sangue, como se os fins justificassem os meios.

– Que lugar lindo!!! – gritava Alfred vendo a praia da pequena ilha. Já estavam em Okinawa a pouco mais de duas semanas. – Nem parece que estamos no Japão... Talvez no Caribe ou algo do tipo.

– Não exagere tanto assim senhor... – resmungou um soldado que pela cara não tinha muita paciência para aguentar as idiotices de Alfred.

Um general chegou e deu uma jornalzada na cabeça de Alfred sem dó nem piedade e fazendo uma cara de poucos amigos.

– Alfred! Isso não é tempo para admirar a praia! – gritou o general.

– Mas é linda! – exclamou o loiro se abaixando e pegando um punhado de areia maravilhado – Olha! Os grãos de areia tem formato de estrela.

O General bufou enquanto o soldado revirava os olhos. Irado, o General agarrou Alfred pela gola da camisa e o levantou até a sua altura. O rosto do General estava vermelho de raiva não aguentando mais as tentativas de tentar lidar com o loiro.

– ESTAMOS EM GUERRA RAPAZ! – gritou o General cuspindo na cara de Alfred –SE VOCÊ QUER CURTIR A PRAIA, GANHE A MALDITA GUERRA PRIMEIRO! – gritou ele soldando Alfred de forma brusca jogando-o no chão deixando-o meio abatido.

– SENHOR! SENHOR! — gritou um soldado enquanto se aproximava correndo do General, aquele era o soldado encarregado da comunicação do grupo com outros grupos e com a casa branca – OS SOVIÉTICOS!

– O QUE TEM OS SOVIÉTICOS! DESEMBUCHE HOMEM!

– E-ELES... ELES ESTÃO INVESTINDO CONTRA BERLIM SENHOR!

– O QUE?!

– ELES JÁ AFUNDARAM UM NAVIO ALEMÃO E ESTÃO AO REDOR DE BERLIM!

– AQUELES MALDITOS SOVIÉTICOS – gritou o General enquanto o soldado ofegava. O General parecia um vulcão prestes a entrar em erupção mas logo conseguiu organizar os pensamentos e enquanto respirava fundo, a cor de seu rosto voltou ao normal – Tudo bem... Tudo bem... Ainda acredito que seremos os primeiros a entrar em Berlim. E senhores.... Os Estados Unidos entrarão em Berlim com louvor!

Notas finais
Quem vocês acham que entra em Berlim primeiro? XD não vale colar da Wikipedia ou do livro de história u3u