A Distância De Um Beijo
19 Capítulo 18
Notas iniciais
Primeiramente gostaria de agradecer à Aline que fez uma linda recomendação a fic. Fiquei muito³ feliz pelas belas palavras. Assim, como fiz com a Fraan, em breve sai um capítulo especial dedicado a você.. ;)
Enfim, capítulo postado.
E tem gente voltando...
Boa Leitura! ^.^
Capítulo XVIII
Gil havia acabado de adentrar a sua casa, tentara fazer o mínimo de barulho pra tentar não acordar Marcela, mas a mesma ainda estava levantada tomando um copo de água na cozinha.
— Oi meu filho — ela disse assim que o viu — Como foi a festa?
— Foi legal — disse esparramando-se no sofá.
— Tá vou fingir que acredito que foi só legal — Marcela se senta a sua frente e sorri — Eu te conhece meu filho, e você não consegue nem disfarçar esse brilho nos olhos…
— Ai mãe, vamos parar com esse papo — mesmo tentando parecer irritado, Gil não consegue manter a mesma postura e solta uma risada.
— Viu… Você tenta parecer irritado, mas nem isso você consegue — ela se senta ao seu lado — Não precisa disfarçar, é bom estar apaixonado meu filho… Não tem nada de errado nisso — ela faz cócegas nele e ele ainda dá algumas risadas.
— Tá bom, vamos parar com isso mãe. Eu não tenho mais cinco anos — ele tentou parecer sério — E você Dona Marcela não fica atrás, né? Pensa que eu não percebo você sorridente e feliz por todos os lugares? Admite vai… Você tá apaixonada pelo Lorenzo, né?
— Ei, desde quando eu virei o assunto principal da conversa — ela finge cara de reprovação — O assunto aqui é sobre você e não tenta mudar o foco.
— Ué, não vai admitir que tá apaixonada?
— Admito, se você admitir que está apaixonado pela Ju — Marcela estava tentando virar o jogo ao seu favor.
— Então, a gente vai passar a madrugada toda nisso… — ele cruzou os braços e apoiou as pernas na mesinha de centro da sala.
Marcela logo percebeu o que Gil estava tentando fazer e se deu por vencida.
— Tá bom. Você venceu, eu estou apaixonada pelo Lorenzo. Satisfeito? — ela admite e espera que ele faça o mesmo.
— Doeu? — ele ri.
— Não. Mas, eu tenho medo que doa mais tarde — a loira desabafa.
— Como assim? — Gil tenta situar-se nos acontecimentos — Ele fez alguma coisa pra lhe magoar? Aconteceu alguma coisa?
— Não. Não é nada disso — ela continua — Só que às vezes me dá uma insegurança sabe? Tem horas que eu acho que ele pode tentar um recomeço com a Raquel. Que talvez ele não tenha a esquecido totalmente.
— Mãe — ele a abraça — Acho que o Lorenzo não faria isso com você. E se isso acontecesse, tenho certeza que ele seria sincero numa situação dessas. E outra, você é uma mulher incrível, linda, divertida. Ele que tem sorte de ter você ao lado dele.
— Ai meu filho. Você é lindo, sabia? — o garoto apenas revirou os olhos — Desde pequenininho você foi fofo, mas de uns meses pra cá você tem se superado nesse quesito.
— Tá mãe, a senhora tá me tratando de novo como se eu tivesse cinco anos…
— Ai Gil, é difícil pra uma mãe entender que o seu filhotinho já é um homem — ela beija a bochecha dele — Falando nisso, vamos voltar ao assunto principal. Você está apaixonado pela Ju?
— Ai que sono — o grafiteiro tentou fugir do assunto e levantou-se — O dia de hoje foi muito cansativo. Tô indo dormir, tá?
— Vai fugir disso até quando meu filho? — ela o olhou — Boa noite, então. Te amo meu filho.
— Também te amo. Boa noite — deu um beijo na bochecha de Marcela — Ah, e pra a senhora parar de me perturbar, a resposta é sim.
— Resposta do quê?
— Ué, a resposta da sua pergunta — Gil apenas sorriu e dirigiu-se até o quarto.
Assim que Gil sai, Marcela continou sentada no sofá sorrindo sozinha. Pensando como o tempo havia passado rápido e quão ligeiro era a vida.
— É… O meu filhote cresceu — pensou alto.
…
Nando subiu ao palco e pediu o microfone de Pilha emprestado, no mesmo instante o funkeiro diminuiu o som para que Nando pudesse se pronunciar.
— E aí galera! Não gosto de ser estraga prazeres, mas já tá tarde e está na hora de fechar o Misturama — ele disse e no mesmo instante alguns protestos soaram pela lanchonete — Eu sei que a festa tá maneira. Mas, são as regras. Se a gente prolongar mais um pouco, capaz da polícia aparecer por aqui. E relaxa galera, o que não vai faltar são oportunidades para outras festas.
Dito isso, a festa havia terminado e as pessoas estavam despedindo-se uma das outras. Neste momento Ju recebe um sms.
De: Bruno Para: Ju
Maninha, não vou poder ir à sua festa…
Tive alguns probleminhas no estágio.
Assim que eu sair daqui, vou dá uma passadinha no hostel pra falar com a Fatinha e depois vou pra casa.
Tudo bem? Feliz aniversário de novo.. Te amo sua chata ;P
Bjo.
A it-girl lê a mensagem e a responde no mesmo instante.
De: Ju Para: Bruno
Tudo bem. Relaxa Maninho..
Se quiser pode dormir no hostel, tá? Vou pedir pra Lia dormir lá em casa. Não precisa se preocupar.
Também te amo seu chato.. :P
Ju e Lia estavam no mesmo local da festa, e perto delas estava Vitor que parecia estar de saída.
— Ei Lia, quer que eu te leve até a sua casa? — perguntou.
— Não Vitor, obrigada — Lia agradeceu por ele estar sendo prestativo — Mas, eu vou com a Ju. Vou ajudar ela a carregar os presentes.
— Então tá — Vitor deu de ombros — Vejo vocês segunda na escola então. Tchau.
— Tchau — as garotas despediram-se.
Vitor foi até o outro lado do Misturama e foi falar com Pilha.
— E aí, cara. Eu to indo, vai querer carona?
— Pô cara, valeu. Mas, eu vou pra casa do Orelha com o Fera — o funkeiro disse — Ah, tu pode fazer o favor de avisar a minha madrinha.
— Claro — ambos deram um aperto de mão — Vou indo então.
Um pouco mais longe dos dois, Orelha se intromete na conversa por alto.
— E aí Pilha. Você vem ou vai ficar paquerando o Edward a noite toda — o nerd zombou, enquanto Fera parecia não ter entendido a brincadeira.
Vitor vai embora sem dar moral para a zombaria do nerd, enquanto Pilha se junta a Orelha e Fera. E os três tratam de se despedir dos outros.
— Falou pessoal, tamo indo — Leonel gritou — Outra vez, feliz aniversário Ju. Depois a gente acerta o meu cachê, tá?
— Obrigada — ela riu e os mesmos foram embora.
Lia voltou-se para Ju e apenas sorriu da brincadeira do funkeiro.
— Esse Pilha é um palhaço — a rockeira deu uma risada — Então, Ju. Vamos?
— Claro — disse enquanto pegava algumas caixas de presentes — Ah, Lia por que você não dorme lá em casa hoje? Pelo que parece o Bruno vai dormir no hostel e eu não gosto de dormir sozinha em casa.
— Tudo bem. Só vou ter que avisar a Raquel antes — disse pegando o celular e mandando uma mensagem para a mesma.
Após isso, despediram-se de todos e foram em direção ao apartamento da it-girl. Chegaram ao local, foram até o quarto de Ju e começaram a abrir os presentes.
— Tá de quem é esse? — Lia perguntou enquanto a morena segurava uma caixa.
— É da Morg. Vamos ver o que é — disse abrindo a embalagem — Olha que lindo, são amuletos da sorte. Tem até um duendezinho.
— A cara da Morgana essas coisas. Tá tem mais dois. Abre esse aqui — entregou um sacolinha para it-girl.
— Esse é da Fatinha — abriu o pacote e ficou espantada com o conteúdo do mesmo — Uma camisola?! Só a doida da Fatinha mesmo… — riu.
— Só a sem noção pra dar um presente inusitado como esse — Lia riu e pegou a última caixa — Pronto. Esse é o último e é o meu.
Ju sorri para a amiga e pega a caixa.
— É mais um presente simbólico — Lia diz enquanto Ju abre a caixa e se depara com um porta-retrato com várias fotos das duas juntas. Algumas de quando as duas ainda eram pequenininhas, outras do início da adolescência e umas mais recentes.
— É lindo, Lia. Eu adorei. Muito obrigada — abraçou a amiga.
— Que bom que você gostou — falou com uma expressão alegre no rosto — Agora eu tô curiosa. Eu não vi o presente do Gil aqui. O que ele te deu?
— Esse colar — disse segurando o mesmo que estava envolto em seu pescoço — Tem gravado a assinatura dele na plaquinha. Ele disse que queria me dar algo que fizesse eu me lembrar dele toda vez que eu visse.
— Que lindo, Ju — a loira disse animada — Mas, eu conheço essa sua cara. Você tá me escondendo alguma coisa. Além, do mais eu percebi que teve uma hora em que você e o Gil sumiram da festa. Aonde vocês foram?
— O Gil me levou até o grafite que ele fez na noite passada — sorriu — Era outro presente e ele me pediu em namoro.
— Sério, Ju? Que fofo…
— Foi lindo Lia — disse ao mesmo tempo em que se jogava de costas em cima da cama.
— É o amor… Que mexe com a minha cabeça e me deixa assim — Lia cantarolou e ambas riram — Nunca te vi assim antes. Cê não me engana Juliana. Você tá muito apaixonada — a loira enfatizou o muito.
Ju sorriu e balançou a cabeça afirmativamente.
— Ai amiga, é tão bom se sentir assim. Mas, às vezes eu tenho medo de estar vivendo tudo isso de forma tão intensa… E se algum dia a gente terminar… Sei lá, se tudo isso que a gente tá vivendo não tiver futuro? Sei lá…
— Olha Ju, eu não sou muita boa em dar conselhos. Mas, acho que você devia fazer o que o seu coração quer. Aproveitar o agora e não pensar muito nas conseqüências ou no futuro. Seja apenas feliz.
— Acho que você devia seguir esse conselho também — Ju encarou Lia.
— Como assim? — Lia sabia do quê a amiga estava falando, mas preferia evitar o assunto.
— Você sabe, Lia. Esquecer algumas feridas do passado. Dar uma nova chance — Ju falou as palavras de forma delicada. Não queria que Lia pensasse que ela estava apoiando Dinho. Ela só queria que amiga fosse feliz e imaginava que talvez a mesma não seria sem Dinho — Não quero fazer campanha pra ninguém. Eu só quero que você seja feliz amiga.
— Eu também quero ser feliz, Ju. Mas, não sei se eu consigo perdoar o Dinho algum dia.
— Eu sei que dói amiga. A única coisa que eu posso dizer: Dê tempo ao tempo… A vida vai se encarregar de colocar as coisas em ordem — dito isso Ju abraçou a amiga.
…
Pilha e Fera chegaram ao quarto do Orelha, o primeiro fazendo seus versos de funk como de costume, seguido pelo surfista que fazia as batidas com a boca.
— Olha o quê eu digo meu irmão… As minas tão descendo até o chão… Arrasamos na festinha… Pegando todas as gatinhas — Pilha cantarolou no ritmo.
— Aê! Arrasou moleque — Fera gritou animado.
— Pronto. Agora os manés podem parar de fazer escândalo? — o nerd disse — Ás vezes eu me pergunto como eu sou amigo de vocês.
— Acho que a pergunta devia ser ao contrário né Orelha? — Pilha falou — Nós somos seus únicos amigos… Mudando de assunto. E aí Orelha, vai rolar um lanche antes de a gente dormir?
— É só ir com a Matilde e pedir pra ela fazer um sanduíche. Ah e pede pra ela fazer um pra mim também.
— Eu também quero — Fera levantou o braço.
— Então, vai lá Fera e pede três sandudas — Pilha disse despretensiosamente.
— Por que eu?
— Por que você é o cara… — o nerd disse como forma de incentivo.
— Tá, eu só vou dessa vez. E eu só vou por que a minha barriga tá roncando — e em seguida ele saiu do quarto.
Orelha andou até o outro lado do quarto e sentou-se na cadeira em frente ao computador. Conectou o cabo USB do seu celular na CPU e esperou os arquivos serem carregados.
— Ei cara, já vai fazer o TV Orelha? — Pilha se aproximou dele.
— Não sei, vou primeiro ver os vídeos que eu gravei da festa — disse enquanto visualizava as miniaturas dos vídeos na tela.
— Executa esse aqui do Rafa — apontou para a tela e esperou que Orelha desse play, mas o garoto por sua vez demorou para executar tal ação, o que deixou o funkeiro intrigado —Que foi Orelha? Por que você não vai mostrar o vídeo?
— Não. Só tava pensando numa coisa. Pronto — ele deu play.
O vídeo começou a ser executado e no mesmo, Rafa dançava de forma descontraída e alegre na pista de dança. E o garoto parecia estar se divertindo e não se importando com a opinião dos outros.
— Ai não sei como o Rafa tem coragem de dançar desse jeito — Pilha falou entre algumas risadas e tentava recuperar o fôlego — É muita pagação de mico…
Orelha estava se divertindo tanto quanto Pilha com a situação até que de forma repentina ele vê a imagem de Morgana na sua mente. E imediatamente se lembra de tudo que ela o disse e tudo o que havia acontecido naquela noite. Sabia que se ele publicasse aquele vídeo do Rafa na TV Orelha, mesmo que indiretamente estaria magoando Morgana. E surpreendentemente pela primeira vez na sua vida ele não queria vê-la magoada. Mesmo que não se desse conta, alguma coisa havia mudado nele naquela noite.
— Sem dúvida esse vai ser o melhor TV Orelha do ano — Pilha falou por alto — Vai postar ainda hoje, Orelha? Vai precisar da minha ajuda e do Fera?
— Não sei. Ainda vou ver os outros vídeos pra ver se tem coisa melhor pra postar — tentou arranjar uma desculpa.
— Sério? Estranho… Você sempre posta vídeos zoando o Rafa por qualquer besteirinha. Achei que você não fosse perder essa oportunidade — deu de ombros.
— É você tem razão… Vamos lá, mais um post sobre o Rafa-girl — disse enquanto começava a editar o vídeo.
…
Lia e Ju haviam acabado de tomar café da manhã. A primeira levantou-se da cadeira e disse para a amiga que já estava de saída.
— Amiga, eu já vou indo….
— Tá Lia. Eu te levo até a porta — disse e no mesmo instante ambas ouviram o barulho da porta se abrindo — Deve ser o Bruno.
A porta foi aberta aos poucos e Ju surpreendeu-se quando viu quem era.
— Mãe?! — correu para abraçá-la.
— Oi filha, também tava com saudades — ela saiu do abraço — Oi Lia.
— Oi tia Marta — a loira disse — Bom, eu já estou de saída…
— Espero que você não esteja indo por causa da minha presença — a mãe de Ju disse.
— Não. Eu já tava de saída mesmo — dirigiu-se até a porta — Tchau.
Assim que Lia saiu, Marta se aproximou de Ju e lhe deu outro abraço.
— Ai, que saudades de você minha filha — ela olhou pro rosto de Ju e percebeu que a filha estava feliz — Você parece estar bem.
— Eu estou ótima. Por que eu não estaria? — Ju pareceu intrigada com a afirmação da mãe.
— Por que será né Juliana? — deu um olhar de reprovação — Eu soube o que aconteceu com você minha filha. Não faz muito tempo, mas você tinha que ter nos contado que você havia passado mal e teve que ser levada ao hospital. Você e o Bruno não podem esconder esse tipo de coisa da gente.
Ju se sentiu culpada por ter escondido este fato dos seus pais.
— Foi ele que te contou? — a garota perguntou — Eu pedi pra ele não avisar vocês, por que sabia que ficariam preocupados. E isso ia acabar atrapalhando o trabalho de vocês. Só queria evitar vocês de terem uma preocupação sem motivo.
—Filha, a coisa mais importante na minha vida e na do seu pai são vocês dois. Você precisa entender isso —disse de maneira carinhosa — E não foi o Bruno que contou pra gente, acho que ficaria mais tranqüila se eu soubesse disso por ele. Mas, seu pai soube através do Lorenzo.
— Como o tio Lorenzo? Quando o papai encontrou o tio Lorenzo? — não conseguiu formar a sentença direito, devido estar um pouco confusa.
— O Lorenzo ligou pro Olavo pra contratá-lo pra ser o seu advogado na situação do divórcio com a Raquel. E aí ele acabou tocando no assunto… Imagina como o seu pai não ficou atordoado quando soube — Marta fez uma pausa — Só consegui convencê-lo de não vir imediatamente pra cá depois de algumas horas. Ele estava determinado a vir, até que eu prometi que viria pra ter certeza que você estava bem.
— Por que vocês não ligaram então? Quer dizer… não tinha necessidade a senhora vir até o Rio pra saber se eu estava bem.
— Depois do que vocês fizeram, escondendo essa história da gente? Eu precisava ver com os meus próprios olhos que você estava bem. Mas, pelo o que eu vejo você tá melhor do que eu imaginava — disse abraçando a it-girl mais uma vez.
— Desculpa mãe — a garota sussurrou sentindo-se culpada — Não queria mentir pra vocês…
— Tá tudo bem, Ju — fez uma pausa e sorriu — Agora falando no Bruno. Cadê o meu filho? Quero dar um abraço nele, não acredito que ele ainda esteja dormindo.
— O Bruno… o Bruno… — tentou inventar uma desculpa.
— Ele não dormiu em casa não é?
— Ele dormiu no hostel — Ju confirmou com a cabeça — Mas, eu que falei que ele podia dormir lá. E a Lia dormiu aqui em casa também… Então não tinha nem perigo de acontecer alguma coisa — tentou aliviar a barra do irmão.
— Não estou gostando disso… O Bruno já foi mais responsável. Tem certeza que as coisas estão indo bem aqui?
— Tenho mãe. Não poderiam estar melhores — Ju tentou mudar o rumo da conversa — Aliás, quanto tempo a senhora vai ficar no Rio… Você não vai embora hoje né?
— Não filha. Eu vou ficar umas duas semanas, preciso ter certeza que vocês estão bem — deu um olhar recriminador de forma brincalhona, o que fez Ju rir — Também vou resolver alguns problemas pendentes.
— Que bom, mãe. Vai dar tempo pra gente matar a saudade então.
— Claro — disse e seguiu para a cozinha — Vou tomar uma água que eu to morrendo de sede.
Neste instante o barulho da porta soou novamente.
— Agora deve ser o Bruno mesmo — Ju disse por alto e não estava errada.
— Oi maninha. Soube que o Gil foi preso? — a garota não teve nem tempo de interromper o irmão — Acabei de saber disso pelo Severino. Você sabe como ele é fofoqueiro…
— Que história é essa? — Martha apareceu na sala, o que surpreendeu Bruno.
— Mãe?! O que a senhora tá fazendo aqui? — Bruno percebeu o que havia feito, virou-se para Ju e mentalmente pediu desculpas.
— Eu vim saber como você e a Ju estão. Por que eu e o seu pai ficamos sabendo de tudo o que aconteceu — disse um pouco exaltada — Acho que foi bom eu ter vindo, por que as coisas tão piores do que eu imaginava. É só o que me faltava agora o namorado da minha filha ser um delinqüente.
— Não mãe. O Gil não é um delinqüente — tentou explicar a situação — O que aconteceu foi um mal entendido.. A senhora conheceu o Gil, sabe que ele não é uma má pessoa.
— Não Ju. Não dá pra eu saber disso — disse séria — Eu o conheci por um dia. Não tem como eu achar que ele é uma boa pessoa depois de saber o fato de que ele foi preso.
— Mas, você não tá entendendo mãe… Foi um mal enten…
— Não tem o quê entender, Ju — ela estava decidida — As coisas estão piores do que eu imaginava. Não tem outro jeito, você vai ter que volta comigo pra Brasília…
…
"A paixão aumenta em função dos obstáculos que se lhe opõe.”
William Shakespeare
Notas finais
Até o próximo... ^.^
Fale com o autor