A Deusa Kalena
1 Bafo de Peixe Podre
Notas iniciais
Jenna
Realmente fazia muito frio. E eu mal enxergava.
E eu praticamente congelei numa posição de frio.
Pensei : “ Ei! O que estou fazendo de shorts jeans?” foi quando veio uma onda de calor e pude, enfim, enxergar.
Eu estava numa época em que parecia bem antiga. Na verdade, era tão antiga que ela estava no início do meu livro de história: As casas eram muito antigas e desgastadas; as ruas eram de pedra; ao invés de lâmpada, estavam usando lamparina de vela; tinha um boteco a direita e uma farmácia no final da rua; Ainda era nove da noite e todos já haviam ido dormir.
Segui reto pela rua até chegar a uma praça. Ela era assim:
A praça era em forma de círculo, cheia de casas e lojas envolta;
Passagens para caminhadas estavam circulando;
Banquinhos foram colocados em diversos pontos do lugar;
Jardins floridos e coloridos cheios de rosas, violetas, margaridas, lírios e etc
enchiam a volta de uma enorme estátua, com um pedestal cujo o tamanho era maior que eu.
Me aproximei para olhar. No pedestal estava escrito:
K. Olympius
Achei que tinha algo a mais escrito, mas, quando fui botar a mão para limpar o metal sujo, quando a estátua começa a se transformar em uma poeira dourada, caindo lentamente como se fosse purpurina.
A purpurina começou a se juntar novamente, transformando-se em uma bela moça de mais ou menos 15 metros de altura. Ela tinha cabelos cor mel, lindos olhos verdes e uma pele branca, e estava usando um lindo vestido branco, cheio de detalhes, e maquiada da mesma cor que seus olhos.
Então, ela olhou para mim. Tentei fugir mas meus pés me traíram. A moça se ajoelhou e sorriu para mim.
Do mesmo jeito que apareceu, a moça encolheu, transformando-se numa criança que saiu correndo para me abraçar.
Ela voltou para a estátua e o chão começou a engoli-la, e ela, desesperada, gritando por sorrorro.
TUC-TUC- TUC!
–Senhorita P. Senhorita P! - Ouvi, abrindo, lentamente, meus olhos — Senhorita P! — ouvi um pouco mais claro — Você estava dormindo?
– N-n-não, professora. — respondi, levantando a cabeça.
– Então, quer dizer que você estava com a cabeça deitada, olhos fechados e babando enquanto eu dava a explicação no quadro?
Todos da sala riram.
Olhei para baixo. Tomei um susto, eu estava mesmo babando! Me limpei rapidamente.
– É para me concentrar.
–Ok. Então " vá se concentrar" — a senhora M. disse, dobrando os dois dedos — Na sala da diretora.
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A sala da diretora era muito chata. Não tinha ninguém lá, só um menino do sexto ano, que dizia ter 13 anos e ter entrado "atrasado" no maternal.
Era para nós ficarmos até o final da aula. A sala era pequena, mas tinha um sofá, um bebedouro e a mesa da diretora.
Peguei uma água e sentei no sofá
– Porque você está aqui? — Perguntei a ele
– Eu "tava" atrapalhando a aula, sorte da garota que estava atrás de mim. Ela "tava" me explicando. E você?
– Dormi na aula.
Então voltei a ficar quieta
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Depois da aula, fui para o pátio, esperar o portão abrir
– Ei, Jenna! — ouvi uma voz vindo de trás e me virei — o que você vai fazer hoje a noite?
– Ah, oi Soso — respondi — acho que nada.
Para quem não conhece a Sophia, ela é minha BEST. Ela tem cabelos castanhos lisos, e bem longos, e não é muito de não falar. Ela fala pra caramba.
TAM TAM TAAAAM
É. Esse é meu toque de mensagem.
" Me encontre no shopping. Hoje ás oito. Coloque uma saia bem bonita. Beijos"
– Quem era? — Soso ( o apelido que dei a Sophia) perguntou
– Minha mãe — respondi, enviando para minha mãe um simples " Ok"
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Já eram 8:15 e nada de mãe. Eu estava com um vestido florido porque estava calor. Olhei para o lado e não havia ninguém. Olhei para o outro lado. Parei.
Tinha um velhinho mendigo da rua na sombra. Ele estava me olhando. Dei um sorrisinho pequeno e depois olhei de volta para o shopping, e olhei de novo para o velhinho.
Ele se levantou e começou a vir na minha direção. Agora pude notar melhor ele. Era baixinho, só um pouco maior que eu. Era magro, mas nem tanto. Usava um suéter rasgado e calças maiores que eu e que fediam — e muito — a peixe podre.
Bem perto de mim, começou a falar:
– Seu... nome... seria... por acaso... Jenna?
– O que?
– Seu nome, queridinha! É Jenna?
Silêncio.
Ele deu um sorrisinho:
–É você.
Ele me pegou pelo braço e me puxou a força para a sombra.
– Entre no shopping. Você não pode ficar exposta assim. Fique junto de sua família. Justo hoje você não podia ficar exposta assim.
– OOOO QUE?
–Deixa pra lá, eu estou maluco.
Saí correndo. OXE velho mais doido. Entrei no shopping e levei um susto.
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