Notas iniciais
capitulozinho pra vcs genti :3 tem um asteriscozinho que leva para a nota no final o/ só rolar para ver e talz... espero que gostem dos países que estão presentes hoje :3

Aqueles que moravam nos limites da cidade de Berlim viviam constantemente assustados graças à guerra em si e também às tentativas de entrarem na cidade, apesar disso, outra pessoa que morava bem mais no interior da cidade e num dos lugares ou provavelmente o lugar mais seguro da mesma, estava com a mesma preocupação, ou talvez maior. Ludwig olhava constantemente pela janela apesar de que graças aos prédios da cidade, não era possível ver seus limites dali. Sabia que estava cercado, sabia disso. Abril já havia começado e o frio da cidade de Berlim parecia maior do que o normal daquela época, ou talvez o que Ludwig sentia eram calafrios.

No dia 23 de Abril, uma senhora qualquer estava cozinhando com calma e preparando uma bebida quente para a família com o pouco de comida que lhe restava, essa senhora morava nos limites da cidade de Berlim e seus netinhos pequenos dormiam calmamente até que os meninos foram acordados por estrondos, gritos e barulhos de canhões. Chorando, os meninos correram para a avó que os abraçou e tentou acalma-los enquanto via um tanque de guerra entrar na cidade.

A notícia logo se espalhou, haviam entrado em Berlim. Ludwig em particular gelou quando soube enquanto Feliciano cruzava seus dedinhos torcendo para que Ludwig ficasse bem, era o máximo que podia fazer.

– Quem entrou? Foram os americanos? — perguntava o povo por toda a parte do mundo.

Mas não, a bandeira que estava hasteada no tanque de guerra não era o vermelho, branco e azul dos americanos, era o vermelho e o amarelo dos soviéticos.

– Nãaaao!! – reclamava Alfred desesperado a ponto de amassar seu comic do Capitão America com este socando a cara de Hitler na capa – Eu que deveria ter entrado primeiro!! Eu sou o herói! Tá vendo?! Tá bem aqui na capa! – mostrava Alfred desesperado para Arthur apontando para a capa.

– Alfred! Já chega! Isso é só um comic! – reclamou Arthur.

– Demorou de mais Alfred! – disse Feliks apontando para o rosto de Alfred com um sorriso no rosto, o polonês parecia exalar uma glória de como se fosse ele mesmo que tivesse entrado em Berlim... Apesar do fato de ele estar obviamente bem machucado e acabado, na verdade haviam insistido para que ele ficasse no hospital, mas ele se negou.

– Mas eu sou o herói... – resmungou Alfred choramingando.

– O importante é que alguém entrou lá... Já é um bom caminho andado – disse Luciano dando de ombros, o brasileiro estava com poucos arranhões, tanto que alguns perguntavam se havia se machucado na guerra ou em alguma partida de futebol* apesar de ter um corte um tanto feio na bochecha dele.

– Seu namorado é mesmo eficiente non? Monsieur Yao? – perguntou Francis olhando para Yao com um sorriso galante fazendo Yao ficar vermelho.

– E-Ele n-não é m-meu namorado...

– Ainda nega isso? – perguntou Francis obviamente meio decepcionado e então soltando um suspiro enquanto Yao se encolhia na cadeira super vermelho. Ivan não podia estar na reunião porque estava evidentemente meio atarefado ocupando Berlim aos poucos.

– s-scusi... – disse uma voz gaguejante e baixinha abrindo a porta da sala apenas o suficiente para que a pessoa pudesse colocar os dedinhos segurando a porta e conseguisse ver ao menos uma frestinha do que acontecia lá dentro.

– Ah Feliciano! Pode entrar... — disse Arthur enquanto Alfred cruzava os braços sobre a mesa e deitava a cabeça neles se lamentando e resmungando.

– a-ah... m-meu c-chefe p-pediu pra e-eu a-avisar que... conseguimos pegar o Mussolini... estava tentando fugir pra S-Suiça... – gaguejou Feliciano todo timidozinho ainda com um tanto de medo deles por causa da guerra e também por que foi praticamente forçado a mudar de lado então ainda tinha medo de que pudesse acontecer alguma coisa.

– Ahh que bom!! – exclamou Luciano feliz – Agora só nos preocupamos com o japa lá e o carinha do bigode feio.

– Hirohito e Hitler... – corrigiu Arthur.

Os aliados de certo modo comemoravam embora estivessem todos obviamente muito exaustos, alguns mais do que outros era verdade, mas ainda assim exaustos. Ludwig não era exceção, estava exausto, mas no momento estava também um tanto desesperado. Andava de um lado para o outro da casa, se sentia como um velho muito embora não pudesse envelhecer. Não conseguia encontrar o seu chefe. Onde ele estava? Havia falado coisas estranhas na noite anterior e agora até a essa hora não tinha aparecido. Ludwig olhava para o relógio inconsolável e a cada segundo como se as coisas pudessem magicamente mudar de mal para pior se ele ficasse um minuto se quer sem olhar.

– Senhor... – disse uma empregada da casa indo até Ludwig – A-Acho que ele ainda não acordou... o quarto está trancado.

– Já bateram para acorda-lo? Isso não é mais hora de dormir! – esbravejou Ludwig deixando a mulher ali plantada no chão.

Ludwig rapidamente chegou à frente do quarto de seu chefe, algumas pessoas já batiam na porta, mas Ludwig, que estava com os nervos à flor da pele já, simplesmente deu um chute com tudo na porta a derrubando. Nem foi necessário que entrassem, eles ficaram todos brancos de pavor quando viram o corpo do Fuhrer e de toda a sua família com óbvios sinais de suicídio.

Obviamente que a notícia se espalhou como se estivesse sendo carregada pelo vento. Oras um navio sem seu capitão é um completo caos e tende a ficar sem esperança. E foi o que aconteceu, as tropas alemães se renderam.

O sol batia no rosto de Ivan quando ele olhava para a bandeira da vitória estendida com louvor. Parecia uma cena de vitória, poderia ser até o final de um filme se não fosse o fato de muitos terem morrido para conseguir algo tão simples como deixar aquela bandeira em pé em solo alemão. Ivan suspirou, estava exausto, o corpo doía, tinha vez que pensava em deitar-se e nunca mais acordar, mas esses pensamentos foram varridos se sua mente quando ouviu uma voz que conhecia bem a lhe chamar.

– I-I-IVAN!! – gaguejava a pessoa tendo a voz embargada pelo choro.

Ivan mal teve tempo de se virar quando um pequeno e choroso Yao o abraçou com força enterrando seu rosto em seu peitoral e chorando sem parar. Com um leve sorriso, o russo retribuiu o abraço acalentando o chinês perto de si. Ver o amado conseguia ser uma visão bem mais maravilhosa do que a que ele estava admirando até então.

– E-EU T-TAVA P-P-PRE-OC... CUPADO... A-ARU! – exclamava Yao soluçando e chorando sem parar abraçando Ivan com toda a sua força.

– Pronto.. eu to aqui Yao... – disse Ivan dando um beijinho no topo da cabeça do amado. A guerra podia não estar terminada ainda, mas Ivan e Yao acreditavam que era uma questão de tempo para o Japão se render também, então, por aquele dia, decidiram se dar uma folga e fingir que estava tudo bem para poderem aproveitar os braços e carinhos um do outro que tinham um poder revitalizador, afinal, eles não eram de ferro e também precisavam de amor assim como qualquer ser humano.

Com o rosto todo vermelho de tanto choro, Yao olhou nos olhos do amado que lhe sorria calmamente como tentasse fazer a ansiedade do chinês passar. Yao acariciou com cuidado o rosto alvo do amado como se temesse que desaparecesse como se fosse apenas um sonho.

– Eu te amo Ivan... sabe disso né aru? – perguntou Yao.

– Claro que sei Yao... afinal também te amo... – disse Ivan passando a mão delicadamente no rosto de Yao – só me prometa uma coisa...

– Qualquer coisa aru...

– Que estará sempre ao meu lado com abraços e caricias para me preencher quando eu precisar.

Yao abriu um sorriso tremulo, mas ainda assim enorme e não hesitou ao abraçar Ivan ao redor do pescoço e beija-lo com paixão e intensidade querendo matar a saudade e descontar a preocupação que ficara. Ivan passou os braços ao redor de Yao com força ao retribuir o beijo e o levantou do chão enquanto se beijaram com ternura e amor. As línguas se enroscavam e a paixão ardia no peito deles enquanto se beijavam e se abraçavam sem ligar se havia alguém vendo.

Notas finais
* ~ Luciano apanhou de 7x1 pro Ludwig XD