Notas iniciais
Oláaa! Novamente, peço desculpas pela demora, pois o capítulo já se encontrava previamente pronto, só faltavam alguns pequenos ajustes. Porém, no inicio desse ano acabei perdendo alguém muito importante para mim e isso acabou me deixando super mal. E antes disso eu estava cuidado dela, mas infelizmente não foi suficiente, mas enfim... Bem, o capítulo se passa em terceira pessoa, tendo como foco Shuu. Além disso, o cap se trata mais da retratação do que ele vivenciou durante esse tempo, como eu fiz com os demais Sakamaki. Lembrando que o que foi retratado nos caps anteriores com os Sakamaki acontecem ao mesmo tempo, porém só estou retratando separadamente cada um. :D Não pensem que esqueci do Laito, tem um motivo pra ele não ter entrado em Frenesi, motivo que explicarei nos capítulos seguintes. Estarei postando nas notas finais algumas imagens que ajudarão na imaginação. Venho mais uma vez agradecer aos meus LINDOS e AMADOS leitores. Saibam que estão no meu coração, de verdade! Gostaria de agradecer também pelos comentários, e já avisando que os responderei amanhã, pois está bem tarde T---T Muito obrigada mesmo, do fundo do coração, saibam que estão me fazendo muito feliz, apesar do momento em que estou passando. Obrigada mesmo, me alegra ver que o que eu faço representa algo pra vcs. Bem é isso, espero que gostem E boa leitura a todos os meus leitores lindos do coração. o/

Do céu noturno nublado era possível ver pequenos flocos de neve caírem lentamente, e os mesmos eram levados pelas lufadas de vento, que até o momento se encontravam leves e agradáveis. Ao presenciar a chegada, mesmo que lenta, do inverno e da neve, as pessoas que por ali transitavam expressavam em suas faces diferentes emoções. Algumas aparentavam felicidade, e em virtude disso esboçavam sorrisos tímidos em suas faces, já outras que estavam acompanhadas de amigos ou amantes, essas sim, sorriam abertamente. Porém haviam aquelas que aparentavam não gostar da chegada do inverno, do frio, e muito menos da neve. No rosto dessas pessoas pairava a expressão de tristeza, solidão ou até mesmo de cansaço, e o motivo para isso podiam ser diversos.

Não muito longe do local do acidente era possível ver uma pequena cafeteria, porém aquela era um pouco diferente das tradicionais. Sua fachada era delicadamente pintada de bege claro, e possuía uma grande vidraça, a qual possibilitava a visão do interior daquele recinto. Nos pontos onde a vidraça se encontrava com a parede de alvenaria haviam delicados e requintados detalhes pintados, que remetiam a rendas brancas. O letreiro, pendurado diagonalmente em relação a parede, era feito de madeira branca e bem polida. No mesmo, era possível ver os escritos “Amai kōhī”, que correspondiam ao nome da cafeteria e eram talhados de preto em alto relevo. Além disso a madeira branca do letreiro, era erguida e fixada à parede bege por aros de metal negro, que formavam espirais, que terminavam antes de completar seu ciclo. A placa que continha escrito “Amai kōhī” balançava lentamente conforme o vento soprava, e tal ação emitia um som característico do ranger de metais.
A vidraça possibilitava a visão do interior do local, e o mesmo era amplo e possuía diversas mesas e bancos both posicionados na vertical, em contato com o vidro. Ao fundo podia se ver uma grande bancada bege clara, na qual haviam, também, alguns pequenos bancos individuais. Por trás da bancada era visível duas garotas as quais estavam trajadas de empregadas, e junto delas uma velha senhora que, parecia ser a dona daquela cafeteria. Devido aos trajes das atendentes era possível notar que aquela não se tratava de uma cafeteria tradicional, mas sim de um Maid Café.

Aquele era um dos horários de mais movimento, ainda mais com a chegada do inverno, pois nada melhor do que algo quente para afastar, mesmo que temporariamente, o frio. Em virtude da neve que caía, e também do vento que começava a ficar mais forte gradualmente, algumas pessoas que caminhavam na calçada resolveram entrar na cafeteria para tomar algo quente, e poder conversar em um ambiente aconchegante. Assim, tais pessoas adentraram a cafeteria e se sentaram nos bancos both de coloração marrom. Logo em seguida foram atendidas por uma jovem garota, que aparentava ter por volta de quinze anos. A jovem caucasiana possuía cabelos castanhos ondulados, que iam até a altura do ombro, e seus olhos possuíam a cor castanha amendoada.
Ela trajava um uniforme de empregada, sendo o mesmo constituído por um vestido preto com detalhes brancos, diversos babados e rendas, além de uma meia calça três quartos branca, e um sapato também branco. Afixado ao uniforme havia um crachá, no qual se encontrava escrito Nana. Por incrível que parecesse, aquela roupa e suas respectivas cores, combinavam harmonicamente com a feição da jovem, e isso lhe dava um charme a mais. A mesma os recepcionou com um grande sorriso, e ao ouvir o pedido de cada um, os anotou e retornou para a bancada de onde havia vindo.
Após alguns poucos minutos ela retornou com os respectivos pedidos de cada um, os pousou sobre a mesa bege clara, fez uma pequena reverencia e voltou para o balcão.

Nana ficou por um longo tempo no balcão sentada em um dos bancos do mesmo, porém do lado interno da bancada. Durante esse tempo ela ficara desenhando, pois essa sim era sua grande paixão. No dado momento ela desenhava uma paisagem, que remetia à sua antiga casa, da qual ela sentia saudades, porém motivos mais fortes a fizera se mudar. No momento em que pensara isso, memórias ruins começaram a invadir sua mente, porém, ao sacudir a cabeça, a mesma conseguiu afastar tais lembranças ruins e focar somente nas boas. Era um pouco difícil, apesar de os momentos ruins serem a maior parte, também haviam os bons, e a beleza do local onde ela vivera, era um deles. Enquanto ela se encontrava perdida em seus pensamentos a dona da cafeteria se aproximou da jovem, e pousou sua enrugada mão sobre a cabeça da mesma.
— Belo desenho, Nana. – ela fez uma pausa afagando os cabelos da jovem. – Como sempre, certo?! – disse ela esboçando um sorriso sincero e simpático. – O que seria essa paisagem? Algo que viu em algum lugar? – indagou a velha por fim, olhando para o desenho.
A garota voltou seu olhar para a senhora, e em seguida olhou para o desenho. No papel era possível ver um linda paisagem, mais precisamente um grande monte com uma extensa grama verde que em alguns pontos eram avermelhadas. Ao redor do monte haviam diversas árvores volumosas, as quais possuíam folhas avermelhadas, e em alguns pontos era possível ver diversas rochas negras. No fundo de toda aquela paisagem havia o sol que aparentava estar se pondo, e em virtude disso, seus raios laranja-avermelhados se espelhavam por toda aquela paisagem. Aqueles simplórios detalhes dava certa vida ao desenho, pois era possível sentir uma sutil calmaria e um leve conforto ao se olhar para o mesmo.
— Esse desenho me lembra minha antiga casa, pois aos finais de semana, de vez em quando, íamos para esse local. – respondeu a jovem fitando seu desenho.
— É um belíssimo lugar. – disse a senhora por fim, voltando-se para atender um cliente que a solicitara.

Após esse pequeno momento, Nana tornou a olhar para a cafeteria e para as pessoas que ali estavam, no mesmo instante um rapaz extremamente belo adentrou o local. Ele possuía cabelos loiros, olhos azuis, trajava uma camisa branca simples, e sobrepondo a mesma, uma camisa social azul de manga longa, que se encontrava aberta. Além disso, ele vestia uma calça de brim marrom escuro, porém o que mais chamava a atenção era o adorno que havia em seu pescoço, que se assemelhava a um MP3. Notava-se que plugado no MP3, havia um fone, o qual o rapaz colocou em seus ouvidos ao entrar no local.
Aqueles olhos azuis eram realmente lindos e resplandecentes, diferente de qualquer coisa que Nana havia visto, porém havia alguma coisa errada, aquele olhar aparentava estar distante e de algum modo eles transmitiam dor. Ao notar isso a jovem se sentiu um pouco curiosa e ao mesmo tempo receosa, mas o encanto que o rapaz loiro lhe causara fora muito maior que o receio sentido por ela. Aliado a isso havia também o seu serviço, o qual ela deveria cumprir, tal serviço era atender e servir a quem entrasse na cafeteria.

Assim, o rapaz entrou na cafeteria, sem nem olhar para os lados ou para quem estivesse naquele ambiente, era como se o jovem não se importasse. Ele sentou-se na última e mais afastada das mesas, pousou seus braços sobre a mesma, e em seguida aconchegou sua cabeça em seus braços, ficando de cabeça baixa, tendo assim ocultado seu rosto. Aquela forma de agir aumentou ainda mais a inquietude de Nana, era como se seu interior fosse agitado e instigado a descobrir o porquê daquela forma de agir. Enquanto fitava o jovem cabisbaixo da última mesa, Kaori a dona da cafeteria, a chamou.
— Nana, atenda o rapaz que acabou de entrar, por favor. – disse ela indicando com o olhar o loiro que a pouco Nana encarava.
A situação nunca fora tão favorável para que Nana se aproximasse do belo loiro. Apesar de receosa, a jovem pegou sua bandeja, que se encontrava sobre a bancada, a colocou debaixo do braço direito e pôs-se a caminhar em direção a mesa do rapaz.
Após alguns passos, lá estava ela, de frente para o jovem misterioso, porém o mesmo sequer levantou o rosto para encará-la.

— Deseja alguma coisa, Mestre? – indagou Nana, esboçando um leve sorriso simpático.
Alguns segundos se passaram e ela não recebera nenhuma resposta. O rapaz continuava cabisbaixo.
Uma pequena chama de preocupação começou a crescer no interior da jovem. Estaria ele passando mal ou algo do tipo?
Movida por tal sentimento, Nana se abaixou perto do rapaz para poder tocá-lo e perguntar se ele estava bem.
Assim, a jovem se reclinou suavemente em direção ao loiro, esticou sua delicada mão branca na direção do mesmo, e quando ela estava prestes a tocá-lo, ela foi surpreendida pela mão do jovem que agarrara seu pulso em um movimento extremamente rápido.
Aquilo pegou Nana de surpresa, e em virtude disso, ela soltou um leve gemido de susto, arregalando os olhos em seguida.
— Me desculpe, Mest... – disse ela tentando se redimir, mas antes mesmo de completar sua frase a jovem foi interrompida pelo rapaz.
— Não enxe! – disse ele rangendo os dentes, e a encarando com aqueles olhos azuis, que naquele momento, transmitiam ódio.
Aquela situação surpreendera a jovem, e a deixara sem reação, ela simplesmente ficou parada com os olhos arregalados fitando o jovem. Até que em determinado momento ele soltou o pulso dela e voltou-se para a posição que se encontrava inicialmente.
Após alguns segundos, a garota voltou a si, ela passou a mão pelo pulso, que a pouco havia sido agarrado bruscamente. O loiro que se encontrava a sua frente a havia agarrado com força e aquilo machucara um pouco, porém o que lhe incomodava era o toque do rapaz, que era um toque gélido. Apesar da agressividade do rapaz, era o dever dela o atender da melhor maneira possível.
— C-caso precise de algo é só me chamar, Mestre. – disse ela receosa, segurando a bandeja em frente ao seu corpo, com os braços cruzando-a.
Posteriormente a tais palavras Nana pousou o cardápio sobre a mesa, virou de costas para o loiro, e voltou para o balcão de onde viera.

Interiormente o jovem rapaz lutava contra si, pois a sede que ele sentia era indescritível. Porém aquela sede não seria sanada por água ou qualquer outro líquido ingerido normalmente, sua sede só seria saciada com sangue. O líquido rubro que circulava pela corrente sanguínea de todos que se encontravam ao redor dele. Ao pensar nisso o jovem rangeu os dentes, pois ele não poderia fazer aquilo, ele deveria manter o controle sobre si.
Ele podia ouvir e sentir o pulsar do coração de todos daquele ambiente, e para tentar suprimir isso, ele aumentou mais uma vez o volume da música que ouvia. A música era a única coisa que conseguia acalmá-lo nessas horas, como diziam, “A música acalma as feras”. Porém no dado momento de pouco adiantava, pois em sua mente a única lembrança que havia, era a do cheiro do sangue da Albina. Aquele sangue que por algum motivo era extremamente doce, suculento e completamente lascivo. Era aquele líquido carmesim que ele desejava naquele momento, mais do que qualquer outra coisa.
Apesar de tal desejo, Shuu não podia ceder, pois se o fizesse, ele estaria expondo seu lado monstruoso, e que era para todos, inclusive para sua espécie, abominável.
O loiro sentia raiva de si mesmo, tanto por se encontrar beirando aquele estado deplorável, quanto por ter ido justo para um local onde ele seria ainda mais tentado.
Quem com fome e em sã consciência, ia justo para o local onde havia comida? E era exatamente o que ele havia feito, havia ido para um local onde mais haviam bolsas de sangue ambulantes. Porém de todos os locais aquele era o menos pior, pois não haviam tantas pessoas quanto as ruas, lá sim, haviam muitas pessoas circulando. Shuu deveria ter ido para um local mais tranquilo e não entrado pelo primeiro local que avistara. Ao pensar na sua tolice ele cerrou fortemente seu punho, e mais uma vez rangeu seus dentes. Ficar ali cabisbaixo, tendo seu rosto envolto por seus braços, era a melhor coisa a se fazer, ao menos até que a maior parte das pessoas saíssem do estabelecimento.

Algumas horas se passaram, e durante todo esse tempo, enquanto não atendia os clientes, Nana fitava o misterioso rapaz, que durante aquele período continuava na mesma posição e situação. Aos poucos os clientes começaram a ir embora, e vagarosamente a cafeteria foi ficando vazia. Provavelmente, aquelas pessoas iriam para suas casas descansarem para recomeçarem novamente no dia seguinte.
Como de costume, Kaori deixava sobre a responsabilidade de Nana o ato de fechar e abrir a cafeteria nos finais de semana. Assim, a senhora se encaminhou para a morena, que se encontrava atrás do balcão.
— Aqui estão as chaves, Nana. – disse a velha pousando as mesmas sobre o balcão de coloração bege. – Você sabe o que tem que fazer, não sabe? – indagou a senhora.
— Sim, senhora. – assentiu a garota.
Nana possuía a responsabilidade de ajudar com a limpeza após o expediente de trabalho e a fechar a cafeteria durante os finais de semana, visto no decorrer dos dias normais, ela estudava. Assim, enquanto dispunha de tempo, ela trabalhava o máximo possível.
Junto dela havia Miwa, uma garota de cabelos médios de coloração castanho claro, cujo olhos eram pretos. Ambas trabalhavam juntas, porém Miwa trabalhava somente de segunda a domingo, tendo a segunda como dia de folga. Além disso, a mesma era responsável pela limpeza da área interna da cafeteria, local no qual os clientes não possuíam acesso. Já Nana era encarregada da limpeza restante, inegavelmente ela fazia a parte mais pesada, mas ela precisava do emprego para se manter.

— Bom, eu já estou de saída. – disse Kaori caminhando em direção a porta. – Nos vemos amanhã, Nana. – completou ela enquanto abria a porta do Maid Café.
Por conseguinte, a senhora abriu a porta, a atravessou e saiu da cafeteria. Nana e Miwa ficaram sozinhas na cafeteria, e em virtude disso, ambas iniciaram os seus deveres finais, para então poderem ir para suas casas descansar.
Enquanto limpava o balcão, Nana lembrou do belíssimo rapaz que se encontrava até a pouco na cafeteria. Ela se encontrava tão atarefada e concentrada em outras atividades, que acabou esquecendo dele.
Assim, a jovem voltou seu olhar para a mesa onde o rapaz havia se sentado, a última e mais oculta das mesas do local. Nesse instante ela estranhou, pois diferente das outras pessoas, o rapaz ainda permanecia na cafeteria. Um pouco preocupada sobre o problema que aquilo poderia acarretar a ela, Nana decidiu ir avisar a ele que a cafeteria já estava fechando. Deste modo, a garota contornou o balcão e começou a caminhar em direção a mesa onde o loiro se encontrava.

Imerso em seus pensamentos Shuu não viu o tempo passar, e enquanto se encontrava perdido nos mesmos, ele foi surpreendido por um leve e cálido toque em seu braço direito.
— Já estamos fechando, Mestre... – proferiu uma voz feminina suave.
Surpreso com aquilo, o jovem ergueu sua cabeça a fim de encarar quem o tocara, se deparando por fim com uma jovem de cabelos negros ondulados. A garota era realmente bonita pois possuía traços delicados, seus cabelos na altura dos ombros combinavam com seus olhos castanhos.
Enquanto a encarava Shuu podia ouvir com extrema clareza os batimentos cardíacos da jovem, que naquele momento se encontravam sutilmente acelerados. Além disso, pela mão que tocava sua pele, ele podia sentir as artérias da garota pulsando, conduzindo o líquido que ele almejava. Apesar de não ser o sangue que ele tanto desejava, o que corria nas veias e artérias da jovem diante dele, seria ao menos suficiente para saciar, mesmo que temporariamente, sua sede.
Um pouco receosa sobre como o rapaz reagiria ao toque dela, Nana afastou sua mão dele, porém antes mesmo de volta-la para a posição inicial, ela foi surpreendida, mais uma vez por uma ação do loiro.
Em um movimento extremamente rápido, ele se levantou, a agarrou pelo pulso, e a jogou no banco both em que ele se encontrava sentado a pouco. Após isso, ele partiu para cima da garota, com sua boca entreaberta. Nana tentou gritar, porém o rapaz tapara sua boca com a mão. Seus corpos se encontravam em contato, e ela podia sentir o quão gélido era o rapaz, aquilo era algo que ela nunca havia sentido, e isso a causou extremo estranhamento.
Porém o que mais a incomodou foi a situação, pois a condição na qual ela se encontrava, se assemelhava e muito ao seu antigo e maior trauma, o estupro. As lembranças começaram a invadir sua mente, e conforme isso acontecia, seu estomago se revirava, e ela podia sentir uma náusea quase que incontrolável.
Enquanto a jovem se contorcia, com sua mão livre, Shuu a agarrou pelo maxilar, e a forçou a encarar seus profundos olhos azuis. O loiro sabia muito bem do que era capaz, muitos de sua espécie chamavam tal dom de Majestade, dom que consistia em controlar as ações e emoções de suas vítimas, porém, ele só usava esse artifício em casos extremos, como aquele. Porém tal dom não era comum somente a ele, a maioria dos vampiros o possuíam, visto que podiam acalmar ou induzir suas vítimas a fazerem o que o controlador desejasse.
Deste modo, Shuu conseguiu acalmar as emoções da garota, que aos poucos foi parando de se debater.

Ao fitar aqueles olhos azuis hipnotizantes, Nana foi gradualmente sendo preenchida por uma calmaria inimaginável, era como se aquela situação não fosse estranha a ela. Como se isso não bastasse, progressivamente sua mente foi sendo limpa, ela não conseguia pensar, nem imaginar nada.
Aproveitando-se do momento, Shuu virou o pescoço da garota com cautela, pois qualquer movimento mais agressivo poderia lhe quebrar o pescoço. Assim, ele pode ver o colo nu da jovem, além disso, o mesmo podia visualizar o pulsar da artéria carótida da jovem.
Aquilo fez o interior do loiro se incendiar, então rapidamente ele abriu sua boca, expondo seus caninos, avançou na direção do pescoço de Nana, e no mesmo cravou suas presas.
Ao começar a sugar o sangue dela, Shuu sentiu sua boca ser preenchida por um líquido quente e com o sabor sutilmente adocicado de ferro. Aquele sangue era nitidamente diferente do sangue da Albina, mas o mesmo era o único que havia disponível, e que com toda certeza ele não o desperdiçaria.

Nana conseguia sentir seu sangue ser sugado com extrema violência, porém ela sequer pensava em reagir a tudo aquilo, pois nada vinha a sua mente, seus pensamentos se encontravam completamente em branco. Porém aos poucos o corpo da jovem foi sendo preenchido por um frio que ela não conseguia identificar ao certo a origem.
Conforme esse frio vinha, ele trazia consigo sono, e em virtude disso, ela foi fechando gradualmente seus olhos. Olhos que a pouco se encontravam brilhantes, todavia aos poucos o brilho amendoado dos mesmos ia se esvaindo, até o momento em que Nana os fechou por completo.
Conforme sugava o sangue da jovem, Shuu notou que ela ia ficando gradativamente mais fraca, como se isso não bastasse a jovem se encontrava com a pele um pouco fria e com os olhos fechados. Foi então que Shuu se deu conta de que se ele continuasse, a mataria. Porém aquele sangue estava realmente bom para uma humana comum, ela até que possuía um sangue saboroso, e isso fez com que ele entrasse em conflito interno sobre parar ou não de sugá-la até a morte.
Contudo, ele não poderia deixar vestígios do que aconteceu ali, e se ele a matasse, haveria um vestígio de seus atos. Deste modo, o loiro reuniu toda sua força de vontade e descravou suas presas do pescoço da jovem. Ele podia ver o líquido carmesim escorrer pelas perfurações que a pouco ele fizera. Sutilmente ele aproximou sua boca do local da ferida, a lambeu com suavidade e por fim se pôs de pé diante da jovem, que se encontrava deitada sobre o banco both.

Era possível visualizar as feridas feitas por ele se fechando aos poucos, e ao notar estava acontecendo, e tendo em mente que após alguns segundos, a ferida da garota estaria cicatrizada, Shuu começou a caminhar em direção a saída da cafeteria.
Ao chegar próximo a porta, ele a abriu, passou pela mesma, saiu do estabelecimento, e começou a caminhar em direção ao Shopping onde a Limusine que o levaria para a mansão se encontrava.

Notas finais
Como eu havia dito, esse capítulo se trata mais de uma retratação do que houve com Shuu, e de como ele sugou o sangue de alguém, que bem, é referente a uma de minhas leitoras. Eu havia lhes dito sobre as imagens nas notas inciais, e aqui estão elas: Bancos Both: http://shopblob.blob.core.windows.net/1211-produtoimagem/zoom-1556(0).jpg (confesso que nem eu mesmo sabia que esse tipo de banco se chamava assim, foi pesquisando que descobri xD) Espero que a imagem auxiliem na imaginação de vocês, além disso, espero que eu tenha conseguido passar as informações de forma correta e que vcs tenham conseguido imaginar as cenas da melhor forma possível. Assim, venho pedir a todos que se não sentirem vergonha ou receio, que comentem. Seja para criticar, para sugerir algo, ou até mesmo para elogiar(*---*). Confesso que sempre fico extremamente feliz ao ler os comentários, desde os mais simplórios aos mais elaborados! Mais uma vez queria agradecer aos que favoritaram a fic, e eu realmente fiquei surpresa pois eles aumentaram e muito!( êêê felicidadeeee! *0*) E gostaria de agradecer, principalmente, aos que comentam, pois isso sem dúvida alguma é o que me anima, pois é através deles, que vejo se vcs estão gostando ou não. Já ia esquecendo... tentarei adiantar o próximo capítulo o mais rápido possível, para tentar tirar um pouco o atraso dos que não postei. E sejam bem-vindos leitores novooos! Enfim, Espero que tenham gostado, e por favor deixem suas opiniões! Até a próxima gente LINDA! Beiiijoos! :*